Referências online no século 21


Minutos após o anúncio da morte do escritor americano J.D. Salinger, na quinta-feira, o verbete dedicado a ele na Wikipédia já incluía, ao lado da data de nascimento, a nova informação. Não é algo que surpreenda hoje, mas, quando a enciclopédia colaborativa surgiu na rede, em janeiro de 2001 – como uma espécie de continuação do ambicioso projeto iluminista de reunir todo o conhecimento -, a proposta de voluntários adicionarem conteúdo tornou-se alvo de críticas. Parte delas veio de editores da Encyclopedia Britannica, publicada desde 1768 e a mais antiga em língua inglesa ainda em impressão. A rejeição não era ao meio, a internet – no mesmo ano a Britannica estreou a sua versão online -, mas ao fato de a Wikipédia dar ao usuário o poder de manipular informações. A polêmica se estendeu por anos e, em 2006, a revista Nature fez um teste. Pediu a 42 especialistas que analisassem 50 artigos científicos das duas publicações. A conclusão: a Wikipédia tinha média de quatro inconsistências por verbete, ante três da Britannica. “Empate técnico”, decretou a Nature.

O Estado de S. Paulo – 30/01/2010 – Por Raquel Cozer

Na onda digital


Desde o último dia 15 de janeiro, os Cool-ers, aparelhos de leitura virtual utilizados pela empresa Gato Sabido, estão sendo entregues pelo país. Hoje, o site tem cadastradas 200 publicações, mas este número vai subir para três mil em fevereiro. Até agora, o volume mais vendido é O andar do bêbado, da editora Zahar. “Os números ainda não são expressivos. Mas sei que o volume que vendi é similar ao de uma livraria convencional”, diz Carlos Eduardo Ernanny, da Gato Sabido. Outro sucesso da empresa é o conto O zen na arte de apertar baseados, de Nelson Motta. Seu preço, R$ 1, é uma amostra das possibilidades da loja: o usuário pode comprar histórias curtas em vez de um livro inteiro, mais ou menos como ocorre entre canções e discos no caso do MP3. “Muita gente não escreve pela dificuldade de publicar seu livro, então criamos uma seção para dar uma chance a esse pessoal”, diz Ernanny. A Gato Sabido, porém, ainda tem uma forte concorrência pela frente.

O Globo – 30/01/2010 – Por Redação

O caminho dos eBooks, da magia à revolução


Duas palavrinhas martelam nas mentes dos entusiastas tecnológicos desde quarta-feira. “Revolucionário” e “mágico”, disse Steve Jobs, o todo poderoso CEO da Apple, ao anunciar o lançamento do iPad, um tablet que engloba, num só aparelho de menos de 10 polegadas, música, vídeos, internet, aplicativos e livros. Para o mercado editorial, a discussão proposta pelo iPad está relacionada à possibilidade de seu proprietário comprar livros pela rede e lê-los da mesma forma como faz com as obras físicas. O que está em jogo, para muitos, é o suposto fim dos livros em papel. “O livro físico tem o seu charme particular e único: questão de cheiro, textura, portabilidade absoluta, envelhecimento, pregas, manchas. Gosto disso. Uma relação física é muito mais prazerosa do que uma relação virtual”, diz a portuguesa Inês Pedrosa, autora de A eternidade e o desejo. “Quem gosta de livros vai continuar a lê-los”, acredita Milton Hatoum, autor de Cinzas do norte.

O Globo – 30/01/2010 – Por André Miranda

Na onda digital


Desde o último dia 15 de janeiro, os Cool-ers, aparelhos de leitura virtual utilizados pela empresa Gato Sabido, estão sendo entregues pelo país. Hoje, o site tem cadastradas 200 publicações, mas este número vai subir para três mil em fevereiro. Até agora, o volume mais vendido é O andar do bêbado, da editora Zahar. “Os números ainda não são expressivos. Mas sei que o volume que vendi é similar ao de uma livraria convencional”, diz Carlos Eduardo Ernanny, da Gato Sabido. Outro sucesso da empresa é o conto O zen na arte de apertar baseados, de Nelson Motta. Seu preço, R$ 1, é uma amostra das possibilidades da loja: o usuário pode comprar histórias curtas em vez de um livro inteiro, mais ou menos como ocorre entre canções e discos no caso do MP3. “Muita gente não escreve pela dificuldade de publicar seu livro, então criamos uma seção para dar uma chance a esse pessoal”, diz Ernanny. A Gato Sabido, porém, ainda tem uma forte concorrência pela frente.

O Globo – 30/01/2010

O caminho dos eBooks, da magia à revolução


Duas palavrinhas martelam nas mentes dos entusiastas tecnológicos desde quarta-feira. “Revolucionário” e “mágico”, disse Steve Jobs, o todo poderoso CEO da Apple, ao anunciar o lançamento do iPad, um tablet que engloba, num só aparelho de menos de 10 polegadas, música, vídeos, internet, aplicativos e livros. Para o mercado editorial, a discussão proposta pelo iPad está relacionada à possibilidade de seu proprietário comprar livros pela rede e lê-los da mesma forma como faz com as obras físicas. O que está em jogo, para muitos, é o suposto fim dos livros em papel. “O livro físico tem o seu charme particular e único: questão de cheiro, textura, portabilidade absoluta, envelhecimento, pregas, manchas. Gosto disso. Uma relação física é muito mais prazerosa do que uma relação virtual”, diz a portuguesa Inês Pedrosa, autora de A eternidade e o desejo. “Quem gosta de livros vai continuar a lê-los”, acredita Milton Hatoum, autor de Cinzas do norte.

André Miranda – O Globo – 30/01/2010