Mailer e Borges no Kindle


A varejista online Amazon.com afirmou nesta quinta-feira, 22, que irá publicar edições digitais de 20 livros clássicos da editora Wylie Agency, incluindo obras de autores como Philip Roth, John Updike e Norman Mailer, pela primeira vez para seu e-reader Kindle.

A medida é um sinal do acirramento da concorrência no mercado de livros digitais, que inclui o tablet iPad, da Apple, e o e-reader Nook, da rede de livrarias Barnes & Noble.

O acordo com a Wylie pode dar início a uma corrida entre as fabricantes dos aparelhos para adquirir os direitos de publicação de obras clássicas em formato digital, o que ajudará a atrair mais consumidores.

Esta é a primeira vez que livros como “O Complexo de Portnoy”, de Philip Roth, e “Ficções”, do argentino Jorge Luis Borges, serão publicados em formato digital, afirmou a Amazon. O contrato de exclusividade dos livros para o Kindle é de dois anos.

Consumidores do Kindle poderão baixar os livros nos aparelhos por 9,99 dólares.

REUTERS | 22 de julho de 2010 | 18h27| Link do Estadão

Blucher com um pé na iBookstore


Alguns livros são mais difíceis de serem transformados em e-book do que outros. Não dá para comparar, por exemplo, um de literatura com outro técnico – e todas as suas notas de rodapé, tabelas, imagens… Sabendo desses obstáculos, a Blucher começou a estudar o assunto e durante quatro semanas trabalhou em um piloto. Este foi o tempo necessário para negociar com Rafael Pinotti, o autor de Educação ambiental para o século XXI, adaptar o livro para o formato ePub, preparar os metadados, determinar o preço e cuidar dos trâmites de negociação junto a Apple. Agora, o livro já está devidamente incluído na iBookstore e pode ser lido tanto no iPad quanto no iPhone 4. O ponto negativo, só por ora, é que os brasileiros cadastrados na loja com um endereço nacional não podem comprar. Quando a Apple descobrir o Brasil, isto é, quando começar a vender o iPad, tudo vai mudar. Mas este não parece ser um empecilho tão grande para a Blucher, já que ela edita livros científicos, técnicos e profissionais em português, espanhol e em inglês e já vende no mercado internacional. De acordo com Eduardo Blucher, ainda em agosto a editora vai disponibilizar outros títulos, sobretudo em línguas estrangeiras, na loja, que por enquanto vende para os Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Espanha, França e Alemanha. Ele conta ainda que está preparando o lançamento de Bioetanol de Cana-de-Açúcar/Sugarcane Bioethanol, obra que nasce simultaneamente nas versões impressa e eletrônica e também em português e em inglês. O livro tem nada menos do que 992 páginas!

PublishNews | 22/07/2010

“Histórias possíveis” em e-book


Em 2007, André de Leones reuniu amigos que gostavam de escrever e lançou a revista eletrônica “Histórias Possíveis”. A ideia era criar narrativas literárias inspiradas em notícias. Hoje, 58 edições depois, Erwin Maack, um dos colaboradores, selecionou 12 entre os contos publicados lá para integrarem o e-book Histórias possíveis [KindleBookBR, R$ 18], que chega às livrarias nesta semana. Assinam os textos do livro os atuais editores Daniela Mendes e Wesley Peres, o próprio organizador, e ainda Lúcia Bettencourt, André de Leones, Nereu Afonso da Silva, Maurício Melo Júnior, Leandro Resende, Susana Fuentes, Daniela dos Santos, Dheyne de Souza e Gerusa Leal. O livro pode ser comprado na Cultura, Saraiva, Gato Sabido e também na Amazon. Quem quiser receber as próximas edições da revista, basta mandar uma mensagem para historiaspossiveis@gmail.com colocando “assinante HP” no assunto. Vale a pena! E vem mais pela frente… Além deste livro, Erwin lança o e-book de contos Dança ritual urbana e outros movimentos [KindleBookBR,R$ 15]. E na próxima semana, André de Leones apresenta o seu Como desaparecer completamente [Rocco] no Rio e em São Paulo.

