Em um dia, mais de 300 mil iPads vendidos


A Apple anunciou ontem a venda de mais de 300 mil iPads nos Estados Unidos só no primeiro dia de vida do gadget. Outro anúncio feito pela empresa de Steve Jobs diz respeito ao número de downloads feitos pelos usuários do iPad: mais de um milhão de aplicativos e 250 mil e-books. O CEO da Apple disse que “os usuários baixaram, em média, mais de três aplicativos e perto de um livro cada um nas primeiras horas de venda do iPad”.

PublishNews | 05/04/2010

eBook, o livro sem capa


Com um número crescente de pessoas migrando para Kindles e outros leitores eletrônicos, e com a chegada do iPad da Apple ao mercado, nem sempre é possível ver o que os outros estão lendo ou mostrar nossos próprios gostos literários.

Não é possível reconhecer um livro pela capa se ele não apresentar uma.

Entre outras mudanças trazidas pela era do livro eletrônico, edições digitais estão acabando com as capas de livros.

É uma perda para editoras e autores, que apreciam propagandas gratuitas dos seus livros impressos. Se uma pessoa reparar nas sobrecapas dos livros que outras pessoas leem no avião ou no parque, ela pode decidir experimentar a leitura.

Até mesmo na era digital, editoras acreditam que livros necessitam de representações gráficas – nem que seja apenas para a campanha de marketing online. Apesar do formato, “todos parecem precisar do que conhecemos como uma capa para identificálos”, diz Chip Kidd, diretor de arte associado da Alfred A. Knopf. Kidd desenvolveu mais de mil sobrecapas para autores.

A indústria musical passou por uma transição semelhante quando aparelhos digitais de música apareceram, mas saiu dessa encontrando novas formas de exibir a arte das capas de CDs em sites onde as músicas são compradas e nas telas de iPods onde elas são executadas.

Editoras já tiveram alguma experiência em adaptar sobrecapas de livros para o mundo digital, já que agora muitas pessoas compram pela internet até as cópias impressas.

– Geralmente recebemos pedidos para aumentar as letras – conta Mario J. Pulice, diretor de criação da subdivisão de comércio para adultos da Little, Brown & Co. – Porque quando está na Amazon, você não consegue ler o nome do autor.

Já que as editoras examinam propagandas direcionadas no Google e outros mecanismos de busca ou sites de redes sociais, elas esperam que uma capa digital continue a melhor maneira de representar um livro.

Alguns leitores esperam que os produtores de aparelhos eletrônicos acrescentem funções que permitam que os usuários espalhem o que eles estão lendo.

– As pessoas gostam de ostentar o que estão fazendo e o que gostam – observa Maud Newton, blogueiro famoso de livros. – Então, consequentemente, haverá uma forma de as pessoas fazerem isso com leitores eletrônicos.

Por enquanto, muitas editoras contam com a influência do Facebook.

– Antes, você podia ver três pessoas lendo um determinado livro no metrô – conta Clare Ferraro, presidente de Viking and Plume, editora do Penguin Group USA. – Agora você se conectará ao Facebook e verá que três dos seus amigos estão lendo o livro.

Jornal do Brasil – The New York Times – 05/04/2010

Pesquisa mostra que brasileiros desconhecem leitura eletrônica


O advento do livro digital parece ser uma realidade distante da população brasileira. Com mais de 190 milhões de pessoas, o Brasil possui, em todo o seu território, 95 milhões de leitores. Deste total, apenas 3% têm o hábito da leitura digital, o que corresponde a 4,6 milhões de pessoas, o que mostra o quanto esse costume ainda precisa ser difundido. Os dados são de uma pesquisa do Observatório do Livro e da Leitura, que traçou um perfil do leitor de mídias digitais.

A pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros ainda desconhece o leitor de livros digitais, mais conhecido como e-reader, além de não saber como acessar o conteúdo na internet. A comodidade do livro em papel, como manuseio e transporte, também foram fatores considerados determinantes na pesquisa, para que a população ainda rejeite o livro digital.

De acordo com Galeno Amorim, diretor do Observatório do Livro e da Leitura e autor da pesquisa, o livro digital vai beneficiar não somente a massa de leitores brasileiros, mas também as 77 milhões de pessoas que não cultivam o hábito da leitura. Segundo ele, a leitura  digital vai fazer com que todas as classes sociais possam ter acesso a livros dos mais variados temas e valores, além de disponibilizar títulos que não estão mais no mercado.

Ainda segundo a pesquisa, o maior atrativo do livro digital é o valor. Os entrevistados fizeram questão de ressaltar que o conteúdo disponibilizado na internet deve custar ¼ do preço de capa. Sendo assim, um livro cujo preço é R$ 90 deve sair, na internet, por R$ 20.

