Nova distribuidora de livros digitais planeja investir R$ 2 milhões até 2011


Criada na semana passada por grandes editoras brasileiras para distribuir livros digitais na internet, a DLD [Distribuidora de Livros Digitais] só deverá entrar em operação efetivamente em dezembro.

Segundo o diretor-presidente da Objetiva, Roberto Feith, a DLD já iniciou suas atividades –foi escolhido inclusive o executivo que vai geri-la–, mas a plataforma de distribuição, serviço primordial da empresa, vai funcionar apenas no fim do ano.

Em entrevista por e-mail, Feith informou que os parceiros projetam investimentos de R$ 2 milhões até dezembro de 2011.

O representante da Objetiva dividiu as respostas às perguntas enviadas pela Folhacom o presidente do Grupo Record, Sérgio Machado, que também respondeu por escrito.

Além de Objetiva e Record, integram a DLD as editoras Sextante, Intrínseca, Rocco e Planeta do Brasil. Conforme o comunicado distribuído à imprensa, a empresa “não atuará junto ao consumidor final, mas como distribuidora para livrarias online e empresas que oferecem conteúdo digital ao consumidor via web”.

Leia abaixo a entrevista com Feith e Machado.

Folha – Qual a participação de cada editora na composição da nova empresa? O comunicado [divulgado semana passada] informa que Objetiva, Record e Sextante se associaram, mas em seguida diz que “este projeto já conta com a participação da Editora Intrínseca e da Editora Rocco”. Como assim?

Roberto Feith – Objetiva, Record e Sextante, que é sócia da Intrínseca, são os sócios fundadores. Vimos trabalhando no desenvolvimento do projeto desde o final do ano passado. Uma vez definido o conceito e o modelo de negócio, apresentamos a iniciativa a outras editoras. A Rocco entrou na sociedade neste segundo momento. Estamos conversando com mais duas editoras interessadas em participar como sócias; no caso de uma delas, as conversações estão muito adiantadas, só faltando acertar pequenos detalhes. [após o envio da resposta, foi comunicado que a Planeta aderiu ao grupo].

Quanto foi/será investido na nova empresa?

O Plano de Negócios ainda está sendo afinado, mas trabalhamos com uma projeção de investirmos R$ 2 milhões até dezembro de 2011.

Quando a DLD começa a operar? Quem vai dirigir a nova empresa?

A empresa já está funcionando, mas a plataforma de distribuição deve entrar em operação em dezembro. Contratamos a Hay, para nos assessorar no processo de busca do executivo que vai tocar a empresa. Entrevistamos diversos candidatos e terminamos por contratar Roberto Vaz Moreira, um jovem profissional com experiência tanto na indústria cultural como no segmento de distribuição via web. O Roberto vai trabalhar orientado por um Conselho formado pelos sócios da DLD.

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Folha – A DLD então não vai vender diretamente livros digitais, certo? Haverá uma página na internet [a partir de quando]?

Sérgio Machado: Não. A DLD será uma empresa B2B, ou seja, só comercializa seus produtos através de varejistas.

Quais as vantagens que outras editoras terão ao contratar os serviços da DLD? Neste caso, quem negociaria os direitos autorais digitais com os autores –a DLD ou a editora que a contratou?

São várias as vantagens: 1] A DLD estará investindo em tecnologia que não precisará ser duplicada pelas editoras que a contratarem; 2] a proteção do conteúdo, contra pirataria; 3] a armazenagem centralizada do conteúdo, com ferramentas para manutenção [ correções e atualizações] em um só local; 4] além disso, a transparência nas transações. Segurança de que todas as vendas serão contabilizadas.
A responsabilidade pela contratação dos direitos autorais em meio digital é de cada editora, sócia ou cliente da DLD.

As editoras que integram a DLD já renegociaram com seus autores todos os contratos, incluindo cláusulas para direitos digitais? Caso contrário, qual a porcentagem de contratos que já foram renegociados?

Esse processo está em andamento. Além da negociação dos direitos, há ainda a questão da conversão para [o formato] ePUB, que tem que ser progressivamente realizada.

As editoras da DLD [ou pelo menos as do grupo Record] estão conseguindo fazer a conversão para o ePUB aqui no Brasil [quem faz?], ou também estão recorrendo a subcontratadas na Índia e nas Filipinas?

