Wikipédia impressa


Livros feitos com conteúdo da wikipedia será impresso sob demanda pela Singular

A loja Singular, da Ediouro, tem planos de começar a pôr nas livrarias em maio os frutos mais bem-sucedidos de uma parceria recente com a empresa alemã PediaPress, que desenvolveu uma tecnologia com a qual o usuário monta livros usando conteúdo da Wikipédia. Quem organiza os artigos tem o nome estampado na capa, mas não recebe nada caso alguém venha a comprar o volume, impresso sob demanda. De acordo com a coluna Babel, a Singular tem os direitos de distribuição de títulos do gênero na América Latina, porém as vendas ainda são inexpressivas. Em março, foram vendidos só 30 volumes – os “hits” são guias de turismo e títulos sobre a Copa do Mundo. O valor varia conforme a quantidade de páginas – um livro de 200 páginas, por exemplo, sai por R$ 30. A empresa admite que é preciso pensar numa “estratégia de preços mais competitiva”.

O Estado de S. Paulo – 03/04/2010 – Raquel Cozer

Como o iPad se compara a aparelhos rivais?


A Apple diz que o iPad representa uma nova categoria de aparelhos eletrônicos voltados para o consumidor, ideal para assistir vídeos, surfar na internet e ler livros eletrônicos. Veja como ele se compara a outros gadgets com acesso à internet que as pessoas já conhecem:

iPad x laptop
O iPad é mais fácil de guardar e carregar que a maioria dos laptops. Ele pesa apenas 680 gramas, contra alguns quilos da maiores dos laptops. Com 1,25 centímetros de espessura, ele também é mais fino que um notebook. Mas com capacidade máxima de apenas 64 GB, não pode armazenar tanta fotos, filmes e músicas. O ipad traz apenas um teclado virtual, na tela sensível ao toque, mas a Apple venderá um adaptador para um teclado físico.

iPad x netbook
Laptops menores, conhecidos como netbooks, sam chips menos poderosos e, com isso, não suportam bem vídeos e outras tarefas que exigem muito poder de processamento. O iPad usa um novo chip criado pela Apple que, segundo Steve Jobs, é extremamente rápido.

iPad x smartphones
Navegar na internet, assistir vídeos e ler livros é mais confortável num grande iPad que num pequeno smartphone. A tela do iPad tem 9,7″ [24,6 centímetros] na diagonal, quase três vezes mas que o iPhone, com 3,5″ [8,9 centímetros]. No entanto, se o iPad tem um microfone e pode funcionar com serviços baseados na internet, como o Skype, ele não é um telefone. E não cabe no seu bolso, como o iPhone.

iPad x e-readers
Usar a tela sensível ao toque do iPad para comprar livros e lê-los é muito rápido comparado a navegação exigida pelo Kindle, da Amazon, com seus botões físicos. Mas a tela do iPad brilha, cansando mais os olhos que outros e-readers que usam “tinta eletrônica” em tons de cinza, imune a reflexos.

O Globo – 03/04/2010

iPad sai do forno


A espera terminou. No sábado 3, o iPad, equipamento eletrônico da Apple que permite acessar a internet, ver vídeos, ouvir músicas, receber e enviar e-mails, organizar fotos, jogar games e ler livros, chegou aos consumidores nos Estados Unidos. Não houve o mesmo frenesi verificado no lançamento do iPhone, quando os clientes formaram filas intermináveis diante das lojas, mas a Apple tem um novo best-seller nas mãos.

As vendas do tablet de Steve Jobs devem chegar a cinco milhões de aparelhos em 2010, segundo as estimativas mais otimistas. E os exageros já começaram. A revista norte-americana Wired, uma das mais influentes do mundo, estampou uma capa dizendo que o iPad vai mudar o mundo.

Certo, por enquanto, é que o iPad, assim como o Kindle, da Amazon, promete reinventar o setor de editoras de livros. De acordo com a consultoria PricewaterhouseCoopers, o faturamento mundial dos livros impressos deve cair de US$ 72,6 bilhões em 2009 para US$ 71,9 bilhões em 2013. As vendas dos livros digitais [e-books] deverão crescer de US$ 1,1 bilhão para US$ 4,1 bilhões no mesmo período. A expectativa é de que o toque de midas de Jobs possa fazer esse número crescer ainda mais.

