Primeiro Congresso do Livro Digital será de 29 a 31 de março, em SP


De 29 a 31 de março, São Paulo será sede do 1º Congresso do Livro Digital, organizado pela CBL [ Câmara Brasileira do Livro ] em parceria com a Frankfurter Buchmesse, e co-realizado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

O encontro será no hotel Maksoud Plaza. Durante os três dias, estão previstos conferências e workshops com participação de editores, livreiros, autores, gerentes de marketing, executivos da área de negócios e conteúdo digital, profissionais de TI, advogados especializados em direito autoral e demais profissionais interessados em buscar novas possibilidades de negócios em meio à era digital.

A CBL dará outras informações sobre o congresso pelo tel. 0/xx/11/069-1300 ou e-mail digital@cbl.org.br.

Livraria da Folha – 12/02/2010 – 22h01

iPad, outra novela


A Apple Inc. e a Adobe Systems Inc. costumavam ser boas parceiras, mas começaram a se afastar cada vez mais desde que a fabricante americana de computadores anunciou o “tablet” iPad. Embora o diretor-presidente da Apple, Steve Jobs, tenha anunciado que o iPad vai revolucionar a navegação na internet, o aparelho não é compatível com a onipresente tecnologia de vídeo Flash, da Adobe. Depois que essa informação foi divulgada, a ação da Adobe caiu 3%. Numa reunião interna, Jobs disse a seus empregados que o Flash é cheio de “bugs”. A Adobe, por sua vez, reagiu com textos em seu blog. A Adobe também afirma que desenvolveu uma versão do Flash que é compatível com o iPad. O único obstáculo remanescente é que “é preciso ter a cooperação da Apple para levar o programa ao aparelho“, diz Kevin Lynch, diretor de tecnologia da Adobe.

Valor Econômico – 12/02/2010 – Por Ben Worthen e Yukari Iwatani Kane, The Wall Street Journal

Debate on-line sobre o design do livro digital


O Digital World Book promove na próxima terça-feira, dia 16 de fevereiro, pela internet, a discussão sobre o tema: Projetando para Kindle e ePub, com Joshua Tallent, proprietário da eBook Architectss e autor do livro Kindle Formatting: The Complete Guide, e Matthew LeBlanc, gerente de produção e pré-impressão da Adams Media. Em pauta, informações sobre os formatos Kindle e ePub, processos de conversão e outros temas. O objetivo do debate é garantir aos livros digitais a mesma qualidade dos impressos. A participação é gratuita e o debate, em inglês, começa às 16 horas. Clique aqui para mais informações e para se inscrever.

PublishNews – 12/02/2010

Google volta a defender acordo para digitalização


O Google argumentou de forma veemente e eloquente que o acordo a que chegou com a Authors Guild para digitalizar milhões de livros é legal e contribuirá para o conhecimento humano.

O ambicioso plano do Google foi elogiado por expandir o acesso aos livros, mas o Departamento da Justiça dos Estados Unidos o criticou em 4 de fevereiro por diversos motivos, argumentando que constituía uma potencial violação de leis antitruste e de direitos autorais.

O Google discordou, afirmando na quinta-feira [11] que o acordo reformulado respeita as leis. “Com uma possível exceção significativa, as partes tentaram implementar todas as sugestões que os EUA [Departamento da Justiça] fizeram em seus comentários de setembro“, afirmou o grupo líder em buscas na Web.

A exceção foi uma decisão de manter os livros como parte do projeto, a não ser que os autores peçam especificamente a exclusão. Localizar todos os autores em questão e conseguir que assinem autorização para o programa “evisceraria os propósitos do acordo reformulado”, afirmou a companhia.

O Google também argumentou que o acordo não prejudicará as bibliotecas e que não vai impor qualquer obstáculo a outros grupos interessados em digitalizar livros.
“O acordo permitirá que as partes tornem disponíveis para pessoas de todo o país milhões de livros que estão fora de catálogo”, afirmou o Google em sua petição. “É esse exatamente o tipo de inovação benéfica que as leis antitruste foram criadas para encorajar, e não frustrar.”

