Amazon pode lançar novo Kindle neste ano


Aparelho teria uma tela mais nítida e rápida, mas ainda não seria touchscreen nem colorida

A Amazon pretende lançar um novo Kindle, mais fino, em agosto deste ano, segundo notícia da agência Bloomberg.com.

O Kindle é um leitor digital fino e mais leve do que um livro comum. Ele tem suporte a redes 3G em todo o mundo, e uma tela com legibilidade semelhante à do papel impresso, mesmo sob luz intensa.

O novo aparelho seria ideal para aqueles que consideram o Kindle maior do que o necessário.

Segundo a Bloomberg, duas fontes anônimas citaram que o novo aparelho será ainda mais fino e com uma tela mais nítida e com respostas mais rápidas. Com isso, o tempo para virar as páginas será reduzido. No entanto, o novo Kindle não incluirá display touch e/ou colorido.

A Amazon afirma que, embora os protótipos coloridos estejam em desenvolvimento, eles ainda não estão prontos para produção em massa.

IDG News Service | 31-05-2010 | James Mulroy

Twitter globaliza clubes de leitura


Espanha: Para muitos, os clubes de leitura são algo tão anacrônico e em via de extinção como as máquinas de escrever. Outros pensam – como sugere a série Os Simpsons – em um grupo de mulheres de idade média que tira proveito da reunião semanal para fazer qualquer coisa, menos comentar um livro. Ninguém imagina, porém, que 8.000 pessoas, de mais de trinta países, que discutem entre si um mesmo livro pela internet, como faz o projeto “Um livro, um Twitter”, o clube de leitura criado por Jeff Howe, professor da Universidade de Harvard e editor da revista Wired. confira a reportagem original em espanhol.

Carmen Mañana | El País | 31/05/2010

ABEU promove debate sobre leitura e livro digital


Entre os dias 7 e 10 de junho, editores e profissionais do mercado editorial universitário brasileiro vão se reunir na sede da Fundação Editora da Unesp [FEU] para seu tradicional encontro anual, integrado por uma programação acadêmica que prevê conferências e mesas-redondas, bem como oficinas técnicas. Mas esta 23ª Reunião da Abeu [Associação Brasileira das Editoras Universitárias] tem alguns diferenciais em relação às edições anteriores: pela primeira vez acontece em São Paulo, estado sede da entidade, que conta com mais de 100 associados em todo o país e, em caráter inédito, suas palestras e atividades serão abertas a todos os interessados em debater e refletir sobre a leitura na universidade e o livro digital, tema do evento.

A Abeu foi criada há mais de 20 anos e tem ocupado um espaço crescente no cenário nacional, garantindo visibilidade aos editores associados e à produção científica, acadêmica e cultural das universidades brasileiras”, explica a presidenta da entidade, Flávia Garcia Rosa. “Este encontro será um marco para a discussão da produção editorial universitária, frente às alterações tecnológicas que estamos vivendo, como o livro digital”.

A programação acadêmica já está definida [veja abaixo] e contará com a presença de representantes de diversas universidades brasileiras, bem como de entidades relacionadas ao livro e à leitura no país e no exterior. Duas oficinas técnicas acontecem na manhã do dia 10: Edição de Livros de Não-Ficção e Case Livraria Virtual da Unesp.

Durante o evento, será também realizada a Feira de Livros Universitários, no andar térreo do edifício-sede da FEU, quando a comunidade em geral poderá conhecer a produção editorial de universidades de todo o Brasil, usufruindo de descontos especiais. A feira prossegue até o dia 12 de junho e funcionará, de segunda a sexta, das 9h às 19h e, no sábado, até às 13h. Para o diretor-presidente da FEU, José Castilho Marques Neto, “esta será uma oportunidade para os visitantes conhecerem o que de melhor se produz em nossas universidades, usufruindo ainda de preços promocionais”.

A 23ª Reunião Anual da Abeu acontece no auditório da FEU, na Praça da Sé, 108, no centro da capital paulista [ao lado da estação sé do Metrô] e conta com o apoio do PNLL [Plano Nacional do Livro e Leitura], da Federación de Gremios de Editores de España e da Universidade Estadual Paulista. A taxa de inscrição é de R$ 100 para associados da Abeu e R$ 125 para não-associados. Para as oficinas técnicas, o custo de inscrição é de R$ 50 para editoras associadas já inscritas na programação acadêmica e R$ 100 para os demais associados.

Mais informações sobre o evento, bem como ficha de inscrição, estão disponíveis no site: www.editoraunesp.com.br/abeu2010.

PROGRAMAÇÃO ACADÊMICA

7 de junho – segunda-feira
15h – 18h30: Recepção e credenciamento
18h30: Abertura solene
19h10: Conferência de abertura: A universidade brasileira e os desafios contemporâneos – Luiz Antonio Cunha [UFRJ]
20h – 21h30: Coquetel

8 de junho – terça-feira
9h – 11h: O desafio da leitura e o lugar da universidade – Eliana Yunes [Cátedra Unesco de Leitura – PUC-RJ]
Debatedores: João Luiz Tápias Ceccantini [Unesp-Assis] e Maria do Rosário Longo Mortatti [Unesp-Marília]
Relator: Carlos Erivany Fantinati [Unesp-Assis]
Mediador: José Castilho Marques Neto [Editora Unesp]
11h – 11h15: Intervalo
11h15 – 13h: A universidade brasileira no contexto histórico do livro e da leitura – Valdir Barzoto [USP] e Leilah Bufren [UFPR]
Debatedores: Carlos Erivany Fantinati [Unesp-Assis] e Flávia Garcia Rosa [UFBA e presidenta da Abeu]
Relatora: Maria Nadja Nunes Bittencourt [Eduneb]
Mediadora: Rosane Paste [Edufes]
13h – 15h: Almoço
15h – 17h: Temos uma universidade leitora? Tradições e desafios contemporâneos – João Luiz Tápias Ceccantini [Unesp-Assis]
Debatedores: Eliana Yunes [Cátedra Unesco de Leitura/PUC-RJ] e Márcia Abreu [IEL-Unicamp]
Relator: Mauro Romero Leal Passos [Eduff]
Mediador: José Francisco Ferrari [Edufms]
17h – 18h: Atividade cultural

9 de junho – quarta-feira
9h – 11h: Livro digital: pesquisas sobre o impacto da digitalização no catálogo, canais de distribuição e vendas, políticas de preços – o caso espanhol. Projeto piloto Enclave: integração da obra com direitos em bibliotecas digitais – Antonio Maria Ávila Álvarez [diretor executivo da Federación de Grêmios de Editores de España] e Inés Miret [Diretora de Neturity/Madrid]
Debatedores: Rosely Boschini [presidenta da CBL], Jézio Hernani Bomfim Gutierre [editor executivo da Editora Unesp] e Vitor Tavares da Silva Filho [presidente da Associação Nacional de Livrarias – ANL]
Relator: Valter Kuchenbecker [vice-reitor da Ulbra]
Mediador: Alfredo Weizsflog [diretor da Cia. Melhoramentos]
11h –11h15: Intervalo
11h15 –13h: Programa Dilve: Distribuidor de informação do livro espanhol em venda. Uma plataforma de normalização de metadados digitais em torno a Onix – Antonio Maria Ávila Álvarez [diretor executivo da Federación de Grêmios de Editores de España] e Inés Miret [diretora de Neturity/Madrid]
Debatedor: Frederico Soares Indiani [Livrarias Saraiva] e Mario Cesar de Camargo [Gráfica Bandeirantes-Abigraf]
Relatora: Sheila Diab Maluf [Edufal]
Mediador: Galeno Amorim [Observatório do Livro e da Leitura]
13h –15h: Almoço
15h –17h: O livro digital no Brasil e o impacto na Universidade – Pablo Ortellado [USP/GPOPAI]
Debatedores: Marilza Rudge [pró-reitora de Pós-Graduação da Unesp] e Juan Felipe Córdoba Restrepo [presidente da Associação de Editoras Universitárias da América Latina e Caribe – Eulac]
Relator: Rafael da Silva Oliveira [Editora UFRR]
Mediador: Hubert Alquéres [presidente da Imprensa Oficial/SP]
17h – 18h: Atividade musical
20h: Jantar de encerramento [por adesão e associados da Abeu]
10 de junho – quinta-feira
[reservado aos associados da Abeu]
9h – 10h: Classificação de livros na Capes – há um Qualis Livro? – Representante da Diretoria de Avaliação da Capes
Debatedor: Valdir Prigol [Editora Argos/Unochapecó]
10h – 10h15: Intervalo
10h15 – 11h15: Reunião das Diretorias Regionais da Abeu
11h15 – 13h: Assembleia Geral Ordinária Anual da Abeu
13h: Encerramento

