Maioria já baixou livro pirata, mostra enquete


No entanto, 30% dos participantes disseram que nunca fariam isso

Galeno Amorim informa que mais da metade dos leitores de livros eletrônicos já fez download de livro pirata, como mostra o resultado da enquete quinzenal realizada em seu blog. A maioria baixou obras pirateadas mais de uma vez. Já 30% dos participantes disseram que não o fazem e nunca o farão. A enquete dessa semana pergunta se o livro digital vai ajudar a democratizar a leitura.

Blog do Galeno – 08/04/2010 – Galeno Amorim

Logo após lançamento, Apple confirma problema em conexão do iPad


O iPad terá uma versão também com 3G, que só começará a ser vendida no final deste mês, vinculada aos pacotes da empresa AT&T. Por ora, todos os consumidores que comprarem o computador “tablet” portátil têm acesso apenas à conexão Wi-Fi.

A Folha, ao testar o aparelho no fim de semana, antecipou o problema: como o principal atrativo do iPad é a sua portabilidade [com navegação na internet], o fato de depender da conexão sem fio, que em muitos locais é fechada, reduz a sua utilidade.

Depois de usarem o aparelho por alguns dias, compradores começaram a reclamar à Apple do fato de não conseguirem conexões Wi-Fi ou de elas serem fracas e caírem com frequência. Alguns afirmaram que a conexão funciona normalmente em outros aparelhos, como o iPhone, mas não no iPad -dificuldade que a Folha também experimentou.
A Apple, em seu site, admitiu que, “sob certas condições, o iPad pode não reconectar automaticamente a uma rede Wi-Fi após ser religado ou acordado“. A empresa diz que pode ocorrer com roteadores que não são da Apple e têm capacidade para conexão em banda dupla.

Quando duas redes usam o mesmo nome ou cada uma tem configurações de segurança diferentes, o usuário pode ter dificuldade.

Mas, em vez de consertar o problema no iPad, a companhia sugere que os consumidores ajustem os roteadores, criando nomes diferentes para cada banda da rede sem fio e garantindo que elas usem o mesmo tipo de segurança [como WPA ou WPA2, por exemplo]. Por último, a Apple avisa: “Garanta sempre que o seu roteador Wi-Fi esteja atualizado“.

A Folha tentou obter uma resposta da Apple sobre outros problemas relatados por consumidores, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

FOLHA DE S. PAULO | CRISTINA FIBE DE NOVA YORK | 08 de abril de 2010

Contexto cria hotsite


A Contexto Editora entra no clima de Copa do Mundo e coloca os leitores para interagir com seus livros sobre futebol no hotsite www.editoracontexto.com.br/futebol, que está cheio de novidades literárias, vídeos, informações, promoções e um quiz. O vencedor de cada etapa semanal ganha um dos livros de futebol da editora. Ao todo são nove obras reunindo um time de autores, todos especialistas no assunto: Maurício Noriega, Marcos Guterman, Milton Leite, Mauro Beting, Marcelo Barreto, Paulo Guilherme, Sidney Garambone e Luis Augusto Simon.

Saindo do ambiente virtual, a Contexto lança no dia 13 de abril, às 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional [Av. Paulista, 2073. São Paulo/SP], os livros Os 11 maiores camisas 10 do futebol brasileiro [256 pp., R$ 35], de Marcelo Barreto; e Os 11 maiores laterais do futebol brasileiro [272 pp., R$ 35], de Paulo Guilherme.

Depois desses, a editora lançará Os 11 maiores volantes do futebol brasileiro, do jornalista Sidney Garambone; Os 11 maiores goleiros do futebol brasileiro, de Luís Augusto Simon; e Os 11 maiores centroavantes do futebool brasileiro, do narrador e apresentador do SporTV Milton Leite.

Os 11 maiores camisas 10 do futebol brasileiro
Dunga está em dúvida, mas Marcelo Barreto não. Ronaldinho Gaúcho está na seleção dos melhores camisas 10 de todos os tempos juntamente com Zizinho, Pelé, Ademir da Guia, Rivellino, Dirceu Lopes, Zico, Raí, Neto, Rivaldo e Kaká. O jornalista e apresentador Marcelo Barreto quebrou a cabeça e recorreu à infância para escolher os jogadores para o livro Os 11 maiores camisas 10 do futebol brasileiro, que lança agora. “Nos meus times de futebol de botão, o camisa 10 era a tampinha de relógio ou o galalite que melhor conseguia encobrir o goleiro com a bolinha”, relembra o autor. O autor concluiu que camisa 10, por mais paradoxal que pareça, não é uma camisa, mas uma posição. “É a cara do futebol brasileiro”. Cada história é acompanhada de uma entrevista com personalidades do esporte e ao final um posfácio escrito por Zico: O Galinho de Quintino.

