iPad não deve substituir Kindle por enquanto, dizem analistas


O interesse do mundo dos eletrônicos se transferiu da Amazon para a Apple, com o lançamento do tablet iPad. Analistas dizem, no entanto, que o Kindle, produzido pela maior rede de varejo eletrônico do mundo, está seguro em seu mercado de menor porte. Ao menos por enquanto.

Os observadores do setor vinham especulando há meses sobre a possibilidade de que o novo tablet da Apple roubasse uma fatia do mercado do Kindle, vendido a US$ 259. O dispositivo, produto de maior venda na Amazon, foi lançado no final de 2007.

Mas esses temores parecem ter se provado exagerados, e as ações da Amazon fecharam em alta de 2,74% na Nasdaq na quarta-feira e nesta quinta-feira se valorizavam em 1,4%.

; aparelho não deve substituir o Kindle.”]Eles [a Amazon] não precisam se preocupar com uma queda súbita no mercado de seu produto devido a uma migração coletiva para o iPad“, disse James McQuivey, analista da Forrester Research.

A Amazon ainda tem um ano de prazo para demonstrar sua capacidade de ficar à frente da Apple, mas se não o fizer a Apple dentro de um ano terá novas soluções de conteúdo prontas para lançamento“, acrescentou. “E quando isso acontecer, ela se tornará uma ameaça, caso a Amazon não tenha respondido.

James Friedland, analista da Cowen & Co., concordou. “Isso não muda o jogo“, disse ele. “Mas ainda assim a Apple é um concorrente formidável e nossa opinião é de que ao longo do tempo Apple e Amazon emergirão como líderes [nos livros eletrônicos].

O Kindle deve continuar a ser o aparelho preferencial para os leitores ávidos, dizem os analistas, devido à sua tecnologia e-Ink, que minimiza o cansaço da vista, e à formidável seleção de livros. Já o iPad tem tela iluminada, o que torna a leitura mais difícil.

Jeff Bezos, presidente-executivo da Amazon, defende há muito a posição de que o Kindle serve à leitura de livros, revistas e jornais, e não servirá de degrau para um produto de recursos mais amplos, semelhante a um computador, como o que a Apple lançou.

da Reuters, em San Francisco e Nova York – 28/01/2010 – 16h55

iPad versus Kindle


O minicomputador tablet da Apple, o iPad, lançado nesta quarta-feira (27); aparelho não deve substituir o Kindle.

Analistas acreditam que o Kindle não será afetado a curto prazo pela chegada do iPad. Mas o fato é que, ao criar uma loja de eBooks e um programa para leitura no tablet, a Apple botou seu pezinho em um mercado atualmente dominado pela Amazon.

Por isso, embora não sejam concorrentes diretos, é provável que muitos consumidores acabem optando por um ou outro na hora de decidir o que fazer com seu salário. Veja aqui uma comparação entre os dois dispositivos, levando em conta cinco quesitos.

1 – Preço

Vencedor: Kindle

A versão mais barata do Kindle custa 259 dólares. É bem menos do que os 499 dólares do modelo mais básico do iPad. Mas vale observar que o Kindle mais barato tem tela de apenas seis polegadas. O Kindle DX, que tem tela de tamanho similar à do iPad, custa 489 dólares, apenas 10 dólares a menos do que o tablet da Apple. Ainda assim, pequena vantagem para a Amazon.

2 – Interface de leitura

Empate

A tela do Kindle, baseada na tecnologia de tinta eletrônica E-Ink, é confortável para ler durante horas e horas. Mas não dá pra esquecer que é uma tela preto-e-branco, adequada para ler romances e pequenos artigos.

E no caso de revistas com fotos e livros científicos com gráficos? Aí, a tela colorida do iPad é uma opção melhor, ainda que, em tese, canse mais os olhos devido à tecnologia LCD. Nesse quesito, portanto, o melhor aparelho depende muito do perfil de leitura de cada usuário.

3 – Oferta de livros

Vencedor: iPad

Um detalhe importante nesse quesito é que existe um aplicativo da Kindle Store para iPhone. Como todos os programas de iPhone rodam também no tablet, será possível comprar livros na loja da Amazon diretamente pelo iPad. Assim, o iPad terá não só terá sua própria loja, a iBooks Store, como também poderá receber livros da Kindle Store.

4 – Bateria

Vencedor: Kindle

A Apple promete 10 horas de bateria para o seu iPad. O valor é bem menor dos sete dias de uso que a bateria do Kindle proporciona, segundo a Amazon.

5 – Variedade de funções

Vencedor: iPad

O Kindle serve para ler livros e… ler livros. Tudo bem, ele até tem um navegador e consegue tocar arquivos em MP3, mas ambos os recursos são bastante precários. Para melhorar a versatilidade do Kindle, a Amazon anunciou recentemente que vai criar uma loja de aplicativos para o Kindle. Mas, com um hardware bastante limitado, as aplicações não devem ser lá grande coisa.

