Livrarias veem Google como aliado no mercado de e-books


A Google está preparando sua investida no mercado de livros eletrônicos – o “Google Editions” – um esquema de venda de publicações digitais que poderão ser lidas em qualquer navegador web ou dispositivo conectado à rede.

Segundo o New York Times, a empresa está prestes a fechar acordo com a American Booksellers Association, a associação americana de vendedores de livros, que congrega as mais de 1.400 livrarias independentes dos EUA. Esses estabelecimentos sofreram duros golpes no passado recente, primeiramente desferidos pelas redes de livrarias de descontos, como a Barnes & Noble, e depois pela gigante das vendas online de livros convencionais, a Amazon.com.

O Google Editions pretende se tornar o principal vendedor de ebooks em sites, numa época em que começa a se mostrar expressivo o número de pessoas que preferem ler numa tela a ler em papel. No entanto, por não ter grande experiência em venda no varejo, a Google provavelmente enfrentará dificuldades para penetrar no já congestionado mercado de ebooks. Além disso, seu cadastro de clientes ainda é muito menor que os da Amazon ou da Apple, e seu sistema de pagamentos, o Google Checkout, ainda não foi amplamente adotado.

Consciente desses obstáculos, a Google pretende também vender no atacado, permitindo que as livrarias independentes e outros parceiros vendam seus ebooks em seus próprios sites.

A Google já tem em seu acervo mais de dois milhões de livros que editoras selecionadas disponibilizaram em um programa de parcerias. Qualquer internauta pode ter acesso online a longos trechos desses livros. Em paralelo, a empresa prossegue escaneando milhões de obras esgotadas e raras, num projeto que vem enfrentando disputas jurídicas desde 2005.

O grande salto da nova empreitada da Google é diferenciar-se do método engessado de venda de ebooks da Amazon, que são lidos no Kindle, da Barnes & Noble, lidos no Nook, e da Apple, lidos no iPad – os ebooks da Google não estão atrelados a um ou outro dispositivo de hardware.

O próximo passo da gigante das buscas seria atacar o filão da música online. Aliás, se a Google trilhar um caminho semelhante ao percorrido pela Amazon, em breve estará dominando um expressivo naco do mercado. Vale lembrar que a Amazon começou vendendo online livros convencionais, e hoje vende via web ebooks, CDs, DVDs, Blu-rays, música digital, equipamentos eletrônicos, e mais quase qualquer coisa que se procure, desde alfinetes até mamadeiras e acessórios automobilísticos.

O Globo | 30/06/2010

Google será aliado de pequenas lojas no mercado de livros eletrônicos


As pequenas livrarias independentes dos Estados Unidos sentiram o peso da concorrência dos livros digitais nos últimos dias. Primeiro foram atingidas pelo desconto do leitor eletrônico Nook, da rede de livrarias norte-americana Barnes & Noble, e logo depois pela queda do preço do Kindle, e-reader da loja on-line Amazon.

Forçadas a competir com grandes companhias, essas pequenas lojas terão em breve um novo aliado, que tem força para equilibrar a briga: o gigante das buscas Google.

O Google planeja lançar até o final do verão norte-americano [inverno aqui no Brasil] o Google Editions. A empresa revelou pouco sobre a projeto, até agora, descrevendo-o geralmente como um espaço para venda de livros digitais, que serão acessíveis de qualquer dispositivo com acesso à internet.

Mas uma recente investida da gigante dá indícios mais claros de onde o Google planeja começar: a empresa está prestes a concluir um acordo com a Associação Americana de Livreiros, um grupo de comércio para as livrarias independentes, para tornar o Google Editions a principal fonte de e-books em sites de centenas de livrarias independentes dos Estados Unidos, de acordo com representantes do Google e da associação.

O Google provavelmente irá enfrentar uma batalha difícil na venda de e-books, já que tem pouca experiência como um varejista, principalmente com comparação a Amazon ou a Apple. Outro obstáculo é que seu sistema de pagamento online, o Google Checkout, não tem sido amplamente adotado.

Mas as pessoas que comprarem livros do Google poderão encontrar o arquivo pronto para ser executado em qualquer programa ou plataforma, ao contrário dos livros comprados pela iBookstore da Apple, por exemplo, que só podem ser lidos em equipamentos da própria Apple.

Outra vantagem do Google nesta guerra é que ele pode contar com um grande número de pessoas que procuram títulos, resumos e sugestões de livros pelo site, que podem ser clientes em potencial.

Folha Online | 30/06/2010 | 14h44

Nos EUA, bibliotecas se rendem à internet


Mais leitores nos Estados Unidos podem em breve se ver livres da multa por atraso na devolução.

Bibliotecas do país estão expandindo a oferta de livros eletrônicos com edições fora de catálogo que expiram na data de vencimento. Isso é parte de um esforço maior das bibliotecas para se adaptar à era da internet.

A partir de hoje, um grupo de bibliotecas encabeçado pelo Internet Archive, uma organização sem fins lucrativos, vai se unir para permitir que as pessoas tomem emprestadas pela internet cópias digitalizadas de seu acervo impresso.

As bibliotecas participantes, entre elas a Biblioteca Pública de Boston, o Internet Archive e o Laboratório de Biologia Marinha, vão oferecer 1 milhão de livros em domínio público e também algumas centenas de obras que ainda têm direito autoral, mas estão esgotadas e não podem ser obtidas comercialmente.

Para ler os livros digitais, as pessoas podem baixá-los gratuitamente no computador ou nos aparelhos para e-books. O software usado torna o livro impossível de ler após expirar o prazo de empréstimo.

Dois terços das bibliotecas americanas ofereceram empréstimos de e-books em 2009, segundo uma pesquisa da Associação Americana de Bibliotecas. Mas a grande maioria dos títulos eram contemporâneos, como o mais novo livro do escritor de terror Stephen King, por exemplo.

O projeto do Internet Archive, chamado Openlibrary.org, envolve milhares de livros que ocupam a maioria das prateleiras de bibliotecas públicas – na maioria, obras publicadas nos últimos 90 anos.

Mas o projeto também pode suscitar críticas porque a lei de direito autoral ainda não é clara em relação aos livros digitais. O Google , que tem sua própria iniciativa de digitalização de livros, está paralisado num atoleiro judicial com escritores e editores por causa do projeto.

