Apple retira livros eróticos do catálogo do iPad


A Apple está sendo acusada de censura depois que quarto romances eróticos desapareceram da iBookstore. Ontem pela manhã, o livro Blonde and Wet, the Complete Story, de Carl East, estava liderando o catálogo, seguido de outro título de East, Big Sis, em segundo, e Six Sexy Stories, de Ginger Starr, em quinto lugar. À tarde eles desapareceram e foram substituídos por outros como The Perfect Murder, de Peter James. De acordo com o The Times, a iBookstore “aparentemente censurou seu catálogo britânico depois que o The Times questionou sobre como a lista era feita”. No entanto, a Apple não quis explicar o desaparecimento ao jornal. Em abril, Steve Jobs disse que queria que o iPad ficasse livre de aplicativos pornográficos.

The Bookseller | 27/07/2010 | Victoria Gallagher

Stieg Larsson supera marca de 1 milhão no Kindle


LOS ANGELES – Stieg Larsson, autor de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, tornou-se o primeiro escritor a superar a marca de 1 milhão de livros eletrônicos vendidos no Kindle, graças à trilogia de sucesso “Millennium”, informou a varejista online Amazon.com nesta terça-feira.

Daniel Craig vai estrelar remake de ‘ Os homens que não amavam as mulheres’
O sueco Larsson, que morreu em 2004 antes que seus romances se tornassem best-sellers ao redor do mundo, foi nomeado o primeiro membro do “Kindle Million Club”, de acordo com a Amazon.com

Os três livros da trilogia, cuja terceira parte “A Rainha do Castelo de Ar” foi publicada pela primeira vez na Suécia em 2007, estão entre os 10 livros eletrônicos mais vendidos para o leitor Kindle em todos os tempos.

As versões impressas venderam mais de 27 milhões de cópias ao redor do mundo e foram traduzidas do sueco para mais de 40 idiomas.

Os livros de Larsson cativaram milhões de leitores ao redor do mundo e despertaram um interesse voraz pelas vidas de seus personagens principais Lisbeth Salander e Michael Blomqvist“, disse Russ Grandinetti, vice-presidente do conteúdo para o Kindle, em comunicado.

O Amazon.com, maior vendedor mundial online de livros, lançou seu leitor eletrônico Kindle em 2007. O aparelho compete com o iPad, da Apple, o Reader, da Sony, e o Nook, da Barnes & Noble.

Reuters | 27/07 às 16h05

Agência literária publica e-books!


Todos nós já vimos autor virar editor, editor virar autor, mas agente virar editor era novidade… Não é mais!

The Wylie Agency[1] fechou negócio com a Amazon[2] e, agora, você pode saborear as “kindle-letras” de autores como: Saul Bellow, Jorge Luis Borges, William S. Burroughs, John Cheever, Ralph Ellison, Louise Erdrich, Norman Mailer, Vladimir Nabokov, V.S. Naipaul, Orhan Pamuk, Philip Roth, Salman Rushdie, Oliver Sacks, Hunter S. Thompson, John Updike, Evelyn Waugh entre outros que virão, claro.

O fato novo é que não iremos refletir sobre uma agência qualquer, com quaisquer autores. O nome da empresa é The Wylie Agency[3], a qual tem negócios com editoras de porte, como Random House[4], Macmillan[5] e muitas mais. Se você está pensando que isto parece “briga de cachorro grande”, saiba que não parece, é mesmo. A decisão básica da The Wylie em abrir a empresa Odyssey Editions[6]para publicar os e-books de seus autores gerou reações nada simpáticas, bem como reflexões sobre os papéis dos profissionais no mercado editorial[7].

As considerações revêem os contratos já firmados para língua inglesa pela agência, sua nova posição de “concorrente” das editoras com as quais trabalha, sua postura de aumentar as porcentagens de direitos autorais para seus autores, além de questionar a exclusividade com o Kindle como nada interessante para o leitor. E não param por aí, até porque nem todas as questões esgotaram-se. A internet só está começando a questionar os modelos de negócios das publicações. Vamos pensar a respeito:

1. Contratos via agentes: não é comum agentes cederem direitos para vários tipos de publicação e de uso de uma obra a uma editora. As ofertas em dinheiro, para conseguir os direitos de uma obra, ajudam muito a ampliar ou reduzir os meios para publicar nos acordos entre editoras-agentes-autores. Logo, até aqui, The Wylie não criou nada de novo nessas relações comerciais.

2. Agência-editora: a pergunta que se faz agora com a internet é – Com quem você está negociando direitos autorais? Com editoras, distribuidoras ou livrarias? Um portal ou site[8] na internet é uma editora, distribuidora ou livraria? Concordo, com quem está lembrando, que o Kindle é entendido mais como uma distribuidora do que uma editora. Porém, pense comigo, uma obra só de texto que entra em formato digital pré-determinado, precisa de um novo processo editorial? A abertura da empresa Odyssey Editions, realmente, pode ser entendida que a Wylie “virou concorrente das editoras”, ou é apenas uma formalização administrativa exigida para negociar suas obras em e-books? Será que a novidade é a agência[9] atualizar-se com a nova maneira de negociar direitos autorais…?