Já o iPad traz muitas das funções de um computador convencional, como navegação na web, reprodução de vídeos e áudio e edição de documentos. Além disso, já nasce com mais de cem mil programas do iPhone. Todos os programas feitos para o smartphone rodam no tablet.

Conclusão

O iPad é muito superior em termos de hardware e recursos, enquanto o Kindle tem sua força concentrada na leitura de e-books. Ainda é cedo para especular se a Amazon tentará acompanhar os tablets com versões melhoradas do Kindle ou, possivelmente, sair do negócio de hardware e se concentrar em vender livros pela Kindle Store para todo tipo de tablet. É esperar para ver.

André Cardozo – 28/01 – 17:22hs

iPad chega e vem com iBookstore


O tão esperado – e sonhado – tablet da Apple finalmente foi apresentado por Steve Jobs ontem, em grande evento realizado pela empresa da maçãzinha. Segundo definiu Jobs, o tablet, batizado de iPad, é uma “terceira categoria” de equipamento – algo entre um smartphone e um laptop – que tem a “missão” de ser muito melhor do que um netbook. Bem equipado pra isso ele está: tela de 9,7”, 1cm de espessura e menos de 700 gramas. Tem ainda Wi-Fi e Bluetooth de última geração. E Steve prometeu duração de 10 horas pra bateria, mesmo assistindo a um filme. E, na festa, o mundo dos textos não ficou em segundo plano. Steve Jobs surfou pelos sites do The New York Times e da Time. Mas o grande anúncio para os livros [e seus fãs] foi o iBook, um novo aplicativo de eBook que usa a plataforma ePub. A iBooks Store segue o padrão App Store e iTunes e chega em parceria com as cinco maiores editoras da terra do Tio Sam – Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, Macmillan e Hachette Book Group [só a Random House ficou de fora]. Não foram dados detalhes do modelo de negócios na apresentação [ confira  no site da Publishers Lunch o vídeo de apresentação do iBook – em inglês], mas o funcionamento da loja, armazenamento dos livros em uma “estante” e a leitura de cada um pareceram muito simples e eficientes. O todo-poderoso da Apple aproveitou pra cutucar a concorrência: “A Amazon foi pioneira e fez um ótimo trabalho com o Kindle. Mas nós vamos além. […] Esperamos que este seja um grande leitor não só para livros de literatura, mas também para os didáticos.” Preços? Começa em U$ 499 e vai até U$ 899, dependendo do tamanho do HD [16Gb, 32Gb ou 64Gb] e das conexões wireless [apenas Wi-Fi ou com 3G incluído]. Segundo o The Bookseller, para Dan Franklin, editor digital da britânica Canongate, “estava olhando o tablet e pensando: ‘isso é o que esperávamos para a nossa indústria’.” Assista aqui o vídeo completo da apresentação [em inglês].

PublishNews – 28/01/2010 – Por Redação

Biblioteca Nacional Digital


Biblioteca Nacional: 2km de acervo por restaurar

“A certeza de que alguma prateleira em algum hexágono encerrava livros preciosos e de que esses livros preciosos eram inacessíveis, pareceu quase intolerável” – BORGES, Biblioteca de Babel

Imagine um lugar onde os livros mais antigos, impedidos de falar por velhice, traça, putrefação ou mera inatividade estão arranjados em armazéns, em prateleiras intermináveis que chegam a somar 2,1km de extensão. Um lugar em que os séculos coexistem, lado-a-lado, sem interrogações ou cobranças por seus atos. Estão lá representados os séculos 15,16,17,18 e 19. Embora pareça, essa não é a fictícia Biblioteca de Babel de Borges, mas bem poderia ser, dado seu caráter de baú de tesouros empoeirados, prestes a falar.

O local de que estamos falando trata-se da Divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, onde quatro armazéns guardam cerca de 9 milhões de itens em estado de total fragilidade. Jogos à parte, essa biblioteca mantém um vínculo importante com a de Borges: é tratada como um organismo vivo, e seus livros como entidades. E como tudo o que está vivo, também a biblioteca de obras raras está fadada a lutar contra a morte. Mas aqui, sabemos que o patrocínio funciona como um elixir poderoso capaz de salvar das cinzas testemunhos importantes da história da humanidade. Prova disso é o Projeto Fênix, desenvolvido pela Divisão de Obras Raras com o intuito de restaurar os exemplares de seu catálogo de maior valor para a pesquisa.

No bojo do Projeto estão os objetivos de “disponibilizar para consulta, novamente, as obras cujo avançado estado de deterioração física inviabiliza seu manuseio; facilitar a pesquisa, garantindo o fluxo evolutivo da ciência, pelo acesso material e intelectual a itens fundamentais do conhecimento registrado e organizado; promover o acesso eletrônico, local e à distância, através de imagem digital da íntegra dos títulos mais raros do conjunto; garantir o direito de acesso à informação registrada e difundida, como recurso de salvaguarda da memória mundial”.