Ascom Editora Unesp | 31/05/2010

Tablets no sabor Android


O iPad, por enquanto, é o sonho de consumo número um entre os tablets, mas outros modelos estão entrando na briga. A grande diferença está no Android, o sistema operacional gratuito do Google para dispositivos móveis, que ajuda a baratear o preço. Uma parceria da fabricante de portarretratos Pandigital com a rede de livrarias Barnes & Noble vai botar em breve na rua o Novel, e-reader colorido baseado em Android que conta com uma estantezinha virtual de livros bem parecida com a do iPad. O preço, no entanto, não é nada parecido: enquanto o iPad custa US$ 500 na versão mais simples, o Novel sairá a US$ 200 quando chegar às lojas dos EUA em junho. Pelo menos é o que diz a Pandigital. O tablet é integrado com o gigantesco acervo [um milhão de títulos] de ebooks da livraria.

O Globo | 31/05/2010 | André Machado [Revista Digital]

Site gera insultos shakesperianos com sutileza literária


Se você pretende insultar alguém com classe literária, seja no meio analógico ou no digital, permita com que o Shakespeare Insult Finder ajude-o nessa tarefa.

São 125 mil possibilidades de insultos extraídas de obras do escritor e dramaturgo inglês William Shakespeare [1564-1616]. A cada clique, uma frase com qualidade literária é disparada.

Há também um aplicativo para iPhone, destinado àqueles compulsivos por palavras enigmáticas no ato da desavença.

Só Shakespeare e seu inglês classudo salvam nessas horas.

Veja abaixo, três insultos que a Livraria da Folha selecionou enquanto testava a ferramenta literária. As frases não foram traduzidas, afinal não estamos nos desentendendo, estamos?

Livraria da Folha | 31/05/2010 | 13h27

Empresa de Taiwan lança concorrente do iPad com Windows e câmera


Aparelho terá ainda suporte ao formato Flash e entrada USB

O Eee Pad foi apresentado em um evento de tecnologia, mas a marca não divulgou a data de lançamento e o preço do produto. Foto por Pichi Chuang/Reuters

A taiwanesa Asustek Computer se tornou nesta segunda-feira [31] a mais recente empresa de tecnologia a entrar no mercado de pranchetas eletrônicas se unindo à concorrente nacional Acer na disputa com a Apple pelo mercado de tablets, que tem o iPad como principal referência.

O aparelho chamado Eee Pad funcionará com chips da Intel ou da ARM e vai rodar o sistema operacional Windows, segundo Jonney Shih, presidente do conselho da empresa, antes do início da Computex, a segunda maior feira mundial de computação, que acontece em Taiwan.

– O Eee Pad pode exibir vídeos em formato Adobe Flash, oferecendo a experiência plena da web, e tem uma porta USB e câmera. Estudamos como melhor poderíamos atender às necessidades de usuários de todo tipo, e acredito que o produto seja esse.

O iPad não oferece câmera ou porta USB. A Apple não tornou seus iPads ou iPhones compatíveis com o popular software multimídia Flash, da Adobe, definindo-o como “pouco confiável”, exclusivo e fechado além de afirmar que a tecnologia é pouco adaptável para aparelhos móveis.

A Asustek não divulgou detalhes de preços e a data de lançamento. A empresa já exibiu em eventos setoriais produtos que nunca foram colocados à venda.

Shih disse que a companhia taiwanesa também está colaborando com a Intel e a Microsoft para criar uma loja online de aplicativos, seguindo o exemplo de outras empresas de tecnologia como a Nokia, que vem tentando reforçar suas ofertas de programas para competir melhor com a Apple.

O executivo não falou sobre o formato ou data de lançamento da nova loja de aplicativos. A Apple oferece mais de 200 mil programas, enquanto o Google tem 38 mil deles disponíveis para seu sistema Android.
Edward Yen, analista da empresa UBS, diz que alguns aspectos são fundamentais para o sucesso do novo produto.

– Se a Asustek deseja realmente se sair bem nesse campo, a plataforma é o mais importante. Tenho certeza de que o equipamento é bom, mas a maior questão agora é se ele atrairá usuários suficientes para criar a massa crítica necessária a uma loja de aplicativos.

Copyright Thomson Reuters 2009 | Publicado no portal R7 em 31/05/2010 às 11h05

Site de Pedro Bandeira está no ar


Já está no ar o site Biblioteca Pedro Bandeira, onde o leitor encontra informações sobre todos os títulos do escritor, agenda de eventos, fotos, depoimentos e muito mais. Para comemorar o lançamento do site, um concurso cultural sobre a série Os karas está sendo realizado. Quem quiser participar, deve responder à pergunta que Bandeira deixou lá: Como estarão Telma, Ritinha, Magrí, Miguel, Calu, Crânio e Chumbinho trinta anos depois? A primeira etapa vai de 1º de junho a 30 de julho. Nesse momento, o autor vai selecionar as respostas mais interessantes que depois estarão disponíveis para votação de todos os participantes entre os dias 5 e 20 de agosto. O autor da resposta mais votada ganha todos os livros da série e sua sugestão será base para Pedro Bandeira escrever o 6º título da coleção que já foi lida por gerações e mais gerações. A iniciativa é da Editora Moderna. Para assistir ao vídeo em que o escritor explica sobre o concurso e convida os leitores a participar, clique aqui.

PublishNews | 28/05/2010

Vendas de e-readers devem atingir pico em 2014


Segundo pesquisa, esses dispositivos enfrentarão uma forte concorrência de outros eletrônicos multifuncionais como o iPad.

Leitores digitais [e-readers] como o Kindle e o Nook estão crescendo em popularidade, mas suas vendas vão frear em 2014 devido a competição de uma série de dispositivos eletrônicos de consumo, incluindo o tablet iPad, segundo pesquisa da britânica Telecoms & Media.

Segundo a companhia, as vendas de dispositivos e-readers devem chegar a 12,2 milhões de unidades em 2010, crescimento de mais de 50% em relação às quase cinco milhões de unidades vendidas em 2009.

Esse aumento deve continuar em 2013: a estimativa é de que o ano registre 14 milhões de vendas, mas as vendas devem cair cerca de 7% em 2014, fechando o ano com 13 milhões de unidades vendidas.

“Em geral, não acreditamos no crescimento de e-readers com banda larga móvel”, afirmou a analista da empresa Gavin Byrne.

Enquanto os e-readers atuais, com telas monocromáticas de tinta eletrônica [e-ink], oferecem uma boa experiência de leitura, são bem portáteis e tem longa duração de bateria, eles ainda enfrentam uma competição dura. “Eles estão sob ameaça da disponibilidade de conteúdo de livros digitais em outros dispositivos multifuncionais como celulares, tablets, netbooks e outros eletrônicos portáteis de consumo”, completou Byrne.

Publicada em 28 de maio de 2010 às 11h38 | Por IDG News Service | Matt Hamblen

Penguin em paz com a Amazon


Os diretores da Penguin, David Shanks e Susan Petersen Kennedy, informaram que a empresa chegou a um acordo com a Amazon.com quase dois meses depois de lançado o modelo de agência e da abertura da iBookstore da Apple. Os e-books da editora lançados depois de 1º de abril, os quais a Amazon se recusou a vender até agora, estão sendo incluídos no site da Amazon [isso deve ser concluído em alguns dias]. Presumidamente, todos os títulos da Penguin receberão novo preço como reflexo do modelo de agência.

No exterior, a Apple começou a lançar versões da iBookstore, mas até hoje, de acordo com o The Bookseller, só os livros de domínio público estavam disponíveis na da Inglaterra. De volta aos Estados Unidos, as editoras não precisam mais esperar um convite da Aplle para vender seus livros diretamente para ela. Isso pode ser feito pelo iTunes Connect e, para tal, basta ter um ISBN e o arquivo em ePub.