Sabemos que nossos usuários hoje iniciam suas pesquisas por informação on-line“, disse Thomas Blake, gerente de projetos digitais da Biblioteca Pública de Boston, que está cedendo ao projeto alguns livros de genealogia de seu acervo que ainda têm direito autoral. “Em vez de ficarmos sentados esperando que as pessoas voltem a frequentar a biblioteca, queremos ir até nossos leitores onde eles estiverem.

Muitas bibliotecas criaram acervos digitais comprando cópias de e-books de empresas como a Overdrive . O site Openlibrary.org passará a catalogar 70 mil títulos do total de livros oferecidos pela Overdrive, juntamente com os links para obtê-los em bibliotecas locais.

Mas a iniciativa de digitalização do Internet Archive tem como objetivo expandir as bibliotecas digitais muito além do tipo de e-books contemporâneos oferecidos pela Overdrive. Sediada em San Francisco, a biblioteca sem fins lucrativos começou a escanear livros mais antigos em seus 20 centros de digitalização espalhados pelo mundo. Até agora, essas cópias serviam para expandir o acesso a obras em domínio público, ou criar meios digitais para que deficientes visuais pudessem ler livros com direito autoral.

“Estamos tentando criar uma biblioteca integrada digital com tudo que estiver disponível em qualquer lugar, onde você pode ir e encontrar não apenas informações sobre livros, mas encontrar os próprios livros e pegar um emprestado”, disse Brewster Kahle, fundador e bibliotecário digital do Internet Archive.

Com seu mais novo projeto, a ONG está testando a ideia de também oferecer às massas livros digitais com direito autoral. Só uma pessoa de cada vez poderá tomar emprestada, durante duas semanas, a cópia digital de um livro com direito autoral. Enquanto a edição digital estiver circulando, não será permitido levar para casa a cópia física do livro devido a restrições de direito autoral. O acervo disponível inicialmente inclui manuais e livros técnicos, compêndios sobre a vida marinha e textos em espanhol da Universidade Francisco Marroquin, da Guatemala.

O projeto pode enfrentar processos de escritores e editores. Paul Aiken, diretor executivo da associação de escritores Authors Guild – que abriu um processo contra o projeto de digitalização de livros do Google – não estava disponível para comentar o projeto do Internet Archive.

Estamos apenas tentando fazer o que as bibliotecas sempre fizeram“, disse Kahle, do Internet Archive. Ele disse que há planos de expandir o projeto e gostaria de encontrar outras bibliotecas interessadas em participar. Ele disse que o esforço de oferecer livros com direito autoral será restrito apenas a obras que não estão mais à venda.

Ter que pedir permissão do detentor do direito autoral para escanear um livro é oneroso, disse Blake. “Se você tem uma cópia física de algo, deveria poder emprestá-la. Não achamos que vamos prejudicar o valor de mercado desses itens.

Stewart Brand, autor do livro “The Media Lab”, de 1988 – uma das obras escaneadas que ficarão disponíveis para empréstimos – disse não se incomodar que seu livro fique disponível desse jeito. Kahle pediu sua permissão, disse Brand, e ele a deu porque acha que digitalizar livros tem o potencial de melhorar o conhecimento da humanidade.

Sei que as bibliotecas são um dos mais importantes pilares da civilização, e quase sempre os bibliotecários querem é que o devem receber“, disse Brand.

Geoffrey A. Fowler | The Wall Street Journal / Valor Online | 29/06/2010

Marvel pagará royalties sobre vendas digitais


Ela segue o exemplo da DC Comics

Segundo o site Bleeding Cool, a Marvel Comics anunciou, seguindo o exemplo da DC Comics, que vai pagar royalties a seus autores referentes à receita gerada com as HQs digitais. Numa carta enviada a seus artistas e escritores exclusivos, com data de 21 de junho, Joe Quesada informa que a editora pretende pagar royalties sobre a receita gerada pelas HQs digitais, como por exemplo, o material vendido no aplicativo para iPad. A carta faz parte de uma nova linha de comunicação destinada aos autores que não trabalham dentro do escritório da Marvel Comics, estão afastados da rotina diária da empresa, e por isso muitas vezes acabam surpreendidos por certas notícias.

Universo HQ | 29/06/2010 | Sérgio Codespoti

Distribuidores franceses de e-books vão criar catálogo único


Nove livrarias e duas empresas de tecnologia estão envolvidas

Distribuidores franceses de e-books lançaram a primeira fase de seu projeto de criar um catálogo único de e-book online e interface eletrônica. Inicialmente, os sites de nove livrarias de peso [www.appeldulivre.fr; www.arbrealettres.com; www.cultura.fr; www.librairie-ledivan.fr;www.furet.com; www.gibertjeune.fr; www.lamartine.fr;www.ombres-blanches.fr; www.virginmega.fr] e dois parceiros eletrônicos, ePagine e Numilog, estão envolvidos. Os dois últimos vão cuidar das vendas. Além de envolver a Numilog para Hachette Livre e ePagine, o esquema vai envolver Eden Livres para a Flammarion, Gallimard e La Martinière-Le Seuil, ePlatforme para Editis e Média Participations. Títulos dos parceiros da ePlatforme serão adicionados em setembro. Hoje, a maior parte dos livros disponível é publicada pela Hachette Livre e seus parceiros como Albin Michel e Eden Livres, o semanário francês Livres Hebdo reportou. Cerca de 20 mil títulos são oferecidos, disse o diretor executivo da Numilog, Denis Zwirn.

The Bookseller | 29/06/2010 | Barbara Casassus

Digitalização no centro das atenções da Feira de Frankfurt


Haverá espaço para a exposição de produtos e serviços relacionados à tecnologia

Seja aplicativos móveis ou gerenciamento de direitos digitais, gerenciamento de conteúdo ou software de aprendizagem inovador: a digitalização está mudando os fluxos de trabalho em editoras. O know-how tecnológico é cada vez mais importante e a necessidade de informação é enorme. Os prestadores de serviços e desenvolvedores estão sendo muito requisitados para isso. Este é o ponto de partida para o conceito da nova exposição da Feira do Livro de Frankfurt. Os Hot Spots focam em setores específicos e estão estrategicamente distribuídos pela área da exposição para a apresentação de soluções técnicas inovadoras – e para reunir o mundo editorial e a indústria tecnológica. Para o mercado editorial, isso quer dizer que esse novo conceito mostra aonde ir para se ter informações, contatos e know-how para a realização de seus projetos de digitalização. O formato de vitrine foi pensado para atender aos expositores que não estão apresentando produtos físicos e precisam de menos espaço de prateleira, mas que precisam de opções de apresentações. Há três opções de pacote para quem quiser expor nesses lugares: “Starter”, “Station” e “Stand”. Para ler a entrevista de Caroline Vogel, diretora deste projeto, clique aqui.

