Acervo vasto dá vantagem ao Kindle no mercado de e-readers


Lançado em 2007 nos EUA, o Kindle virou sinônimo de aparelho leitor de livros eletrônicos. Apesar de não ter sido o pioneiro, ele se destaca pelo acervo de mais de 450 mil publicações na loja on-line Amazon [www.amazon.com], responsável pelo produto, e pela capacidade de se conectar à internet para baixar livros e receber novas edições de periódicos, como o “New York Times”.

Antes restrito aos EUA, o Kindle passou a ser vendido internacionalmente, inclusive para o Brasil. Há duas versões: o Kindle, com tela de seis polegadas [US$ 259], e o Kindle DX, com tela de 9,7 polegadas [US$ 489].

A tela com tecnologia E Ink é, ao mesmo tempo, um trunfo e uma deficiência do Kindle: desenvolvida para emular papel de verdade, ela promete cansar menos a vista, mas só reproduz tons de cinza e não é legível no escuro.

A plataforma do Kindle não se resume ao aparelho leitor. Ela se estende aos softwares que permitem ler livros eletrônicos no computador [Windows e Mac], no celular [iPhone e BlackBerry] e no iPad.

Concorrência

Na cola do Kindle surgiram aparelhos como o Nook, da livraria Barnes & Noble, lançado em 2009 nos EUA. Além da tela de E Ink, conta com um segundo display menor, colorido.

Ele está à venda somente nos EUA, por US$ 259 [www.barnesandnoble.com/nook].

O Nook não foi tão bem recebido quanto o Kindle: houve críticas sobre a lentidão do aparelho e sobre a qualidade do software.

Folha Online | RAFAEL CAPANEMA | 10/04/2010 | 08h09

Espanha: Mais download que xerox


Editoras calculam ter deixado de receber 150 milhões de euros em 2009

Um balanço da Federación de Gremios de Editores da España conclui que a pirataria digital já é mais danosa à indústria editorial daquele país que a pirataria em papel, sobretudo no que diz respeito a livros acadêmico. Os resultados ainda não foram apresentados, de acordo com a coluna Babel, mas as editoras calculam ter deixado de receber 150 milhões de euros em 2009 devido a downloads, ante uma perda de 100 milhões de euros decorrente de fotocópias.

O Estado de S. Paulo – 10/04/2010 – Raquel Cozer e Lúcia Guimarães

Rivais do iPad vão explorar seus pontos fracos e apostar em diferenciais


Tablet da Apple deve encontrar adversários de peso até o fim do ano

Há rumores de que a Microsoft vá lançar uma prancheta eletrônica (tablet) ainda neste ano. O Courier tem duas telas - que imitam um livro - e permite acionar comandos pelo toque ou por meio de uma caneta stylus (eletrônica). O dispositivo parece reconhecer a escrita a mão do usuário, tem menos de 2,5 cm de espessura e tamanho de 12,7 cm x 17,8 cm. Em vez do Windows 7 ele usa o Tegra 2, sistema operacional do Zune HD

O iPad, prancheta eletrônica da Apple, foi lançado no dia 3 de abril, nos Estados Unidos, e já provocou uma corrida entre empresas de produtos eletrônicos para atrair a atenção dos consumidores. Uma pesquisa do instituto americano In-Stat calcula que em 2014 o mundo terá 50 milhões de tablets vendidos.
Na verdade, isso começou muito antes. Em janeiro, Las Vegas, nos Estados Unidos, sediou a CES (Feira Eletrônica de Consumo, em português), o maior evento de tecnologia do mundo, que teve as pranchetas eletrônicas e as TVs 3D como maiores destaques.

A HP, a Dell e a Sony são algumas das companhias que devem lançar até o final do ano equipamentos com a missão de oferecer algo além do que o iPad já tem, como a praticamente imbatível variedade de aplicativos – são mais de 150 mil ao todo – e explorar os pontos fracos da novidade apresentada pela Apple. O tablet não tem entrada USB, que permite a conexão rápida com outros aparelhos ou pen drive, não consegue carregar sites animados que usam o formato Flash, muito usado em sites, e não tem câmera.

Até mesmo o Kindle, leitor de livros digitais da Amazon, entrou na briga. O fato do iPad permitir a leitura de livros digitais deve forçar uma adaptação de dispositivos como o Kindle para que deixem de ser apenas leitores e passem a oferecer outro tipo de conteúdo multimídia, como jogos.

Prova disso é a compra pela Amazon da Touchco, em fevereiro. Trata-se de uma fabricante de telas coloridas ultrafinas. O negócio foi suficiente para indicar uma provável remodelação do Kindle, que no futuro próximo pode ter tela sensível ao toque e colorida. Oficialmente, a dona do Kindle disse que até dezembro seu sucesso de vendas ganhará uma loja de aplicativos.

No mundo dos leitores eletrônicos, é provável que a Sony inove com um aparelho em que funcionem os jogos do PlayStation. A base para a construção dessa novidade é o seu leitor de livros digitais, o Reader, que funciona com o sistema operacional Android, do Google, e tem três tamanhos de telas diferentes.

A Dell afirmou que seu modelo de tablet, um aparelho de cinco polegadas, vai ter funções de smartphone, diferentemente do iPad, e deverá ser lançado em parceria com uma operadora celular, no máximo, em seis meses.

Enquanto isso, a HP, maior fabricante de computadores pessoais do mundo, também lançará um dispositivo no formato de prancheta eletrônica neste ano. O produto tem mais ou menos o mesmo tamanho do iPad e será compatível com o sistema operacional Windows 7, da Microsoft, que também tem sua carta na manga, com o nome de Courier. Ele se parece mais com um jornal digital, tem duas telas – que imitam um livro – com acionamento pelo toque ou por meio de uma caneta eletrônica e parece reconhecer a escrita da mão do usuário.

Por André Sartorelli | Publicado originalmente em R7 | 10/04/2010 às 08h44