Marcelo Barreto nasceu em Bicas-MG, no dia 20 de novembro de 1967. Formado em jornalismo pela PUC-MG, fez o fellowship de jornalismo da Universidade de Michigan e o MBA executivo do Coppead-Rio. Trabalhou no O Globo e no Lance!, dirigiu o Lancenet! e lançou a revista Lance!A+. Nas Organizações Globo, onde está desde 2000, foi editor-chefe do Portal do Esporte, além de editor de texto e repórter de esportes da TV Globo. Criou e chefiou o núcleo de produção do SporTV, em que hoje atua como apresentador.

Os 11 maiores laterais do futebol brasileiro
Eles são os pulmões dos times: atacam, marcam, batem faltas e fazem gols. Em Os 11 maiores laterais do futebol brasileiro, escrito pelo jornalista Paulo Guilherme, o leitor poderá conhecer os melhores laterais do país: de Djalma e Nilton Santos até Cafu e Roberto Carlos, passando pelo capitão Carlos Alberto Torres, por Nelinho, Wladimir, Júnior, Leandro, Branco e Leonardo. De meros marcadores dos pontas adversários, os laterais foram se transformando em homens de todo terreno, ampliando suas fronteiras dentro dos esquemas táticos traçados pelos treinadores. Viraram alas, assumindo também funções na armação das jogadas. Ajudaram, assim, a sacramentar a “morte” dos pontas na tática das equipes. Aproveitaram a evolução da medicina esportiva e dos métodos de preparação física para se tornarem os grandes atletas de um time. A escalação do time de Paulo Guilherme foi embasada por entrevistas que fez com outros craques como Amarildo, Pepe, Clodoaldo, Basílio e por aí vai.

Paulo Guilherme é jornalista formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Começou a carreira no Jornal da Tarde, trabalhou também em O Estado de S. Paulo e no portal PSN.com. Participou da cobertura de grandes eventos esportivos como as Copas do Mundo de 1994 e 1998, as Copas América de 1995 e 1997, a Eurocopa de 1996 e a Copa das Confederações de 1999.

PublishNews – 08/04/2010 – Redação

O hiperconto e a literatura digital


A literatura digital é aquela nascida no meio digital, um objeto digital de primeira geração criado pelo uso de um computador e [geralmente] lido em uma tela de computador. Katherine Hayles, no livro Literatura Eletrônica: novos horizontes para o literário, define-a, em poucas linhas, como “obra com um aspecto literário importante que aproveita as capacidades e contextos fornecidos por um computador independente ou em rede”.

A autora identifica diversas estéticas para este tipo de literatura, como ficção em hipertexto, ficção na rede interligada, ficção interativa, narrativas locativas, instalações, “codework“, arte generativa e poemas em Flash. No que tange ao conto, pelo menos dois gêneros despontam na Era Digital como grandes possibilidades literárias já adaptadas ao novo meio: o miniconto e o que chamamos de hiperconto.

O miniconto encontrou na Web um ambiente propício devido a extensão e aos poucos se torna parte de projetos maiores, bem definidos e acabados, como o caso de Dois Palitos, de Samir Mesquita. Utilizando o Flash, Samir põe o internauta diante de uma caixa de fósforos aberta, e cada clique nos fósforos nos apresentará um miniconto da caixa. Mais do que textos dispersos, a unidade de layout e a brincadeira com os palitos de fósforo nos põe diante de um projeto literário uno, assim como quando abrimos um livro de contos ou poesias: mesmo entendendo que os textos são independentes, sabemos que houve um cuidado de composição por parte do escritor, que de alguma forma está refletido no objeto literário.

É um bom exemplo de uma estética que chega na internet a partir do texto impresso, encontra no novo meio espaço privilegiado de circulação e aos poucos é transformado por este meio, à medida que em obras como a de Mesquita deixam de ser mero exercício de concisão e convertem-se em estética para a produção de uma obra maior, completa, multilinear.

Outra possibilidade do conto nas novas tecnologias é o conto em que o leitor participa de sua evolução através de hiperlink, gênero que estamos definindo como hiperconto.