PublishersLunch – 27/05/2010

Sony anuncia e-reader para o Japão


Foto: Brendan McDermid/Reuters

A Sony anunciou nesta quinta-feira, 27, que lançará um leitor eletrônico e um serviço online de distribuição de conteúdo no Japão antes do final do ano, para enfrentar a rival Apple, cujo iPad chegará ao país na sexta-feira, 28.

A companhia anunciou que também planeja lançar operações de livros eletrônicos na China, Austrália, Espanha e Itália este ano.

O Sony Reader, leitor eletrônico da empresa que concorre com o Kindle, da Amazon, e o Nook, da Barnes & Noble, está disponível nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Áustria, Suíça e Holanda.

A estreia do iPad, um sistema que também funciona como leitor eletrônico, deve estimular o mercado ainda pequeno no Japão, que o Chimera Research Institute prevê que dobrará para cerca de US$ 1 bilhão em quatro anos.

A Sony formou uma parceria com a operadora de telecomunicações KDDI, com a editora Toppan Printing e com o jornal Asahi Shimbun para estabelecer uma companhia de planejamento que preparará o serviço, o qual oferecerá livros, revistas, quadrinhos e jornais.

Perguntada sobre o intervalo entre o lançamento do iPad no Japão e o de seu sistema de distribuição de conteúdo, a Sony afirmou que o crescimento do volume de conteúdo disponível é mais importante que o momento de chegada ao mercado.

Um projeto de livros eletrônicos não faz sucesso se não chegar ao mercado com conteúdo suficiente, em termos de quantidade e de qualidade. É preciso primeiro construir o sistema, para garantir isso”, disse Fujio Noguchi, vice-presidente sênior da Sony Electronics, em entrevista coletiva. “Não creio que tenhamos um grande atraso.

Ainda que a companhia de planejamento conte com participações iguais da Sony, KDDI, Toppan e Asahi, o negócio de distribuição de conteúdo estará aberto à adesão por outras empresas, e haverá múltiplos tipos de terminais de leitura eletrônica vindos de diferentes companhias, segundo a Sony.

A nova empresa operacional oferecerá conteúdo para o iPad ou Kindle? Não me cabe decidir. Mas o sistema será aberto. Não nego a possibilidade”, disse Noguchi.

Link Estadão | 27 de maio de 2010 | 17h40 | Reuters

Acer vai lançar novo e-reader com Android


Presidente da Acer, Gianfranco Lanci, revelou o protótipo de tablet da companhia

O presidente da Acer, Gianfranco Lanci, revelou o protótipo de tablet da companhia, em um momento no qual Dell e Sony também informaram que vão lançar os seus computadores portáteis. A demonstração foi feita nesta quinta-feira [27].

O tablet da Acer, cujo nome é LumiRead, vai rodar com Android, sistema operacional do Google, e tem uma tamanho equivalente a 7 polegadas. A companhia não informou quando o dispositivo será lançado, tampouco o custo.

O e-reader pesa 290 gramas, tem tela de 6 polegadas mais teclado e um scanner com código de barras que pode ler números de série em livros físicos, a fim de procurá-los em lojas on-line.

O dispositivo terá conexões 3G e Wi-Fi, além de um browser capaz de converter conteúdo da rede em formato e-book, e também permitirá compartilhar e-books e audiobooks com outros computadores e e-readers da Acer.

A companhia deve anunciar o nome da empresa que desenvolveu o browser para o dispositivo na semana que vem.

Folha.com | 27/05/2010-16h41

Justiça da China aceita ação de romancista contra Google


Um tribunal de Pequim aceitou julgar a ação que um romancista chinês Mian Mian moveu contra o Google depois que a empresa americana escaneou e publicou uma obra sua na internet.

O advogado do escritor confirmou, nesta quinta-feira [27] que entrou com o pedido em outubro, quando o autor descobriu que o Google Books – a aplicação para livros do gigante de internet – tinha em seu diretório o romance “Acid House”, de sua autoria.

O escritor contatou o Google, que retirou a obra de seus servidores, mas as duas partes não chegaram a ser colocadas de acordo para uma compensação econômica.

Agora, Mian Mian exige um pedido de desculpa público da Google pela violação de seus direitos autorais e reivindica uma compensação econômica de 61 mil iuanes [US$ 8,9 mil] pelos danos causados.

O advogado afirmou que o autor de “Acid House”, cuja idade é 29 anos, não é o único escritor que enfrentou o Google e não descarta que outros romancistas movam ações similares.

Folha.com | 27/05/2010-13h19 | DA EFE, EM PEQUIM

ONG anuncia “iPad popular” por R$ 180


Aparelho vai permitir que alunos baixem livros pela internet

Aparelho produzido pela Marvell que deve servir de referência para o tablet da OLPC. Foto por Divulgação

A organização Um Laptop por Criança [OLPC, em inglês], que surgiu com a promessa de oferecer computadores portáteis pelo equivalente a R$ 180 [US$ 100] mas nunca conseguiu fabricar um aparelho a esse preço, agora está migrando para a onda dos tablets – pranchetas eletrônicas que ganharam destaque recentemente com o lançamento do iPad, da Apple.
De acordo com a revista Forbes, o produto deve ser apresentado em janeiro, na feira Consumer Electronics Show, que acontece em Las Vegas, e deve custar menos de R$ 180. O XO orginal, lançado em 2007, sai por cerca de R$ 310 [US$ 172].

A ONG fechou uma parceria com a empresa Marvell para desenvolver uma versão do OLPC XO, o aparelho que ficou conhecido como “laptop de US$ 100“. Em nota, a companhia diz que “a família de tablets XO vai incorporar elementos e novas funcionalidades baseados nas informações transmitidas por quase 2 milhões de pessoas e famílias em todo o mundo que já usam esse laptop“.

Uma das mudanças é que o teclado será sensível ao toque e terá variações adaptadas para várias línguas, o que deve ajudar as crianças em processo de alfabetização.

O produto também deve ser integrado a uma plataforma online que vai permitir que os estudantes criem conteúdo e o publiquem pela internet. Será possível acessar também 2 milhões de livros publicados na internet.

Publicado originalmente no portal R7 | 27/05/2010 às 12h16

Acer mostra seu tablet com Android e cara de e-reader


O tablet da Acer já era esperado e estava demorando para sair. Mas não se sabia como ele ia se parecer, e eis que fomos surpreendidos. O aparelho com teclado QWERTY se parece mais com seus primos, os e-readers, do que com seus irmãos, os tablets.

Ainda sem ter sido batizado, o tablet saiu do bolso de Gianfranco Lanci, CEO da Acer, em um evento em Dubai. Lanci não foi muito generoso na hora de dar detalhes, por isso só se pode falar ainda em uma tela de 7 polegadas, Android como sistema operacional e 3G na conectividade. O 3G não foi confirmado, porém é quase certo. Isso porque ele disse contar com as operadoras como canal de vendas, segundo a Shufflegazine.

O lançamento está previsto para o último trimestre no ano, isto é, a estratégia é fazer as pessoas aproveitarem o Natal para comprar.

O tablet, é claro, é sensível ao toque, vai rodar aplicativos do Android, livros, músicas e filmes, mas ainda tem cara de e-reader aperfeiçoado. Mesmo assim, essa pode ser uma jogada da Acer para agradar quem não se dá bem com o teclado virtual de um iPad, por exemplo. Ou então, a empresa simplesmente aproveitou a inspiração que teve para fazer o design de seus e-readers, como o LumiRead.

Também mostrado no evento, o LumiRead é a cara do tablet, só que com uma cor diferente. Tem tela monocromática de 6 polegadas, 2 GB de espaço interno e entrada para microSD. Chega no terceiro trimestre deste ano, lá fora.

Por Priscila Jordão | quinta-feira, 27 de maio de 2010, 11:40 | Gadgets INFO Blogs

Sony vai lançar leitor eletrônico no Japão para enfrentar Apple


A Sony anunciou na quinta-feira que lançará um leitor eletrônico e serviço on-line de distribuição de conteúdo no Japão antes do final do ano, para enfrentar a rival Apple, cujo tablet, o iPad, chegará ao país na sexta-feira.

A companhia anunciou que também planeja lançar operações de livros eletrônicos na China, Austrália, Espanha e Itália este ano.

Executivo da Sony mostra aparelho; lançamento deve ocorrer no Japão.

O Sony Reader, leitor eletrônico da empresa que concorre com o Kindle, da Amazon, e o Nook, da Barnes & Noble, está disponível nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Áustria, Suíça e Holanda.