O Google também criticou empresas rivais, apontando para o fato de que a Microsoft havia abandonado seu projeto com relação a livros.

Concorrentes como a Amazon.com despertam ansiedades sobre a potencial posição de mercado do Google, mas ignoram seu próprio domínio inabalável do mercado“, afirmou o Google em sua petição.

A Open Book Alliance, formada por rivais empresariais do Google, algumas bibliotecas, grupos de escritores e outros consórcios de digitalização de livros, rejeitou os argumentos do Google.

Apesar das manobras dos advogados do Google, o acordo revisto ainda oferece ao gigante das buscas e da publicidade online acesso exclusivo a livros que a empresa escaneou ilegalmente em detrimento de consumidores, autores e da competição“, afirma o grupo em comunicado.

Um juiz norte-americano marcou uma audiência sobre o acordo do Google para 18 de fevereiro.

O acordo modificado foi acertado para resolver um processo coletivo aberto contra o Google por autores e editores que acusaram a empresa de infração de direito autoral ao escanear livros de bibliotecas de quatro universidades e da Biblioteca Pública de Nova York.

O Departamento de Justiça dos EUA recomendou em setembro que o novo acerto fosse rejeitado. Diante dessa e de outras oposições, o Google e o grupo de autores e editores fizeram uma série de mudanças ao acordo em novembro que não conseguiram eliminar as críticas ao projeto.

Reuters – 12/02/2010

Maior editora alemã entra na onda de cobrar por jornal on-line


A Axel Springer, maior editora da Alemanha, anunciou mudanças em seu modelo de negócios.

Após informar que dois de seus jornais, o “Berliner Morgenpost” e o “Hamburger Abendblatt”, passarão a cobrar por seu conteúdo on-line, ela deu início às vendas de assinaturas de seus tabloides “Bild” e o “Die Welt” só para para usuários do iPhone, o celular da Apple que navega pela internet.

Antes, o modelo de negócio da Axel na internet baseava-se em gerar tráfego com visitantes em seus sites para, com isso, atrair anunciantes –modelo mais comum no setor.

Com a mudança, a editora se junta ao time de publicações como “New York Times”, “Wall Street Journal”, “Financial Times”, “Le Figaro” e “L’Express”, que decidiram cobrar pelo conteúdo disponível em seus sites.

Para o presidente do grupo britânico “Financial Times”, John Ridding, essa estratégia já mostra sinais positivos.

Pela primeira vez, a receita gerada pela venda de conteúdo foi maior que a de publicidade on-line, após um reajuste do preço de capa do jornal e o aumento de assinantes do site.

“Não dá para continuar sendo um “New York Times” a menos que se descubra nova fonte de receita”, diz James McQuivey, analista do Forrester Research. Para ele, os custos da produção jornalística precisam ser remunerados na web, ou os jornais terão prejuízos.

Já Mike Simonton, da Fitch Ratings, crê que os grandes jornais só terão sucesso na cobrança de conteúdo on-line se conseguirem deixar claro aos assinantes que a produção de reportagem exclusiva tem custos e que o pagamento é uma forma não só de remunerar esse investimento como reforçar a independência dos veículos.

Folha de S. Paulo – 12/02/2010 – 09h07

Contra a pirataria de livros


A ABDR, a Associação Brasileira dos Direitos Reprográficos, não arrefece na sua guerra contra a pirataria nos livros. Nos últimos seis meses, descobriu nada menos do que 15 mil links para piratear livros na internet. Nove entre cada dez deles foram retirados do ar após notificados.

Revista do Observatório do Livro e da Leitura | Edição 135 | De 12 a 18/02/2010

Leitor multimídia é o que mais atrai


Para 41% dos internautas, a facilidade de várias tecnologias num só aparelho é o motivo principal que os faria trocar o livro de papel pelo livro eletrônico. Já para 12%, o preço das obras é o fator mais importante nessa decisão. O mesmo número de pessoas apontou a praticidade na compra de títulos como diferencial, de acordo com a enquete quinzenal realizada aqui pelo Blog.

Revista do Observatório do Livro e da Leitura | Edição 135 | De 12 a 18/02/2010