“Retratos da Leitura no Brasil” em formato digital


Obra pode ser baixada gratuitamente, mas quem quiser ter o livro físico não terá de desembolsar mais do que R$ 20

O livro Retratos da Leitura no Brasil [Instituto Pró-Livro/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 358 pp., R$ 20] já pode ser acessado em formato digital. O IPL disponibilizou o conteúdo em seu site com o objetivo de possibilitar o acesso de todos às análises sobre o comportamento dos brasileiros em relação à leitura. A obra foi lançada na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 2008, e reúne artigos de especialistas que se debruçaram sobre os resultados da pesquisa Retratos da Leitura II, divulgada pelo Instituto Pró-Livro no início do mesmo ano. A coordenação dos trabalhos é de Galeno Amorim. Quem quiser ler, basta fazer o download pelo site. É grátis.

PublishNews | 29/04/2010

Seminário vai debater e-readers no Rio


Readers 2.0 tem entrada gratuita e data marcada para 15 de maio

Os novos dispositivos móveis realmente representam uma revolução no mercado editorial? O papel está com seus dias contados? Quais os modelos vigentes de negócio no Brasil e no mundo e as tendências envolvendo os leitores eletrônicos e tablet computers? Para tentar responder a essas e a outras questões, o site Jornalistas da Web, em conjunto com as Faculdades Integradas Hélio Alonso [FACHA], realizará, no dia 15 de maio, das 9 às 12h30, no campus 1 da FACHA [Rua Muniz Barreto, 51 – Botafogo – Rio de Janeiro/RJ], o seminário Readers 2.0.

Com a participação de Aline Polycarpo, Ana Claudia Ribeiro, Carlos Eduardo Ernanny e mediação de Bruno Rodrigues, o evento é aberto ao público e a entrada é franca. Como o número de vagas é limitado, são apenas 80 lugares, é melhor correr. As incrições podem ser feitas pelo e-mail extensao@facha.edu.br.

Programação
9h – Credenciamento e Coffee Break
9h30 – Abertura e apresentação dos palestrantes
10h – Apresentação Carlos Ernanny – Gato Sabido
11h10 – Apresentação Ana Claudia Ribeiro – E-papers
11h30 – Apresentação Aline Polycarpo – Infoglobo
11h50 – Debate e conversa com o público
12h30 – Encerramento e Coffee Break

Palestrantes
Aline Polycarpo – Coordenadora de Novos Projetos da área de Novos Negócios da Infoglobo. Coordena, entre outros, as edições Kindle e iPad do jornal O Globo.
Ana Claudia Ribeiro – Sócia-gerente da E-papers Serviços Editoriais, editora brasileira especializada em livros impressos e eletrônicos.
Carlos Eduardo Ernanny [Duda] – Fundador da Gato Sabido, primeira e-bookstore brasileira. A livraria virtual é também distribuidora do leitor de livros eletrônicos Cool-ER no Brasil.

Mediação
Bruno Rodrigues – Consultor de Informação e Comunicação Digital, autor dos livros “Webwriting” [2000 e 2006], sobre o comportamento da escrita na mídia digital.

PublishNews | 29/04/2010

E o iPad não salvou os jornais e as revistas…


E o iPad não vai ser a tábua de salvação pela qual toda a mídia impressa esperava… Segundo se imaginava, as “aplicações” do aparelho, mais do que a Web, iriam reinar e todos os usuários voltariam, alegre e bovinamente, a pagar por conteúdo. A pior notícia nesse sentido não é nem que os usuários não queiram pagar por conteúdo [algo que só se confirmará mais adiante], mas a simples constatação de que as agências de notícias estão cobrando “zero” pelas suas aplicações no iPad, enquanto os jornais e as revistas tentam vender as suas por preços equivalentes às edições impressas. [No Brasil, seria algo como a Agência Estado e a Folhapress cobrando “zero” pelas suas versões no iPad, enquanto os jornais Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo tentariam vender suas edições diárias no mesmo aparelho.]

Novamente, as agências, que faturaram alto em cima dos portais de internet, vão levar a melhor sobre as publicações impressas. A revista eletrônica Salon inclusive sugere que o iPad funcionará como uma “distração fatal” para jornais e revistas. Na tentativa de cobrar, mais uma vez, por conteúdo, periódicos impressos fugiriam, novamente, da “realidade da internet”, desperdiçando, como de costume, tempo e dinheiro.

