Dicionário analógico terá versão digital


Edição revista e ampliada tem quase 100 mil termos

A nova edição do Dicionário Analógico da Língua Portuguesa [Lexikon Editora Digital, 800 pp., R$ 69,90] começou a ganhar forma há cerca de cinco anos, quando o diretor da Lexikon Editora Digital, Carlos Augusto Lacerda, foi alertado para a existência da obra pelo acadêmico Alberto da Costa e Silva. Depois de um primeiro acordo com os herdeiros de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo, teve início uma disputa pelos direitos sobre a obra, há anos fora de circulação, que pertenciam à editora Brasiliense Coordenada. Resolvida a questão jurídica, uma equipe de seis pessoas liderada por Paulo Geiger, especialista em obras de referência com mais de quatro décadas de experiência, começou o processo de atualização e ampliação do dicionário. Segundo Lacerda, o trabalho foi facilitado pela descoberta de que uma das principais fontes da pesquisa de Ferreira tinha sido o dicionário “Caldas Aulete”, que hoje é editado pela Lexikon e estava em fase de revisão na mesma época. A nova edição do descarta anacronismos da antiga, amplia o número de termos e expressões para quase 100 mil, e traz um índice geral com todas as palavras citadas. A imagem da capa é do artista plástico Carlos Vergara. Especializada em obras para plataformas digitais, a Lexikon pretende lançar até o fim do ano uma versão online do Dicionário Analógico, que poderá ser consultada gratuitamente e receber colaborações de leitores.

O Globo | 05/06/2010

Novo Kindle disputará mercado com iPad


A nova versão do Kindle, o leitor eletrônico da Amazon, promete chamar a atenção da indústria ao competir diretamente com o iPad, o tablet da Apple.

Com o lançamento previsto para agosto, o gadget vai apostar nas falhas do concorrente para se firmar como o melhor aparelho de leitura eletrônica da atualidade. O iPad, desde seu lançamento, em abril, vem sendo duramente criticado por causa da dificuldade de ler textos em sua tela brilhante, principalmente em condições de luz natural [durante o dia, por exemplo]. Muitos especialistas afirmam que o tablet compromete a concentração, graças aos seus recursos multimídia.

O novo Kindle deve ser mais fino que seu predecessor e terá uma tela mais nítida do que a atual. O leitor, no entanto, continuará sem tela sensível ao toque e não exibirá imagens coloridas.

Além de competir com o iPad, o aparelho da Amazon também terá de “lutar” contra o Streak, tablet da Dell, e outros dispositivos similares da Nokia, Acer, HP e Toshiba.

Apesar do otimismo, o analista da TechMarketView, Richard Holway, não está tão animado com a chegada do novo Kindle: “A Amazon vendeu dois ou três milhões de aparelhos em alguns anos. A Apple vendeu isso em alguns meses“.

Eu não acho que o Kindle irá morrer, mas ele se tornará um produto de nicho. Pessoas como eu estão dispostas a ler um livro em um minuto e a checar o e-mail em seguida“, completou o especialista.

O Kindle custa hoje 259 dólares [477 reais] nos Estados Unidos, enquanto o iPad sai por 500 dólares [921 reais], em sua versão de 16 GB.

Veja | 05/06/2010 – 13:22