PublishNews | 22/07/2010

Xeriph já está funcionado


Enquanto a DLD se prepara para entrar de vez no mercado no fim do ano, a Xeriph corre por fora e já está pronta para distribuir livros digitais para as livrarias. Ou melhor, já está distribuindo. Quem comprar um livro da Zahar hoje na Gato Sabido já baixa o arquivo diretamente do servidor da Xeriph. A nova distribuidora é comandada por Duda Ernanny, que inovou no ano passado ao criar a primeira eBookstore brasileira. Além da Zahar, outras editoras como a Vieira & Lent, Sá Editora, Pallas, Lexicon, Ficções, Alpha Books e Mosaico começam a chegar. Ernanny está negociando também com a Libre para atender a todos os seus associados.

O investimento, totalmente brasileiro, foi de R$400 mil e o “0800” deles não é na Índia, é no Rio de Janeiro, ali no Jardim Botânico. O custo para livrarias é zero. Para as editoras há duas alíquotas diferenciadas. Se venderem para uma livraria que já tenha DRM proprietário, pagam 2% do preço de capa pelo serviço de distribuição. Quando a venda for para uma livraria que utilize o DRM da Xeriph, pagam 5%. Com o sistema, as editoras terão total controle do que foi vendido e poderão até fazer alterações no livro.

De maneira resumida, o processo funciona assim:

  1. Editora – faz o upload automatizado dos seus e-books, sem interferência humana, direto no servidor da Xeriph, e preenche um cadastro completo [título, autor, tradutor, páginas, isbn, preço etc.]
  2. Livraria – acessa o site da Xeriph [login e senha] e consulta os catálogos das editoras. Seleciona os títulos desejados. Faz requisição online automática, que é direcionada à editora
  3. Editora – autoriza a livraria, que recebe e-mail informando o link para cada título solicitado. O link será acessado pelo comprador no momento do download
  4. Consumidor – compra o livro normalmente na eBookstore, usando todo o sistema de venda da loja. Ao clicar no link de download, acessa diretamente o servidor da Xeriph, que imediatamente contabiliza esse download em relatório que fica disponível para a editora e para a livraria. O servidor da Xeriph controla e audita todo o processo de download.

Em caso de inadimplência de uma livraria, a editora tem total controle sobre as autorizações e pode suspender o acesso imediatamente. Com isso, o e-book fica indisponível para venda até que a editora libere novamente.

Quando a editora desejar fazer qualquer tipo de atualização em algum e-book já publicado, basta atualizar o arquivo e logo em seguida todas as livrarias que tiverem acesso a esse livro receberão a informação da atualização, que também poderá ser repassada pela livraria àqueles que compraram tal livro.

Para contratar ou tirar dúvidas, basta entrar em contato através do site.

PublishNews | 22/07/2010 | Maria Fernanda e Ricardo Costa

Agência americana resolve cuidar pessoalmente dos e-books de seus autores


Depois de anunciar que estava descontente em negociar a edição dos e-books dos autores que representa [John Updike, Salman Rushdie, Philip Roth e outros] com suas respectivas editoras, a Wylie Agency resolveu abrir sua própria distribuidora de e-books. De acordo com matéria do Publishers Lunch veiculada ontem [22], ela fará o contato direto com as lojas virtuais por meio da Odyssey Editions. No anúncio feito pela empresa, a Odyssey vai emitir versões digitais de alguns títulos e deu exclusividade de venda para a Amazon por dois anos. Os livros custarão US$ 9,99 e foram desenvolvidos em parceria com a Enhanced Editions. Wylie não falou sobre os termos financeiros e nem sobre os royalties, mas disse que eles serão muito mais favoráveis do que as editoras estão oferecendo. Matéria do New York Times fala em 50% para o autor. Grande parte desses primeiros 20 títulos que a Odyssey Editions vai distribuir para Kindle foi lançada em papel pela Random House. O porta-voz da editora, Stuart Applebaum, disse: “Estamos muito desapontados com a atitute do sr. Wylie, com a qual discordamos. Nós enviamos uma carta à Amazon contestando o seu direito de vender esses títulos, que são objeto de acordos ativos da Random House”. Por conta disso, a editora resolveu romper relações com a agência enquanto o assunto não for resolvido.