PublishNews | 29/06/2010

Amazon cria aplicativo de vídeo e áudio do Kindle para iPad e iPhone


A Amazon anunciou o lançamento de um aplicativo de áudio e vídeo para o leitor eletrônico Kindle. O aplicativo, entretanto, não é compatível com o e-reader da companhia, mas apenas com os dispositivos da Apple [iPhone, iPod e iPad].

De acordo com o jornal britânico “The Telegraph”, a versão do aplicativo eReading Kindle já está atualizazada e disponível na parte de aplicativos da companhia, cujo endereço é http://www.amazon.com.

Os primeiros livros a receberem edições especiais com novo conteúdo incluem guias de viagens ou livros sobre o canto dos pássaros, informa o jornal.

Estamos empolgados em acrescentar esta funcionalidade do Kindle para iPad, iPhone e iPhone Touch. Leitores já vão encontrar algumas das edições com áudio e vídeo na Kindle Store hoje. É apenas o começo –estamos procurando ver com autores e editores como criar para consumidores as novas funcionalidades dos aplicativos“, afirmou Dorothy Nicholls, diretora da Amazon.

Segundo o diário britânico, “o movimento indica que a Amazon não está preparada para conceder terreno para o iBook, software da Apple no florescente mercado de livros digitais, mas sugere que a companhia vê dispositivos multifuncionais como uma parte real do futuro das publicações“.

A Amazon também indicou que o Kindle para iPhone está otimizado para a alta resolução da retina display do iPhone 4.

Folha.com | Tec | 28/06/2010 – 18h26

Amazon adiciona vídeo e áudio nos aplicativos do Kindle


A Amazon atualizou seus aplicativos do Kindle para iPhone e iPad, oferecendo para os leitores a oportunidade de assistir vídeos ou ouvir material de áudio. Cerca de 10 títulos estão disponíveis na loja, incluindo títulos de culinária e guias de viagem. A diretora da Amazon Dorothy Nicholls disse: “Leitores já encontram edições para o Kindle com áudio e video – de Rose’s Heavenly Cakes com dicas em vídeo que ajudam a preparar o bolo perfeito ao Bird Songs, com o som dos pássaros relacionados a imagem deles”. “Isso é só o começo. Estamos ansiosos por saber o que os autores e editores vão criar para os usuários dos aplicativos do Kindle”, completou.

Graeme Neill | The Bookseller | 28/06/2010

Agência literária ameaça negociar diretamente com empresas de tecnologia


Entre os clientes, Philip Roth e John Updike

O agente Andrew Wylie está ameaçando passar por cima de editoras e negociar os direitos dos e-books de seus autores diretamente com a Google, a Amazon ou a Apple porque ele não está feliz com os termos das editoras. Em entrevista para a Harvard Magazine, Wylie disse que as negociações da agência com as editoras quanto aos e-books estão em espera. “Nós vamos levar nossos 700 clientes, ver quais direitos estão com as editoras e contratar alguém para negociar, por eles, esses e-books diretamente com empresas”. The Wylie Agency tem nomes como Philip Roth, Salman Rushdie, Italo Calvino, Vladimir Nabokov e John Updike em seu catálogo estelar.

The Bookseller | 28/06/2010 | Benedict Page [com informações do P ublishnews]

Kindle no Android (e no Brasil)


O programa serve para baixar e comprar livros em formato digital da Amazon direto no telefone.

Uma notícia boa para quem é fã da Amazon e gastou todo o dinheiro comprando um celular Android, em vez de um Kindle: o aplicativo do Kindle ganhou ontem [28] uma versão para celulares Android. Da mesma forma que sua versão do iPhone, o programa serve para baixar e comprar livros em formato digital da Amazon direto no telefone. O programa funciona só em celulares que usam a versão 1.6 ou superior do Android.

O Estado de S. Paulo | 28/06/2010 | Filipe Tavares Serrano

Site transforma sua ‘letra de mão’ em fonte para escrever e-mails


Você é tão bom na escrita à mão que gostaria que existisse uma versão de sua letra manuscrita instalada no Word, por exemplo? Assim você substituiria Times New Roman, Arial e Comic Sans pelos seus garranchos estilizados e que às vezes só você entende, certo?

Bem, isso já é quase possível com o PilotHandWriting. Ele permite que você transforme suas letras em uma família de fontes e escreva e-mails utilizando essas letras personalizadas. Você cria as letras no site mesmo, mas não é possível fazer o download – você só pode enviar os e-mails a partir do próprio serviço.

O processo é rápido, e um vídeo mostra as etapas de criação. Você imprime uma tabela e preenche com sua letra [imagem acima, exemplo oficial], depois digitaliza ou fotografa e manda para o site [imagem abaixo, exemplo Gigablog]. A partir de então você pode criar uma conta no site, salvar sua letra e até fazer ajustes se algo não ficou muito bom. Depois é só mandar os e-mails a partir do PilotHandWriting e surpreender algum amigo.

PilotHandWriting

O PilotHandWriting permite que você transforme suas letras de mão em uma família de fontes e escreva e-mails utilizando essas letras personalizadas. Você cria as letras no site mesmo, mas não é possível fazer o download -- você só pode enviar os e-mails a partir do próprio serviço.

UOL Tecnologia | GIGABLOG | Por Renato Bueno às 09h20

O Brasil na Biblioteca Mundial


Documento mais acessado do site que entrou no ar em abril de 2009 é da Fundação Biblioteca Nacional

É da Fundação Biblioteca Nacional o arquivo mais acessado na World Digital Library, projeto de digitalização de livros, manuscritos e acervos visuais e sonoros de bibliotecas de 55 países, relata a coluna Babel. Trata-se de um mapa da Espanha e de Portugal de 1810. Juntos, todos os documentos disponíveis tiveram 67 milhões de visualizações desde abril de 2009, quando o site entrou no ar.

O Estado de S. Paulo | 26/06/2010 | Raquel Cozer

Queremos o livro em papel!


