Lucro da Amazon.com sobe 68% e chega a US$ 299 mi no 1º tri


A Amazon.com divulgou nesta quinta-feira um salto de 68% no lucro líquido do primeiro trimestre, desempenho muito acima do esperado por analistas. Apesar disso, as projeções de receita e lucro da companhia ficaram abaixo das expectativas de Wall Street.

A maior varejista online do mundo registrou um lucro líquido de US$ 299 milhões, ou US$ 0,66 por ação, ante os US$ 177 milhões, ou US$ 0,41 por ação, registrados um ano antes.

Analistas esperavam, em média, um lucro de US$ 0,61 por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

A receita da Amazon também registrou um salto, de 46%, para US$ 7,13 bilhões, acima dos US$ 6,87 bilhões previstos por analistas.

A Amazon, que viu seu lucro disparar 71% durante o último trimestre de 2009, vem ganhando força desde o ano passado, com suas vendas crescendo a um ritmo muito mais acelerado tanto em relação ao comércio online como um todo, quanto em comparação ao varejo tradicional.

Para o segundo trimestre, a Amazon espera um lucro operacional de entre US$ 220 milhões e US$ 320 milhões e receita de entre US$ 6,1 bilhões e US$ 6,7 bilhões.

Analistas, enquanto isso, esperam em média lucro operacional de US$ 327,8 milhões e uma receita de US$ 6,43 bilhões no segundo trimestre.

Por conta das previsões abaixo do esperado, as ações da Amazon chegaram a cair 6% no pregão after-market.

Folha Online – Dinheiro | Com informações da Reuters, em São Francisco | 22/04/2010 | 18h39

Bibliotecas Digitais e Projetos de Digitalização pelo Mundo


Separei neste post uma série de projetos de digitalização de acervo e bibliotecas digitais pelo mundo. A lista é apenas uma pequena amostra de iniciativas antenadas à preservação do conhecimento e acesso ao patrimônio cultural e serve como pontapé inicial para coletar referências e descobrir outros projetos. Acrescente sua sugestão!

A França no Brasil: portal digital conjunto das bibliotecas nacionais da França e do Brasil com mapas, fotografias, textos impressos e desenhos sobre a relação entre a França e o Brasil desde o século XVI até o início do século XX.

Access to Knowledge [A2K]: site do movimento “Acesso ao Conhecimento”, que procura promover novos paradigmas para a criação e distribuição da cultura.

Acervo Digital da Unesp: biblioteca digital de teses e documentos publicados na Universidade.

Acesso Livre: portal da CAPES com periódicos, teses, dissertações e outras publicações acadêmicas.

Arquivo Público do Estado de São Paulo: site da instituição que abriga aproximadamente 25 mil metros lineares de documentação textual, um acervo iconográfico com cerca de um milhão de imagens e alguns milhares de rolos de microfilmes.

BiblioFyL: biblioteca digital criada pelos alunos da Universidade de Buenos Aires para disponibilizar o material de consulta acadêmica dos cursos de letras e filosofia.

Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações: integra os sistemas de informação de teses e dissertações existentes nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras e estimula o registro e a publicação dessas teses em meio eletrônico.

Biblioteca Digital Gallica [França]: biblioteca digital da Biblioteca Nacional da França. Tem um acervo de mais de 1 milhão de documentos, incluindo livros, manustritos, cartas, imagens, revistas e jornais, partituras, músicas e letras de músicas.

Biblioteca Digital IPB [Portugal]: reúne a produção científica do Instituto Politécnico de Bragança.

Biblioteca Nacional de Portugal: disponibiliza o conteúdo digitalizado da Biblioteca Nacional do país.

Biblioteca Nacional Digital do Brasil: Biblioteca Digital da Fundação Biblioteca Nacional.

Bookshare: disponibiliza livros para pessoas com deficiências visuais.

Brasiliana: projeto referência em digitalização de acervos no Brasil, fica no Universidade de São Paulo.

Cibertecário 0.2: blog sobre bibliotecas, informação e tecnologias, acesso livre do português Eloy Rodrigues, Diretor dos Serviços de Documentação de Universidade do Minho.

Computers Museum: museu virtual alemão dedicado à preservação de jogos de computador.

Consumers International: organização sem fins lucrativos que luta pelo direito à informação e direito do consumidor, no geral.

