Manter romantismo do livro é chave na era digital, diz Penguin


Com a euforia em torno do lançamento do iPad da Apple e a crescente popularidade de outros aparelhos digitais, o desafio será manter o romantismo do livro impresso, segundo o presidente-executivo da editora Penguin.

O iPad, meio-termo entre um smartphone e um notebook, está ajudando a criar um mercado para tablets que deve crescer para cerca de 50 milhões de unidades vendidas até 2014, gerando com ele um crescente mercado para livros digitais, que até agora cresceu pouco.

Até o momento, editoras como a Penguin, do grupo Pearson, têm sofrido para encontrar um modelo de negócios online bem sucedido em termos de conteúdo e de quão propenso o consumidor estaria a pagar pelo produto, disse John Makinson em visita à Índia.

Mas, com o iPad, as editoras veem uma nova chance para acertar seu produto eletrônico e assim, ganhar mais poder de barganha caso o iPad surja como um concorrente viável ao Kindle da Amazon.

Aparelhos digitais de tela grande estão abrindo as portas para nós para novas oportunidades: oportunidades de interação com os leitores, e de uso de redes sociais“, disse Makinson.

“Há oportunidades não só de um ponto de vista de marketing, mas de conteúdo e em termos de material novo”, afirmou.

E não é apenas o público mais jovem que se atrai aos aplicativos legais e a maior interatividade dos aparelhos digitais, mas também leitores mais velhos que gostam de poder, por exemplo, aumentar o tamanho da letra do livro, de acordo com Makinson.

As pessoas frequentemente comparam o mercado editorial à indústria musical, em que as vendas de músicas digitais superaram as vendas de CDs físicos, mas existe uma conexão emocional ao livro, afirmou Makinson, que estudou literatura e história na Universidade de Cambridge e começou a carreira como jornalista.

Precisamos manter o foco na relação emocional do leitor com o livro. Ainda é importante produzir um livro impresso bonito, com um bom design, que fique bonito numa prateleira, e que se possa dar de presente a um amigo“, disse Makinson.

E o desafio é não perder de vista o principal, que continua sendo o livro. O que define um livro por si só deve mudar, mas ainda há a tradição, o romantismo do livro, e é essencial manter isso“, acrescentou.

MUMBAI | Reuters | Por Rina Chandran | 14/04/2010

Scanner lê livros e textos em voz alta


Book Reader é indicado para pessoas com deficiências visuais; aparelho não funciona com o Windows 7

Neste artigo avaliamos o Plustek Book Reader V100, um scanner [digitalizador] de mesa que, além da função de digitalizar documentos e materiais impressos, inclui um software de OCR [Optical Character Recognition], usado para reconhecer textos a partir das imagens digitalizadas, e um software TTS [Text-to-Speech], de síntese de voz, que permite “falar” os textos para o usuário.

Esse conjunto, formado pelo equipamento de digitalização e por um pacote de programas adicionais, é uma ferramenta que pode ser de grande utilidade para pessoas com deficiências visuais e problemas de acessibilidade a textos e livros impressos tradicionais. Além disso, também se apresenta como um recurso bastante interessante para usuários que preferem ouvir a narração de um texto, têm dificuldade para ler textos com letras muito pequenas ou, ainda, desejam aprender como ler e pronunciar textos em português e inglês.

O Plustek Book Reader V100 permite digitalizar diferentes tipos de material impresso, podendo salvar esses documentos em disco, com a opção de gerar um arquivo [em diversos formatos gráficos]; permite extrair e reconhecer textos presentes em imagens e documentos digitalizados [OCR], gerando arquivos em formato TXT e PDF; realiza a leitura de textos digitalizados ou obtidos a partir de um arquivo em formato PDF, que poderá ser narrado por uma voz agradável e de boa entonação, nos idiomas português ou inglês; permite salvar o texto falado em arquivos de áudio [em formatos MP3 ou WMA]; permite ainda ler em voz alta os comandos e menus acessados no computador, assim como o texto que o usuário está digitando em uma determinada janela de uma aplicação qualquer do PC; oferece também uma lupa para ampliar a tela e os textos nela contidos, que podem ser lidos.

O Book Reader é de fácil uso. Basta colocar um documento ou livro no scanner e pressionar uma das três grandes teclas de função do painel frontal do equipamento, que definem o tipo de documento digitalizado [colorido, preto e branco ou texto puro]. O scanner irá digitalizar o texto e em seguida ativar automaticamente o programa de leitura do texto [TTS].

Também é possível digitalizar o texto disposto em diferentes orientações -livro aberto, virado de lado ou virado para cima/baixo. O programa identifica automaticamente a orientação do texto digitalizado e reconhece o texto de modo inteligente [separando imagens e gráficos da parte textual]. O programa de síntese de voz permite ajustar a velocidade da narração e do volume, assim como pode repetir sentenças e soletrar palavras.
O Plustek Book Reader V100 tem como requisitos o uso de um computador PC com sistema operacional Windows 2000 ou XP. A conexão é feita pela porta USB. O equipamento vem com um CD-ROM de instalação com os softwares necessários para a utilização.

