Kindle Store será inaugurado este ano


A Amazon anuncio seu plano de inaugurar em 2010, a Kindle Store: uma loja de aplicativos para o gadget. A empresa convida desenvolvedores do mundo todo para criarem aplicativos pra Kindle Store [parecido com a Apple Store].

A Amazon deseja que seja explorado novas modalidades do Kindle, como jogos e aplicativos úteis. Os desenvolvedores devem receber 70% da renda obtida com as vendas de aplicativos.

A linguagem que suportará tanta criação será o “Kindle Development Kit”, disponível para PCs, Macs e Linux.

Segundo a descrição empresa, permitirá o acesso a interfaces de programação, ferramentas e documentação.
Informações sobre o KDK podem serem vistas em um site da Amazon e o atalho para ele está no links relacionados ao lado. Confira!

iTechnicality Blog | 21 de janeiro de 2010

Amazon anuncia kit de desenvolvimento para o Kindle


A Amazon anunciou o lançamento de um kit de desenvolvimento de software para o Kindle. Com o KDK [Kindle Development Kit] programadores poderão criar aplicativos [ou “conteúdo ativo”, como prefere a Amazon] para o aparelho, com o potencial de transformá-o de um leitor de e-Books em uma espécie de “tablet” muito mais versátil.

O kit, que rodará em PCs com Windows, com Linux ou Macs e estará disponível no próximo mês em beta limitado, incluirá documentação, código de exemplo e um simulador, que permitirá aos desenvolvedores testar no PC como seu aplicativo se comporta em um Kindle ou Kindle DX sem precisar ter o aparelho em mãos.

Segundo a Amazon, aplicativos para telefonia via internet [VOIP, como o SKype], propaganda e conteúdo “ofensivo” [incluindo material adulto] são proibidos, bem como a coleta de informações sobre os usuários sem consentimento expresso e o uso da marca Amazon ou Kindle. Os aplicativos também devem atender os “requisitos técnicos” da Amazon e não poderão conter código considerado malicioso.

A divisão do lucro gerado pelos aplicativos, que poderão ser gratuitos, pagos ou distribuídos em um sistema de assinatura mensal, é a mesma adotada pela Apple: 30% para a Amazon, que absorve os custos de hospedagem e distribuição, e 70% para o desenvolvedor. Os aplicativos poderão fazer uso da conexão 3G gratuita nos aparelhos, mas há limites: transferência de até 100 KB/mês é gratuita, e qualquer coisa acima disso será tarifada em US$ 0.15 por megabyte.

Limitações de hardware certamente irão moldar os aplicativos disponíveis para o Kindle: a tela monocromática de papel eletrônico, por exemplo, é muito menos versátil que um monitor LCD e não é adequada para usos que exijam movimento rápido. A tendência é de que o Kindle se torne lar para uma série de aplicativos de referência, como os guias turísticos para cidades mundialmente famosas da Zagat.

Ainda assim, segundo a CNET empresas como a Electronic Arts e Sonic Boom já anunciaram a intenção de desenvolver jogos para aparelho. Os aplicativos serão vendidos na Kindle Store, a mesma loja onde atualmente são vendidos eBooks. Ainda não há data definida para o início das vendas.

iG Tecnologia – Rafael Rigues – 21/01 – 16:08hs

França entra na corrida pela digitalização de livro


Em meio às amplas campinas na área central da França, uma equipe de especialistas em informática está preparando a herança literária da Europa para a era digital.

Em termos menos glamurosos, isso significa que na prática eles ganham a vida virando páginas.

A empresa para a qual trabalham, a Safig, é uma das poucas na Europa a digitalizar livros, usando funcionários e sistemas automatizados para virar as páginas.

Isso dá a ela uma posição privilegiada frente ao plano francês para criar uma imensa biblioteca online e negociar um acordo sobre livros digitais com o gigante norte-americano da Internet Google.

Vivemos um período delicado em termos políticos“, disse Christophe Danna, o líder do projeto, em referência ao processo.