Curadoria de Memória do Fórum da Cultura Digital: Acervo Digital: blog do Rogério Lourenço dedicado a discutir as grandes questões que envolvem a digitalização de acervos.

Digitaal Erfgoed Nederland: órgão holandês dedicado à preservação do patrimônio cultural.

Digital Book World: comunidade de discussão sobre livro digital e bibliotecas na rede.

Digital Strategies for Heritage: conferência bienal realizada na Europa pelo órgão de proteção ao patrimônio holandês sobre digitalização de acervo.

Domínio Público: portal que disponibiliza arquivos em domínio público em português e outras línguas.

Dspace: software para construção de repositórios digitais abertos. É licenciado em Creative Commons.

European Virtual Museum: coalizão de vinte e sete museus europeus que exibe pela Internet artefatos da história das antigas civilizações européias no formato tridimensional.

Europeana: plataforma de busca que integra diversas bibliotecas digitais europeias.

Fedora-Commons: software para repositórios digitais desenvolvidos por universidades dos Estados Unidos.

Google Books: serviço do Google que procura textos completos de livros scanneados por eles.

Literatura UFSC: fonte primária e gratuita de textos literários do Brasil e Portugal em versão integral.

Livros Raros: projeto de restauração de livros raros dos séculos XVI, XVII, XVIII e XI do Mosteiro de São Bento da Bahia.

Open Access and Institutional Repositories with EPrints: software para criar repositório online de informações, com acervo de textos de diversos países do mundo.

Projeto Gutemberg: primeiro repositório de ebooks.

Rede da Memória Virtual Brasileira: projeto da Biblioteca Nacional que integra diversos acervos sobre a cultura brasileira.

Repositorium Universidade do Minho: acervo de teses e dissertações produzidas na universidade.

Scielo: livraria online de artigos científicos brasileiros.

Teses e Dissertações USP: banco de textos acadêmicos produzidos na instituição.

Wikimedia Fundation: instituição que luta pelo acesso ao conhecimento e compartilhamento de informações pela rede.

World Digital Library: biblioteca digital internacional operada pela UNESCO e pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

Gabriela Agustini | 22/04/2010

Alice no País das Maravilhas é lançado em versão áudio


Alice no País das Maravilhas é a obra mais conhecida de Charles Lutwidge Dodgson, sob o pseudônimo de Lewis Carroll, que foi professor de matemática. A obra foi publicada em 4 de julho de 1865. É uma das mais célebres do gênero literário nonsense ou do surrealismo, sendo considerada obra clássica da literatura inglesa.
O audiolivro conta a história de uma menina chamada Alice. Ela cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico, povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurdo característico dos sonhos. Este está repleto de alusões satíricas dirigidas tanto aos amigos como aos inimigos de Carrol, de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e também de referências linguísticas e matemáticas, frequentemente por meio de enigmas que contribuíram para a sua popularidade. É, assim, uma obra de difícil interpretação, pois contém duas obras num só texto: um para crianças e outro para adultos.

Sobre o autor: Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carroll, nasceu em Cheshire, em 27 de janeiro de 1832, e faleceu em Guildford, em 14 de janeiro de 1898.
Foi um escritor e um matemático britânico. Lecionava matemática no Christ College, em Oxford, e é mundialmente famoso por ser o autor deste clássico que agora ganha sua versão inédita em audiolivro na língua portuguesa. Criou a história quando fazia um passeio de barco no rio Tâmisa com sua amiga Alice Pleasance Liddell (com 10 anos na época) e suas duas irmãs, sendo as três filhas do reitor da Christ Church. Lá ele começou a contar uma história que deu origem à atual, sobre uma garota chamada Alice que ia parar em um mundo fantástico, após cair em uma toca de um coelho. A Alice da vida real gostou tanto da estória que pediu que Carroll a escrevesse.