A estreia do iPad, um sistema que também funciona como leitor eletrônico, deve estimular o mercado ainda pequeno no Japão, que o Chimera Research Institute prevê que dobrará para cerca de US$ 1 bilhão em quatro anos.

A Sony formou uma parceria com a operadora de telecomunicações KDDI, com a editora Toppan Printing e com o jornal Asahi Shimbun para estabelecer uma companhia de planejamento que preparará o serviço, o qual oferecerá livros, revistas, quadrinhos e jornais.

Perguntada sobre o intervalo entre o lançamento do iPad no Japão e o de seu sistema de distribuição de conteúdo, a Sony afirmou que o crescimento do volume de conteúdo disponível é mais importante que o momento de chegada ao mercado.

Um projeto de livros eletrônicos não faz sucesso se não chegar ao mercado com conteúdo suficiente, em termos de quantidade e de qualidade. É preciso primeiro construir o sistema, para garantir isso“, disse Fujio Noguchi, vice-presidente sênior da Sony Electronics, em entrevista coletiva. “Não creio que tenhamos um grande atraso.

Ainda que a companhia de planejamento conte com participações iguais da Sony, KDDI, Toppan e Asahi, o negócio de distribuição de conteúdo estará aberto à adesão por outras empresas, e haverá múltiplos tipos de terminais de leitura eletrônica vindos de diferentes companhias, segundo a Sony.

A nova empresa operacional oferecerá conteúdo para o iPad ou Kindle? Não me cabe decidir. Mas o sistema será aberto. Não nego a possibilidade“, disse Noguchi.

Folha.com | DA REUTERS, EM TÓQUIO | 27/05/2010-11h18

Pequim vai julgar processo de romancista contra Google


Um tribunal de Pequim, na China, aceitou julgar o processo que o romancista chinês Mian Mian moveu contra o Google depois que a empresa norte-americana escaneou e publicou uma obra sua na internet. Segundo confirmou nesta quinta-feira [27/05] à Agência Efe, o advogado do escritor disse que entrou com o pedido em outubro, quando o autor descobriu que o Google Books – a aplicação para livros do gigante de internet – tinha em seu diretório um romance chamado Acid House.

O escritor contatou o Google, que retirou a obra de seus servidores, mas as duas partes não teriam sido dispostas de acordo para uma compensação econômica. Agora, Mian Mian exige um pedido público de desculpas da Google pela vulneração de seus direitos e reivindica uma compensação econômica de 61 mil iuanes [US$ 8,9 mil] pelos danos causados.

O advogado afirmou que o autor de Acid House, que tem 29 anos, não é o único escritor que enfrentou o Google e não descarta que outros romancistas movam demandas similares.

EFE | 27/05/2010

ABEU promove debate sobre leitura e livro digital


Entre os dias 7 e 10 de junho, editores e profissionais do mercado editorial universitário brasileiro vão se reunir na sede da Fundação Editora da Unesp [Praça da Sé, 108 – Centro. São Paulo/SP] para seu tradicional encontro anual, integrado por uma programação acadêmica que prevê conferências e mesas-redondas, bem como oficinas técnicas. A 23ª Reunião da Abeu [Associação Brasileira das Editoras Universitárias] tem alguns diferenciais em relação às edições anteriores: pela primeira vez acontece em São Paulo, estado sede da entidade e, em caráter inédito, suas palestras e atividades serão abertas a todos os interessados em debater e refletir sobre a leitura na universidade e o livro digital, tema do evento. Durante o evento, também será realizada a Feira de Livros Universitários, no andar térreo do edifício-sede da FEU. Mais informações sobre o evento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site.

PublishNews | 26/05/2010 | Editora UNESP / Agência Brasil Que Lê

Kindle em cores ainda não está pronto


A Amazon.com anunciou que seu leitor digital Kindle não terá tela em cores por enquanto e que centrará seus esforços em manter o aparelho adequado à leitura de livros, como forma de competir com o iPad. “Vi algumas coisas no laboratório, mas [o Kindle em cores] não está totalmente pronto para entrar em produção“, afirmou Jeff Bezos, executivo-chefe da Amazon, ontem, na assembleia anual de acionistas, em Seattle. Lançado em 2007, o Kindle enfrenta crescentes pressões de rivais como o iPad, que permitem aos usuários ver vídeos e navegar na internet, além da leitura de livros digitais. A concorrência vai reduzir a participação do Kindle nesse segmento de 90% para 72% neste ano, segundo projeção do banco Credit Suisse. Bezos disse estar concentrado nos leitores interessados em livros. “Sempre há formas de fazer um trabalho melhor ao focar-se em [apenas] uma área“, afirmou o executivo. “É disso que se trata o Kindle“.

Valor Econômico | 26/05/2010 | Joseph Galante da Bloomberg

Transformando internautas em compradores


Conversas sobre edição de livros nesses tempos incertos tendem a começar e acabar com a “questão digital”. E enquanto nos anos anteriores a revolta crescente na BookExpo America mostrava o medo de que a publicação digital engolisse a indústria, a confiança está crescendo com os editores, distribuidores e comerciantes encontrando soluções para questões sobre como atrair leitores e como transformá-los de internautas a compradores. Às vezes a solução é tão simples e aparentemente elementar: “Acreditamos que você usa leitores para encontrar leitores”, disse Tyler Ruse, diretora da LibreDigital, uma empresa do Texas especializada em conversão e promoção de e-books, na manhã de ontem durante a sessão do IDPF Digital Book World. Citando o trabalho de sua empresa para a Millsandboon.co.uk, subsidiária de e-book no Reino Unido da Harlequin, Rute disse que coisas simples como incluir “book preview” nos site amentou a conversão de internautas em compradores em 16% nos últimos 12 meses. Para ler outras notícias [em inglês] sobre a BookExpo America, que começou ontem em Nova York e termina nesta quinta, clique aqui.

Publishing Perspectives – 26/05/2010 – Edward Nakota

Especialistas espanhóis discutem o impacto do livro digital


O ano de 2010 se apresenta ao mundo editorial brasileiro como um marco das primeiras discussões sistemáticas sobre o futuro do livro digital. Várias reuniões já aconteceram, mas não esgotaram o assunto. Para incrementar o debate, a Associação Brasileira das Editoras Universitárias [Abeu] promove, durante sua reunião anual, mais uma rodada para troca de experiências, ao trazer ao Brasil duas relevantes instituições de fomento e de análise do mercado editorial espanhol: a Federación de Grêmios de Editores de España e a Fundación Germán Sánchez Ruipérez que acabam de realizar estudo sobre o impacto do livro digital no mundo editorial hispânico.

O encontro, que acontece de 7 a 10 de junho, na sede da Fundação Editora da Unesp, recebe na manhã do dia 9 de junho Antonio Maria Ávila Alvarez, diretor executivo da Federación de Grêmios de Editores de España, e Inés Miret, diretora de Neturity [Madrid], para apresentar o projeto espanhol Enclave, sobre a integração da obra com direitos em bibliotecas digitais, abrangendo questões como canais de distribuição, vendas e políticas de preços. Eles também vão mostrar o Programa Dilve, uma plataforma de normalização de metadados digitais.

Para debater com os espanhóis, o evento conta com “importantes personalidades do mundo editorial brasileiro”, explica Flávia Garcia Rosa, presidenta da Abeu. “O objetivo, ao comparar situações nacionais e analisá-las no contexto do mundo editorial globalizado de hoje, é avançar na compreensão do desafio, agora imediato, do livro digital e seu impacto na indústria editorial”, complementa José Castilho Marques Neto, diretor presidente da Fundação Editora da Unesp, anfitriã do encontro.

Do lado brasileiro, estarão presentes personalidades do mercado editorial e universitário como Rosely Boschini [presidenta da CBL], Jézio Hernani Bomfim Gutierre [editor executivo da Editora Unesp], Vitor Tavares da Silva Filho [presidente da Associação Nacional de Livrarias – ANL], Valter Kuchenbecker  [vice-reitor da Ulbra], Alfredo Weizsflog [diretor da Cia. Melhoramentos], Frederico Soares Indiani [Livrarias Saraiva],  Mario Cesar de Camargo [Gráfica Bandeirantes-Abigraf], Sheila Diab Maluf [Edufal] e Galeno Amorim [Observatório do Livro e da Leitura].

