5 milhões de livros digitais vendidos em dois meses!


Na WWDC [Worldwide Developers Conference, a conferência de desenvolvedores da Apple], Steve Jobs, presidente da empresa, revelou números incríveis sobre a venda de conteúdo para iPads. Em apenas 65 dias, os usuários baixaram 5 milhões de livros digitais, uma média de 2,5 por iPad em sua iBookstore [loja de downloads]. A empresa agora detém cerca de 22% do mercado norte-americano de livros eletrônicos, disse Jobs. E avisou ainda que, para minimizar problemas, sua iBookstore vai oferecer também suporte para arquivos em PDF.

CBL Informa | 10/6/2010 | 18:01

iRex Technologies vai para o “paredão digital”


A empresa alemã de e-books iRex Technologies entrou com pedido de falência. O iRex Iliad foi o primeiro e-reader a ser vendido nas livrarias do Reino Unido, quando a Borders fez o lançamento dele a 399 libras em 2008. De acordo com o director Hans Brons, o negócio começou a encontrar dificuldades com o atraso de alguns novos produtos. A competição também aumentou desde 2008, com o lançamento do e-reader da Sony na Waterstone’s no fim de 2008, a distribuição internacional do Kindle em 2009 e do iPad neste ano.

PublishNews | 10/06/2010 | Philip Jones

Little, Brown prepara aplicativo para iPhone


Little, Brown está lançando um aplicativo grátis para iPhone no mesmo momento em que prepara, para o próximo mês, o lançamento da edição paperback de Transition, de Iain Bank. Ele vai oferecer capítulos inéditos e biografia dos personagens. De acordo com a editora, o aplicativo, que será lançado em 1º de junlho, vai ser similar aos “extras” de um DVD. Vai ter ainda comentários do autor e suas notas originais.

The Bookseller | 10/06/2010 | Graeme Neill

Ediouro investe no mercado digital


Grupo cria companhia especializada em títulos virtuais e em impressão de pequenas tiragens

Após promover pelo menos seis aquisições e duas joint ventures na última década, a Ediouro não pensa em voltar às compras e está focada em um novo formato de negócios. O grupo editorial carioca está apostando na impressão de livros em pequenos volumes e na digitalização de seus próprios títulos, de outras editoras ou de um conteúdo encomendado pelo cliente. A estratégia segue o caminho da gigante americana Amazon, que possui um acervo de cerca de 3 milhões de títulos.

Para impressão de livros sob demanda é preciso digitalizar o conteúdo. Com isso, realizamos a primeira etapa para produzir uma plataforma de conteúdo de livros on-line“, explica Luiz Fernando Pedroso, diretor-geral da Ediouro. Na atual fase do mercado editorial brasileiro, em que há poucos títulos nacionais disponíveis no formato digital, essa é uma forma de aproveitar a tecnologia. Os livros podem ser impressos em qualquer tiragem – de apenas 10 exemplares, por exemplo -, um tipo de trabalho que não costuma interessar às editoras devido aos altos gastos na gráfica. A Ediouro conta com modernos equipamentos digitais que fazem esse tipo de impressão com menor custo.

Para esse negócio, a Ediouro criou em dezembro uma nova empresa batizada de Singular Digital, que tem uma unidade própria em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Foram investidos R$ 7,5 milhões no projeto. Com a empresa independente, o grupo tenta atender também outras editoras com serviços de impressão de títulos que demandem uma tiragem baixa. “Hoje já atendemos a editora da FGV [Fundação Getúlio Vargas] e outras pequenas editoras. Em relação às grandes, ainda existe uma resistência porque a Singular pertence à Ediouro“, explicou Pedroso. A Singular conta com um arquivo de 10 mil títulos, sendo que 70% pertencem às editoras do grupo Ediouro.

Segundo o diretor da Singular, Newton Neto, o custo de impressão para volumes entre 500 e 1 mil exemplares no formato digital é similar à impressão tradicional. “Quando a impressão é feita na rotativa padrão é preciso rodar altos volumes e consequentemente entram no preço os custos com estoque, devolução, pessoal e consignação. Isso tudo pode ser descartado quando se imprime sob demanda“, explica Neto.

Ciente da resistência dos seus concorrentes nacionais, a Ediouro vem firmando parcerias com empresas estrangeiras que possam fornecer conteúdo de livros. Entre elas, estão a editora alemã VDM Verlag, a americana Author Solutions e a Pedia Press, empresa da enciclopédia virtual Wikipédia.

Os sites das livrarias Saraiva, Cultura, Travessa, Argumento e Senac já realizam pedidos de títulos que serão impressos sob demanda [porque a tiragem tradicional esgotou ou porque a baixa procura não justifica uma impressão convencional]. O pedido chega até nós, que fazemos a impressão e também a entrega do livro, como faz a Amazon“, afirma Neto.

Para conseguir atender o varejo, a Singular fechou também parcerias com as americanas ColorCentric, que detém uma tecnologia para impressão mais ágil, e Smashwords, que faz desenvolvimento e distribuição de e-books. A entrada da Ediouro no mundo virtual não é à toa e acontece pós um 2009 ruim nas lojas físicas. O faturamento bruto do grupo no ano passado ficou em R$ 252,2 milhões, pouco acima dos R$ 251,3 milhões registrados em 2008. O lucro líquido, por sua vez, caiu de R$ 23 milhões para R$ 12,4 milhões. “As varejistas foram agressivas nas negociações e baixaram muito a margem. Não estávamos preparados para esse tipo de negociação”, disse Pedroso. Mais experiente na queda de braço com as varejistas, a Ediouro prevê para este ano faturamento de R$ 280 milhões.

Valor Econômico | 10/06/2010 | Beth Koike