Abigraf e mais 20 entidades lançaram a Campanha de Valorização do Papel e da Comunicação Impressa

A Associação Brasileira da Indústria Gráfica e mais 20 entidades lançaram, nesta quinta [24], em São Paulo, uma contraofensiva em favor do livro em papel, conta Galeno Amorim. Batizada de Campanha de Valorização do Papel e da Comunicação Impressa, a iniciativa quer barrar um dos argumentos prediletos dos defensores do livro digital – que os livros em papel estariam afetando duramente o meio ambiente. O trunfo da Abigraf e entidades que vão desde a Câmara Brasileira do Livro até a Abrelivros é um estudo da Universidade Federal de Viçosa [RJ] que mostra que o uso de papel para impressão não provoca desmatamento no Brasil. Isto porque, por aqui, a produção de celulose e papel é sustentada por florestas plantadas em áreas específicas para essa finalidade. Que acabam por absorver 1 bilhão de toneladas de carbono da atmosfera a cada ano.

Blog do Galeno | 25/06/2010 | Galeno Amorim

Sextante se prepara para o lançamento de Paulo Coelho


Um site com o primeiro capítulo e outras informações já estará no ar amanhã

Paulo Coelho

E a editora Sextante vai publicar na internet o primeiro capítulo do novo livro de Paulo Coelho, O Aleph, informa Mônica Bergamo. Colocará no ar, a partir de amanhã, um site com o texto dele, a foto da capa da obra, um mapa e um documentário sobre a ferrovia Transiberiana, tema da obra.

Folha de S. Paulo | 24/06/2010 | Mônica Bergamo

Curso mostra como produzir livros em formato Daisy


Organizado pela CBL e Abrelivros, workshop será no dia 29/6

Para apresentar os processos de produção de livros digitais em formato Daisy e esclarecer as dúvidas de seus associados, a Câmara Brasileira do Livro e a Abrelivros realizam, em 29 de junho, das 9 às 12h30, o workshop “Produção de livros digitais em formato Daisy”, com a participação de Pedro Milliet, coordenador do projeto de desenvolvimento das ferramentas Daisy, e Ricardo L. Soares, gerente do Livro Digital, ambos da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Com entrada gratuita, o encontro será realizado no auditório do Instituto Cervantes [Av. Paulista, nº 2439 – térreo – Bela Vista. São Paulo/SP]. As inscrições devem ser feitas até o dia 25 de junho pelo e-mail atendimento@cbl.org.br. O auditório tem capacidade para 100 pessoas.

Programação

09h00 – Abertura
09h10 – Introdução: Daisy no mundo e Daisy na Fundação Dorina Nowill para Cegos
09h20 – Produção Daisy – Sistemas de produção existentes e principais etapas do processo
10h35 – Intervalo
11h00 – Produção Daisy – Didáticos – Características Especiais

PublishNews | 24/06/2010

Comissão vai discutir II Congresso Internacional do Livro Digital


Em reunião na Câmara brasileira do Livro, dia 22 de junho, a Comissão do Livro Digital criou um Grupo de Trabalho que discutirá, a partir de julho, a pauta do 2º. Congresso Internacional do Livro Digital. São participantes: Carlos Haddad [Imprensa Oficial], Daniel Pinsky [Editora Contexto], Henrique Farinha [Editora Évora], Luiz Álvaro Salles Aguiar [Imprensa Oficial] Michelle Fernandes Aranha [Difusão Editora] Roger Trimer [Pearson], Ednei Procópio [Giz Editorial] e Susanna Florissi [SBS], Eunice Anoardo Molefas Nunes [Editora Moderna] As reuniões do grupo de trabalho serão realizadas mensalmente na Câmara Brasileira do Livro e terão o apoio da Gerente Executiva da CBL, Cristina Lima. Este grupo pretende utilizar o know-how adquirido no 1º. Congresso Internacional do Livro Digital, que aconteceu em março de 2010 para repetir o grande sucesso daquele evento. Na mesma reunião foi decidido que o segmento Livro Digital será um assunto básico focalizado na próxima pesquisa de produção e vendas do setor editorial brasileiro da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas- FIPE, pela Câmara Brasileira do Livro – CBL e pelo Sindicato Nacional dos Editores – SNEL.

CBL | 24/06/2010

Wikipédia faz mudanças contra vândalos digitais


Ferramenta está em fase de testes

Para proteger a Wikipédia de baderneiros virtuais, que editam verbetes com informações falsas, uma nova ferramenta de moderação está em fase de testes, por dois meses, desde o dia 15. Batizada de Pending Changes, a novidade pretende filtrar as alterações sugeridas em páginas polêmicas -como as de celebridades ou de políticos, que costumam atrair grande número de modificações nem sempre bem-intencionadas. Nessas páginas, apenas usuários logados poderão editar informações e as sugestões serão liberadas somente por colaboradores que têm o status de editor.

Folha de S. Paulo | 23/06/2010 | Alexandre Orrico

“Guerra” leva a queda de preços de leitores de livros eletrônicos


Amazon e Barnes & Noble baixam preço de aparelhos nos EUA preocupadas com iPad, da Apple

Kindle, da Amazon, é vendido no Brasil; chegada do iPad mudou relação das vendedoras de livros com editoras

A rede de livrarias norte-americana Barnes & Noble anunciou nesta semana que reduziu o preço de seu leitor eletrônico Nook de US$ 259 para US$ 199. A empresa também anunciou o lançamento de outra versão do aparelho, que só se conecta à internet por meio de Wi-Fi, por US$ 149.
Em resposta, a Amazon reduziu o preço de seu popular leitor eletrônico Kindle, de US$ 259 para US$ 189.
Os cortes de preços foram adotados em um momento no qual os fabricantes de leitores eletrônicos enfrentam crescente ameaça do iPad. Ainda que seja mais caro, o aparelho da Apple, que custa a partir de US$ 500, tem tela colorida que contrasta com a tela monocromática dos leitores. A Apple anunciou ter vendido mais de 3 milhões de iPads nos quase três meses desde o lançamento.
O Kindle é vendido a consumidores do Brasil pela própria Amazon. O preço é US$ 410 [cerca de R$ 724], incluindo entrega e taxas de importação. Já o Nook não é entregue no Brasil. O iPad não foi lançado no país.