Marc Andreessen, fundador da Netscape, investidor do Ning e membro do conselho do Facebook, em entrevista ao TechCrunch, foi menos diplomático ao afirmar que: nenhum aparelho, por mais bem-sucedido que seja [em vendas], vai superar a base instalada de mais de 1 bilhão de usuários da World Wide Web. De novo: milhões de consumidores “pagantes” de aplicações no iPad não vão reverter os bilhões de usuários “grátis” da internet [salvando, da bancarrota, veículos originalmente impressos…]. Jeff Jarvis – onipresentemente – observou que a noção de “conteúdo” mudou depois do Google; e que a velha ferramenta de busca é a grande vencedora, mais do que a Apple, no iPad.

As especulações variam, mas, em pouquíssimo tempo de uso, já se sabe que a principal “aplicação” do iPad é, mesmo, a Web, seguida do velho e bom e-mail, seguido das aplicações musicais. Em vez de jogar a bóia ou o colete salva-vidas, Steve Jobs enche de água a boca dos jornais e revistas que hoje se debatem na chamada “economia da abundância”.

Publicado originalmente em Digestivo nº 461 | Quinta-feira, 29/4/2010

Bibliotecas hi-tech


Na inauguração da primeira biblioteca-parque do Brasil, nesta quinta-feira [29], no Complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, a secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes, anunciou os próximos quatro locais que receberão o novo modelo hig-tech de centro de leitura: Niterói, na Região Metropolitana, em maio; favela Fazendinha, no Complexo do Alemão, ainda em 2010; favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, também este ano; e ainda a reabertura da Biblioteca Pública do Estado, no Centro, prevista para estrear no início de 2011.

A biblioteca de Manguinhos ocupa um terreno de 2,3 mil m², possui 25 mil livros no acervo e ainda filmoteca com 800 filmes, sala de leitura para deficientes visuais, acervo de música digital, cineteatro e acesso gratuito à internet.

O projeto faz parte das obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e foi inspirado na experiência de Medellín, na Colômbia, que investe em equipamentos culturais para promover a inclusão social. Para a construção da biblioteca-parque, o governo federal investiu R$ 7,4 milhões, enquanto o governo do estado entrou com a verba de R$ 1,2 milhão.

Onde tem cultura em geral o índice de violência abaixa
Participaram do evento o governador do Rio, Sérgio Cabral, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, além de outras autoridades e também personalidades, como o cineasta Cacá Diegues e o ilustrador Maurício de Souza, que doou cem mil publicações para o local.

Cultura não combina com violência. Cultura qualifica relações humanas. Onde tem cultura em geral o índice de violência abaixa. A estratégia de Nova York mostrou isso, assim como em Medellín e em vários locais do mundo”, afirmou o ministro da Cultura. Segundo ele, toda obra do PAC terá uma biblioteca “ou um equipamento semelhante”.

Cabral ressaltou a integração da biblioteca com o conjunto habitacional e o parque. Para o governador, todas as outras comunidades carentes do Rio precisam se espelhar no modelo de Manguinhos. “Junto com a pacificação, é uma mudança de rumo na história da vida do pobre do Rio de Janeiro”, afirmou.

A Academia Brasileira de Letras [ABL] é a madrinha do local e concedeu apoio por meio de doações de livros, além de consultoria para a aquisição de novos títulos e programação de seminários.

Maioria dos funcionários é da comunidade
De acordo com Adriana Rattes, a expectativa é que a biblioteca, que ela define como um complexo cultural, receba cerca de 1.500 visitantes por dia, para atividades de leitura, além de oficinas e cursos.

A dona de casa Isabel Cristina da Silva, que mora em um dos apartamentos do PAC de Manguinhos, disse que pretende frequentar o local com os três filhos e os seis netos. “Isso é uma bênção. Saímos da lama para o paraíso”, disse ela.

Segundo a secretária, são cerca de 30 funcionários, sendo que a maioria é moradora da comunidade de Manguinhos ou do entorno. A voluntária Marina Francisco Lopes, de 47 anos, contou que desde os 12 trabalha com crianças e agora ele está como atendente na sala de leitura infantil. “Para mim está sendo um conhecimento. A gente aprende com eles”, revelou.

A biblioteca-parque da Manguinhos abre de terça a domingo, das 9h às 21h. Os visitantes podem levar os livros para casa e ainda contam com três aparelhos Kindle, um leitor eletrônico com capacidade para armazenar até cem livros.

Carolina Lauriano | G1 | 29/04/2010