China: Vendas de leitores de e-books triplicam


A Hanwang, maior fabricante chinesa de leitores eletrônicos, espera triplicar suas entregas este ano, mas pode ver queda em participação de mercado e margem de lucros, devido à intensificação da concorrência.

A Hanwang agora antecipa que margem bruta de lucro caindo a cerca de 30%, ante os 50% anteriores, e que sua participação no mercado da China se reduza a entre 80% e 85%, ante 95% em 2009, disse Liu Yingjian, presidente do conselho da empresa, à Reuters.

A Internet, a conectividade 3G e o desenvolvimento dos leitores eletrônicos se uniram para mudar o setor de livros digitais“, disse Liu em entrevista no final de semana. “A era sem papel chegou.

A empresa vendeu cerca de 200 mil leitores de livros eletrônicos no primeiro trimestre deste ano ante um total de 267 mil em 2009. Cada unidade é vendida por entre 1,2 mil e 3,3 mil iuans [de US$ 170 a US$ 485].

No mundo, o setor de leitores eletrônicos é dominado pelo Kindle, da Amazon.com, e pelo Reader, da Sony. O tablet iPad, da Apple, também permite a leitura de livros digitais e a rede de livrarias Barnes & Noble concorre nesse mercado com um produto próprio, o Nook.

Em 2009, o número de leitores eletrônicos vendidos em todo o mundo subiu a 3,5 milhões, ante 700 mil em 2008, de acordo com a Digitimes, uma empresa que acompanha o setor.

As margens brutas e participação de mercado da Hanwang nos leitores eletrônicos da China podem cair à medida que aumenta o número de concorrentes disputando o mercado em crescimento, mas a empresa continua confiante quanto às suas perspectivas.

Nossa fatia de mercado vai cair, disso não resta dúvida, porque o número de participantes vai subir“, disse ele. “Mas no momento ainda não existe uma companhia na China que possa ameaçar a nossa posição no setor.

Reuters | 10/05/2010

10 dicas para você ser incrível na internet


Na semana passada, gurus de internet e tecnomaníacos se reuniram em São Francisco para a Web 2.0 Expo, co-produzida pela TechWeb e O’Reilly Conferences. Editar é cada vez mais um negócio voltado para o consumidor. Ao invés de lidar apenas com as impressoras, distribuidores e livreiros, editores estão cada vez mais conscientes de que os leitores e os consumidores querem a sua atenção. Então, vamos até o âmago da questão sobre como interagir com os consumidores online. Aqui estão dez passos para melhorar seu site, a presença nas redes sociais e a influência em sua comunidade, tal como recomendado pelos palestrantes: estratégia para redes sociais, quem você está tentando atingir, pense nas redes sociais como plataformas de conversação, premie os seus “super fãs”, otimize o conteúdo do feed de notícias, deixe seus fãs decidirem, crie páginas customizadas, otimize os mecanismos de busca, pense nas tags, crie mais vídeos no YouTube, faça links manuais e escreva artigos “iscas”. Para ler sobre cada um dos itens [em inglês], clique aqui.

Publishing Perspectives | 10/05/2010 | Hannah Johnson

21 dias depois


Qual é a desse iPad? O festejado tablet da Apple foi lançado há um mês e o Link vem testando o modelo Wi-fi de 32 GB desde o dia 17 de abril. De abril, data do lançamento, para cá, foram vendidas 1 milhão de unidades, a um preço que varia de US$ 500 a US$ 700. Dias antes de chegar a esta marca, a Apple colocou no mercado americano a versão 3G do tablet, que funciona só com chip da operadora AT&T. Como o iPad Wi-Fi, a versão 3G possui modelos com capacidade de armazenamento de 16, 32 e 64 GB.

Na última semana, a Apple também divulgou que, desde o lançamento, foram vendidos mais de 1,5 milhão de e-livros pela iBookstore – só disponível nos Estados Unidos – e que mais de 12 milhões de aplicativos foram baixados na App Store.

Mas e aqui no Brasil? Sem acesso aos conteúdos exclusivos de quem possui uma conta norte-americana na iTunes Store ou sem destravar o tablet para instalar aplicativos que não tenham sido aprovados pela App Store – será que compensa ter um aparelho desses?

Selado
Sem entradas USB, sem câmera, sem teclado e com um sistema operacional unitarefa [como o do iPhone], há muito tempo um lançamento não polarizava tanto as opiniões.

O iPad é, como já disseram, um iPod Touch anabolizado. Mas a força que ele ganha com a telas de 9,7 polegadas não é nada desprezível. E, embora seja ofuscada pela luz do sol em ambientes externos, a experiência de leitura, visualização de fotos e de vídeos dentro de casa compensa. E a bateria dura a ponto de você não se preocupar com ela.

A força do iPad está no consumo de entretenimento e no acesso rápido à informação. Os aplicativos funcionam de forma ágil. E a navegação online pelo Safari é veloz, apesar da limitação da ausência de flash. Para ver e-mails sem sair da cama, é ótimo, bem melhor do que um notebook.

Embora bem mais pesado do que um Kindle – o tablet da Apple pesa o dobro do que o e-reader da Amazon –, ler no iPad é agradável. Sobretudo quadrinhos, revistas e jornais. Mesmo a leitura de livros é boa, apesar da iluminação da tela. E, se no Brasil não dá para usar a iBookstore, é possível criar uma conta para o Kindle na Amazon e registrar seu iPad para receber os livros.

A experiência de ver filmes é bastante boa. Só que, no Brasil, sem acesso ao conteúdo da loja do iTunes, ela fica limitada. Outro problema é que, por aqui, não é possível acessar a App Store diretamente do iPad, só via iTunes, quando ele está conectado ao computador.

Embora seja possível carregar documentos e PDFs com alguns aplicativos, a experiência de escrever textos longos é cansativa e é impossível digitar com ele na vertical. Aí, vale mais o notebook. E a câmera faz falta na hora de usar um comunicador instantâneo, como o Skype.

Vivendo com o iPad por três semanas, é possível notar que existe nele um potencial revolucionário. Ele não deve ser entendido como um computador e muito menos um telefone celular. Por isso entra na sua vida por uma nova porta e ocupa um espaço próprio. Eu mesmo notei que estava começando uma relação de dependência quando, sem pensar, me peguei sempre com ele à mão em casa, no quarto, na sala e até no banheiro – que é a prova dos nove quando o assunto é ler na tela.

Estadão.com.br | Por Redação Link | 10 de maio de 2010 | 13h01