PREÇO EM QUEDA

Ficou evidente que o preço dos leitores eletrônicos simples teria de cair“, disse James McQuivey, analista da Forrester Research. “O que não imaginávamos é que isso aconteceria tão rápido.
Até o segundo trimestre, vendedores como a Amazon e a Barnes & Noble ofereciam best-sellers subsidiados a fim de atrair consumidores. No entanto, 5 das 6 maiores editoras do mercado dos Estados Unidos fecharam acordo com a Apple para mudar o modelo de venda de livros eletrônicos.
Os vendedores terão de elevar preços e passarão a ser remunerados com comissão de 30%, o que permitirá que sacrifiquem parte de seu lucro com venda de aparelhos.
Os cortes de preço dos aparelhos devem reforçar o ímpeto de um mercado que, apesar do iPad, continua crescendo. Devem ser vendidos 6,6 milhões de leitores eletrônicos neste ano, ante 3,1 milhões em 2009, de acordo com a Forrester.

DO “NEW YORK TIMES” | Tradução de PAULO MIGLIACCI | Folha de S. Paulo | Mercado | 23 de junho de 2010

Produção de Livros Digitais em Formato Daisy


A Abrelivros e a Câmara Brasileira do Livro convidam seus associados para o workshop sobre o formato Daisy.

O evento tem por objetivo apresentar e trazer esclarecimentos sobre os processos de produção de livros digitais em formato Daisy, com a participação de Pedro Milliet, coordenador do projeto de desenvolvimento das ferramentas Daisy e Ricardo L. Soares, gerente do Livro Digital, ambos da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

O workshop é gratuito e será realizado no próximo dia 29 de junho de 2010, das 9h00 às 12h30 no auditório do Instituto Cervantes, na Avenida Paulista, 2439, piso térreo, Bela Vista – São Paulo / SP.

As inscrições serão aceitas pelo email atendimento@cbl.org.br até o dia 25, às 12h00 ou até o encerramento das vagas. O auditório tem capacidade para 100 pessoas.

Veja a programação:

09h00 – Abertura

09h10 – Introdução: Daisy no mundo e Daisy na Fundação Dorina Nowill para Cegos

09h20 – Produção Daisy – Sistemas de produção existentes e principais etapas do processo

10h35 – Intervalo

11h00 – Produção Daisy – Didáticos – Características Especiais

CBL Informa | cbl@cbl.org.br

Concorrência faz preços de leitores de livros digitais caírem


Primeiro a rede de livrarias norte-americana Barnes & Noble anunciou nesta segunda-feira a redução de preço de seu leitor de livros eletrônicos, o Nook. A versão 3G passa de US$ 259 para US$ 199, e uma nova versão do aparelho, apenas com conectividade Wi-Fi, sai por $149.

O contra-ataque da Amazon veio no mesmo dia: o preço do Kindle caiu de US$ 259 para US$ 189.

A redução de preços é uma resposta dos fabricantes de leitores eletrônicos à ameaça crescente do tablet da Apple, o iPad. Mesmo que seja mais caro do que os leitores de e-books, o iPad, que custa a partir de US$ 500, tem uma série de funções adicionais e acessadas por um visor colorido, sensível ao toque, que contrasta com a tela estática e monocromática dos leitores de livros digitais.

Steven Jobs, executivo-chefe e fundador da Apple, disse este mês, no evento de anúncio do iPhone 4, que os proprietários do iPad tinham baixado mais de cinco milhões de livros digitais nos últimos dois meses, ou uma média 2,5 livros para cada iPad.

O número é especialmente preocupante para a Amazon, porque significa que os as pessoas estão dispostas a ler livros em um tablet que é mais pesado que o Kindle, e que tem uma tela brilhante, que pode causar fadiga ocular, diferentemente da tecnologia de tinta eletrônica usada pelo leitor da companhia.

A Sony também pode ser afetada pelos cortes de preços. Foi a primeira no mercado a lançar um e-book, o Reader, mas tem ficado para trás de seus rivais. Ela não tem o poderio de vendas on-line da Amazon e nem a presença no mercado da Barnes & Noble.

O modelo mais básico do Reader custa US$ 169, mas não tem conexão sem fio, o que pode colocar a Sony sob pressão para que ela também reduza os preços.

Folha.com | Tec | 22/06/2010-17h59

Amazon derruba o preço do Kindle enquanto o Nook toma a dianteira


O Kindle está US$ 10 mais barato que o Nook

Perto de 750 mil e-readers saíram das fábricas e foram para lojas de todo o mundo entre abril e maio deste ano, disse o Digital Research. Isso aconteceu depois que tanto Barnes & Noble quanto Amazon reduziram o preço de seus e-readers diante da competição com o iPad. O Nook superou o Kindle, totalizando 37% das unidades contra 16%. Vendas internacionais atingiram 1,43 milhões de unidades no primeiro trimestre. O Nook 3G caiu de US$ 259 para US$ 199 e o Kindle 3G, de US$ 259 para US$ 189. Espera-se que a Sony também lance um novo e-reader em julho, enquanto a Barnes & Noble vai acrescentar, ainda neste ano, um ou dois modelos entre em sua linha de produtos, disse o Digitimes Research.

The Bookseller | 22/06/2010

Bibliotecas públicas recebem computadores com internet


Cadastro para receber Telecentros Comunitários se encerra no próximo dia 25

Uma parceira entre os Ministérios da Cultura e das Comunicações vai levar computadores com internet a todas as bibliotecas públicas municipais. Pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas [FGV], encomendada pelo MinC, revelou que 45% dos estabelecimentos não possuem computador com internet. Aquelas que ainda não receberam o Telecentro Comunitário devem se cadastrar no site do Ministério das Comunicações até a próxima sexta-feira [25]. O acordo prevê que todas as bibliotecas públicas municipais implantadas ou modernizadas pelo Ministério da Cultura, por meio do Programa Mais Cultura, recebem o kit de instalação do Telecentro Comunitário: 11 computadores conectados à internet banda larga. A pesquisa da FGV descobriu que 420 cidades brasileiras não têm bibliotecas e o MinC está implantando o equipamento nesses municípios. A contrapartida municipal é a disponibilização do espaço físico dentro da biblioteca para instalação dos equipamentos e de monitores para atendimento ao público.

PublishNews | 22/06/2010

Amazon reduz preço do Kindle nos EUA


A Amazon seguiu a Barnes & Noble e também reduziu o preço de seu e-reader, Kindle, nesta segunda-feira, em resposta à crescente concorrência do iPad da Apple.