Realmente, a conversão para ePUB é um gargalo no momento, para o qual a DLD pretende encontrar uma solução que atenda a todos os seus editores-clientes. Nesse início estamos dividindo os primeiros livros entre diversos fornecedores a serem convertidos. Futuramente, pretendemos incluir o ePUB no processo normal de produção editorial dos livros a serem publicados, de forma a evitar a conversão dos novos títulos. Realmente, não sei qual são os fornecedores que estamos usando agora.

O que distingue a DLD da Loja Singular [do Grupo Ediouro] e da Gato Sabido, por exemplo?

A DLD é exclusivamente B2B, não vende ao público em geral. A Gato Sabido é uma livraria digital que poderá ser cliente da DLD para vender o conteúdo desta.

Por Fabio Victor, de São Paulo | Folha.com | Ilustrada | 09/06/2010-17h08

O modelo de agência da iBookstore parece [para mim] que está funcionando; espero que seja lícito


Um ano atrás, quando o modelo não estava nem sendo discutido, eu estava louco pra saber o que os editores fariam para controlar o preço de e-books, e restringir ou, ao menos, administrar a baixa no preço tanto de e-books quanto de livros impressos. Na época, as pessoas me disseram que era possível para um fabricante controlar os preços dos seus produtos no varejo e mostraram que a Apple fazia isso com sucesso e que também a Bose estava conseguindo. Acredito que o segredo era que eles controlavam toda a cadeia de fornecimento desde a produção até o ponto de venda para consumidores [embora saibamos que outros varejistas também vendem produtos Apple].

Eu nunca entendi como isso pode funcionar, legalmente.

E então veio a Agência. O conceito é de que a editora é considerada vendedora na transação então é ela quem define o preço. Os intermediários [varejistas] não estariam vendendo ou comprando nada na verdade, como sempre fizeram. Seriam, ao contrário, “agentes” das editoras. Essa abordagem joga a responsabilidade do imposto de venda de volta à editora, um assunto sem importância [embora empregos estejam sendo criados para ajudar com isso]. Mas isso dá à editora o controle de preço.

Saiu primeiro na PublishersLunch, e depois no The Wall Street Journal, a notícia de que o Procurador Geral do Texas está investigando a Apple e as editoras que estejam participando da Agência, a legalidade da operação. Para as editoras que há anos vêm lutando contra o controle de mercado pela Amazon, a entrada em cena da Apple e a boa vontade em aceitar um não monopólio de preços entre as lojas [exemplo a ser seguido em breve pelo Google] foi uma declaração de liberdade.

Mas pode-se ver lógica na investigação no Texas. As estratégias da Amazon não requerem a cooperação de nenhuma outra companhia. Eles compram os livros pelo preço que as editoras estabelecem e os vendem pelo preço que acham ser o melhor para eles no mercado. Mas o acordo entre a Agência e a Apple [pelo que entendi, nunca vi um] permite [ou ao menos solicita] que a Apple oponha-se a um preço mais baixo do mesmo título em outro varejista. Então há uma “combinação” e isso é “restringir” negócios. Aqui é um leigo que está falando [o que eu sou], não um advogado [o que não sou].

Muitas editoras ficariam infelizes se o modelo de Agência fosse considerado ilegal. Um CEO de uma das maiores casas com quem eu conversei duas semanas atrás estava entusiasmado com o controle que o novo modelo dá às editoras. Ele me disse que um dos maiores best-sellers da sua editora não sofreu queda nas vendas quando o preço foi dos $9,99 da Amazon para os $12,99 na Agência. Perplexo, o CEO foi além e aumentou o preço para $14,99 e viu uma imediata queda nas vendas. Então, duas semanas depois, pôs novamente o preço a $12,99, e deixou assim até agora.

Como essa pessoa disse: “Eu não consigo ver isso regredir. Eu nunca havia tido essa habilidade de maximizar rendimentos antes e experimentar preços.”

Estou pessoalmente convencido de que colocar preços universais em e-books é bom para a indústria e, ultimamente, para o consumidor. Eles vão definitivamente encorajar a competição entre varejistas. Minha crença, há algum tempo, é de que vai chegar o dia em que todos os websites vão oferecer suas próprias seleções de livros [Por que a ESPN.com não pode vender as biografias de Willie Mays e Steinbrenner?]. Isso funcionaria muito bem com “preços-mundiais”, que valeriam pra qualquer parte do mundo. Isso faria com que oportunidades de vendas fossem sobre “localização, localização e localização” e não “preço”. Explodiriam as vendas para editoras e autores colocando e-books a um clique de consumidores interessados em toda Web. Mas isso não vai acontecer se os sites entenderem que seus esforços servem apenas estimular as pessoas a irem para sites de e-commerce com maior poder financeiro, apenas preocupados em garantir o market share.

