Nos EUA, bibliotecas se rendem à internet


Mais leitores nos Estados Unidos podem em breve se ver livres da multa por atraso na devolução.

Bibliotecas do país estão expandindo a oferta de livros eletrônicos com edições fora de catálogo que expiram na data de vencimento. Isso é parte de um esforço maior das bibliotecas para se adaptar à era da internet.

A partir de hoje, um grupo de bibliotecas encabeçado pelo Internet Archive, uma organização sem fins lucrativos, vai se unir para permitir que as pessoas tomem emprestadas pela internet cópias digitalizadas de seu acervo impresso.

As bibliotecas participantes, entre elas a Biblioteca Pública de Boston, o Internet Archive e o Laboratório de Biologia Marinha, vão oferecer 1 milhão de livros em domínio público e também algumas centenas de obras que ainda têm direito autoral, mas estão esgotadas e não podem ser obtidas comercialmente.

Para ler os livros digitais, as pessoas podem baixá-los gratuitamente no computador ou nos aparelhos para e-books. O software usado torna o livro impossível de ler após expirar o prazo de empréstimo.

Dois terços das bibliotecas americanas ofereceram empréstimos de e-books em 2009, segundo uma pesquisa da Associação Americana de Bibliotecas. Mas a grande maioria dos títulos eram contemporâneos, como o mais novo livro do escritor de terror Stephen King, por exemplo.

O projeto do Internet Archive, chamado Openlibrary.org, envolve milhares de livros que ocupam a maioria das prateleiras de bibliotecas públicas – na maioria, obras publicadas nos últimos 90 anos.

Mas o projeto também pode suscitar críticas porque a lei de direito autoral ainda não é clara em relação aos livros digitais. O Google , que tem sua própria iniciativa de digitalização de livros, está paralisado num atoleiro judicial com escritores e editores por causa do projeto.

Sabemos que nossos usuários hoje iniciam suas pesquisas por informação on-line“, disse Thomas Blake, gerente de projetos digitais da Biblioteca Pública de Boston, que está cedendo ao projeto alguns livros de genealogia de seu acervo que ainda têm direito autoral. “Em vez de ficarmos sentados esperando que as pessoas voltem a frequentar a biblioteca, queremos ir até nossos leitores onde eles estiverem.

Muitas bibliotecas criaram acervos digitais comprando cópias de e-books de empresas como a Overdrive . O site Openlibrary.org passará a catalogar 70 mil títulos do total de livros oferecidos pela Overdrive, juntamente com os links para obtê-los em bibliotecas locais.

Mas a iniciativa de digitalização do Internet Archive tem como objetivo expandir as bibliotecas digitais muito além do tipo de e-books contemporâneos oferecidos pela Overdrive. Sediada em San Francisco, a biblioteca sem fins lucrativos começou a escanear livros mais antigos em seus 20 centros de digitalização espalhados pelo mundo. Até agora, essas cópias serviam para expandir o acesso a obras em domínio público, ou criar meios digitais para que deficientes visuais pudessem ler livros com direito autoral.

“Estamos tentando criar uma biblioteca integrada digital com tudo que estiver disponível em qualquer lugar, onde você pode ir e encontrar não apenas informações sobre livros, mas encontrar os próprios livros e pegar um emprestado”, disse Brewster Kahle, fundador e bibliotecário digital do Internet Archive.

Com seu mais novo projeto, a ONG está testando a ideia de também oferecer às massas livros digitais com direito autoral. Só uma pessoa de cada vez poderá tomar emprestada, durante duas semanas, a cópia digital de um livro com direito autoral. Enquanto a edição digital estiver circulando, não será permitido levar para casa a cópia física do livro devido a restrições de direito autoral. O acervo disponível inicialmente inclui manuais e livros técnicos, compêndios sobre a vida marinha e textos em espanhol da Universidade Francisco Marroquin, da Guatemala.

O projeto pode enfrentar processos de escritores e editores. Paul Aiken, diretor executivo da associação de escritores Authors Guild – que abriu um processo contra o projeto de digitalização de livros do Google – não estava disponível para comentar o projeto do Internet Archive.

Estamos apenas tentando fazer o que as bibliotecas sempre fizeram“, disse Kahle, do Internet Archive. Ele disse que há planos de expandir o projeto e gostaria de encontrar outras bibliotecas interessadas em participar. Ele disse que o esforço de oferecer livros com direito autoral será restrito apenas a obras que não estão mais à venda.