As ações da Amazon registravam queda de mais quase 3% perto do fechamento da bolsa de Nova York, com investidores receosos de uma futura guerra de preços.

A Amazon anunciou um corte de US$ 70 – de US$ 259 para US$ 189 – no preço do Kindle em meio à crescente concorrência no mercado de dispositivos para leitura digital.

A medida segue o anúncio de sua principal concorrente no setor, a livraria Barnes & Noble, de que irá lançar uma nova versão Wi-Fi de seu aparelho, Nook, além de reduzir o preço da versão 3G do e-reader.

A maior livraria dos Estados Unidos em volume de vendas lançou uma versão do Nook, compatível apenas com redes Wi-fi, a US$ 149, e reduziu o preço do aparelho 3G, lançado em outubro, para US$ 199.

DA REUTERS, EM LOS ANGELES E NOVA YORK | Folha.com | Tec | 21/06/2010-19h31

Toshiba lança portátil com 2 telas para brigar com iPad e Kindle


Preço deve ser mais alto do que o de um simples leitor, mas segundo a empresa ele oferece mais do que uma experiência de consumo passiva

A Toshiba lançou nesta segunda-feira [21] um computador portátil de pequeno porte equipado com duas telas que pode ser usado como leitor eletrônico. O aparelho, chamado Libretto, coloca a empresa em competição com o iPad e o Kindle. O produto pode ser usado tanto como um notebook convencional com uma das telas servindo como teclado virtual, quanto como leitor eletrônico. Ele estará disponível para comercialização no Japão no final de agosto e, posteriormente, na Europa, Estados Unidos e outros mercados. O Libretto não deve abalar o mercado de leitores eletrônicos no curto prazo, considerando que a Toshiba ainda precisará firmar acordos com provedores de conteúdo. Entretanto, os executivos da empresa ressaltaram que o aparelho, que segundo eles deve ser vendido a 120 mil ienes [1.320 dólares] no Japão –ante 489 dólares do Kindle e 499 dólares do iPad mais barato– oferece mais do que uma experiência de “consumo” passiva. Veja galeria de fotos no site da empresa.

Reuters | 21/06/2010

Barnes & Noble lança versão WiFi do Nook


Leitor será vendido a US$ 149

eReader da livraria Barnes & Noble

A Barnes & Noble lançou nesta segunda-feira uma versão WiFi de seu leitor de livros digitais Nook e reduziu o preço do modelo compatível com redes celulares 3G diante de aumento na competição no segmento que atravessa rápida expansão.

A maior vendedora de livros especializados dos Estados Unidos em vendas definiu preço 149 dólares para a versão WiFi e de 199 dólares para a versão 3G.

A decisão da livraria surge depois do lançamento do iPad pela Apple, aparelho que atraiu muito interesse do mercado e enquanto a Borders Group se prepara para começar a operar sua própria loja de livros eletrônicos. O Nook também compete com o Kindle, da Amazon.com. A Barnes & Noble lançou o Nook em outubro.

Reuters | 21/06/2010

Pioneira do netbook entra na era do iPad


Depois de criar o primeiro minilatop, Asustek enfrenta desafio de disputar segmento dos tablets

Computadores minúsculos têm sido benéficos para a Asustek. A companhia taiwanesa lançou em 2007 o primeiro netbook, os minilaptops de baixo preço que têm sido o produto de crescimento mais acelerado no setor de PCs nos dois últimos anos. Os netbooks representam 40% das vendas da marca Asus atualmente e ajudaram a Asustek a empatar com a Lenovo na posição de quinta companhia de computadores portáteis do mundo, de acordo com o instituto de pesquisas International Data Corp. [IDC].

Agora, parece que a locomotiva de crescimento dos netbooks está perdendo vigor. A fatia dos netbooks no mercado global de PCs provavelmente permanecerá inalterada neste ano, em 12%, estima o IDC. Em vez disso, os consumidores estão se aglomerando em torno de tablets como o iPad, da Apple, que oferece grande parte das vantagens dos netbooks. Para a Asustek, isso significa tomar um grande impulso rumo aos tablets, ao mesmo tempo em que tenta convencer empresas e consumidores de que os netbooks ainda apresentam vantagens.

Em 31 de maio, a Asustek revelou suas primeiras armas na batalha contra o iPad. A exemplo do aparelho da Apple, o Eee Pad – que estará disponível no próximo verão – terá tela sensível ao toque, um teclado integrado e recurso de videoconferência. Ao contrário do iPad, a máquina Asus ostentará um processador Intel e usará o sistema operacional Windows 7. O Eee Tablet, que chegará ao mercado no começo de 2011, é um leitor eletrônico de livros com uma tela sensível ao toque e câmera embutida que permite aos usuários escrever anotações em fotografias. As novas engenhocas poderão ser “importantes impulsionadores para a expansão dos lucros e das vendas nos próximos anos“, escreveu a analista Angela Hsiang, do banco de investimentos KGI Securities, em um relatório de 1º de junho.

A Asustek terá farta concorrência, mesmo à parte do iPad. A Dell apresentou um minitablet chamado “The Streak” [raio de luz] e quase todos os demais fabricantes de PC têm um tablet a caminho, embora alguns tenham adiado os lançamentos na esteira do iPad. Não obstante as novas máquinas Asus chegarem às lojas antes da maioria da concorrência, os investidores claramente alimentam dúvidas sobre a estratégia da Asustek. As ações da empresa, listadas na bolsa de Taipé, tiveram queda de 18% no ano até 17 de maio, quando a venda das ações foi suspensa na iminência do desmembramento da divisão fabril da companhia. Uma das preocupações dos investidores é que a Asustek não possa oferecer o mesmo número de aplicativos da Apple.

Eles têm um produto muito bom, mas o ambiente ainda não está pronto; ainda não há suficiente conteúdo“, diz Robert Cheng, analista do banco Credit Suisse em Taipé. Outro problema é que a bateria do Eee Pad terá cerca de seis horas de duração, quatro horas a menos que o iPad.

O executivo-chefe da Asustek, Jerry Shen, acredita que ainda pode explorar um vasto mercado empresarial para netbooks. A companhia está retocando o design e abandonando o visual atual, de “casca” de ostra, para criar modelos de uma só peça – um tipo de tablet, mas com teclado físico. A Asustek “terá muitos tipos diferentes de netbooks que ainda podem fornecer uma experiência melhor para o usuário“, na comparação com os tablets, diz Shen.