Qualquer que venha a ser o resultado, ele determinará o futuro do mercado de livros“, disse ele à Reuters, diante de um cenário formado por scanners que zuniam discretamente e braços robotizados que viravam páginas.

Os fãs do projeto francês de 750 milhões de euros [um bilhão de dólares] para digitalizar o acervo das bibliotecas e museus o encaram como um misto de orgulho cultural e estratégia industrial — Bruno Racine, presidente da Bibliothèque Nationale de France, por exemplo, também é consultor estratégico da aliança militar Otan.

Os céticos apontam que os 10 milhões de livros digitalizados pelo Google ofuscam os esforços franceses realizados até o momento, como o contrato trienal da Safig para digitalizar 300 mil livros para a Bibliothèque Nationale.

Um possível desfecho seria um acordo com o Google que aceleraria a digitalização em massa de volumes.

É mais ou menos como uma fábrica. Não fazemos carros, mas existe um forte paralelo“, disse Danna. A Safig recebe por página, quer o livro seja um clássico literário ousado ou o código belga de leis sindicais — um dos volumes amarelados que aguardava digitalização no local.

Alguns analistas veem um segundo paralelo: como na indústria automobilística, a França vem sendo acusada de protecionismo com empresas estrangeiras do setor, ao reordenar um mercado editorial que movimenta quatro bilhões de euros ao ano.

Sophie Hardach – Reuters – 21/01/2010

Amazon abre Kindle para aplicativos


A Amazon anunciou que vai permitir que programadores criem aquilo que é chamado de “conteúdo ativo” -similar a aplicativos – para o Kindle, segundo informa o jornal norte-americano “The New York Times” nesta quinta-feira [21].

Ainda segundo o jornal, a companhia vai ficar com 30% do valor de cada venda para pagamento de custos de wireless.

Amazon anunciou que vai permitir que programadores criem conteúdo para o Kindle

A fabricante do Kindle vai lançar uma série de diretrizes que outras empresas [editoras de livros, jornais e revistas] poderão usar para criar e vender aplicações para o Kindle.

Enquanto a Amazon não lança modelos mais avançados do e-reader, desenvolvedores serão limitados pela renovação limitada e pela tela preta e branca do dispositivo.

A expectativa, de acordo com o vice-presidente para o Kindle Ian Freed, é que desenvolvedores façam diversos programas, incluindo aqueles mais utilitários, como calculadoras, e mais casuais, como games.

Guerra dos gadgets

O anúncio causou “frisson” entre o meio de tecnologia, principalmente porque vem uma semana antes do novo produto da Apple, cujo lançamento está marcado para o dia 27. O mercado espera, com grande expectativa, o tablet –que reúne a tecnologia de um netbook e a de um smartphone– da companhia de Steve Jobs.

Na análise de muitos sites e especialistas, o Kindle não teria “artilharia” suficiente para competição com a empresa cujos produtos são a coqueluche da tecnologia.

Será que os preços Kindle serão um trunfo contra o sex appeal da Apple? Não é essa a questão, realmente?“, questiona Richard Charkin, diretor-executivo da Bloomsbury Publishing em Londres, que vem observando a evolução da venda de e-books com grande interesse.

Eu não tenho a menor ideia. Tudo o que eu diria é: ótimo! Quanto mais as pessoas que estão levando livros em marketing digital ou qualquer outro formato, melhor.

Já o site da revista “PC World” critica a tecnologia da tela E-ink do Kindle – afirmando que o dispositivo da Amazon não pode competir com aparelhos já disponíveis, como iPhone e iPod, por exemplo.

Veja isso, Amazon, se você quer um novo ângulo para competir com dispositivos como tablets, telefones Android, e uma nova geração de e-readers, talvez o que você precisa é um novo dispositivo sem tela E-ink. Ou talvez uma tela dupla do Kindle que faça a E-ink parecer como uma tela LCD?“, questiona a revista.

Aplicativos são uma boa ideia para expandir o uso de um aparelho como o Kindle, mas se você quer inovação similar, você talvez deva pensar em atualizar o seu dispositivo.

Folha Online – 21/01/2010 – 19h09