Saraiva começa a vender iRiver Story


iRiver Story

Mais um e-reader chega ao mercado brasileiro. A partir de amanhã [18], a Saraiva começa a vender em seu site o iRiver Story, que tem tela de 6 polegadas com resolução de 600×800 pixels. A capacidade de armazenamento é de 2 GB, mas a memória pode ser expandida com cartão SDHC de até 32GB. Ele grava voz, toca música e lê uma grande variedade de formatos [txt, epub, html, pdf, doc, xls, ppt, adobe DRM, rtf, jpg, Gif, png, mp3, bmp, wma e OGG]. Há ainda agenda e opção de fazer anotações. O leitor é o mais caro entre os disponíveis no Brasil e custa R$ 1.099. O recém-lançado Positivo Alfa vale R$ 699 e o Cool-er, R$ 599.

PublishNews | 17/08/2010

6 pensamentos sobre “Saraiva começa a vender iRiver Story

  1. Vejam só, o grupo Saraiva tinha um motor de inovação incrível. Eles são pioneiros nas publicações digitais como SaraivaJuris. Mas, aqui, a gente percebe o quanto o mercado editorial está completamente perdido e engessado com essa história toda dos livros digitais.

    Durante o 1º Congresso Internacional do Livro Digital a Saraiva chegou a desmentir, numa palestra, o boate, mas uma vez de jornalistas, que dizia que a Saraiva lançaria um e-reader. Tudo, claro, em nome dos segredos dos negócios. Como se fosse realmente um segredo o fato de todo o mercado editorial estar sendo obrigado a investir tempo no assunto.

    O fato é que bastou a Positivo Informática e a Livraria Cultura começarem a comercializar o Alfa, que a Saraiva tratou de deixar de lado todo o seu “laboratório de segredos” e a colocar no mercado um produto que todo mundo já conhecia e que, cá pra nós, sem chance, está caro para o consumidor.

    Isso, para mim, demonstra o seguinte: falta de visão de futuro! Muito blá, blá, blá. Muita lentidão e pouca inovação.

    Ednei Procópio

  2. De fato, é um aparelho mais complexo do que os já disponíveis no mercado. E também de preço ainda elevado.

    Mas creio que a aposta da Saraiva seja a funcionalidade dele para o profissional que venha a adquirí-lo. Até onde conheço o aparelho, ele visa reduzir a quantidade de material que um profissional – como os advogados – tenham que carregar no seu dia-a-dia: além dos livros, uma fonte de anotações e consultas a outros formatos (PowerPoint e outros).

    Eu vejo como uma tentativa da Saraiva de se posicionar em um mercado de tablets (multifunções) do que necessariamente de e-books. De oferecer uma alternativa mais ao profissional que necessariamente ao consumidor em geral.

    O foco da Editora Saraiva são os livros profissionais (Direito e Administração, por exemplo), e são profissionais sobrecarregados de materiais eequipamentos. Esse aparelho seria uma tentativa de simplificar a vida deles. O que não deixa de ser uma visão de inovação.

    Obrigado pelo espaço!

  3. Você tem toda a razão, Pedro. É que, agora, dá a impressão que eles só foram atrás de um e-reader porque a Livraria Cultura o fez. Portanto, a Livraria Cultura sim estaria a frente do seu tempo quando, por exemplo, lança a eBookStore antes também da Livraria Saraiva. Portanto, se faz necessário no mercado editorial brasileiro tomadas de decisões mais rápidas e precisas para não perdermos o mercado para a indústria de tecnologia. De qualquer modo, quem ganha é o leitor, o consumidor final, quanto mais e-reader, melhor para o usuário.

  4. Com certeza absoluta. Quanto mais alternativas surgem, melhor fica para as pessoas escolherem o que realmente atende suas necessidades.

    O que me preocupa, de fato, é que são apenas as gigantes que estão em condições de implementarem todas estas tecnologias agora, neste exato momento.

    As pequenas livrarias e editoras estão sem condições objetivas claras – propostas amplamente divulgadas – e de baixo custo para se adequarem a esta realidade extremamente nova.

    Abraços!

    Pedro Mezgravis

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