eText Explorer


Com o Programa eText ExplorerTM, desenvolvido por Curtis Keisler, você pode fazer o download de TODOS os títulos disponíveis no Project Gutenberg, convertendo os textos em *.txt para html e para OPF. Com as ferramentas disponíveis, você pode utilizar as fontes obtidas para produzir eBooks nos mais diversos formatos para uma leitura mais conveniente. Foi o primeiro programa a fazer conversão para OEB, pioneirismo absoluto! Para visitar o site do eText Explorer e fazer o download grátis, clique aqui ou na imagem.

Digitais e gratuitos


Eis uma charada: como fazer com que seu livro emplaque na lista de mais vendidos do Kindle? Resposta: Dê exemplares de graça.

É isso mesmo. Mais da metade da lista dos “mais vendidos” no Kindle, o leitor de livros eletrônicos da Amazon.com, estão disponíveis gratuitamente. Embora alguns dos títulos sejam versões digitais de livros de domínio público – como Orgulho e preconceito, de Jane Austen – vários deles são de autores que ainda lutam para ganhar a vida com seu trabalho.

Ganhe um, compre outro Na semana passada, por exemplo, o primeiro e o segundo lugares na lista de mais vendidos do Kindle eram respectivamente Cape Refuge e Southern storm, ambos escritos por Terri Blackstock, autora de thrillers cristãos. O preço: US$ 0.

Até o fim do mês, a editora de Terri, a Zondervan [uma divisão da HarperCollins], oferece a oportunidade de baixar de graça os livros para serem lidos no Kindle, em celulares como o iPhone ou em computadores com o sistema operacional Windows.

Editoras como a Harlequin, Random House e Scholastic oferecem versões gratuitas de livros digitais à Amazon, à Barnes & Noble e outras livrarias, como uma forma de permitir aos leitores testarem o trabalho de autores pouco conhecidos.

A esperança é que os clientes gostem do que vão ler e fiquem dispostos a pagar em dinheiro por um outro título.

– Dar amostras grátis é uma ímtima maneira de cativar as pessoas e encorajá-las a comprar mais – diz Suzanne Murphy, editora da Scholastic Trade Publishing, que, pelo prazo de três semanas, está oferecendo downloads gratuitos de Suite Scarlett , romance destinado a adolescentes e jovens. A esperança é despertar a atenção sobre o próximo volume da série, Scarlett fever, que será lançado (em papel) em 1º de fevereiro. O livro gratuito chegou à terceira posição na lista de best-sellers do Kindle.

As oferendas digitais gratuitas chegam no momento em que as editoras estão em pânico sobre a questão do preço dos e-books. A Amazon e outras livrarias virtuais estipularam o preço de US$ 9,99 [cerca de R$ 18] para lançamentos e best-sellers. E as editoras agora se preocupam que esta faixa de preço crie nos consumidores a ideia de que não vale mais a pena pagar, digamos, US$ 25 [cerca de R$ 45] por um lançamento em capa dura ou mesmo US$ 13 [R$ 22] por uma brochura. Algumas editoras tentam controlar os preços segurando o lançamento das versões digitais de livros de sucesso por vários meses.

Executivos de algumas editoras dizem que dar livros de graça não passa de hipocrisia.

– Numa época em que estamos resistindo a aceitar o preço de US$ 9,99, é ilógico oferecer livros de graça – diz David Young, executivochefe da Hachette Book Group, que lança autores como James Patterson e Stephenie Meyer.

Similarmente, um representante do Penguin Group USA afirma em nota oficial: – A Penguin nunca deu nem dará livros gratuitamente.

Sentimos que o valor do livro é importante demais.

Mas algumas editoras consideram que os livros digitais gratuitos são puras ferramentas promocionais, que funcionam do mesmo modo que as provas distribuídas a livrarias e jornalistas para chamar a atenção e criar boca-a-boca sobre determinados autores.