Para se proteger de uma grande queda na popularidade do netbook, a Asustek está se dirigindo à faixa mais afluente do mercado. Em maio, a companhia lançou notebooks com sistemas de som Bang & Olufsen e apresentou uma linha de laptops com bambu na tampa, usando 20% menos plástico que as demais máquinas. “Ainda temos uma grande quantidade de inovação acontecendo“, diz o presidente do conselho de administração, Jonney Shih, exibindo o laboratório particular contíguo ao seu escritório, onde ele se recolhe para desanuviar a mente, fazendo pequenas modificações nas engenhocas Asus.

Uma das inovações mais incomuns da Asustek é sua estratégia de teste de produto. Shih, um budista vegetariano, é um apoiador da Fundação Tzu Chi, uma das maiores instituições beneficentes budistas de Taiwan. Ele convocou a Venerável Mestre Dharma Cheng Yen, a fundadora de 73 anos da fundação, para ajudar a testar os leitores eletrônicos. Cheng Yen “representa a melhor garantia de qualidade”, diz Shih. “Ela é tão paciente”. À medida que tenta se equiparar ao iPad, a Asustek precisará também contar com a paciência dos clientes.

Valor Econômico | 21/06/2010 | Publicado originalmente Bloomberg BusinessWeek | Por Bruce Einhorn e Tim Culpan

Barnes & Noble lança versão Wi-Fi do Nook


A Barnes & Noble lançou nesta segunda-feira [21] uma versão WiFi de seu leitor de livros digitais Nook.

A companhia também reduziu o preço do modelo compatível com redes celulares 3G diante de aumento na competição no segmento que atravessa rápida expansão.

A maior vendedora de livros especializados dos Estados Unidos em vendas definiu preço US$ 149 para a versão Wi-Fi e de US$ 199 para a versão 3G.

A decisão da livraria surge depois do lançamento do iPad pela Apple, aparelho que atraiu muito interesse do mercado e enquanto a Borders Group se prepara para começar a operar sua própria loja de livros eletrônicos.

O Nook também compete com o Kindle, da Amazon.com.

A Barnes & Noble lançou o Nook em outubro.

DA REUTERS, EM NOVA YORK | Folha.com | Tec | 21/06/2010-16h42

Toshiba lança portátil com duas telas para brigar com iPad e Kindle


A Toshiba lançou nesta segunda-feira um computador portátil equipado com duas telas que pode ser usado como leitor eletrônico. O aparelho, chamado Libretto, coloca a empresa em competição com o iPad, da Apple, e o Kindle, da Amazon.

O produto pode ser usado tanto como um notebook convencional com uma das telas servindo como teclado virtual, quanto como leitor eletrônico. Ele estará disponível para comercialização no Japão no final de agosto e, posteriormente, na Europa, Estados Unidos e outros mercados.

Toshiba Libretto W100, computador portátil equipado com duas telas usado como e-reader

A Toshiba lançou o W100 Libretto em um evento em Tóquio, que marcou os 25 anos de lançamento pela empresa do primeiro laptop do mundo, em 1985.

A companhia espera que a unidade de PCs, que teve um prejuízo US$ 97 milhões de dólares no ano encerrado em março, atinja o equilíbrio no ano fiscal que terminará em março de 2011.

O Libretto lançado nesta segunda-feira, que também enfrenta forte concorrência da Sony, não deve abalar o mercado de leitores eletrônicos no curto prazo, considerando que a Toshiba ainda precisará firmar acordos com provedores de conteúdo.

Entretanto, os executivos da empresa ressaltaram que o aparelho, que segundo eles deve ser vendido a US$ 1.320 no Japão – ante US$ 489 do Kindle e US$ 499 do iPad mais barato – oferece mais do que uma experiência de “consumo” passiva.

O iPad da Apple provavelmente está criando um novo mercado em termos de consumo de informação, navegação e leitura de livros“, afirmou o presidente-executivo da unidade de produtos digitais da Toshiba, Masahiko Fukakushi. “Mas quando se trata de criação ou de produção. O que estamos fazendo ainda tem muito valor. Queremos continuar fazendo as duas coisas.

A Toshiba é a quarta maior fabricante de notebooks no mundo depois de HP, Acer e Dell.

DA REUTERS, EM TÓQUIO | Folha.com | Tec | 21/06/2010-11h43

Agente literário cria “blog indiscreto”


Nele, transcrições de mensagens recebidas de autores

De acordo com a coluna Babel, um autoidentificado “agente literário rabugento” criou um blog para destacar mensagens embaraçosas recebidas de autores inéditos. Fica em slushpilehell.tumblr.com [algo como “pilha de originais do inferno”] e inclui tentativas como “Olá. Você é um agente visionário que quer levar o estagnado mercado de ficção a novos patamares?”.

O Estado de S. Paulo | 19/06/2010 | Raquel Cozer

E-books no celular, em português, para os portugueses


Por enquanto há títulos em domínio público e outros em inglês

Não comecem a fazer caretas. Ler livros no telemóvel é melhor do que não ter acesso a livro nenhum. Na semana passada, a TMN lançou no seu portal centenas de e-books, incluindo títulos em português, que podem ser lidos em mais de 80 telefones de vários sistemas operativos [na TMN App Store é possível fazer um teste e verificar quais são os telemóveis compatíveis].

Trata-se de uma parceria com a Mobcast Services Limited, a empresa que trata dos direitos de autor dos livros electrónicos que ali estão à venda. Rita Teixeira, responsável e gestora deste novo serviço, contou ao Ípsilon que a Mobcast já está a contactar e a conversar com os editores portugueses para no futuro estarem disponíveis mais livros. Os e-books em língua portuguesa que lá estão agora são quase todos grátis porque estão em domínio público [“A Relíquia”, de Eça de Queirós; “Viriatho”, de Teófilo Braga; e “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, de Júlio Dinis, a 1,50€]. Mas vai haver mais títulos, tanto em inglês como em português. “Somos a primeira operadora a disponibilizar e-books em Portugal e para todos os clientes”, explica Rita Teixeira [a Vodafone também disponibiliza este tipo de conteúdos, mas só para os clientes 360].

O catálogo de e-books na TMN App Store está organizado por categorias: romance, “thriller”, humor, clássicos, títulos em português, biografias, livros grátis, humor, etc. Além dos títulos gratuitos, existem os pagos, entre 1,50€ e 9,99€.

