Amazon descarta planos de levar cores para o Kindle em breve


O Kindle, leitor eletrônico da Amazon em franca competição com o multicolorido iPad, lançado recentemente pela Apple, não deverá ter cores em breve, segundo declaração do executivo-chefe da companhia nesta terça-feira [25].

O Kindle é todo [desenvolvido] sobre leitura“, declarou Jeff Bezos durante um encontro da companhia em Seattle. “O dispositivo do Kindle vai prosperar sendo o melhor leitor eletrônico dedicado do mundo“, afirmou, tecendo um paralelo com câmeras em celulares e câmeras dedicadas.

Tenho uma câmera no meu smartphone e gosto porque sempre está comigo, é extremamente útil“, disse. “Mas também tenho duas outras câmeras, uma compacta e uma SLR [profissional]“.

Se as atividades são importantes, então elas são feitas com dispositivos dedicados porque eles sempre têm desempenho melhor“, disse Bezos.

O display colorido deve ser produzido, em algum momento, mas “há muitas coisas em laboratório, mas nada completamente pronto para produção imediata“.

O executivo disse também que a Amazon vai investir pesadamente na China.

Folha.com | Tec | 25/05/2010-19h40 | Com France Press

A saudável convivência do livro impresso com o eBook


Na Feira do Livro de Frankfurt 2009, na qual o Brasil esteve presente com 1.640 títulos e 50 editoras, um dos temas recorrentes foi o advento do e-book. Dentre os 7.373 expositores, 361, ou 5%, o incluíram em seus estandes. A novidade apresentada na maior evento do mercado editorial em todo o mundo referenda uma realidade ascendente do mercado. Em 2008, o livro digital movimentou mais de US$ 100 milhões nos Estados Unidos, onde cerca de 80 editoras já atuam no segmento. Na Alemanha, venderam-se 65 mil unidades no primeiro semestre deste ano.

Não há dúvida de que se trata de uma tendência irreversível o surgimento de um consistente mercado de equipamentos de leitores eletrônicos, que cativarão parte dos consumidores. Isto não significa o fim do livro impresso, cujo encanto, praticidade e caráter lúdico continuarão determinando a preferência de bilhões de pessoas em todo o Planeta. Portanto, mais do que uma preocupação, e-book deve ser visto como oportunidade de ampliar o universo do público leitor e desenvolver uma nova vertente de negócios.

A convivência de distintos processos é uma realidade em todos os setores de atividade. Saber explorar o imenso potencial aberto pela convergência significa multiplicar as possibilidades mercadológicas, criar novas alternativas e atender de maneira mais eficaz à demanda. No tocante ao livro impresso, a mescla de tecnologias já significou um avanço importante. Um exemplo: a impressão digital, viabilizando tiragens pequenas, com qualidade quase idêntica à do offset, possibilita lançar e testar, na realidade do mercado, maior número de títulos, sem onerar de modo demasiado as editoras. O e-book, que reforça a capacidade de atender com precisão cirúrgica à demanda real, também abre novas perspectivas, como agregar imagens e som ao conteúdo.

Cabe ao setor livreiro aproveitar tais possibilidades, desenvolvendo uma vertente mercadológica promissora e capaz de contribuir para o aumento do número de leitores. As editoras, num futuro não muito distante, serão provedoras de conteúdos, disponibilizados para o público consumidor em diferentes mídias, seja a comunicação gráfica ou eletrônica. As livrarias, do mesmo modo que vendem com sucesso CD e DVD, terão espaços para os equipamentos de livro digital, certamente com distintos pacotes de conteúdo.

Obviamente, será necessário um novo ordenamento dos direitos autorais. Sem tal providência, a ser normalizada internacionalmente, ficará difícil desenvolver e consolidar o mercado do e-book. Segurança quanto à autenticidade e legalidade dos conteúdos também será fundamental. Não há dúvida de que a digitalização de conteúdos editoriais sob a tutela de direitos legais suscitará facilidades para reprodução ilegal, ampliando a ameaça de falsificação muito além das máquinas copiadoras que enfrentamos hoje.