No período da tarde, as atenções se voltam para o livro digital no Brasil e o impacto na Universidade, e terá as intervenções de Pablo Ortellado [USP/GPOPAI], Marilza Rudge [pró-reitora de Pós-Graduação da Unesp], Juan Felipe Córdoba Restrepo [presidente da Associação de Editoras Universitárias da América Latina e Caribe – Eulac], Rafael da Silva Oliveira [Editora UFRR] e Hubert Alquéres [presidente da Imprensa Oficial/SP].

As inscrições para participação na XXIII Reunião Anual da Abeu devem ser feitas diretamente pelo site www.editoraunesp.com.br/abeu2010, onde estão disponíveis informações detalhadas sobre o evento.

Pluricom – 26/05/2010

Amazon descarta planos de levar cores para o Kindle em breve


O Kindle, leitor eletrônico da Amazon em franca competição com o multicolorido iPad, lançado recentemente pela Apple, não deverá ter cores em breve, segundo declaração do executivo-chefe da companhia nesta terça-feira [25].

O Kindle é todo [desenvolvido] sobre leitura“, declarou Jeff Bezos durante um encontro da companhia em Seattle. “O dispositivo do Kindle vai prosperar sendo o melhor leitor eletrônico dedicado do mundo“, afirmou, tecendo um paralelo com câmeras em celulares e câmeras dedicadas.

Tenho uma câmera no meu smartphone e gosto porque sempre está comigo, é extremamente útil“, disse. “Mas também tenho duas outras câmeras, uma compacta e uma SLR [profissional]“.

Se as atividades são importantes, então elas são feitas com dispositivos dedicados porque eles sempre têm desempenho melhor“, disse Bezos.

O display colorido deve ser produzido, em algum momento, mas “há muitas coisas em laboratório, mas nada completamente pronto para produção imediata“.

O executivo disse também que a Amazon vai investir pesadamente na China.

Folha.com | Tec | 25/05/2010-19h40 | Com France Press

A saudável convivência do livro impresso com o eBook


Na Feira do Livro de Frankfurt 2009, na qual o Brasil esteve presente com 1.640 títulos e 50 editoras, um dos temas recorrentes foi o advento do e-book. Dentre os 7.373 expositores, 361, ou 5%, o incluíram em seus estandes. A novidade apresentada na maior evento do mercado editorial em todo o mundo referenda uma realidade ascendente do mercado. Em 2008, o livro digital movimentou mais de US$ 100 milhões nos Estados Unidos, onde cerca de 80 editoras já atuam no segmento. Na Alemanha, venderam-se 65 mil unidades no primeiro semestre deste ano.

Não há dúvida de que se trata de uma tendência irreversível o surgimento de um consistente mercado de equipamentos de leitores eletrônicos, que cativarão parte dos consumidores. Isto não significa o fim do livro impresso, cujo encanto, praticidade e caráter lúdico continuarão determinando a preferência de bilhões de pessoas em todo o Planeta. Portanto, mais do que uma preocupação, e-book deve ser visto como oportunidade de ampliar o universo do público leitor e desenvolver uma nova vertente de negócios.

A convivência de distintos processos é uma realidade em todos os setores de atividade. Saber explorar o imenso potencial aberto pela convergência significa multiplicar as possibilidades mercadológicas, criar novas alternativas e atender de maneira mais eficaz à demanda. No tocante ao livro impresso, a mescla de tecnologias já significou um avanço importante. Um exemplo: a impressão digital, viabilizando tiragens pequenas, com qualidade quase idêntica à do offset, possibilita lançar e testar, na realidade do mercado, maior número de títulos, sem onerar de modo demasiado as editoras. O e-book, que reforça a capacidade de atender com precisão cirúrgica à demanda real, também abre novas perspectivas, como agregar imagens e som ao conteúdo.

Cabe ao setor livreiro aproveitar tais possibilidades, desenvolvendo uma vertente mercadológica promissora e capaz de contribuir para o aumento do número de leitores. As editoras, num futuro não muito distante, serão provedoras de conteúdos, disponibilizados para o público consumidor em diferentes mídias, seja a comunicação gráfica ou eletrônica. As livrarias, do mesmo modo que vendem com sucesso CD e DVD, terão espaços para os equipamentos de livro digital, certamente com distintos pacotes de conteúdo.

Obviamente, será necessário um novo ordenamento dos direitos autorais. Sem tal providência, a ser normalizada internacionalmente, ficará difícil desenvolver e consolidar o mercado do e-book. Segurança quanto à autenticidade e legalidade dos conteúdos também será fundamental. Não há dúvida de que a digitalização de conteúdos editoriais sob a tutela de direitos legais suscitará facilidades para reprodução ilegal, ampliando a ameaça de falsificação muito além das máquinas copiadoras que enfrentamos hoje.

As dificuldades e problemas a serem superados, contudo, não devem impedir o avanço da tecnologia. É preciso conviver com as transformações, adaptar-se a elas e as converter em real oportunidade. Claro que esse processo de adequação é mais fácil quando o mercado atua de maneira coesa e sinérgica. Nesse sentido, é fundamental o trabalho das entidades de classe, como tem feito a Câmara Brasileira do Livro [CBL], por meio de seu Grupo Digital. Para a abordagem mais ampla do tema, a entidade promoverá, em São Paulo, o 1ºCongresso Internacional do Livro Digital, junto com o 36º Encontro Nacional de Editores e Livreiros, de 29 a 31 de marco próximo.

A entidade está mobilizada também para divulgação em breve de um relatório produzido pela Comissão do Livro Digital apresentando o levantamento das questões importantes e sugerindo recomendações e considerações em três categorias: mapeamento do mercado, modelos de negócios e aspectos legais. O intercâmbio de informações com os mercados mais avançados, promoção de estudos, debates, análise de experiências bem-sucedidas, palestras e a defesa intransigente dos direitos de todos contribuirão para que o livro digital seja mais um meio para o sucesso de nossa meta de converter o Brasil num país de leitores.

Terça-feira, 25 de Maio de 2010 | Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro

Editora lança site especial para a Copa


A Editora Saraiva entrou no clima da torcida brasileira pela Copa do Mundo de Futebol e lançou um site focado no mundial com diversas ferramentas de apoio ao educador e aos estudantes para serem utilizadas em sala de aula. O site www.editorasaraiva.com.br/saraivanacopa traz uma série de curiosidades, tabela dos jogos da copa, histórias das competições, a chegada do esporte no Brasil e várias indicações de livros publicados pela Editora com temas que envolvem o assunto. Os educadores ainda poderão trabalhar diversas disciplinas com atividades desenvolvidas entre os estudantes com o apelo do envolvimento emocional entre nosso país e o esporte. Temas como história da África do Sul, estatística de jogos, incentivo a leitura, geografia dos países entre outras atividades integram o processo de ensino-aprendizagem.

PublishNews | 25/05/2010

Mashup literário


Um trabalho e tanto de pesquisa é o que faz Leonardo Villa-Forte em seu blog Mixlit. Ele lê um livro aqui, recorta ali, guarda as frases e vai misturando trechos das histórias para construir um conto novo. Inspirado no trabalho dos DJ’s, Leonardo acaba fazendo interessantes mashups literários. No último texto postado, por exemplo, usa trechos de livros tãos distantes no tempo quanto A mulher de trinta anos [1842], de Balzac, e Na praia [2007], de Ian McEwan. Isso tudo citando a fonte, claro, e até o número da página de onde extraiu o material. Leonardo é formado em Psicologia, mas escreve contos, roteiros e trabalha com edição de livros. Falando nisso, está preparando um título só com seus contos. E espera o lançamento da coletânea com os textos selecionados no Prêmio Off-FLIP 2009, marcado para agosto. Seu Monólogo a dois recebeu menção honrosa e estará lá.

PublishNews | 25/05/2010 | Maria Fernanda Rodrigues

Era digital força as livrarias a rever modelo


Nenhum integrante desse mercado está sofrendo tanto com o maremoto dos livros digitais quanto os varejistas de livros

Na gigantesca nova loja em Manhattan da maior rede de livrarias dos Estados Unidos, a Barnes & Noble, um espaço generoso nas vitrines exibe cobertores para bebês, relógios art déco, papelaria e jogos para adultos.

A eclética oferta da loja, que não tem nada a ver com livros, pode ser um vislumbre do futuro da Barnes & Noble Inc.