Ter que pedir permissão do detentor do direito autoral para escanear um livro é oneroso, disse Blake. “Se você tem uma cópia física de algo, deveria poder emprestá-la. Não achamos que vamos prejudicar o valor de mercado desses itens.

Stewart Brand, autor do livro “The Media Lab”, de 1988 – uma das obras escaneadas que ficarão disponíveis para empréstimos – disse não se incomodar que seu livro fique disponível desse jeito. Kahle pediu sua permissão, disse Brand, e ele a deu porque acha que digitalizar livros tem o potencial de melhorar o conhecimento da humanidade.

Sei que as bibliotecas são um dos mais importantes pilares da civilização, e quase sempre os bibliotecários querem é que o devem receber“, disse Brand.

Geoffrey A. Fowler | The Wall Street Journal / Valor Online | 29/06/2010

Marvel pagará royalties sobre vendas digitais


Ela segue o exemplo da DC Comics

Segundo o site Bleeding Cool, a Marvel Comics anunciou, seguindo o exemplo da DC Comics, que vai pagar royalties a seus autores referentes à receita gerada com as HQs digitais. Numa carta enviada a seus artistas e escritores exclusivos, com data de 21 de junho, Joe Quesada informa que a editora pretende pagar royalties sobre a receita gerada pelas HQs digitais, como por exemplo, o material vendido no aplicativo para iPad. A carta faz parte de uma nova linha de comunicação destinada aos autores que não trabalham dentro do escritório da Marvel Comics, estão afastados da rotina diária da empresa, e por isso muitas vezes acabam surpreendidos por certas notícias.

Universo HQ | 29/06/2010 | Sérgio Codespoti

Distribuidores franceses de e-books vão criar catálogo único


Nove livrarias e duas empresas de tecnologia estão envolvidas

Distribuidores franceses de e-books lançaram a primeira fase de seu projeto de criar um catálogo único de e-book online e interface eletrônica. Inicialmente, os sites de nove livrarias de peso [www.appeldulivre.fr; www.arbrealettres.com; www.cultura.fr; www.librairie-ledivan.fr;www.furet.com; www.gibertjeune.fr; www.lamartine.fr;www.ombres-blanches.fr; www.virginmega.fr] e dois parceiros eletrônicos, ePagine e Numilog, estão envolvidos. Os dois últimos vão cuidar das vendas. Além de envolver a Numilog para Hachette Livre e ePagine, o esquema vai envolver Eden Livres para a Flammarion, Gallimard e La Martinière-Le Seuil, ePlatforme para Editis e Média Participations. Títulos dos parceiros da ePlatforme serão adicionados em setembro. Hoje, a maior parte dos livros disponível é publicada pela Hachette Livre e seus parceiros como Albin Michel e Eden Livres, o semanário francês Livres Hebdo reportou. Cerca de 20 mil títulos são oferecidos, disse o diretor executivo da Numilog, Denis Zwirn.

The Bookseller | 29/06/2010 | Barbara Casassus

Digitalização no centro das atenções da Feira de Frankfurt


Haverá espaço para a exposição de produtos e serviços relacionados à tecnologia

Seja aplicativos móveis ou gerenciamento de direitos digitais, gerenciamento de conteúdo ou software de aprendizagem inovador: a digitalização está mudando os fluxos de trabalho em editoras. O know-how tecnológico é cada vez mais importante e a necessidade de informação é enorme. Os prestadores de serviços e desenvolvedores estão sendo muito requisitados para isso. Este é o ponto de partida para o conceito da nova exposição da Feira do Livro de Frankfurt. Os Hot Spots focam em setores específicos e estão estrategicamente distribuídos pela área da exposição para a apresentação de soluções técnicas inovadoras – e para reunir o mundo editorial e a indústria tecnológica. Para o mercado editorial, isso quer dizer que esse novo conceito mostra aonde ir para se ter informações, contatos e know-how para a realização de seus projetos de digitalização. O formato de vitrine foi pensado para atender aos expositores que não estão apresentando produtos físicos e precisam de menos espaço de prateleira, mas que precisam de opções de apresentações. Há três opções de pacote para quem quiser expor nesses lugares: “Starter”, “Station” e “Stand”. Para ler a entrevista de Caroline Vogel, diretora deste projeto, clique aqui.

PublishNews | 29/06/2010