As dificuldades e problemas a serem superados, contudo, não devem impedir o avanço da tecnologia. É preciso conviver com as transformações, adaptar-se a elas e as converter em real oportunidade. Claro que esse processo de adequação é mais fácil quando o mercado atua de maneira coesa e sinérgica. Nesse sentido, é fundamental o trabalho das entidades de classe, como tem feito a Câmara Brasileira do Livro [CBL], por meio de seu Grupo Digital. Para a abordagem mais ampla do tema, a entidade promoverá, em São Paulo, o 1ºCongresso Internacional do Livro Digital, junto com o 36º Encontro Nacional de Editores e Livreiros, de 29 a 31 de marco próximo.

A entidade está mobilizada também para divulgação em breve de um relatório produzido pela Comissão do Livro Digital apresentando o levantamento das questões importantes e sugerindo recomendações e considerações em três categorias: mapeamento do mercado, modelos de negócios e aspectos legais. O intercâmbio de informações com os mercados mais avançados, promoção de estudos, debates, análise de experiências bem-sucedidas, palestras e a defesa intransigente dos direitos de todos contribuirão para que o livro digital seja mais um meio para o sucesso de nossa meta de converter o Brasil num país de leitores.

Terça-feira, 25 de Maio de 2010 | Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro

Editora lança site especial para a Copa


A Editora Saraiva entrou no clima da torcida brasileira pela Copa do Mundo de Futebol e lançou um site focado no mundial com diversas ferramentas de apoio ao educador e aos estudantes para serem utilizadas em sala de aula. O site www.editorasaraiva.com.br/saraivanacopa traz uma série de curiosidades, tabela dos jogos da copa, histórias das competições, a chegada do esporte no Brasil e várias indicações de livros publicados pela Editora com temas que envolvem o assunto. Os educadores ainda poderão trabalhar diversas disciplinas com atividades desenvolvidas entre os estudantes com o apelo do envolvimento emocional entre nosso país e o esporte. Temas como história da África do Sul, estatística de jogos, incentivo a leitura, geografia dos países entre outras atividades integram o processo de ensino-aprendizagem.

PublishNews | 25/05/2010

Mashup literário


Um trabalho e tanto de pesquisa é o que faz Leonardo Villa-Forte em seu blog Mixlit. Ele lê um livro aqui, recorta ali, guarda as frases e vai misturando trechos das histórias para construir um conto novo. Inspirado no trabalho dos DJ’s, Leonardo acaba fazendo interessantes mashups literários. No último texto postado, por exemplo, usa trechos de livros tãos distantes no tempo quanto A mulher de trinta anos [1842], de Balzac, e Na praia [2007], de Ian McEwan. Isso tudo citando a fonte, claro, e até o número da página de onde extraiu o material. Leonardo é formado em Psicologia, mas escreve contos, roteiros e trabalha com edição de livros. Falando nisso, está preparando um título só com seus contos. E espera o lançamento da coletânea com os textos selecionados no Prêmio Off-FLIP 2009, marcado para agosto. Seu Monólogo a dois recebeu menção honrosa e estará lá.

PublishNews | 25/05/2010 | Maria Fernanda Rodrigues

Era digital força as livrarias a rever modelo


Nenhum integrante desse mercado está sofrendo tanto com o maremoto dos livros digitais quanto os varejistas de livros

Na gigantesca nova loja em Manhattan da maior rede de livrarias dos Estados Unidos, a Barnes & Noble, um espaço generoso nas vitrines exibe cobertores para bebês, relógios art déco, papelaria e jogos para adultos.

A eclética oferta da loja, que não tem nada a ver com livros, pode ser um vislumbre do futuro da Barnes & Noble Inc.

