Empresa alemã apresenta o tablet WePad, concorrente do iPad


Aparelho roda sistema Android e pesa 800 gramas.
WePad tem câmera e entradas USB.

WePad roda o sistema operacional Android, do Google. Foto: Axel Schmidt/AFP

A fabricante de produtos de tecnologia Neofonie GmbH, da Alemanha, apresentou nesta segunda-feira [12], em Berlim, seu tablet WePad.

Com tela de 11,6 polegadas e 800 gramas, o aparelho será o principal concorrente do iPad, da Apple na Europa. Entre as vantagens sobre o produto americano, a fabricante destaca a câmera e as entradas USB, além do suporte para Flash e função multitarefa.

O tablet alemão tem processador Intel Atom N450 de 1.66GHz e roda o sistema operacional Android, do Google. O aparelho tem Wi-Fi, Bluetooth e 3G opcional. A bateria dura cerca de seis horas, de acordo com a fabricante.

O produto chega às lojas europeias em julho, em duas versões. Com 16GB e Wi-Fi, custará 449 euros. O WePad de 32GB e com conexão 3G custará 569 euros. Ainda não há previsão de lançamento em outros continentes.

Aparelho foi apresentado por Helmut Hoffer von Ankershoffen, da Neofonie GmbH, nesta segunda-feira (12). Foto: Axel Schmidt/AFP

Portal G1 | 12/04/10 | 16h09

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“Romeu e Julieta” ganha versão no Twitter


O clássico Romeu e Julieta, escrito por William Shakespeare, acaba de ganhar uma versão contemporânea online. A Royal Shakespeare Company [RSC] do Reino Unido e a Mudlark [empresa produtora de entretenimento para celulares] elaboraram uma “encenação” da peça para o Twitter. A versão começou a ser transmitida nesta segunda-feira 12/04.

O experimento recebe o nome de “Such Tweet Sorrow” e cria uma base narrativa no microblog livremente inspirada na obra original. Não há um roteiro estabelecido, os personagens possuem perfis no Twitter e, a partir do serviço, improvisarão o andamento da história por meio dos tweets. As mensagens já começaram a circular no site http://www.suchtweetsorrow.com e devem durar cinco semanas.

Cada personagem criará seus próprios posts e também poderá interagir com internautas que acompanham a releitura. O elenco será guiado por uma história e diário que deve indicar qual parte da tragédia eles se encontram.

O enredo é atual, os personagens contam no microblog o seu cotidiano e se encarregam de desenrolar a trama no período estipulado.

Olhar Digital | Segunda-feira, 12 de abril de 2010 às 14h18

Best Buy vai vender o Nook


Barnes & Noble e a gigante do varejo acabam de fechar acordo

Em outra indicação da supremacia dos e-books e e-readers, a Barnes & Noble chegou a um acordo com a Best Buy para que a gigante do varejo de eletrônicos venda o Nook e distribua o software eReader. Espera-se que a Best Buy venda o leitor em todas as suas 1.070 lojas a partir de 18 de abril. Nessas lojas, o Nook será vendido em um display similar aos usados pela B&N. Com o software eReader, os consumidores vão poder comprar todo o conteúdo digital vendido nas lojas e na e-bookstore da Barnes & Noble.

A Best Buy já vende o iPad e os leitores da Sony. “Estamos ansiosos para exibir o Nook entre a nossa coleção crescente de leitores de livro digital“, disse Chris Homeister, vice-presidente sênior e gerente geral do Grupo de Entretenimento Doméstico da Best Buy.

Confira a notícia na íntegra.

Publishers Weekly | 12/04/2010 | Com informações do Publishnews.

O iPad vale a pena?


Será que o iPad tudo que dizem? Sim e não. Semana passada, tivemos a oportunidade de dar uma olhada nele aqui na DIGITAL. De cara, vemos logo que o design do iPad é muito parecido com o do iPhone, claro. Mas a experiência com os aplicativos se mostra mais sedutora do que no telefone. Os programas já adaptados para o novo aparelho são bem feitos e comprovam que enfim o conceito do computador tablet – do qual ouvimos falar desde que a GRiD Systems lançou seu GriDPad, em 1989 [!] – chegou para ficar.

Entretanto, há um monte de senões na novidade: não tem suporte a USB e nenhuma outra mídia removível, a bateria é embutida, prende o usuário ao “Apple way of life” e por aí vai. Além disso, maior que o Kindle [260g], da Amazon, o iPad [680g] começa a pesar depois de algum tempo de uso. Mas comecemos do começo.

APPS BÁSICAS DE INÍCIO

O aspecto do aparelho é elegante e muito mais bem acabado do que um Kindle [reconhecidamente um produto focado em texto], e o uso da multimídia pelos aplicativos, muito inteligente. Ele vem com programas básicos, como agenda de contatos [em forma de um livrinho], bloco de notas [como um caderno com folhas amarelas], espaço para galeria de fotos, músicas [leia-se iPod], email [pode-se configurar contas de Google, Yahoo!, Exchange etc] e, naturalmente, conexão com iTunes e a loja da Apple. O conteúdo mais interessante? Aí é preciso baixar.

INTERNET E WIFI

A conexão internet [com Safári] via WiFi funcionou corretamente aqui na redação, a despeito dos comentários de consumidores nos EUA sobre o sinal fraco em iPads lá fora. A tecnologia wireless só fraquejou quando levamos o aparelho para o estúdio fotográfico, onde ficou fora do seu alcance. Entretanto, como num smartphone, a experiência online se dá de maneira mais eficaz através dos próprios aplicativos conectados, e não simplesmente pela navegação. Embora se deva dizer que o YouTube está redondinho no iPad e automaticamente passa seus vídeos em tela inteira quando se vira horizontalmente o gadget [como, de resto, em smartphones em geral]. O tablet acompanha essas viradas o tempo todo, colocando ícones e programas no sentido desejado pelo usuário conforme suas ações.

