Estudantes adotam os eBooks


Professores acreditam que os e-books não vão substituir os livros tradicionais. Para eles, os dois irão conviver juntos. Estudantes que usam os e-books dizem que os dois tipos têm suas vantagens. Enquanto isso, cada vez mais as empresas aprimoram os aparelhos que vendem aos leitores e editoras começam a lançar e relançar obras no formato digital.

A professora de Letras da Universidade Católica de Pernambuco [Unicap], Fa­bia­­­na Câmara não acredita na substituição dos livros pelos meios eletrônicos. “Creio que não vai haver uma substi­tuição, até mes­mo porque o impresso pro­voca uma maior vontade de ler do que o formato digital. Um livro grande, como ‘Gran­de Sertão Veredas’ exi­ge concentração, que a pessoa volte a página para reler algo que precise relembrar”, compara.

A estudante Joana Turton, 17 anos, comprou um dos primeiros tipos de e-reader [aparelho para leitura dos e-books] da Sony durante uma viagem que fez aos Estados Unidos no final do ano passado. Ela já sabia da exis­tência dos aparelhos e pes­quisou preços antes da viagem. Para a garota, os e-books ajudam na leitura de livros estran­geiros. “Eu leio muito em inglês e, às vezes, é difícil achar livros em inglês nas livrarias daqui. A vantagem é que eu compro livros para o e-reader pela internet e uso para ler neste idioma”, contou Joana. Co­mo o aparelho da garota foi um dos primeiros, ela já o acha “arcaico” em relação aos mais novos.

Na Universidade Federal de Pernambuco [UFPE] o Pro­grama de Pós-Graduação em Letras [PPGL] publicou dois livros como e-books. O professor do Programa, Anco Márcio, não vê as pessoas discutindo ainda se os apa­relhos estão ficando ou não ultrapassados, como já observa Joana em relação ao que comprou. “Se o e-book vier a ficar defasado tecnologicamente com a mesma rapidez com que um PC fica, creio que o pior inimigo do e-book será o próprio e-book”, destaca o professor.

O universitário Antônio Albu­querque, 24 anos, também comprou um leitor ele­trônico no exterior, só que mais sofisticado que o de Joana. Ele trouxe da Europa um iPad, tablet da Apple, com várias funções, entre elas a de e-reader. “A expe­riência com o e-book ainda é recente. A facilidade se baseia na mobilidade: você pode carregar cem livros com o peso de dois quilos”, diz o estudante de Ciência da Computação. Antônio comprou o tablet para faci­litar nos estudos, tanto para ler, quanto para criar. “Como sou profissional da área, também comprei pelo lado pro­fissional: saber como desenvolver para entrar nesse mercado”, comentou. O universitário adqui­riu recentemente o iPad e o leva apenas para onde tem mesmo necessidade.

Márcio concorda com An­tônio na questão da comodidade oferecida pelo e-book. “A vantagem do e-book é você poder guardar em um suporte de fácil locomoção uma quantidade razoável de livros. Isso tanto facilita a vida de quem precisa viajar e levar livros na bagagem quanto de quem tem pouco espaço em casa para guardá-los”, disse Már­cio.

Por Jaime Mitchell | Folha de Pernambuco | 25/08/2010

Facebook é o “dono” da palavra book e processa site


Nem pense em criar um site cujo nome termine com ‘book’, a não ser que esteja disposto a bater de frente com a maior rede social do mundo. Saiu na Wired que o Facebook está processando um site pouco conhecido chamado ‘Teachbook’, uma espécie de comunidade online para professores. Apesar do logo e do layout do site não lembrarem nem de longe o Facebook, o que a companhia de Zuckerberg alega é que ela literalmente é dona da palavra ‘book’ quando o assunto é rede social.

Por Debora Schach | Blue Bus | 25/08/2010

Random House ganha batalha contra Andrew Wylie


A Agência Wylie vai tirar treze dos vinte títulos da lista de e-books da Odyssey Editions após chegar a um acordo com a Randon House, editora dos livros impressos. Markus Dohle, presidente e CEO da RH, e Andrew Wylie, presidente da Agência Wylie, declararam em depoimento conjunto que as duas empresas “resolveram” suas diferenças em relação aos títulos que faziam parte do programa de edição de e-books da Odyssey Editions: “Esses títulos estão sendo tirados do programa e não estarão mais à venda. Concordamos que a Random House deve ser o editor exclusivo para e-book desses títulos nos territórios onde a Random House US controla os direitos.” Segundo o Financial Times, o acordo não ofereceu nenhuma condição especial.

Por Philip Jones | The Bookseller | 25/08/2010

Livro eletrônico amplia hábito de leitura nos EUA


Muitas pessoas que compram livros eletrônicos passam a dedicar mais tempo à leitura, mostram as primeiras pesquisas sobre o assunto, num sinal encorajador para o mercado de livros. Num estudo com 1,2 mil donos de leitores de livros eletrônicos nos Estados Unidos, realizado pela Marketing and Research Resources, 40% disseram que passaram a ler mais do que com livros impressos. E 55% dos entrevistados pelo estudo, realizado em maio e financiado pela Sony , que fabrica aparelhos do tipo, acharam que vão usar o aparelho para ler ainda mais livros futuramente. O estudo analisou donos de três aparelhos: o Kindle, da Amazon, o iPad, da Apple, e o Sony Reader. Cerca de 11 milhões de americanos terão pelo menos um leitor de livro eletrônico até o fim de setembro, calcula a Forrester Research. As vendas de livros eletrônicos nos EUA cresceram 183% no primeiro semestre ante o mesmo período de 2009, segundo a Associação de Editores Americanos.

Por G. A. Fowler e M.C. Baca | Publicado originalmente em The Wall Street Journal e Valor Econômico