Faz 40 anos que a Barnes & Noble domina o varejo de livros nos EUA. Ela revolucionou a publicação de livros nos anos 70, ao promover descontos para best-sellers em capa dura. Nos anos 90, foi uma das criadoras das megalojas de livros, com acervos tão vastos que muitas livrarias independentes tiveram de fechar as portas. Hoje em dia a rede tem 1.362 lojas, sendo 719 delas megalojas, com um total de 1,8 milhão de metros quadrados, o equivalente a 44 Shopping Iguatemi de São Paulo.

Mas a revolução digital que está transformando o mundo dos meios de comunicação também está rescrevendo as regras da indústria editorial e dizimando empresas que a dominam há décadas. Os livros eletrônicos ainda estão na infância e calcula-se que correspondam a entre 3% e 5% do mercado atual. Mas eles estão acelerando o declínio dos livros físicos e forçando varejistas, editores, autores e agentes literários a reinventar seus modelos de negócios para não serem varridos do mapa.

Até o fim de 2012, os livros digitais representarão entre 20% e 25% das unidades, e essa é a previsão conservadora“, afirma Mike Shatzkin, diretor-presidente da consultoria editorial Idea Logical Co. “Acrescente aí mais 25% das unidades vendidas on-line, e cerca de metade das vendas virá da internet.

Nenhum integrante desse mercado está sofrendo tanto com o maremoto dos livros digitais quanto os varejistas de livros. A vantagem competitiva que a Barnes & Noble passou décadas preparando – oferecer uma seleção enorme de mais de 150.000 livros numa só loja – já enfrentava a pressão dos varejistas na internet. Essa vantagem evaporou com o advento recente das lojas de livros eletrônicos, onde os leitores podem acessar milhões de títulos.Mais problemática ainda para os varejistas com lojas físicas é a questão de como ficariam os números se as vendas de livros físicos caíssem rapidamente: como os livros eletrônicos não usam papel, impressoras, espaço de estoque ou caminhões de entrega, geralmente saem por menos da metade do preço de um livro novo, que nos EUA costuma ser lançado em capa dura. Se as vendas de livros físicos caírem rapidamente, os varejistas podem ficar sem receita suficiente para sustentar todas as suas lojas.

Algumas pessoas questionam se as livrarias seguirão pelo mesmo caminho das lojas de discos, que fecharam em massa quando as pessoas passaram a ouvir e baixar músicas da internet. A Blockbuster Inc., a gigante das videolocadoras, luta para transformar seus negócios numa era em que filmes podem ser baixados diretamente da internet.

Diferentemente da música, a indústria editorial não sofreu muito com a pirataria digital e, durante anos, não conseguiu descobrir um meio de ganhar dinheiro com os livros eletrônicos. Não havia uma sensação de urgência. “É justo dizer que as lideranças das maiores editoras não acreditavam até pouco tempo atrás que os e-books podiam existir economicamente”, diz Arthur Klebanoff, diretor-presidente da editora de livros eletrônicos RosettaBooks LLC, de Nova York.

O sucesso do leitor Kindle, da Amazon.com, mudou tudo isso recentemente, provando às editoras que o mercado de livros eletrônicos realmente é viável.

Mas só foi com o lançamento do iPad, da Apple Inc., no mês passado – e sua promessa de um dia atender aos mais de 125 milhões de clientes do iTunes – que o verdadeiro potencial do mercado de livros eletrônicos se tornou aparente.

“Ele está levando os livros digitais a um novo nível”, diz John Makinson, diretor-presidente da Penguin Group, da Pearson PLC.

O Google Inc. também deve entrar na briga em junho ou julho, quando começará a vender seus próprios livros eletrônicos.

O modelo das livrarias está sob pressão, não importa como você o veja“, reconhece Leonard Riggion, de 69 anos, o presidente do conselho da Barnes & Noble e seu maior acionista. Nos próximos três ou quatro anos, diz Riggio, uma loja Barnes & Noble diferente, mais diversa, vai começar a evoluir, vendendo vários tipos de mercadoria e servindo de galeria para exibir diferentes produtos digitais.