Testes realizados

O aparelho pode ser facilmente instalado e opera corretamente nos sistemas indicados pelo fabricante: Windows 2000 e XP. Também foi verificado que é possível utilizá-lo no Windows Vista 32 bits, mas isso pode requerer mais atenção e ajustes no processo de instalação. Cabe salientar que não foi possível utilizar o equipamento no Windows 7.

Os drivers e os softwares de uso do equipamento não estão disponíveis na internet, apenas no CD-ROM. Caso o usuário necessite, deve solicitar um novo CD-ROM ao fabricante.

O manual de instalação é simples e a documentação é bastante limitada, assim como as informações disponíveis na internet. Apesar disso, a instalação e o uso são intuitivos.

O sistema apresentou um desempenho muito bom no reconhecimento automático do posicionamento do texto, aceitando inclusive documentos inseridos de modo incorreto no scanner [com certa inclinação].

O sistema OCR surpreendeu pela capacidade de extrair corretamente textos de diferentes tipos de documento: desde textos impressos com os mais diversos tipos de fonte de caracteres, em diferentes tamanhos, com diferentes espaçamentos entre linhas, com fundo colorido e até textos de jornais e bulas de remédios. O sistema OCR desempenha correta e adequadamente sua função -apenas não foi capaz de reconhecer textos com letras cursivas [impressas] ou qualquer tipo de texto manuscrito, o que é usual para esse tipo de sistema.

O sistema de síntese de voz foi capaz de reproduzir textos de modo bastante adequado e claro, sendo capaz de falar textos, números e siglas. O sistema só não é capaz de identificar palavras de outros idiomas misturadas a um texto, o que leva à pronúncia incorreta de certas palavras estrangeiras.

Conclusão

O Book Reader da Plustek é uma ferramenta de grande valor para pessoas com deficiências visuais e/ou limitações de acessibilidade a documentos e textos. O equipamento fornece um conjunto bastante atrativo de ferramentas e funcionalidades, sendo atrativo inclusive para outros tipos de usuário. O Book Reader é simples de usar e cumpre muito bem suas funções, mas possui uma documentação e manuais limitados e, na versão atual do equipamento, não foi possível a instalação e o uso no Windows 7.

Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 14/04/2010

FERNANDO SANTOS OSÓRIO
GUSTAVO PESSIN
LEANDRO CARLOS FERNANDES
ESPECIAL PARA A FOLHA

Biblioteca do Congresso dos EUA arquivará mensagens do Twitter


A Biblioteca do Congresso dos EUA, em Washington, anunciou que arquivará todas as mensagens públicas postadas no Twitter desde o início do serviço de microblog, em março de 2006. O anúncio foi feito nesta quarta-feira [14].

Os tuítes ficarão arquivados digitalmente nos servidores da instituição.

O anúncio foi feito primeiramente no perfil da biblioteca no Twitter e, depois, no blog oficial.

Tuíte do perfil oficial do presidente Barack Obama, quando ele foi eleito nos EUA no final de 2008

A instituição afirmou que divulgará mais tarde um comunicado à imprensa com detalhes sobre a aquisição. “Espere ver uma ênfase nas implicações acadêmicas e de pesquisa“, escreveu Matt Raymond, diretor de comunicação da biblioteca.

Entre os tuítes destacados pela instituição como os mais importantes, estão o primeiro de todos, escrito pelo cofundador do Twitter Jack Dorsey, a mensagem postada no perfil de Barack Obama quando ele foi eleito presidente dos EUA e uma série de tuítes de um fotojornalista preso no Egito e libertado depois da repercussão no serviço de microblog.

Segundo a Biblioteca do Congresso, o próprio Twitter anunciará a novidade hoje em seu blog oficial, durante a primeira conferência para desenvolvedores do serviço, a Chirp, que ocorre hoje e amanhã em San Francisco.

Se você pensa que a Biblioteca do Congresso é ‘só para livros’, pense nisto: ela tem coletado materiais da web desde que começou a colher sites de campanha à Presidência e ao Congresso dos EUA em 2000“, escreveu Raymond.

A instituição afirma que armazena hoje 167 Tbytes [cerca de 171 mil Gbytes] de informação baseada na rede, como blogs, sites de candidatos à presidência dos EUA e páginas de membros do Congresso.

RAFAEL CAPANEMA | 14/04/2010 | 15h55

Versão de “Alice” para iPad mistura literatura e animação gráfica


A história de Lewis Carroll ganhou interatividade na versão do livro “Alice no País das Maravilhas” para o iPad. É possível fazer a personagem crescer e derrubar objetos do cenário chacoalhando o aparelho.

O e-book de 52 páginas e 20 cenas animadas faz uso das ilustrações restauradas do livro original. O aplicativo desenvolvido pela empresa Atomic Antelope foi lançado na iTunes Store e custa US$ 9.

Folha Online | 14/04/2010 | 13h56