No Brasil, as editoras têm certeza que o livro eletrônico veio para ficar. Ainda assim, muitas resistem a abraçar a novidade. Eis um rápido retrato de um mercado dividido. De um lado, a Ediouro e a Zahar apostam que 2010 será o ano do livro eletrônico no País. De outro, muitas, como a Record e a Intrínseca, observam, ainda cautelosas, a inevitável ascensão dos e-books.

Espero um crescimento forte já no segundo semestre deste ano”, disse à Dinheiro Newton Neto, diretor da Singular, braço da Ediouro dedicado às novas tecnologias, que promete fechar 2010 com a oferta de dez mil títulos no formato digital. “Esse é um caminho sem volta, mas o momento ainda é de muito incerteza”, pondera.

O presidente da Record, Sérgio Machado, garante que a adaptação da maior editora brasileira será rápida. “Boa parte do nosso catálogo, que passa de seis mil títulos, já está neste formato.” A divisão das editoras reflete uma incerteza mundial. Mas observem o que diz Juergen Boos, diretor da feira de Frankfurt, o principal evento do mundo para o setor editorial. “O livro eletrônico e a internet são uma grande oportunidade, e não uma ameaça às editoras”, afirmou à Dinheiro. “Na verdade, as editoras estão prestes a viver uma nova era de ouro.

Apesar das incertezas, as editoras já estão se preparando. “Desde o ano passado, fomos em busca da atualização dos contratos para os livros digitais”, conta Juliana Cirne, porta-voz da Intrínseca, que tem apenas 50 títulos em seu acervo, mas entre eles os sucessos da série Crepúsculo. A medida faz sentido.

O escritor brasileiro Paulo Coelho, por exemplo, que era detentor dos direitos digitais de seus livros, fechou um contrato de exclusividade com a Amazon pelo qual receberá 37,5% do valor de cada livro vendido, quase quatro vezes mais do que um autor costuma receber quando um título seu é vendido em uma livraria tradicional. Outro risco, para as editoras, está na pirataria. Afinal, o compartilhamento gratuito de livros protegidos com direito autoral na rede já é uma realidade. Apenas entre agosto do ano passado e janeiro de 2010, a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos [ABDR] tirou do ar mais de 15.700 links que permitiam o download ilegal de livros de editoras associadas à entidade. “É como enxugar gelo”, resume Mariana Zahar, diretora-executiva da Zahar.

Até o fim de abril, a editora oferecerá 300 títulos do seu catálogo no formato digital. “Precisamos dar ao consumidor ao menos a opção de comprar o nosso livro da maneira que lhe for mais conveniente.” Assim como o iPod, que revolucionou o mercado de música digital, o iPad chega para balançar as editoras. Quem não se adaptar já sabe o risco que corre.

Bruno Galo – Isto É Dinheiro – 03/04/2010

Duelo entre Kindle e iPad leva a aplicativo da Amazon “infiltrado”


Um aplicativo da Amazon para o iPad chegou à loja virtual da Apple horas antes da chegada do tablet da empresa de Steve Jobs aos consumidores, que ocorre neste sábado [3].

O software permite que os usuários do tablet também leiam livros direcionados ao leitor eletrônico Kindle, da Amazon, considerado justamente seu rival.

Isso parece representar uma cautelosa aceitação pela Amazon do ditado “Se não se pode vencê-los, junte-se a eles“.

O tablet iPad, da Apple (dir.) e o rival Kindle, da Amazon (esq.), que competem no mercado de e-books

Apesar de analistas indicarem que o Kindle, especialmente em seu mercado de menor porte, não deveria ser substituído pelo iPad, a livraria virtual Amazon mostrou não querer arriscar.

Afinal, ao menos é certo que a Apple é boa em chamar a atenção. Desde o fim de agosto de 2009, o mercado se agitou com rumores sobre o lançamento do produto pela empresa.

Tanto que, durante a feira de tecnologia Consumer Electronics Show [CES], em Las Vegas, várias empresas resolveram mostrar tablets concorrentes.

Além disso, no princípio, a própria Amazon reagiu, abrindo o Kindle para aplicativos e oferecendo mais dinheiro para autores e editoras.

No meio do caminho, a Amazon também internacionalizou seu modelo grande, o DX, de tamanho parecido ao do iPad.

Está disponível na loja virtual da Apple um aplicativo da Amazon para ler livros voltados ao Kindle

Folha Online | 03/04/2010 | 08h33