Riggio enfrenta agora a pressão de transformar a Barnes & Noble. O bilionário investidor Ron Burkle, que já disse a conhecidos que acredita no poder da marca da rede, aumentou recentemente sua fatia na empresa para 19,6%. Nos próximos meses, ele deve iniciar sua batalha para influenciar o direcionamento da empresa.

Outros estão menos otimistas quanto ao futuro das redes de livrarias: “O tempo delas está se esgotando“, diz Shatzkin, da Idea Logical. “Não consigo ver como as vendas não continuarão em queda, provavelmente e um ritmo acelerado.

A Borders Group Inc., a segunda maior rede de livrarias dos EUA, registrou declínio de 14% nas vendas de suas megalojas no trimestre encerrado em 30 de janeiro. Ela já demitiu 884 pessoas ano passado, mais de 3% do total, e agora opera apenas 175 lojas da marca Waldenbooks, ante 1.200 em 1992.

Antes vibrantes, as livrarias de shoppings praticamente desapareceram nos EUA. Das 797 lojas B. Dalton Booksellers que a Barnes & Noble comprou em 1987, só ficaram quatro. E o número de pequenas livrarias continua a cair.

As lojas que estão sobrevivendo só têm conseguido por que mudaram radicalmente de direção. A Indigo Books & Music, maior rede de livrarias do Canadá, planeja se transformar numa “loja de departamentos culturais”, com a venda de outros itens que não livros. “O tempo de encher as prateleiras e só abrir as portas da loja acabou“, diz Heather Reisman, diretor-presidente da Indigo.

Valor Econômico | 25/05/2010 | Jeffrey A. Trachtenberg do The Wall Street Journal

Biblioteca londrina empresta cerca de mil e-books


Cerca de mil e-books já foram emprestados da Biblioteca de Barnet, no norte de Londres, desde que o serviço de empréstimo de obras digitais começou em fevereiro. Os usuários fazem o login no site da biblioteca, depois o download gratuito do software e então têm acesso a cerca de mil títulos que podem ser lidos em vários tipos de aparelhos, incluindo alguns tipos de tocadores de MP3, ou salvá-lo em CD. Podem ser emprestados 10 títulos por vez e o prazo do empréstimo é de três semanas. A biblioteca planeja adquirir mais audio livros e mais e-books. Confira a reportagem em inglês.

The Bookseller | 25/05/2010

Mais de 700 mil e-books vendidos na Waterstone’s


A Waterstone’s anunciou que vendeu mais de 700 mil e-books desde que começou a comercializar esse tipo de produto em setembro de 2008. Na conferência para fornecedores da rede, que reuniu 200 editores e diretores de venda em Londres na segunda-feira [24], o chefe de e-commerce David Kohn disse acreditar que e-books representarão 8% do mercado de livros até 2013. A empresa revelou ainda que planeja dobrar o espaço dedicado ao hardware dos e-books nas lojas, mas não estipulou prazo. Kohn festejou ainda a melhora na qualidade dos e-books nos últimos 12 meses e disse que a venda desse segmento cresceu 100%. Para o próximo ano a expectativa é de que as vendas aumentes neste mesmo nível. Confira a reportagem em inglês.

The Bookseller | 25/05/2010 | Graeme Neill

Rival da Dell para o iPad sai no próximo mês


A Dell anunciou nesta terça [25] que seu tablet Streak poderá servir como telefone celular e terá uma câmera frontal para videoconferência, recursos que espera que sejam suficientes para ajudar o novo aparelho a competir com o iPad. O aparelho com tela de 5 polegadas da Dell será lançado no Reino Unido no início de junho por meio da operadora britânica O2, unidade da espanhola Telefónica. A Dell ainda não anunciou a política preços do produto, que será lançado nos Estados Unidos em meados do ano. A Dell será a primeira grande fabricante de produtos eletrônicos a enfrentar o iPad, que possui tela de 9,7 polegadas, com um aparelho acionado pelo sistema operacional Android, do Google. “É portátil e móvel. Você pode colocá-lo no bolso“, disse o analista Will Stofega, do IDC.

Reuters | 25/05/2010 | Jim Finkle