– A maioria das pessoas compra um .llivro porque alguém o recomendou – diz Steve Sammons, vice-presidente executivo de relações com o consumidor da Zondervan.

A Amazon [e as outras livrarias digitais] não lucra nada com os livros grátis. Mas eles são um modo de atrair consumidores para seus aparelhos de leitura digital.

E-books gratuitos também são uma maneira que os autores menos conhecidos encontraram para se distinguir do turbilhão de marketing que envolve os livros mais populares.

Competição acirrada – Você precisa se mostrar às pessoas, porque há muita competição – diz Maureen Johnson, autora de Suite Scarlett e outros sete livros. – As pessoas vão a uma livraria e veêm 4 mil livros com o rosto de Robert Pattinson na capa [referindo-se à série Crepúsculo, que foi relançada em novos volumes com os atores dos filmes homônimos na capa].

Meus livros ficariam enterrados debaixo deles.

E se um eBook gratuito chega ao topo da lista de mais vendidos do Kindle ou da Barnes & Noble, isso automaticamente dá a seu autor mais visibilidade.

– Chegar ao nº1 de qualquer lista de best-sellers cria publicidade por si só – diz Brandilyn Collins, que escreve romances de suspense. Seus livros Exposure e Dark pursuit chegaram ao primeiro e segundo lugares entre os mais vendidos do Kindle [e ainda estão disponíveis gratuitamente].

Jornal do Brasil – 25/01/2010 – Por Motoko Rich – The New York Times

Editoras esperam por dias melhores com iPad


O mundialmente esperado tablet da Apple, que deve ser anunciado hoje [quarta-feira, 27/1], pode ser uma espécie de “máquina do tempo” para a indústria da mídia – uma chance para desfazer erros do passado. Quase todas as empresas do setor “encalharam” na era da Internet, ao ofereceram seus conteúdos impresso e em vídeo na rede; como resultado, assistiram os consumidores se distanciarem deles. Pessoas que já viram o tablet dizem que a Apple irá apresentá-lo não apenas como uma forma de ler jornais, livros e outros materiais de diferentes mídias, mas também como um caminho para as empresas cobrarem por esse conteúdo. Ao se unirem ao sistema de vendas do engenhoso iTunes, a Apple poderá ajudar empresas de mídia [impressa e vídeo] a mudar o cenário econômico e a atitude do consumidor na era digital. “Steve Jobs acredita na antiga indústria da mídia e quer que ela se dê bem”, comentou uma pessoa que já viu o aparelho e conhece o plano de marketing da Apple para ele.

The New York Times – 25/01/2010 – Por Brad Stone e Stephanie Clifford

Equipe do “New York Times” trabalha na sede da Apple para tablet


Uma equipe do jornal “The New York Times” tem trabalhado nas últimas semanas dentro da sede da Apple, na Califórnia, diz o jornal“Los Angeles Times” nesta segunda-feira [25].

O jornal já possui um aplicativo que incorpora vídeo para o celular iPhone, da Apple. O objetivo da publicação agora seria desenvolver uma versão para a tela maior do tablet também da Apple, que é esperado para anúncio oficial nesta quarta-feira (27), quando acontece uma coletiva de imprensa da empresa.

O “Los Angeles Times” atribui a informação a “uma pessoa com conhecimento do assunto“, e uma porta-voz do “New York Times” recusou comentar.

Revistas

A Condé Nast Publications, editora de 18 revistas, e a HarperCollins Publishers também já foram procuradas para desenvolver conteúdo para o tablet da Apple, de acordo com o jornal “The Wall Street Journal”.

A Harper recusou comentar, mas a Condé emitiu um comunicado na semana passada, informando sobre vendas de uma versão digital de sua revista masculina “QG” para iPhone e iPod Touch, e também admitindo que estava desenvolvendo conteúdo para “o esperado tablet da Apple“.

Vimos a porta aberta para um diferente público leitor através destes novos canais de distribuição“, disse Robert Sauerberg, presidente de marketing da Condé.

Folha Online – 25/01/2010 – 10h18