Costumo baixar livros na internet porque faço isso gratuitamente. Se tivesse que pagar, compraria o livro impresso, até por uma questão sentimental“, afirma a estudante de Marketing Carolina Aguiar, de 21 anos.

Perfil dos leitores
– Leitores de livros digitais lêem, em média, 97 minutos por semana
– 1/3 lê diariamente, 1/3 lê uma vez por semana e 1/3 lê uma vez por mês
– 7 milhões de brasileiros, em sua maioria jovens entre 14 e 17 anos, baixam livros gratuitamente pela internet
– Leitores brasileiros rejeitam, inicialmente, o livro digital por dificuldade de manuseio, dificuldade de transporte do computador e afeição pelo livro em papel

Angélica Paulo – O Dia Online – 05/04/2010

Apple vende 300 mil iPads na estreia e prevê 7 milhões no ano


A Apple vendeu mais de 300 mil iPads no primeiro dia de disponibilidade do aparelho nas lojas dos EUA, no sábado, conforme comunicado divulgado pela companhia na manhã de segunda-feira.

O número fornecido pela empresa inclui as encomendas feitas pela internet. Mais de 1 milhão de aplicativos e cerca de 250 mil livros digitais para o aparelho foram baixados da internet na estreia. “Eu me sinto bem de ver o iPad lançado no mundo – isso será uma mudança de jogo“, afirmou Steve Jobs, o executivo chefe da Apple, em nota.

O equipamento, que se destaca pela função de leitor digital, tenta misturar atributos do laptop e do smartphone. Deste modo, além de baixar livros para leitura eletrônica, permite o acesso à internet via wi-fi e utiliza uma interface sensível ao toque. Uma das críticas ao iPad, no entanto, envolve a falta do acesso a sites de vídeos, como o YouTube.

O aparelho, que foi lançado para competir com o Kindle, da Amazon, mede cerca de 25 centímetros, pesa menos de 700 gramas e custa a partir de US$ 499.

As projeções da empresa para as vendas do iPad neste ano apontam para até 7 milhões de unidades. No próximo mês, está previsto também o lançamento da versão 3G do aparelho, que deverá custar cerca de US$ 800.

Em 2008, a Apple vendeu 1 milhão de iPhones 3G no primeiro fim de semana de disponibilidade ao mercado. Em 2007, demorou 74 dias para que a companhia conseguisse vender 1 milhão dos iPhones originais.

As vendas do iPad na estreia corresponderam às expectativas de alguns analistas e as ações da Apple registravam alta de 0,48% em Wall Street.

Vanessa Dezem – Valor Online – 05/04/2010

Livro digital promete democratizar acesso, defende entidade


Dados do Observatório do Livro e da Leitura indicam que pelo menos 3% dos leitores brasileiros são adeptos de mídias digitais. O número corresponde a 4,7 milhões entre os 95 milhões das pessoas que têm o hábito de ler.

Segundo a entidade, a tecnologia pode representar a democratização da leitura, porém o mercado ainda mostra-se receoso.

O livro digital pode trazer uma contribuição formidável para a sociedade na medida em que o livro se torne mais acessível às massas“, explicou o diretor do Observatório do Livro e da Leitura, Galeno Amorim durante o encerramento do 1º Congresso Internacional de do Livro Digital no Brasil, realizado em São Paulo.

Segundo ele, no Brasil 77 milhões de pessoas não têm o hábito de ler livros por razões econômicas e sociais. “É importante ressaltar que o livro digital é uma oportunidade tanto para os ricos quanto para os pobres: se por um lado vamos democratizar o livro para todas as classes, também vamos disponibilizar títulos que não estão mais disponíveis no mercado.

No momento, a nova tecnologia ainda desperta incertezas no mercado. O gerente de Comunicação e Serviços da Câmara Brasileira de Livros [CBL], Nilson Hashizumi, disse que mesmo com o crescimento deste setor [em 2009 foram vendidos 333 milhões de exemplares, representando um volume de R$ 3,3 bilhões] os editores de livros estão receosos sobre o futuro da leitura digital.

De um modo geral, os editores temem que com o mercado de livros aconteça o mesmo que ocorreu com o mercado fonográfico“, disse Hashizumi. Para Galeno, o livro digital “traz riscos, mas também oportunidades de negócios”.

A crise econômica ajudou os livros digitais na Califórnia, por exemplo: o governo decidiu só comprar livro digital para economizar“, disse.

Galeno explicou que o comércio digital não se resume às livrarias. “As bibliotecas também serão digitalizadas e estes espaços tendem a se tornar centros de cultura. Este novo advento não significa que será o fim do livro em papel“.

Agência Brasil – 05/04/2010