Kindle abre para programadores


The Kindle. Photograph: Mario Tama/Getty Images

A Amazon anunciou planos para permitir o desenvolvimento de aplicativos para o Kindle, o que estão chamando de “Active Content”, ainda este ano. Por enquanto estão convidando parceiros interessados em se registrar para ter acesso a um kit de desenvolvedor em versão beta limitada. Seguindo o modelo da App Store, os desenvolvedores de “active content” receberão 70% do faturamento, descontados quinze centavos de dólar por cada megabyte baixado. Pequenos aplicativos com menos de 1Mb poderão ser oferecidos de graça. A nota informa que a “Handmark está desenvolvento um active Zagat, com suas avaliações e indicações de restaurantes em cidades ao redor do mundo e a Sonic Boom está desenvolvendo jogos com palavras e quebra-cabeças.

PublishNews – 22/01/2010 – Por Redação

Apple muda o mercado, mais uma vez


iTablet Apple

Na última terça-feira, a Publishers Lunch noticiou que representantes da Apple estão em Nova Iorque para se encontrar com “representantes das seis maiores editoras dos EUA” [dentre elas a HarperCollins], mas nenhum acordo deve rolar antes do anúncio do novo Apple tablet na próxima quarta-feira, 27/1. De acordo com o The Guardian [matéria de Charles Arthur], Richard Charkin, diretor executivo da Bloomsburry, não vê a hora de também participar dessa negociação: A Apple entrar no mercado é um acontecimento fantástico. Depois do Kindle, eBooks já são uma realidade – fomos surpreendidos positivamente com seu volume de vendas –, mas isso vai acelerar o processo. Para Mike Shatzkin, expert no mundo do livro digital, a grande sacada da Apple não é tanto o aparelho, mas sim o novo modelo de negócio, cuja mudança nas regras de vendas de eBooks provavelmente vai trazer um impacto muito maior do que o do tablet. Segundo a Publishers Lunch, o novo modelo negociado entre a Apple e os editores muda de “vendas no atacado” – que imita o mundo físico – para um modelo de “agência”. Esse modelo se baseia no editor vendendo ao consumidor e, portanto, definindo o preço; e qualquer ‘agente’ que concretize essa venda recebe uma ‘comissão’. Como a comissão normal na App Store é de 30% e os descontos das editoras normalmente são de 50% sobre o preço de capa¸ os editores podem aumentar seu ganho mesmo que não recebam da Apple mais do que os 30%”, considera Shatzkin. [Não deixe de ler o artigo completo de Mike Shatzkin.] Para o The Bookseller [matéria de Philip Jones], o que está claro é a ansiedade dos editores para combater a política de preço de US$10 do Kindle, da Amazon.

PublishNews – 22/01/2010 – Por Redação

Debate hi-tech volta a ganhar força


O lançamento do iPad, da Apple Inc., reaviva um debate clássico sobre os eletrônicos: será que as pessoas querem aparelhos feitos sob medida e que executam bem uma única função ou aparelhos integrados que tentam realizar várias tarefas diferentes? A Amazon.com Inc. provou que há um mercado para livros eletrônicos que fazem apenas isso, como o Kindle, que tem uma tela em preto e branco da E Ink Corp. que supostamente é confortável para os olhos e para a bateria – mas não faz muito mais que exibir palavras numa tela. Depois de menos de três anos no mercado, a Amazon afirma que o Kindle se tornou o item mais vendido de sua gigantesca loja na internet. Mas com os novos tablets, ou pranchetas eletrônicas, que prometem ser o equivalente digital do canivete suíço, a Apple e outras empresas de eletrônicos estão argumentando que os dias do Kindle estão contados. Este ano “será o início da revolução dos tablets“, disse o diretor- presidente da fabricante de placas de vídeo Nvidia Corp., Jen-Hsun Huang, na feira de eletrônicos CES, em Las Vegas, neste mês.

Valor Econômico – 22/01/2010 – Por Geoffrey A. Fowler e Yukari Iwatani Kane

Pra quem quer brigar com o Google


Vai até semana que vem [28/1] o prazo para que editores e autores respondam se aceitam ou não o acordo proposto pelo Google Books para uso de trechos de suas obras na internet. A exemplo do que acontece no restante do mundo, também aqui no Brasil editoras e escritores vivem uma dúvida cruel: aceitar ou não aceitar?! Com a palavra, as entidades que representam uns e outros.

Revista do Observatório do Livro e da Leitura – De 22 a 28/01/2010

Livro eletrônico: pelo imposto zero já!


A decisão do governo espanhol de equiparar o imposto cobrado sobre os livros eletrônicos ao cobrado dos livros impressos em papel tem tudo para despertar a atenção de dirigentes das entidades do livro e gestores públicos: está mais do que na hora de fazer o mesmo por aqui. No caso espanhol, o IVA será de 4% [mesmo percentual pago pelos livros em suporte convencional]. Como no Brasil a alíquota do PIS-Cofins passou, em 2004, a ser zero, este deve ser o percentual obtido. Mas é preciso ir à luta – desta vez, pelos livros eletrônicos, já que o que está em jogo é o conteúdo, não o suporte. Seis anos atrás, a desoneração foi patrocinada pelo então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e assinada pelo presidente Lula.

Revista do Observatório do Livro e da Leitura – De 22 a 28/01/2010