Pode parecer que o modelo de Agência é bom para todo mundo menos para os varejistas do comércio eletrônico que usem o preço para tirar outros do mercado.

Mas será que isso vai ser considerado legal? Eu não acho que sabemos.

Adicionado mais tarde: A afirmação de que cada site pode ser uma livraria especializada foi confirmada algumas horas depois de ter postado isso quando a Ingram e a F+W anunciaram uma parceria na qual a Ingram vai incrementar a venda de todas as editoras de e-books através das lojas online que a F+W opera para suas comunidades. Espero que isso seja cada vez mais comum.

Artigo publicado em português originalmente no Publishnews em 09/06/2010

Mike Shatzkin, tem uma coluna quinzenal no Publishnews, e conta sobre os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto da coluna é publicado originalmente em seu blog, o The Idea Logical Blog, e o autor muito gentilmente autoriza que o PublishNews o traduza na íntegra.

Livro digital: o que dizem os especialistas espanhóis e brasileiros


Durante a 23ª Reunião Anual da ABEU [Associação Brasileira das Editoras Universitárias] vai acontecer no dia 9 de junho as 9h00, um interessante debate sobre o assunto do momento: “Livro digital: o impacto da digitalização no catálogo, canais de vendas, política de preços; o caso espanhol. Projeto piloto Enclave: integração da obra com direitos em bibliotecas digitais”.

Os palestrantes são Dr. Antonio Maria Ávila Álvarez [Diretor Executivo da Federación de Grêmios de Editores de España] e Dra. Inés Miret [Diretora de Neturity/ Madri, Espanha]. Informadíssimos sobre o assunto, Rosely Boschini [Presidente da CBL] e o Prof. Jézio Hernani Bomfim Gutierre [Editor Executivo da Editora da UNESP] serão os debatedores, bem acompanhados pelo Relator: Prof. Valter Kuchenbecker [Vice-Reitor da ULBRA – Universidade Luterana do Brasil].

O encontro será na Fundação Editora da Unesp, Praça da Sé, 108, 7º andar, São Paulo, SP.

CBL | Quarta-feira, 9 de Junho de 2010

A leitura na universidade e o livro digital


Pela primeira vez a cidade de São Paulo é sede da Reunião Anual da Associação Brasileira de Editoras Universitárias [Abeu], que já está em sua 23ª edição. O evento, aberto na noite desta segunda-feira [7], na Fundação Editora da Unesp, prossegue até o próximo dia 10 e tem como tema a leitura na universidade e o livro digital. Diante de um futuro incerto em relação às mudanças na postura do leitor e do consumidor de livros, o encontro reúne acadêmicos e especialistas para discutir os rumos desta atividade fundamental para a formação universitária.

Para a presidenta da Abeu, Flávia Garcia Rosa, “nós, professores universitários inseridos nesse contexto de tecnologias da informação e sociedade em rede, precisamos estar atentos para os desafios e possibilidades que este novo cenário nos impõe”.

O secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo, Carlos Vogt, destacou a importância da leitura e da comunicação. “Não há conhecimento sem a busca por conteúdos”, disse. Para ele, “dificilmente o livro digital levará ao desaparecimento da forma tradicional”. Segundo o secretário, o livro digital será mais utilizado na busca por referências e citações e não para uma leitura completa. “As duas formas terão papéis complementares”, afirma.

Já para o secretário municipal da Cultura de São Paulo, Carlos Augusto Calil, “temos ainda uma interrogação em relação ao livro digital”. Ele, no entanto, acredita que haverá mais ganho do que perda, “principalmente para os jovens que estão habituados a ler e fazer pesquisas pela internet”.

José Castillo Marques Neto, diretor presidente da Fundação Editora da Unesp, ressaltou o papel da universidade pública na formação das futuras gerações e da importância de se estar sintonizado com os novos meios. “Tivemos a ousadia de trabalhar com dois conceitos importantes: a contextualidade eletrônica e o acesso gratuito ao conhecimento produzido nas universidades”, disse, ao apresentar o programa de livros digitais da Unesp, uma iniciativa conjunta da editora com o Programa de Pós-Graduação da Universidade, que já lançou 44 títulos inéditos exclusivamente no formato eletrônico. “Desde março, quando foi lançado, já foram feitos mais de 35 mil downloads”. Os livros têm acesso gratuito no site http://www.culturaacademica.com.br.