Ficha Técnica

Título: Alice no País das Maravilhas
Autor: Lewis Carroll
Editora: AUDIOLIVRO Editora
Formato: CD-MP3
Duração: 3h10min
Narração: Annete Moreira e Cassia Akemi
ISBN: 978-85-8008-010-0
Preço: R$24,90

Ricardo Costa testou e conta o que achou do mais pop dos e-readers


iPad, primeiras impressões do PublishNews

Já escrevemos muito aqui a respeito do que outros pensam do iPad; ou suas primeiras impressões de uso. Na quinta-feira passada, 15/4, o Luiz Eduardo – analista da Dualtec e membro da diretoria da CBL [e amigo deste que vos escreve]- nos emprestou um para testes aqui no PublishNews. De maneira direta, depois vou elaborar melhor, me parece mais um substituto do [ou o verdadeiro] netbook, do que um e-Reader. Aliás, nessa função eu diria que para os livros ditos tradicionais, ele não leva nenhuma vantagem no geral, e perde no quesito peso. Mas se entrarmos no campo da transmídia, interatvidade, som e imagem, aí ele bate forte. E também é preciso considerar os leitores que vêm da próxima geração: aquela galera que já nasceu lendo na tela de computador.

É claro que a interface gráfica do iPad não tem nível de comparação com os e-Readers, mas aí voltamos à questão da funcionalidade do “aparelhinho” de Steve Jobs e dos outros da turma de Jeff Bezos. Para que você quer usar o seu iPad?

Durante a primeira madrugada de testes, minha primeira dificuldade foi encontar a posição para trabalhar. O seu formato seduz [pede que] você a usá-lo sem apoiar numa mesa, sentado, deitado ou até mesmo em pé. Mas o seu peso aumenta o esforço para tentar mantê-lo numa posição possível de ler, tocar e escrever – no ótimo teclado virtual. Depois de muito me virar, achei uma posição apoiando-o parte na minha perna e parte no braço da poltrona em que eu sentava naquela noite/madrugada.

Resolvida, pelo menos em parte, a questão da posição de trabalho, comecei a focar em tarefas que executo no dia a dia: Twitter, navegação na internet, e-mails e alguns textos. No Twitter a experiência ainda não é das melhores: suas Apps adaptadas do iPhone ainda não rodam com a maior eficiência. O TweetDeck, minha preferência atual para uso no notebook ou desktop, não atualiza rápido e quando atualiza rola as telas tão depressa que você perde um sem número de tweets. Tentei também o Twiterrific, mas sua interface não permitia que editasse os RTs antes de enviá-los.

Já a navegação na internet foi um supersucesso. Rápida e fácil. E como eu já havia encontrado a posição para trabalhar, digitar e interagir com a tela por meio do touch foi extremamente fácil e funcional. Depois de algum tempo “achei” uma nova posição de trabalho muito boa: no estilo prancheta, segurando apoiado num braço e teclando apenas com uma das mãos [funciona super bem com o iPad no “formato portrait”]. Estava teclando com bastante rapidez nessa posição. O uso de e-mails e a produção de textos também são bem eficientes no “aparelhinho”.

Para aqueles que escreveram em suas avaliações que o problema é a falta de um mouse, respondo que eles perderam totalmente o “x” da questão. Exatamente um dos grandes fortes do iPad é não precisar do mouse – e pra mim também não precisa do teclado. Quanto menos periféricos, melhor. Eu acho.

Mas tenho certeza que você está lendo tudo isso aqui porque quer saber sobre a iBookstore.

iBookstore e mais…
Estou errado? Ou melhor, quer saber sobre e-Books em geral, no iPad. Certo? Vamos lá então. Começando pelo mais convencional, a iBookstore. Não vou analisar a quantidade de títulos disponíveis, mas o seu funcionamento e o uso para leitura. Pra variar, Mr. Jobs se saiu muito bem no quesito interface gráfica. O visual é ótimo e é muito fácil interagir – e comprar – com a iBookstore. Dois ou três cliques e o livro já está na sua estante. E os samples [gratuitos]dão uma boa ideia do livro que você está considerando comprar [não é só uma pequena amostra com uma ou duas páginas].

No quesito leitura, o iPad começa perdendo para os rivais que são desenhados especificamente para esse fim – leitura digital. Dependendo da posição e da quantidade de luz, o reflexo pode atrapalhar um pouco, embora exista um botão de controle da luminosidade. É claro que a tela touch e o efeito visual que parece uma página “de verdade” sendo virada, dão um certo “stile” ao e-Book de Jobs, mas o que importa mesmo é o conforto na leitura. E nessa questão, além da luminosidade, “pesa o peso” do “aparelhinho”. Sem um ponto de apoio, segurá-lo por muito tempo para ler pode ser desconfortável – ou pode ser um bom exercício para os bíceps!