Faz 40 anos que a Barnes & Noble domina o varejo de livros nos EUA. Ela revolucionou a publicação de livros nos anos 70, ao promover descontos para best-sellers em capa dura. Nos anos 90, foi uma das criadoras das megalojas de livros, com acervos tão vastos que muitas livrarias independentes tiveram de fechar as portas. Hoje em dia a rede tem 1.362 lojas, sendo 719 delas megalojas, com um total de 1,8 milhão de metros quadrados, o equivalente a 44 Shopping Iguatemi de São Paulo.

Mas a revolução digital que está transformando o mundo dos meios de comunicação também está rescrevendo as regras da indústria editorial e dizimando empresas que a dominam há décadas. Os livros eletrônicos ainda estão na infância e calcula-se que correspondam a entre 3% e 5% do mercado atual. Mas eles estão acelerando o declínio dos livros físicos e forçando varejistas, editores, autores e agentes literários a reinventar seus modelos de negócios para não serem varridos do mapa.

Até o fim de 2012, os livros digitais representarão entre 20% e 25% das unidades, e essa é a previsão conservadora“, afirma Mike Shatzkin, diretor-presidente da consultoria editorial Idea Logical Co. “Acrescente aí mais 25% das unidades vendidas on-line, e cerca de metade das vendas virá da internet.

Nenhum integrante desse mercado está sofrendo tanto com o maremoto dos livros digitais quanto os varejistas de livros. A vantagem competitiva que a Barnes & Noble passou décadas preparando – oferecer uma seleção enorme de mais de 150.000 livros numa só loja – já enfrentava a pressão dos varejistas na internet. Essa vantagem evaporou com o advento recente das lojas de livros eletrônicos, onde os leitores podem acessar milhões de títulos.Mais problemática ainda para os varejistas com lojas físicas é a questão de como ficariam os números se as vendas de livros físicos caíssem rapidamente: como os livros eletrônicos não usam papel, impressoras, espaço de estoque ou caminhões de entrega, geralmente saem por menos da metade do preço de um livro novo, que nos EUA costuma ser lançado em capa dura. Se as vendas de livros físicos caírem rapidamente, os varejistas podem ficar sem receita suficiente para sustentar todas as suas lojas.

Algumas pessoas questionam se as livrarias seguirão pelo mesmo caminho das lojas de discos, que fecharam em massa quando as pessoas passaram a ouvir e baixar músicas da internet. A Blockbuster Inc., a gigante das videolocadoras, luta para transformar seus negócios numa era em que filmes podem ser baixados diretamente da internet.

Diferentemente da música, a indústria editorial não sofreu muito com a pirataria digital e, durante anos, não conseguiu descobrir um meio de ganhar dinheiro com os livros eletrônicos. Não havia uma sensação de urgência. “É justo dizer que as lideranças das maiores editoras não acreditavam até pouco tempo atrás que os e-books podiam existir economicamente”, diz Arthur Klebanoff, diretor-presidente da editora de livros eletrônicos RosettaBooks LLC, de Nova York.

O sucesso do leitor Kindle, da Amazon.com, mudou tudo isso recentemente, provando às editoras que o mercado de livros eletrônicos realmente é viável.

Mas só foi com o lançamento do iPad, da Apple Inc., no mês passado – e sua promessa de um dia atender aos mais de 125 milhões de clientes do iTunes – que o verdadeiro potencial do mercado de livros eletrônicos se tornou aparente.

“Ele está levando os livros digitais a um novo nível”, diz John Makinson, diretor-presidente da Penguin Group, da Pearson PLC.

O Google Inc. também deve entrar na briga em junho ou julho, quando começará a vender seus próprios livros eletrônicos.

O modelo das livrarias está sob pressão, não importa como você o veja“, reconhece Leonard Riggion, de 69 anos, o presidente do conselho da Barnes & Noble e seu maior acionista. Nos próximos três ou quatro anos, diz Riggio, uma loja Barnes & Noble diferente, mais diversa, vai começar a evoluir, vendendo vários tipos de mercadoria e servindo de galeria para exibir diferentes produtos digitais.

Riggio enfrenta agora a pressão de transformar a Barnes & Noble. O bilionário investidor Ron Burkle, que já disse a conhecidos que acredita no poder da marca da rede, aumentou recentemente sua fatia na empresa para 19,6%. Nos próximos meses, ele deve iniciar sua batalha para influenciar o direcionamento da empresa.

Outros estão menos otimistas quanto ao futuro das redes de livrarias: “O tempo delas está se esgotando“, diz Shatzkin, da Idea Logical. “Não consigo ver como as vendas não continuarão em queda, provavelmente e um ritmo acelerado.

A Borders Group Inc., a segunda maior rede de livrarias dos EUA, registrou declínio de 14% nas vendas de suas megalojas no trimestre encerrado em 30 de janeiro. Ela já demitiu 884 pessoas ano passado, mais de 3% do total, e agora opera apenas 175 lojas da marca Waldenbooks, ante 1.200 em 1992.

Antes vibrantes, as livrarias de shoppings praticamente desapareceram nos EUA. Das 797 lojas B. Dalton Booksellers que a Barnes & Noble comprou em 1987, só ficaram quatro. E o número de pequenas livrarias continua a cair.

As lojas que estão sobrevivendo só têm conseguido por que mudaram radicalmente de direção. A Indigo Books & Music, maior rede de livrarias do Canadá, planeja se transformar numa “loja de departamentos culturais”, com a venda de outros itens que não livros. “O tempo de encher as prateleiras e só abrir as portas da loja acabou“, diz Heather Reisman, diretor-presidente da Indigo.

Valor Econômico | 25/05/2010 | Jeffrey A. Trachtenberg do The Wall Street Journal

Biblioteca londrina empresta cerca de mil e-books


Cerca de mil e-books já foram emprestados da Biblioteca de Barnet, no norte de Londres, desde que o serviço de empréstimo de obras digitais começou em fevereiro. Os usuários fazem o login no site da biblioteca, depois o download gratuito do software e então têm acesso a cerca de mil títulos que podem ser lidos em vários tipos de aparelhos, incluindo alguns tipos de tocadores de MP3, ou salvá-lo em CD. Podem ser emprestados 10 títulos por vez e o prazo do empréstimo é de três semanas. A biblioteca planeja adquirir mais audio livros e mais e-books. Confira a reportagem em inglês.

The Bookseller | 25/05/2010

Mais de 700 mil e-books vendidos na Waterstone’s


A Waterstone’s anunciou que vendeu mais de 700 mil e-books desde que começou a comercializar esse tipo de produto em setembro de 2008. Na conferência para fornecedores da rede, que reuniu 200 editores e diretores de venda em Londres na segunda-feira [24], o chefe de e-commerce David Kohn disse acreditar que e-books representarão 8% do mercado de livros até 2013. A empresa revelou ainda que planeja dobrar o espaço dedicado ao hardware dos e-books nas lojas, mas não estipulou prazo. Kohn festejou ainda a melhora na qualidade dos e-books nos últimos 12 meses e disse que a venda desse segmento cresceu 100%. Para o próximo ano a expectativa é de que as vendas aumentes neste mesmo nível. Confira a reportagem em inglês.

The Bookseller | 25/05/2010 | Graeme Neill

Rival da Dell para o iPad sai no próximo mês


A Dell anunciou nesta terça [25] que seu tablet Streak poderá servir como telefone celular e terá uma câmera frontal para videoconferência, recursos que espera que sejam suficientes para ajudar o novo aparelho a competir com o iPad. O aparelho com tela de 5 polegadas da Dell será lançado no Reino Unido no início de junho por meio da operadora britânica O2, unidade da espanhola Telefónica. A Dell ainda não anunciou a política preços do produto, que será lançado nos Estados Unidos em meados do ano. A Dell será a primeira grande fabricante de produtos eletrônicos a enfrentar o iPad, que possui tela de 9,7 polegadas, com um aparelho acionado pelo sistema operacional Android, do Google. “É portátil e móvel. Você pode colocá-lo no bolso“, disse o analista Will Stofega, do IDC.

Reuters | 25/05/2010 | Jim Finkle

Google revela divisão de receitas de propaganda com editoras


O Google revelou como é feita a divisão das receitas obtidas a partir da publicidade com editoras de conteúdo.

O movimento, de acordo com informações do diário econômico “The Wall Street Journal” desta segunda-feira [24], é feito em resposta a editoras e reguladores que pedem maior transparência do Google em relação ao assunto.