Um bom exemplo vindo do exterior é Inanimate Alice, de Kate Pullinger, uma narrativa linear produzida em Flash em que uma menina e sua mãe procuram desesperadamente pelo pai em certa localidade da China. Publicado em outubro de 2005 no site da autora e selecionado pelo volume I da Coleção Literatura Eletrônica, organizada por Katherine Hayles em 2006, utiliza as ferramentas tecnológicas como apoio à história narrada, com áudio, fotografias, imagens em movimento, ilustrações, pequenos vídeos, mapas. Forma e conteúdo, aqui, combinam de forma perfeita, pois a vida da menina de oito anos é completamente mediada pelos meios eletrônicos, chamando a atenção do leitor para o excesso de informações a que a menina está submetida [não por acaso a tela do celular da menina é recorrente ao longo da história, convertendo-se em cursor na tela, em certo momento, simulando uma máquina fotográfica]. Essa familiaridade com os meios eletrônicos não impede que no capítulo “To do list“, quando ela digita em seu celular coisas que gostaria de estar fazendo naquele momento, mencione andar de skate, brincar numa piscina com os amigos e cuidar de um cachorro, embora lembre nunca ter tido um cachorro para cuidar, o que evidencia ser a presença constante dos eletrônicos mais do que uma opção da menina, uma contingência das circunstâncias, o que poderíamos interpretar como uma crítica à sociedade contemporânea.

Experiência brasileira semelhante é a de Mauro Paz em seu desfocado. A obra também é uma narrativa em Flash que conta a história de um jovem rapaz, seus relacionamentos fugazes, seus sonhos, seus medos, sua angústia. A rapidez dos capítulos é também a rapidez da vida particular do protagonista, e a rapidez da contemporaneidade como um todo. Formalmente, a história tem sete capítulos não lineares, cada um com um visual elaborado e completamente diferente e estratégias narrativas também distintas. Há cartas, SMS, notícias de jornal e até uma criativa lista cerebral, em que cada área do cérebro nos remete a algo que o personagem está pensando naquele momento.

Em ambos os casos, porém, a narrativa está posta e o leitor não tem o poder de interferir no rumo dos acontecimentos. Já em experiência hipertextual que desenvolvemos com alunos de um curso de extensão em Narrativas para Web, na PUCRS, criamos uma história em que há oito possíveis finais, definidos a partir da escolha do leitor em três momentos decisivos. Publicado no site HipercontoUm estudo em vermelho utiliza análise combinatória para que os finais necessariamente tenham relação com o caminho escolhido pelo leitor ao longo do texto. A história começa com um e-mail enviado pelo leitor a um detetive informando que sua irmã sumiu. A partir daí o detetive responde sempre abrindo possibilidades, e se o leitor, por exemplo, afirmar que sua irmã é uma falsa, aceitar pagar o valor exorbitante pedido pelo detetive e quando perceber a fraude em vez de chamar a polícia resolver enfrentar ele mesmo o homem, acabará descobrindo que tudo fora armado e a irmã àquela hora estará muito longe com seu amante, o detetive. Já se o leitor, achando que sua irmã é uma falsa, resolver não pagar o detetive e ainda enfrentá-lo sem a polícia, pegará ambos na cama e matará os dois.

Este tipo de texto narrativo que explora a interatividade e os hiperlinkstem sido chamado pelos norte-americanos de hiperfiction. Nesse estudo, porém, optamos por chamá-lo de hiperconto em vez de hiperficção, assim como o termo miniconto no Brasil é mais comum do que minificção, apesar de em língua inglesa ser usado o microfiction.

O hiperconto seria uma versão do conto para a Era Digital. Sendo ainda um conto, de tradição milenar, requer narratividade, intensidade, tensão, ocultamento, autoria. O texto, naturalmente, ainda deve ser o cerne do hiperconto, preservando seu caráter literário. Mas um bom hiperconto será capaz de aproveitar as ferramentas das novas tecnologias para potencializar a história que conta da mesma forma que os livros infanto-juvenis, por exemplo, têm se utilizado da ilustração. Imagens, em movimento ou não, áudios, hiperlinks, interatividade e quebra da linearidade são apenas algumas das possibilidades do hiperconto. Claro que um bom hiperconto não precisa utilizar todos esses recursos ao mesmo tempo, assim como há filmes belíssimos sem efeitos especiais.

Naturalmente, esse tipo de trabalho nada mais é do que uma tentativa de explorar as novas ferramentas tecnológicas para produzir um texto literário narrativo, e a própria intenção de criar o site Hiperconto visa atrair outros autores de obras digitais para que enviem seus links e possamos, aos poucos, ter um corpus consistente desse tipo de produção em língua portuguesa.

Por Marcelo Spalding | Publicado originalmente em Digestivo Cultural | Quinta-feira, 8/4/2010