Apple deve desagradar os editores


Anteriormente no Publishing Perspectives, alertei que o lançamento do tablet da Apple provavelmente seria uma revolução na computação e não na leitura. Retiro o que eu disse: o iPad não é nem mesmo uma revolução em computação, é meramente um incremento. Dito isto, ironicamente, suas limitações podem torná-lo um dispositivo muito melhor para leitura do que se poderia ter pensado inicialmente. Como muitos já devem ter observado, há muitas coisas para não se gostar no iPad, mas, surpreendentemente, são essas falhas que o tornam uma melhor plataforma para leitura. Sem suporte para vídeo em Flash, não existe a possibilidade instantânea de navegar para fora do texto e ele acaba retendo a atenção do leitor na própria história. E isso pode ser algo sobre o qual os editores talvez não queiram ouvir no momento, já que para justificar os altos preços eles têm investido em livros digitais ‘reforçados’ com material multimídia. Todo esse material como vídeos, músicas e entrevistas pode ajudar a vender os livros, mas não tem relação com a experiência de ler o livro em si. Portanto, deveria estar nos sites e não aparecendo na tela enquanto se lê a obra. A Apple é mestre em simplificar coisas e torná-las atrativas. Agora que ela está no negócio do livro será apenas um salto para que se torne uma editora. Dado o grande número de entusiastas da empresa, com seus iPhones onipresentes, basta adicionar algumas funcionalidades ao iWorks e permitir aos usuários converter documentos e imagens em um livro digital para que ela comece a editar e vender. Você pode imaginar a satisfação de ligar o seu iPad, abrir um arquivo e apertar apenas um botão para “publicar” seu novo eBook? Seria difícil resistir à tentação. Leia o artigo completo de Edward Nawotka.

Publishing Perspectives – 29/01/2010 – Por Edward Nawotka

Livro eletrônico?! Eu, hein…


O povo do livro não anda lá muito interessado em trocar pra valer o velho e bom livro, impresso há 500 anos em papel, pelo suporte eletrônico. Só 7% parecem dispostos a isso, enquanto 12% garantem que pretendem ler nos dois formatos. Apenas 3% dizem que já trocaram. Porém, uma esmagadora maioria – 73% – não quer nem saber da história. Este é o resultado da enquete promovida na última quinzena pelo Blog do Galeno.
Agora, a pergunta é outra: o que poderia levá-lo a aderir ao livro eletrônico? Vamos lá, participe!

Revista do Observatório do Livro e da Leitura – De 29/01 a 04/02/2010