A companhia informou que direciona 68% da receita cobrada dos anunciantes para publicidade que aparece no site dos editoras. O Google disse também que paga a elas 51% da receita por anúncios de busca.

O Google resistia, há algum tempo, à revelação desse percentual.

No ano passado, jornais italianos reclamaram que a companhia estava abusando da posição dominante no país em seu serviço de busca.

À época, os jornais disseram que sites noticiosos que não desejavam aparecer no Google Notícias eram automaticamente excluídos do serviço de buscas, e que isso poderia acarretar efeitos “de distorção” no mercado publicitário na internet.

O Google está tentando se apresentar como mais aberto e amigável. É difícil sustentar esse argumento se não forem abertos sobre isso [publicidade]“, disse o analista do Gartner, Andrew Frank.

A companhia tem sido alvo de entidades reguladoras na Europa e nos Estados Unidos.

Outros jornais – como o “New York Times” – negociam os termos da divisão de receitas com o Google. Termos desses acordos, entretanto, não são conhecidos.

Folha.com | Tec | 24/05/2010-21h01

Venda de e-book cresce 252% no primeiro trimestre nos EUA


A venda de e-books de 13 editoras que reportam seus resultados à Associação Americana de Editoras [AAP] cresceu cerca de 252% no primeiro trimestre de 2010 e ficou em US$ 91 milhões, informou a AAP.

O crescimento deu uma desacelerada em março em comparação aos dois primeiros meses, mas as vendas continuaram crescendo 184.8% e fecharam o mês em US$ 28,5 milhões. Além disso, no trimestre, as vendas subiram em sete das 14 categorias acompanhadas pela AAP com os maiores ganhos entre os segmentos de livros impressos: trade paperback, com vendas 23,5% maiores, e de livros universitários com vendas 18,3% superiores. A venda de livros adultos, infantis e juvenis feitos em capa dura caíram 35,2% no trimestre, enquanto os paperback ficaram 8.6% menores.

Confira a reportagem em inglês.

Publishers Weekly | 24/05/2010

Amazon publicará livros estrangeiros em inglês


A Amazon anunciou o AmazonCrossing, com o qual publicará títulos estrangeiros em inglês, comenta a coluna Babel. O selo vai comprar direitos, traduzir e vender livros e e-books, pelo site e para livrarias. The King of Kahel, do francês Tierno Monénembo, sai em novembro. É mercado pequeno: pesquisa de 2007 revelou que 50% dos livros são traduzidos do inglês, e só 3% fazem o caminho inverso.

O Estado de S. Paulo | 22/05/2010 | Raquel Cozer e Ubiratan Brasil

Robert Darnton e a utopia possível das bibliotecas e livros digitais


Pense no livro. Sua resistência é extraordinária. Desde a invenção do códice, por volta do nascimento de Cristo, provou-se uma máquina maravilhosa – excelente para transportar informação, cômodo para ser folheado, confortável para ser lido na cama, soberbo para armazenamento e incrivelmente resistente a danos”, escreveu o historiador Robert Darnton no recém-lançado A questão dos livros: passado, presente e futuro [Companhia das Letras, tradução de Daniel Pellizzari]. E completa: o livro “não precisa de upgrades, downloads ou boots, não precisa ser acessado, conectado a circuito ou extraídos de redes. Seu design é um prazer para os olhos. Sua forma torna o ato de segurá-lo nas mãos um deleite. E sua conveniência fez dele a ferramenta básica de saber por milhares de anos, mesmo quando precisava ser desenrolado para ser lido [na forma de rolos de papiro, diferentemente do códice, composto de folhas reunidas por encadernação].

A frase poderia sugerir que A questão dos livros é um libelo em defesa dos livros em papel – o que não deixa de ser –, mas a obra de Darnton é também uma instigante série de ensaios e reflexões baseadas em diversas experiências do autor com a criação de projetos de livros, coleções e bibliotecas digitais. O historiador coordenou uma pioneira iniciativa, o projeto Gutemberg-e, de editar uma coleção de teses de história em formato digital junto à American Historical Association e em vários dos ensaios discute desde o status acadêmico deste tipo de edição [em um universo que continua a privilegiar os livros impressos] até questões de preço, distribuição e direitos autorais.

Como ex-diretor da Biblioteca de Harvard [pioneira em arquivar informações geradas digitalmente], mostra as possibilidades de criar bibliotecas digitais públicas e as insuficiências e dilemas colocados pelo projeto do Google de reunir a maior biblioteca virtual do planeta. Com isso, A questão dos livros é um guia para entender os dilemas intelectuais, editoriais, éticos e comerciais que envolvem não apenas o projeto do Google, mas a própria existência física de acervos textuais e livros cuja preservação tem estado em risco frente às ilusórias [até agora] vantagens do armazenamento digital.

Um dos aspectos mais interessantes dos ensaios de Darnton é que ele propõe uma reflexão sobre o que seria efetivamente um livro digital, editado em camadas, que abrangeria leituras e interesses distintos. O que se observa hoje é muito mais uma corrida para transformar livros impressos em arquivos eletrônicos que possam ser lidas em máquinas cada vez mais amigáveis à leitura, e menos a busca de inventar de fato o livro digital, refletindo sobre o que pode mudar do ponto de vista da produção intelectual do texto [em qualquer campo], da sua edição, da leitura e assim por diante.

Assim, por exemplo, uma tese de ciências humanas criada digitalmente poderia ter como primeira camada uma exposição concisa do tema. A camada seguinte conteria versões expandidas de diferentes aspectos do mesmo argumento. Uma terceira camada poderia apresentar documentos, textuais, iconográficos ou sonoros acompanhada por ensaios interpretativos. Uma quarta camada seria teórica ou historiográfica, com seleção de trabalhos anteriores e discussões. Uma quinta seria pedagógica, com sugestões para debates em salas de aula e módulos de ensino. Uma sexta apresentaria a correspondência entre o autor e o editor sobre a obra, cartas de leitores e a possibilidade de se expandir à medida que o livro fosse sendo lido e criticado.

“Este novo formato de livro traria à tona um novo tipo de leitura”, escreve Darnton. “Longe de deplorar os modos eletrônicos de comunicação, quero explorar as possibilidades de aliá-los ao poder desencadeado por Johannes Gutenberg há mais de cinco séculos”, escreve Darnton, para quem a era digital abre possibilidades realmente novas de se implantar a utopia da “República das Letras” imaginada no século 18.

Texto que Roney Cytrynowicz escreveu na coluna “Volta ao mundo em 80 livros”, publicada originalmente no site Publishnews em 21/05/2010

L&PM investe em sua web tv


Editora gaúcha é a primeira a ter uma programação de televisão

As editoras estão mesmo investindo em novos canais de relacionamento com seus leitores e autores Um bom exemplo é a L&PM, que desde março, quando inaugurou seu novo site, incluiu, lá, um blog e uma web tv. O blog é um espaço que expõe o cotidiano da L&PM, publica ideias e comentários. Já a pioneira L&PM Web TV pretende ser muito mais do que um banco de vídeos. Além de um arquivo que traz entrevistas e programas que tiveram a participação dos escritores da casa, ela oferece uma programação exclusiva.

“Palavra de Escritor” vai ao ar toda segunda-feira sempre com a transmissão de conversas com um de seus autores. Já foram entrevistados Moacyr Scliar, Duca Leindecker, Martha Medeiros, Luis Augusto Fischer e David Coimbra.

“Lado C”, produzido e apresentado por Carol Teixeira, mostra, a cada novo episódio, o lado desconhecido de uma cidade, como um detalhe de uma livraria ou o lado mais divertido de um evento cultural. No programa, Carol passeia por um bairro alternativo do lado oriental de Berlim, com direito a parada em livraria e tour por museus. No “Consultório Sentimental da Claudia Tajes”, a escritora responde, de maneira divertida, as perguntas de amor que chegam via e-mail.

Em “Pílulas do Dr. Lucchese”, o cardiologista Fernando Lucchese também vai esclarecer dúvidas com ênfase nos mitos e curiosidades relacionadas com saúde como “susto cura mesmo soluço?” ou “por que o bocejo é contagioso?”.

