E-books roubam a cena na Bienal do Livro


Edição deste ano trouxe exemplares de livros eletrônicos para o público conhecer as novas formas de consumir cultura

São Paulo recebeu durante onze dias a 21ª Bienal Internacional do Livro. Foram 350 expositores, cerca de 700 mil pessoas passaram pelos corredores do evento, milhares de livros espalhados pelos estandes… mas dá só uma olhada no que chamou a anteção dos visitantes.

A edição deste ano proporcionou ao público o contato direto com uma nova maneira de consumir conhecimento e cultura. Os leitores eletrônicos estiveram espalhados aos montes para quem quisesse conhecer e aprender mais sobre esse mundo. E as reações foram as mais diversas.

Todo mundo está se interessando. Vem aqui desde criança, tem criança de 10 anos que compra, que escolhe e tem gente mais velha também“, diz Luciana Ernanny Legey, Sócia de um fabricante de leitores digitais.

A mobilidade oferecida pelos leitores eletrônicos é um dos pontos fortes desses produtos. Uma recarga de bateria pode deixar o aparelho funcionando por cerca de uma semana. Num pequeno aparelho como este, é possível guardar até dois mil títulos. E é isso que mais chama atenção dos usuários.

Você pode carregar nesse aparelho a sua biblioteca inteira. É muito simples, você vai no site, baixa o livro e passa para o aparelho. E é muito agradável de ler, não reflete, então você não cansa. É uma tecnologia para imitar papel, então você sente que você esta lendo no papel efetivamente“, explica Luciana.

Aqui nesse espaço ficaram expostos dezenas de iPads, além de outros leitores eletrônicos como o da Sony, o Kindle e o Cooler. Cada visitante que passava por perto dava uma paradinha para interagir um pouco com as novas tecnologias. A Letícia e a Sarah nunca tinham visto um iPad, e a primeira impressão das duas com o tablet da Apple valeu a pena.

Eu achei mais legal, porque é uma forma mais descontraída de você ler, não fica só naquela chatice das letras do livro, do papel”, diz Letícia Maia, estudante.

A também estudante Sarah Gomes acredita que os e-books dão mais dinamicidade à leitura “É como se você tivesse um livro mesmo nas mãos, só que pelo computador. Então você pode tocar, interagir com os personagens, ler quantas vezes você quiser e você não fica cansado. É muito legal.”

O mercado de livros físicos no país ainda não deve sofrer com a chegada desses novos gadgets. Os leitores eletrônicos ainda custam caro para o público brasileiro. Mas as editoras já começam a ficar de olho nessa nova tendência.

Isso amplia o acesso da população a uma leitura, a um conhecimento, à informação“, diz Vera Lúcia Wey, Gerente de Produtos Editoriais da Imprensa Oficial.

E aí, ficou curioso para saber como funcionam o iPad e o Kindle? Então acesse agora os links acima desse texto. Você vai encontrar dois testes que fizemos com os gadgets da Apple e da Amazon. Corre lá!

Olhar Digital | 22 de Agosto de 2010 | 15:45h