3. Porcentagens maiores de direitos autorais: agentes literários começaram a negociar no final dos anos 1800, na Inglaterra. Temos aqui, mais ou menos, 200 anos de história desse tipo de negócio e suas necessidades. Quem defende a ideia que as novas formas de publicações com custos diferentes não iriam modificar os antigos modelos das porcentagens de direitos autorais, pode começar a repensar seus argumentos…

4. O kindle é o limitador até 2012[10]: como leitora, até hoje, já com mais de 200 páginas de leitura na internet sobre os modelos que recebem os e-books, confesso que não consegui me decidir entre qual comprar. Acredito que irei ficar assim até que editoras, distribuidoras, plataformas físicas de e-books, agora agências, consigam lembrar que nós, leitores, não colecionaremos instrumentos eletrônicos para as palavras digitais. Queremos apenas ler! No meu caso, sonho com o dia em que um livro de 700 páginas irá pesar tanto em minhas mãos quanto outro de 100 páginas.

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[1] http://www.wylieagency.com/
[2] http://mashable.com/2010/07/23/amazon-deal-threatens-ebook-market/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=hellotxt&utm_campaign=Feed%3A+Mashable+%28Mashable%29
[3] http://harvardmagazine.com/2010/07/fifteen-percent-of-immortality
[4] http://www.thebookseller.com/news/124089-random-house-says-it-will-no-longer-deal-with-wylie-agency.html.rss?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
[5] http://blog.macmillanspeaks.com/macmillan-response-to-wylie-exclusive-publishing-deal/#comment-1229
[6] http://www.odysseyeditions.com/
[7] http://www.gather.com/viewArticle.action?articleId=281474978390186
[8] Site que se propõe a ser a porta de entrada da Web para as pessoas em geral. Tipicamente, um portal possui um catálogo de sites e um mecanismo de busca. http://tecnologia.uol.com.br/dicionarios/
[9] http://www.ft.com/cms/s/0/36ad8464-981e-11df-b218-00144feab49a.html
[10] http://jwikert.typepad.com/the_average_joe/2010/07/how-will-ebookstores-earn-your-loyalty.html

Por Marisa Moura | Publicado originalmente em PublishNews | 27/07/2010

Alfa, o leitor eletrônico da Positivo


O mais recente “furo” em termos de notícias sobre o mercado editorial brasileiro foi dado pela IstoÉ Dinheiro que, na semana do dia 14 de julho, anunciou o lançamento do Alfa, o leitor de livros eletrônicos da Positivo Informática. Maior fabricante de computadores do Brasil, a Positivo teve um insight parecido com o de Steve Jobs: enxergou que caminhamos para um “mundo pós-PC”, onde quem vai dominar serão os fabricantes de dispositivos móveis. A revista afirma que o leitor de e-books é apenas a ponta do iceberg de um movimento que prevê o lançamento de televisores, celulares e… tablets! Leitor da recente biografia não-autorizada de Jobs, Hélio Rotenberg, presidente da Positivo, reconhece que vai concorrer até com o superpoderoso iPad. Ambicioso, Rotenberg acredita que seu Alfa é mais fácil de usar que o Kindle, da Amazon, embora não ofereça conectividade Wi-Fi na primeira versão [prevista para agosto], só em 2011. A vantagem do Alfa, para as editoras brasileiras [que, até agora, fizeram cara feia para o Kindle], é que a Positivo não quer ser “dona” do formato, e promete um leitor compatível, por exemplo, com as recentíssimas iniciativas da Livraria Cultura e da Saraiva. Rotenberg, sabiamente, percebeu que, sem a adesão maciça do mercado editorial brasileiro, nenhum leitor eletrônico vai decolar no País. Que o diga o leitor da Gato Sabido, que atrai acessos, mas não vendas [proporcionalmente], já que faltam títulos. Mesmo o Kindle carece de mais títulos em português [ou seja: mesmo a gigante Amazon sofre com a retaliação de nossas editoras]. A desvantagem do Alfa, no entanto, é o preço, de 750 reais [considerando-se, novamente, que o Kindle está sendo vendido por menos de 200 dólares agora]. E como se não bastasse a Positivo, outro fabricante nacional, a Mix Tecnologia, também promete entrar na briga. E as nossas editoras… será que vão, finalmente, comprar a ideia do livro eletrônico? ;-]

Publicado originalmente em Digestivo nº 467 | Terça-feira, 27/7/2010 | Por Julio Daio Borges