A programação completa pode ser acessada pelo site do encontro.

PublishNews | 09/06/2010

Nem só de livros vive o iPad


Depois de dominar varejo, iPad ocupa mercado empresarial na Ásia

iPad, da Apple, inicialmente visto como ferramenta para diversão pessoal na Web, está rapidamente ganhando espaço em empresas asiáticas, à medida em que organizadores de casamentos, hotéis de luxo e companhias de aviação passam a adotar o computador tablet. “A forte adoção na Ásia significa que o iPad pode se tornar outra fonte significativa de receita para a Apple, e não só na Ásia, já que a diversidade de aplicativos de que o iPad dispõe tornaria possível a empresas oferecer experiências personalizadas a seus clientes,” disse Lee Chae-gi, diretor de pesquisa do Gartner, em Seul. A Novarese, companhia japonesa de serviços para casamentos, adotou o iPad para ajudar clientes a escolher vestidos de noiva em sua principal loja, no distrito comercial de Ginza, em Tóquio, e planeja adotar o equipamento em sete outras lojas e em seus salões de festas. Já a rede de hotéis InterContinental está equipando suas recepções em cidades como Hong Kong, Londres e Nova York com iPads, para que os hóspedes tenham acesso a recomendações de restaurantes e espetáculos, e a vídeos sobre atrações locais.

Reuters | 09/06/2010 | Miyoung Kim

5 Lojas de livros electrónicos multi-plataforma


São muitas as opções “on-line” à espera de quem pretende comprar, ou descarregar de forma gratuita livros electrónicos para o seu leitor dedicado, PC ou “smartphone”. Detalhamos algumas, escolhidas pela abrangência da oferta ou pelo importante papel que assumem na difusão do livro electrónico.

1. eBooks.com

Existe desde 2000 e na última década decorou-se de novas áreas e multiplicou a oferta disponível. A ebooks.com aposta nos títulos em inglês e destaca-se pelo facto de permitir navegar no interior de um livro antes da compra e por oferecer, para muitos dos livros disponíveis a possibilidade de ler “on-line” a obra adquirida sem necessidade de descarregar qualquer programa, como terá de fazer quem pretende ler de outra forma. A esmagadora maioria dos livros disponíveis está em inglês – assim como a plataforma – e os formatos suportados são diversos [nem todos os livros estão disponíveis em todos os formatos suportados pela loja], informação sempre detalhada na ficha que acompanha cada titulo disponível para venda. A possibilidade de imprimir os títulos adquiridos também existe, mas para um universo reduzido de títulos e só quando há autorização dos autores. A oferta divide-se entre ficção, não-ficção, livros académicos, entre outros.

Para ler no PC [Windows, Mac ou Linux], telemóvel ou “on-line”. A lista de compatibilidades é detalhada “on-line”
Formatos PDF; ePub; Microsoft Reader e MobiPocket
Alguns sistemas/dispositivos compatíveis Windows, MAC, Linux, Blackberry, Sony Reader, entre outros.
Catálogo disponível 100 mil obras
Pagamento Em dólares, com cartão de crédito.
Site http://www.ebooks.com

2. Projecto Gutenberg

É um dos projectos mais antigos da Internet, nesta área da digitalização de livros, o Projecto Gutenberg. Suportado por voluntários, oferece exclusivamente conteúdos de acesso gratuito numa lógica de chegar a tantos dispositivos e plataformas quantas seja possível. Assim, a lista de compatibilidades é longa, entre leitores dedicados, smartphones, sistemas de jogos ou mesmo leitores MP3. Diferentes formatos ou dispositivos podem é estar condicionados a diferentes possibilidade de manuseamento dos livros electrónicos. Todos os livros que passam pela plataforma foram previamente editados em papel por uma editora e só depois disso digitalizados. A par da oferta directamente proporcionada pelos voluntários Gutenberg, quem passa pelo site pode ser remetido – se aceitar a proposta – para um conjunto de moradas de parceiros do projecto, com mais ofertas de livros gratuitos ou de baixo custo. O Gutenberg tem uma versão em português e catálogos que agrupam os livros na mesma língua, todos e os mais recentes.