Mas quando saímos do e-Book “convencional” e passamos aos produtos interativos, com multimídia, ou mais ainda, vamos para os transmídia, a história muda bastante. É claro que o peso continua sendo uma questão a ser considerada, mas aqui onde texto, imagem, som, internet, etc interagem com muita facilidade e eficiência, os e-Books passam a um outro nível de entretenimento. E nesse tipo de produto, aí sim o iPad hoje é imbatível. A versão light de Alice no país das maravilhas é bem legal e Toy Story, da Disney, é um show de livro com trilha sonora, que interage com cenas de animação e narração empolgante. Esses são apenas dois exemplos iniciais, que demonstraram, para mim, o grande potencial do iPad no campo do livro ditital – que talvez em breve nem tenha mais esse nome.

Bem, para colocar um ponto final nessa primeira análise do “nettablet” de Steve Jobs, eu diria que como e-Reader é um ótimo tablet; e como tablet é um ótimo netbook, com excelentes qualidades gráficas e uma tendência de muitas mudanças, não só no mercado de informática e tecnologia onde ele nasceu, como também no mercado editorial, que é onde estamos, e em muitos outros mercados.

Não tem outro jeito; é esperar para ver.

Publicado originalmente no Blog da Redação do PublishNews | 22/04/2010 | Ricardo Costa

Skoob já tem mais de 160 mil usuários


Criado há um ano, site de relacionamentos é dedicado à literatura

Diga-me que livro você está lendo que te direi quem és. Essa foi a premissa usada para a criação, há cerca de um ano, do site de relacionamentos Skoob. Já são mais de 160 mil sócios dos mais diversos locais do Brasil reunidos virtualmente para conversar sobre literatura, trocar experiências sobre hábitos de leitura, defender seus autores prediletos, criticar os livros de que não gostaram, enfim, discutir, de um jeito saudável e informal, sobre suas preferências. O Skoob permite ainda que pessoas de todas as faixas etárias e classes sociais, com os mesmos interesses literários, se comuniquem, troquem livros, recomendem autores, discutam assuntos com pessoas que estudam o tema. E se encontrem, transformando afinidades literárias em amizades. Mais que uma rede social, o Skoob é uma rede colaborativa: os próprios usuários cadastram os livros que ainda não existem nas bases de dados do site. Para participar, é só se cadastrar no site.

PublishNews | 22/04/2010

Como prevê o destino do livro: papel ou eletrônico?


O enredo está aberto. A trama se armando. Como prever o destino do livro? Para falar sobre os novos horizontes da leitura, o programa Entre Aspas, apresentado pela jornalista Mônica Valdvogel, convidou o diretor da editora Martins Fontes, Alexandre Martins Fontes, e o professor da pós-graduação em Comunicação da PUC-SP, Rogério da Costa. O que será que eles pensam sobre iPads, Kindles e o futuro do livro de papel? Assista à entrevista.

Entre Aspas – 22/04/2010

Wikipedia amplia plataforma e ganha espaço para vídeos


A enciclopédia virtual Wikipedia vai ganhar espaço para vídeos na plataforma, segundo informou em comunicado oficial na quarta-feira [21].

Agora, muitos poucos artigos da Wikipedia têm vídeos. É hora de mudar isso! Começando agora, você pode estar entre as primeiras pessoas a experimentar com as possibilidades de vídeo colaborativo. Suas contribuições poderão modelar o futuro da Wikipedia, fazendo [dela] uma fonte rica e dinâmica de conteúdo educacional de alta qualidade“, diz o texto.

O comunicado diz ainda que, “quando você posta um vídeo na Wikipedia, você também ajuda a promover o vídeo aberto”. O site diz ainda que vai usar 100% de vídeos gratuitos e de código aberto, sob tecnologia HTML5.

O site instrui sobre como postar um vídeo na enciclopédia virtual na página da organização, cujo endereço é http://videoonwikipedia.org/howto.html.

A Wikipedia é um dos dez sites mais visitados do mundo, e tem por volta de 3,2 milhões de artigos e verbetes redigidos em língua inglesa.

Enciclopédia virtual Wikipedia vai ganhar espaço para vídeos na plataforma, segundo informou em blog oficial

Folha Online – Informática | 22/04/2010 – 13h22