TOUCHSCREEN E TECLADO

A tela de toque é satisfatória e dá segurança ao usuário. É preciso tocar um ícone com alguma firmeza para que ele se abra. As telas são rapidamente acessáveis com uma puxada para a direita ou para a esquerda, e dentro dos aplicativos há recursos como dar dois toques a fim de acessar mais recursos ou abrir os dedos médio e indicador para aumentar a visualização. A digitação no teclado virtual não é confortável [faz até um barulhinho simpático, mas não convence]. Um apoio vendido por US$ 70 pela Apple permite acoplar um teclado semelhante ao de um desktop ao iPad, e embora só tenhamos visto esse periférico num vídeo, é bem provável que com ele a digitação tenha a ganhar. Entre os aplicativos mais interessantes do gadget, estão os ligados à leitura. Vamos a eles.

IBOOKS: SURRA NO KINDLE

O iBooks, baixável gratuitamente para o iPad, é um dos melhores programas do aparelho. A leitura dos livros é mais dinâmica que no gadget da Amazon e permite virar as páginas. No restante não é tão diferente, porque permite aumentar a fonte, marcar texto e favoritar, consultar termos no dicionário e assim por diante. Mas a apresentação da biblioteca virtual é campeã, mostrando as capas dos livros numa estante de madeira – que se vira quando vamos acessar a loja online. Perto dele, o aplicativo do Kindle [já portado para o iPad] empalidece. Verdade, o Kindle cansa menos a vista, mas é possível controlar o brilho do iPad, no fim das contas.

REVISTAS, JORNAIS, GIBIS…

Ler jornal ou revista no iPad é uma experiência multimídia completa. Os aplicativos do “New York Times” e do “USA Today” têm boa navegação e levam a links e galerias de imagens [o do NYT lembrando bem sua identidade web, contra um programinha de imagens impecável do concorrente]. Seções, reportagens e anúncios em revistas como “Men’s Health” ganham links para vídeos e compartilhamento de conteúdo na internet, ao mesmo tempo que mantêm o visual do produto físico.

O aplicativo da Marvel Comics para leitura de quadrinhos permite dar zoom em cada seção de uma página e navegar de um quadrinho a outro sem precisar ver a página toda de uma vez. E um aplicativo da série “Toy Story”, da Disney, lê em voz alta histórias para crianças, com imagens que se movem como um livro de dobraduras, ao mesmo tempo que permite colorir desenhos dos personagens, entre outras opções. O próprio usuário pode gravar a história com sua voz.

MAS… CADÊ AS MÍDIAS?

A primeira e mais gritante falha do iPad é a falta de suporte oficial a mídias removíveis. Mesmo os netbooks, mais voltados para a mobilidade, têm montes de portas USB. É um pecado o iPad não vir com uma, nem com possibilidade de uso de cartões SD. Isso sem falar da bateria embutida. A Apple, lá fora, garante um iPad novo ao consumidor se a bateria apresentar defeito. Mas não seria mais simples torná-la removível? E o Flash ainda ficou de fora da novidade, assim como o Bluetooth.

ALGEMAS DE MAÇÃ

Como sói acontecer na história do pomar de Steve Jobs e cia., o iPad é um mergulho na vida macmaníaca, talvez necessário para a turma do design, das artes gráficas, mas nem sempre para os pobres mortais. É de se imaginar o que poderia fazer um tablet movido ao sistema Android, do Google, mais aberto.

MAIS BARATO MESMO?
A US$ 500 a versão WiFi de 16GB [US$ 600 a de 32GB e US$ 700 a de 64GB nos EUA], pode-se imaginar que o iPad saia mais barato que um notebook convencional. Entretanto, se contarmos os downloads pagos [US$ 10 cada programa de escritório Apple], mais US$ 30 um apoio simples, US$ 70 um apoio com teclado, US$ 40 uma capa preta…], a coisa vai mudando de figura. Isso sem falar na versão com 3G, que chega lá fora no fim do mês – vai custar mais US$ 130 fora o plano de dados da AT&T. Aqui no Brasil essa história não vai ficar mais barata, se juntarmos à conta a segunda das duas certezas na vida: os impostos.

OS DEFEITOS JÁ APARECEM

Relatos na internet, reportados por vários sites, como a ZDnet, dão conta de que os aplicativos iWork são formatados de maneira diferente no iPad, atrapalhando a vida dos usuários. Outros relatos falam do sinal fraco do WiFi e outros ainda mencionam a falta de drivers para impressão no aparelho [bom, se não tem USB, por que teria drivers para impressoras?]. Há também um artigo do próprio suporte da Apple que recomenda tomar cuidado com o calor – nada de deixar o aparelho ao sol. Ele suportaria temperaturas entre zero e 35 graus, e se aquecer demais pode ter problemas para funcionar corretamente. Veja em
http://support.apple.com/kb/HT4109
.

CONCLUSÃO
É sedutor? Com certeza. Substitui um notebook? Não: falta a conexão real à “aldeia global”, fora da tribo da Apple. Além disso, é mais voltado para leitura e entretenimento do que para a produtividade proporcionada por um sistema mais aberto. Mas ao menos, com o iPad, a ideia de tablet mostrou a que veio.

André Machado | O Globo | 12/04/2010