Por agora estão disponíveis “best-sellers” em língua inglesa, como a trilogia de Stieg Larsson [“The Girl with the Dragon Tattoo”], o “Angels and Demons”, de Dan Brown, e a saga “True Blood” de Charlaine Harris. Está lá também “Get Skin”, de Mo Hayder; “The Associate”, de John Grisham, o prémio Man Booker “Wolf Hall”, de Hilary Mantel, etc.

Quem quiser experimentar ler um destes livros no seu telemóvel pode fazê-lo gratuitamente. Basta aceder ao portal, por exemplo, através de um computador, escolher um dos títulos gratuitos que existem na loja de aplicações e clicar em comprar. Aparece então um quadro onde nos é pedido para colocar o número de telemóvel para onde queremos enviar o livro. Pouco tempo depois, o telemóvel apita. A mensagem chega: “Aceite, faça o download no seu telemóvel e divirtase!” Claro que, se o seu telemóvel for daqueles mais ultrapassados, pode não conseguir ler a mensagem, nem clicar no “link”, nem ler o livro.

Outra forma de se aceder à TMN App Store é através da Internet no telemóvel. O e-book ficará instalado no aparelho telefónico, dispensando qualquer ligação à Internet para acesso ou leitura do mesmo. Os livros estão em formato java e, uma vez descarregados para o nosso telemóvel, ficam ali disponíveis para sempre. Podemos passar as páginas, andar para a frente e para trás, ir directamente para o capítulo que nos interessa ler.

Fiquemos agora à espera das novidades em português.

As informações são do blog Ciberescritas, da jornalista Isabel Coutinho.

A Wikipédia não é mágica, é trabalho duro


Um dos fundadores da enciclopédia colaborativa fala com a Folha sobre a comunidade que compartilha seu conhecimento, as falhas e a concorrência

Na calçada da fama dos ícones da tecnologia, Jimmy Wales tem seu lugar garantido ao lado de personalidades como Bill Gates.
Ele ajudou a fundar a Wikipédia, a enciclopédia gratuita que se baseia na colaboração dos usuários, logo no início dos anos 2000. Tempos em que não existiam sites como o YouTube, o Facebook ou o Twitter. Wales fala amanhã no Info@Trends [info.abril.com. br/infotrends], evento em São Paulo, sobre o poder do conteúdo gerado e moderado pelo usuário.
À Folha, ele falou sobre a fundação da Wikipédia, as falhas e qualidades do site e a série de polêmicas que cerca a enciclopédia colaborativa -da pornografia às tentativas de uso político da ferramenta. Veja trechos da entrevista concedida por e-mail. [AMANDA DEMETRIO]

Folha – Como foi a criação da Wikipédia? Quais fatores do mercado mostraram que vocês estavam na direção certa?
Jimmy Wales – A Wikipédia foi o produto de um projeto anterior, chamado Nupedia, que foi um fracasso. A Nupedia era um projeto baseado em controle e comando, o que não era divertido para os voluntários. Quando eu instalei o software wiki e foi lançada a Wikipédia, nós tivemos mais trabalho feito em duas semanas do que havíamos tido em quase dois anos, no sistema antigo. Naquele momento, eu soube que estávamos lidando com algo grande.

O que mudou no perfil de quem colabora com o site desde a fundação?
Bem pouco! Os colaboradores da Wikipédia geralmente são bem inteligentes, pessoas do tipo geek, com uma paixão por compartilhar seu conhecimento com os outros.

Como você lida com os problemas de conteúdo de cunho sexual ou pornográfico na Wikipédia?
É um assunto bem complexo. De um lado, queremos fornecer informação séria e responsável sobre a sexualidade humana -isso é uma abordagem perfeitamente legítima e educacional. De outro, não queremos nos tornar um lugar no qual as pessoas postam pornografia casualmente. Essa é a parte fácil. A dificuldade está em encontrar um meio-termo, em trabalhar para termos o cunho educacional sem ser banal, especialmente quando nós estamos falando com pessoas de todo o mundo. Existem os lugares que são extremamente liberais sobre sexualidade, como os Estados Unidos e a Europa, e os que são bem conservadores, como a Índia e a China.

Qual sua posição sobre as tentativas de uso político do conteúdo publicado na Wikipédia? Acha certo intervir?
A Wikipédia se esforça para ser neutra. Nós temos uma cultura muito forte de só querer publicar o que é básico e largamente consensual sobre os fatos. E é certo nós intervirmos contra qualquer pessoa que esteja tentando usar a Wikipédia para outro propósito.

Qual é a principal falha da Wikipédia atualmente e como você pretende combatê-la?
Nesse momento, achamos que a usabilidade do software é a principal falha. Algumas vezes, editar a Wikipédia é mais difícil do que deveria ser, por razões técnicas. Queremos que isso se torne tão fácil quanto usar um programa que faz o processamento de palavras. Estamos investindo bastante em tecnologia para fazer isso acontecer.

Qual a principal qualidade da Wikipédia atualmente?
Para mim, a principal qualidade é a paixão da comunidade de querer tornar os fatos corretos. A Wikipédia não é mágica, é resultado de um trabalho duro. Trabalho duro feito por pessoas que realmente se importam em deixar as coisas certas. Sem isso, não há esperança.

A Wikipédia considera serviços como o Yahoo! Respostas concorrentes? Como vocês lidam com isso?
Não, nós nunca pensamos em termos de concorrência. Nós somos uma comunidade fazendo algo que amamos. Eu espero que as pessoas que estão respondendo às perguntas do Yahoo! Respostas estejam se divertindo. Acreditamos que estamos fazendo algo mais importante.

O que pode dizer sobre a nossa Wikipédia em língua portuguesa?
Eu estive várias vezes no Brasil e conheço pessoas da Wikipédia em português. O português sempre foi uma das nossas línguas mais fortes, com muita participação do Brasil. Eu acho que sempre houve uma competição saudável entre a Wikipédia em português e a Wikipédia em espanhol.

Você é uma personalidade do mundo da tecnologia e tem influência sobre as pessoas. Quem você enxerga como concorrente na condição de formador de opinião?
De novo, eu não penso em termos de competição. Não estou tentando acabar com ninguém. Estou apenas tentando fazer algo em que eu acredito e fazer isso bem.

Folha de S. Paulo | Tec | 16/06/2010 | Por Amanda Demetrio