Para ler no PC, telemóvel, MP3, leitor de livros digitais.
Formatos Mobipocket, Epub, HTML, entre outros
Alguns sistemas/dispositivos compatíveis iPhone, Kindle, Sony Reader, iPad
Catálogo disponível 30 mil obras
Pagamento Todos os conteúdos são gratuitos
Site http://www.gutenberg.org

3. Kindle Store

O popular leitor de livros digitais da Amazon também dá nome a uma loja de aplicações, a Kindle Store. A plataforma começou por estar dirigida aos leitores da marca [no formato proprietário da Amazon AZW], mas há muito que a empresa percebeu que podia maximizar a utilização do serviço e começou a disponibilizar versões gratuitas do software para diversos tipos de dispositivo. A ausência mais notada é uma versão para Android, embora esteja já prometida para o verão. Para garantir compatibilidade com toda a oferta disponível para o leitor e tirar partido da aplicação para ele criada é preciso instalar software, na versão mais adequada ao dispositivo usado. No caso de ser o PC, saiba que a versão deixa de fora os conteúdos extra-livros, como jornais, revistas ou blogs e [ainda] só é compatível com Windows. Em qualquer versão do software estão à disposição várias opções de personalização, como alterações de fundo, visualização de ecrã completo ou editar notas, entre outras. É também sempre possível ler o primeiro capítulo do livro antes de decidir uma compra.

Para ler no PC, telemóvel, Kindle
Alguns sistemas/dispositivos compatíveis Windows, iPhone, Blackberry, Mac
Catálogo disponível 540 mil obras [400 mil em Portugal], mais 1,8 milhões de títulos escritos antes de 1923 sem direitos de autor.
Pagamento Meios de pagamento habituais.
Site http://www.amazon.com/gp/kindle/pc [para PC, as versões móveis podem ser descarregadas das respectivas lojas de aplicações].

4. Google Books

Polémico desde o início o Google Books fica para a história como o primeiro grande esforço para criar um acervo poderoso de livros digitais. Muitas alterações à fórmula inicial têm sido feitas para acalmar ânimos. Hoje o serviço mistura ofertas pagas e gratuitas de livros, completa ou parcialmente digitalizados, a que o utilizador pode ter acesso integral – quando não há direitos de copyright em vigor – ou parcial, apenas para decidir uma compra. As obras pagas são vendidas pelos parceiros, cujas lojas “on-line” estão assinaladas na página onde é mostrado o conteúdo, mas a vertente mais interessante do projecto está no portefólio de conteúdos de acesso livre que chegaram ao projecto por via de acordos com algumas das mais importantes bibliotecas académicas dos Estados Unidos e da Europa. Muitas das ofertas de acesso gratuito disponibilizadas em algumas lojas “on-line” de livros [como na loja da Sony] resultam de parcerias com a Google.

Para ler no PC
Formatos PDF
Catálogo disponível mais de um milhão de títulos em domínio público
Site http://books.google.com

5. Diesel eBook Store

Com uma oferta capaz de merecer uns longos minutos de navegação antes de uma decisão, a Diesel eBook Store é uma opção a considerar para quem anda à procura de livros mais recentes e de autores conhecidos para consumir em versão digital. Nas 40 categorias em que divide a oferta é possível encontrar quase de tudo, com uma abrangência significativa de formas cobertos. Até porque as categorias principais se dividem em 2.700 subcategorias, para facilitar a pesquisa de quem anda à procura de conteúdos mais específicos. Por cada compra o utilizador ganha pontos que se traduzem em descontos na compra seguinte. À oferta paga junta-se uma extensa oferta de conteúdos gratuitos, dominantemente em língua inglesa, graças a uma parceria com o Google Books.