Além do “Palavra de Escritor” e desses três programas que breve entrarão no ar, já estão em fase de concepção outros como o “Sala do Editor” e “X da Questão”, este último com dicas para o vestibular. A L&PM Web TV é coordenada pela escritora Paula Taitelbaum e pela jornalista Cristine Kist.

PublishNews | 20/05/2010

Autores independentes se beneficiam dos e-books


Na corrida pelo domínio do mercado de livros eletrônicos protagonizada pelos gigantes da tecnologia [como Apple, Google e Amazon], os beneficiados vão além dos aficionados por leitura.
Escritores independentes, aqueles que publicam as próprias obras sem ajuda de uma editora, também podem tirar vantagem da concorrência.
Entre os ganhos estão maior retorno financeiro, variedade de plataformas e ferramentas para promoção com potencial de atingir muita gente.
As primeiras pistas da nova era da autopublicação foram dadas pela Amazon ainda em janeiro, quando a Apple anunciou ao mundo a vinda do iPad. A loja virtual estabeleceu o aumento dos direitos autorais relacionados a livros eletrônicos. A partir de 30 de junho, escritores que vendem na Amazon receberão 70% do preço da venda -o valor atual é de 35%.
A Apple deu o troco e costurou parcerias para levar ao iPad, por meio do aplicativo iBook, livros eletrônicos de escritores independentes . Os sites Lulu e Smashwords ganharam a benção da empresa de Steve Jobs para ser a porta de entrada para o badalado tablet.
“A guerra tecnológica tem um grande benefício, que é colocar a possibilidade da autopublicação em destaque”, diz Ricardo Almeida, diretor-geral do Clube dos Autores, site que funciona como ferramenta para escritores independentes brasileiros.
Há 15 dias, o Google revelou um novo serviço que deve expandir ainda mais as fronteiras da autopublicação. Com o Google Editions, a gigante das buscas passará a vender livros eletrônicos, incluindo aqueles de escritores independentes.
“Comercializaremos qualquer livro com ISBN disponível pelo Google Book Search cujo detentor de direitos nos autorizar a comercializar suas obras por meio do Editions. O preço de cada livro será determinado pelo detentor dos direitos”, disse à Folha Rodrigo Velloso, representante da empresa no Brasil.
O Google deverá esquentar ainda mais o mercado de livros eletrônicos, caso se confirme o projeto de seu próprio tablet.

ONDE PUBLICAR

LULU
Famoso site de autopublicação, tem parceria com a Apple e faz distribuição por meio do iBook, aplicativo que leva livros eletrônicos para o iPad -a Apple embolsa 30% do valor da venda. O restante é dividido entre o Lulu e o escritor -vão 20% para o serviço e 80% ficam para o autor
lulu.com

CLUBE DOS AUTORES
Site mais conhecido do gênero no Brasil, ainda experimenta com plataformas focadas em e-books. Os autores podem converter arquivos de Word para PDF e fazer uma capa para o livro. As vendas acontecem no próprio site, que não retém direitos autorais sobre a obra. Os serviços são gratuitos
clubedosautores.com.br

SMASHWORDS
Distribui livros eletrônicos em várias plataformas, como a loja virtual voltada aos e-readers da Sony, o site da rede de livrarias Barnes & Noble e aplicativos de e-books para smartphones. O serviço é gratuito e o autor recebe 85% do valor das vendas
smashwords.com

DIGITAL TEXT PLATFORM
Serviço gratuito da loja virtual Amazon que permite a publicação no formato do Kindle. Tem suporte para obras em português e, partir de 30 de junho, os autores receberão 70% do valor da venda
dtp.amazon.com

CREATSPACE
Permite que o autor crie sua lojinha virtual para vender suas obras e tem um sistema flexível para determinar os preços, lucros e canais de venda. O site também conta com uma comunidade de escritores que promete ajuda, mas funciona melhor em inglês
creatspace.com

Folha de S. Paulo | 19/05/2010 | Por Bruno Romani

O parto do livro digital


Não há razão alguma para uma pessoa possuir um computador em sua casa.” Isso foi dito, em 1977, por K. Olsen, fundador da Digital. De fato, os computadores eram apenas máquinas de fazer contas, pesadas e caras. Mas, com os avanços, passaram também a guardar palavras. Aparece então a era dos bancos de dados. Tal como a enciclopédia de Diderot – que se propunha a armazenar todos os conhecimentos da humanidade –, tudo iria para as suas memórias. Mas não deu certo, pois a ambição era incompatível com a tecnologia da época.

Os primeiros processadores de texto foram recebidos com nariz torcido pelos programadores. Um engenho tão nobre e poderoso, fingindo ser uma reles máquina de escrever? Não obstante, afora os usos comerciais e científicos, o PC virou máquina de guardar, arrumar e recuperar textos, pois lidamos mais com palavras do que com números. Como a tecnologia não parou de avançar, acelerou a migração de dados para as suas entranhas. Por que não os livros? O cerco foi se apertando, pois quase tudo já é digital.

Para os livreiros, cruz-credo!, uma assombração. Guardaram na gaveta os projetos de livros digitais. Mesmo perdendo rios de dinheiro em fotocópias não autorizadas, a retranca persistiu. Havia lógica. Quem tinha dinheiro para ter computador preferia comprar o livro. Quem não tinha dinheiro para livro tampouco o tinha para computador. Mas o mundo não parou. Hoje os computadores são mais baratos é há mais universitários de poucas rendas. O enredo se parece com o das gravadoras de música, invadidas pela pirataria, mas salvas pelos 10 bilhões de músicas vendidas pela Apple Store. Nos livros, a pirataria também é fácil. Por 10 dólares se escaneia um livro na China, e é incontrolável a venda de cópias digitais piratas, já instalada confortavelmente na Rússia.

Nesse panorama lúgubre para os donos de editora, entram em cena dois gigantes com vasta experiência em vender pela internet. A Amazon lança o Kindle [que permite ler no claro, mas não no escuro], oferecendo por 10 dólares qualquer um dos seus 500?000 títulos digitais e mais 1,8 milhão de graça [de domínio público]. Metade das suas vendas já é na versão digital. A Apple lançou o iPad [que faz mais gracinhas e permite ler no escuro, mas não no claro], vendendo 1 milhão de unidades no primeiro mês do lançamento. Outros leitores já estão no mercado. É questão de tempo para pipocarem nos camelôs as cópias chinesas. E, já sabemos, os modelos caboclos estão por aparecer. Quem já está usando – com o aval dos oftalmologistas – garante que não é sacrifício ler um livro nessas engenhocas. As tripas do Kindle engolem mais de 1?000, substituindo vários caixotes de livros.

Nesse cenário ainda indefinido, desponta uma circunstância imprevista. Com a crise, os estados americanos estão mal de finanças e a Califórnia quebrada, levando a tenebrosos cortes orçamentários. Para quem gasta 600 dólares anuais [por aluno] em livros didáticos, migrar para o livro digital é uma decisão fácil. Basta tomar os livros existentes e colocar na web. Custo zero? Quase. Um Kindle para cada aluno sai pela metade do custo. O governador da Califórnia é o exterminador do livro em papel. Texas, Flórida e Maine embarcam na mesma empreitada, economizando papel, permitindo atualizações frequentes e tornando o livro uma porta de entrada para todas as diabruras informáticas. E nós, cá embaixo nos trópicos? Na teoria, a solução pública é fácil, encaixa-se como uma luva nos livros didáticos, pode reduzir a cartelização e democratizar o acesso. Basta o governo comprar os direitos autorais e publicar o livro na web. Com os clássicos é ainda mais fácil, pois não há direitos autorais.

No setor privado, as perplexidades abundam. Alugar o livro, como já está sendo feito? Não deu certo vender caro a versão digital. Vender baratinho? A canibalização do livro em papel dá calafrios nas editoras, embora as gravadoras tenham sido salvas pela venda digital. Muda a lógica da distribuição. Tiragens ínfimas passam a ser viáveis. O contraponto é o temível risco de pirataria. Não há trava que não seja divertimento para um bom hacker. Na contramão desses temores, Paulo Coelho se deu bem, lançando seu último livro gratuitamente na internet, junto com o lançamento em papel. Cava-se um túmulo para as editoras e livrarias? Vão-se os anéis e ficam os dedos? Ou abre-se uma caixa de Pandora fascinante? Só uma coisa é certa: o consumidor ganha.

Revista Veja | Claudio de Moura Castro | Edição 2165 / 19 de Maio de 2010