Em atuação desde fevereiro de 2009, o Projeto Fênix, completa um ano de restauro com um patrocínio do BNDES, no valor de R$ 374.778,00. No entanto, a ação, que tem como meta higienizar um dos armazéns e restaurar 150 obras, não cobre nem um décimo dos dois quilômetros e cem metros de prateleiras de livros do acervo, que agonizam à espera de ajuda. Entre eles, exemplares raros dos primórdios das tipografias mundial [séculos 15 a 18] e nacional [século 19].

Na lista dos felizardos, o primeiro a ser restaurado foi o Diuina Proportione [1514], de Luca Pacioli, com figuras de sólidos geométricos desenhadas por Leonardo da Vinci. O título, assim como os outros 149 congraçados, passou também por um processo de documentação, chamado Sistema Híbrido de Preservação, em que foi recuperado, microfilmado, digitalizado e disponibilizado ao público via internet. O livro de Luca Pacioli já está na rede, no site da Biblioteca Nacional Digital.

Muitos pesquisadores da área não sabiam que a Biblioteca Nacional possuía um exemplar do Diuina Proportione, cujo valor no mercado é inestimável. Como esta, temos outras preciosidades. Algumas que, inclusive, só estamos descobrindo a verdadeira face agora com a higienização. O processo permitiu a redescoberta de belíssimas encadernações de veludo e couro que pretendemos trazer a público com uma exposição sobre encadernações luxuosas, que revelam o trabalho artístico do encadernador”, explica Ana Virgínia Pinheiro, Bibliotecária Chefe da Divisão de Obras Raras. As exposições fazem parte de um projeto maior de difusão das obras raras e estreitamento do contato com o público, principalmente o pesquisador. Nesse sentido, está em fase de montagem uma exposição sobre esportes, que foi sugerida por um professor de Educação Física da UFRJ.

Outro tema que deve merecer curadoria é o Inferno, título que nomeia uma coleção de livros considerados “malditos” ao longo dos séculos, censurados ou escondidos, e que também está na fila de espera por patrocínio para o restauro. A coleção tem raridades como Mein Kampf, de autoria de Adolf Hitler; tomos pornográficos de diversos séculos; além dos censurados pela ditadura militar brasileira. “Na época da censura no Brasil, bibliotecários transferiram diversos títulos de sua seção original para a Divisão de Obras Raras com o intuito de salvá-los do desaparecimento”, conta Ana Virgínia Pinheiros.

Tratados como entidades, os livros que correram até mesmo o risco de desaparecer no período da repressão – como desapareceram tantas pessoas que pensavam e agiam diferente das regras impostas – também correm risco de morte. Cemitério é o nome de outra coleção de destaque, que abriga os exemplares decrépitos, putrefados e que, por obra do tempo, de materiais frágeis e do mau uso, acabaram “blocados”, ou seja, tiveram suas páginas coladas umas as outras, metamorfoseando-se de tijolo. “A deterioração é tamanha que tivemos de alojar estas obras em um cemitério, dando-lhes uma morte digna, com a expectativa de que o processo de restauro evolua e consiga recuperá-las um dia. Isso pode parecer estranho, mas os livros restaurados hoje foram condenados há dez anos. E o Brasil só acordou para o processo de restauro em meados dos anos 90, quando ‘descobriu’ o acervo da Biblioteca Nacional ”, afirma a bibliotecária.

Por Blog Acesso

Jornal The New York Times cria unidade com foco em edições eletrônicas


O jornal norte-americano The New York Times criará uma unidade de negócios com foco nas edições eletrônicas. A nova divisão fará parte do grupo de mídia da empresa, incluindo jornais, sites e novos serviços.

O grupo New York Times Co, responsável pelo jornal, acredita que as novas ferramentas de leitura possibilitarão uma experiência similar em relação as notícias publicadas no meio impresso. Atualmente, The York Times pode ser conferido no mercado através do aparelho Kindle e de outros leitores de periódicos. A informação é do site Jornalistas da Web.

Redação Portal IMPRENSA – Publicado em: 28/01/2010 12:45

Acessibilidade à informação


Projetos e associações do Brasil e do exterior buscam tornar acessíveis os avanços da tecnologia, que, de início, podem excluir alguns. Na Fundação Dorina Nowill, Pedro Milliet e Eduardo Peres desenvolveram um complemento para Firefox que lê livros no formato Daisy – padrão internacional que define a estrutura na qual um livro digital deve ser montado. Com o DD Reader, é possível ouvir livros e navegar pelo programa ao som das vozes de Gabriela, Fernanda e Felipe – segundo Milliet, é comum dar às vozes os nomes dos dubladores. O leitor funciona somente no sistema Windows por enquanto. Já no Instituto Nokia de Tecnologia, são desenvolvidos aplicativos de celular para quem tem baixa visão, daltonismo ou é surdo. Com o Color Detector [nome provisório] instalado no celular, o usuário pode apontar a câmera do aparelho para alguma coisa e ver a cor que está sendo mostrada escrita por extenso na tela.

Folha de São Paulo – 27/01/2010 – Por Amanda Demetrio