Para ler no PC, telemóvel, leitor dedicado de ebooks
Formatos Adobe PDF, ePub, Microsoft Reader, Mobipocket, eReader.
Alguns sistemas/dispositivos compatíveis iPhone, PC, Sony Reader, Palm, entre outros.
Catálogo disponível 2,2 milhões de títulos
Pagamento Meios de pagamento habituais
Site http://www.diesel-ebooks.com

Borlas a considerar

São vários os sites que disponibilizam exclusivamente ofertas gratuitas de conteúdos. Se bem que em algumas deles a oferta se cruza com a suportada em projectos como o Google Books ou o Gutenberg, vale a pena deixar alguns exemplos a explorar. O Feedbooks [http://www.feedbooks.com/] e o Manybooks [http://manybooks.net/] estão entre as alternativas sem custos que vale a pena ver, para além das que já tínhamos referido. A primeira restringe os conteúdos disponíveis à utilização em equipamentos portáteis e a segunda pode implicar alguns passos para assegurar compatibilidades, mas ambas asseguram um portefólio de conteúdos interessante. Quem estiver interessado em livros digitais para o telemóvel e for cliente da TMN ou Vodafone pode também passar pelas respectivas lojas de aplicações das operadoras onde existem ofertas pagas e gratuitas deste género. A oferta mais estendida é da Vodafone com mais de 100 mil ebooks disponíveis.

Cristina A. Ferreira / Casa dos Bits | Publicado originalmente no site Jornal Negócios Online | 09/06/2010 | 09:27

Livros digitais em todo o lado


Para ler um livro digital não é obrigatório que adquira um leitor dedicado. Na verdade, pode não ser necessário gastar um único euro, nem nos livros. Muitas lojas “on-line” oferecem conteúdos que também podem chegar ao PC ou ao telemóvel. Muitas vezes, sem custos.

Com os computadores cada vez mais portáteis e os telemóveis convertidos em sistemas de computação, faz pouco sentido que o fenómeno emergente dos livros digitais se esgote ou limite à utilização num leque restrito de equipamentos, promovidos por fabricantes que apostam em modelos fechados de plataformas de conteúdos. E de facto, é cada vez menos assim.

A oferta de livros digitais multiplataforma está a crescer e permite a quem gosta de ler e não se importa de o fazer sem tocar no papel, experimentar a versão digital sem precisar de comprar um leitor dedicado ou, mesmo que o faça, sem ficar agarrado à loja promovida pela fabricante do equipamento.

Mesmo entre as marcas com leitor dedicado para promover, nem sempre a estratégia é a de manter uma loja de livros electrónicos exclusivamente focada no seu próprio dispositivo. Que o diga a Amazon, que ao contrário da Apple – com uma loja criada apenas para alimentar o seu mediático e aguardado iPad – tem tentado assegurar massa crítica para a sua Kindle Store.

A loja pode até ter o nome do dispositivo, mas funciona de forma completamente autónoma a este produto. O suporte físico para leitura dos livros electrónicos que a Amazon se tem esforçado por multiplicar pode ser o PC, um iPhone e em breve um smartphone com Android.

A estratégia é clara. Levar os novos conteúdos a um número mais abrangente de dispositivos, num misto de ofertas gratuitas e pagas, modelo que se repete na generalidade das lojas de livros electrónicos. Também a fonte da oferta gratuita é muitas vezes a mesma: a Google, graças ao seu polémico Google Books, ou o projecto Gutenberg. A iniciativa da Google alimenta ofertas como a que lançou a Barnes & Noble no final do ano passado, quando estreou a maior livraria de conteúdos digitais nos Estados Unidos. Mais discreto, também o Gutenberg é uma peça fundamental na oferta de conteúdos digitais. Pelo acervo, mas sobretudo pelo esforço de compatibilidade com um número muito abrangente de dispositivos, como o leitor de livros da Sony, que mantém a loja oficial com funcionamento restrito aos Estados Unidos e Canadá, por exemplo.

No que se refere aos livros digitais gratuitos é no entanto preciso ter em conta que o que está disponível para os Estados Unidos pode não estar disponível em Portugal. As protecções relacionadas com direitos de autor justificam as diferenças. Uma obra que já não esteja protegida por direitos de copyright nos Estados Unidos pode ainda gozar dessa protecção na Europa. As limitações são normalmente comunicadas ao utilizador quando este tenta aceder a determinado conteúdo, mas convém ter a noção de que existem diferenças entre regiões, até para perceber porque é que, por exemplo, a oferta da Kindle Store é de 540 mil títulos nos Estados Unidos e se reduz a 400 mil obras para quem está na Europa. Mesmo assim, oferta não falta e é fácil prever que continuará a crescer. É só escolher o equipamento, o livro e uma posição confortável para entrar na história.

Cristina A. Ferreira / Casa dos Bits | Publicado originalmente no site Jornal Negócios Online | 09/06/2010 | 09:27