Borders lança livraria eletrônica e quer alcançar rivais


A livraria eletrônica do Borders Group entrou em operação nesta quarta-feira [7], e o responsável pelas operações de varejo de livros da empresa previu que ela rapidamente recuperaria seu atraso com relação aos rivais e conquistaria uma fatia do setor de livros eletrônicos, que cresce rapidamente.

O lançamento surgiu nove meses depois que a Barnes & Noble lançou seu leitor eletrônico Nook, e três meses depois que a Apple introduziu seu popular computador tablet iPad, o que permitiu a ambas as empresas, bem como à Amazon.com, que vende o leitor eletrônico Kindle, obter grande vantagem inicial sobre a Borders.

A companhia precisa urgentemente conquistar uma fatia do negócio de livros eletrônicos: as vendas em suas superlivrarias e em seu site caíram em 11,4% no primeiro trimestre, o mais recente declínio em uma longa sequência.

Mas Mike Edwards, o presidente da Borders Inc., a principal unidade operacional do grupo, disse que sua empresa não estava em desvantagem.

Nós conquistaremos mercado assim que ativarmos o serviço“, disse Edwards à Reuters em entrevista na semana passada.

Edwards disse que a Borders, a segunda maior cadeia norte-americana de livrarias por faturamento, tem dados e endereços de e-mail de 38 milhões de consumidores em seu programa de fidelidade, e conta com cerca de 700 lojas nas quais pode promover sua livraria virtual, o que segundo ele a ajudará a recuperar rapidamente o atraso.

A Borders anunciou que sua loja de livros eletrônicos terá 1,5 milhão de títulos em oferta, o que incluirá livros gratuitos. A Amazon informa oferecer 620 mil livros e outros 1,8 milhão de livros gratuitos cujos direitos autorais já expiraram, e a Barnes & Noble diz ter um milhão de títulos à venda.

Edwards, que estimou que a Borders controla cerca de 15% do mercado físico de livros nos Estados Unidos, afirmou que a companhia deve conquistar porção semelhante das vendas de livros eletrônicos.

No momento, cerca de 5% das vendas da Borders, incluindo livros físicos comprados on-line, são realizadas em seu site, o que representa US$ 100 milhões em faturamento este ano.

Edwards disse que as vendas on-line dispararam devido a melhorias no site.

Folha.com | 07/07/2010 | 17h34 | DA REUTERS, EM NOVA YORK