PublishNews | 22/07/2010

Amazon escreve outro capítulo em sua estratégia


Em novembro, a rede varejista on-line Amazon.com levou um pequeno grupo de agentes literários americanos a uma reunião em sua sede em Seattle para tentar tirar os arranhões de sua imagem de gigante da venda de livros indiferente aos demais atores. A reunião centrou-se em discutir o melhor momento para o lançamento de livros digitais e a estrutura de remuneração pelo produto. Executivos da Amazon não discutiram a possibilidade de negociar diretamente com autores [o que atualmente eles fazem de forma bem limitada], nem de se tornar uma editora, segundo um agente a par das conversas. Um mês depois, no entanto, “tudo isso mudou”, afirmou o agente. Em janeiro, John Sargent, executivo-chefe da Macmillan, deu um ultimato à Amazon. Sargent vinha pressionando pela mudança do contrato da Macmillan com a Amazon para o modelo conhecido como “modelo de agência”. Desde então, a Amazon vem tentando cimentar sua posição como um participante não convencional no mundo editorial, com intenção de explorar oportunidades à margem da indústria. Isso trouxe a varejista para mais perto do centro do negócio editorial, segundo agentes. “A missão da Amazon é muito ampla e abrange um grande espectro“, afirmou Robert Gottlieb, presidente do Trident Media Group, uma das principais agências literárias dos EUA. A Amazon não desencoraja as agências literárias e autores de trabalhar com as editoras, mas “o que eles vêm fazendo é dizer ‘temos outra opção’ “, afirmou Gottlieb.

Valor Econômico | 22/07/2010 | Publicado originalmente no Financial Times | Por Kenneth Li

Livros eletrônicos estão caindo no gosto de leitores americanos


A escolha não é por apenas um modelo. De modo geral as vendas de todos os e-books, como são chamados, quadruplicaram nos cinco primeiros meses do ano.


Quando os livros fazem história é assim: uma das maiores livrarias dos Estados Unidos anuncia que nos últimos três meses as vendas de livros eletrônicos ultrapassaram as dos livros de papel. São, em média, 143 livros digitais para cada cem unidades tradicionais.

Seria a facilidade de levar para lá e para cá, de grifar um texto, de ter instantaneamente o sinônimo de uma palavra? Seria a capacidade de armazenar milhares de livros em um aparelhinho fininho?

Ninguém sabe exatamente, mas a desconfiança é que tudo isso junto está levando as pessoas a trocarem o papel pelo digital. A escolha não é por apenas um modelo: há o Kindle, da Amazon, o nook, da livraria Barnes and Noble, o Reader, da Sony ou o Ipad, da Apple.

De modo geral as vendas de todos os e-books, como são chamados, quadruplicaram nos cinco primeiros meses do ano. Claro, por trás disso, esteve a concorrência e a redução no preço dos aparelhos.

São muitas mudanças. Só que ainda não dá para dizer que os livros de papel foram esquecidos pelos leitores. No último ano as vendas de livros impressos, nos Estados Unidos, cresceram 22%, de acordo com a associação de editoras americanas. Mas especialistas apostam que em uma década eles vão representar apenas 25% do mercado.

Uma mudança de comportamento na sua forma e não no conteúdo. A busca pelo conhecimento continua e continuará a mesma. Seja por meio de livro de capa dura, seja por meio de um livro eletrônico. É que todos apostam. É o que todos esperam.

RODRIGO BOCARDI, de Nova York | Bom Dia Brasil | Edição do dia 22/07/2010 | 07h44