Lançada a WebMosaica v.1 n.2 – julho-dezembro 2009


O Instituto Cultural Judaico Marc Chagall, com apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lança o segundo número da WebMosaica. Publicada exclusivamente online, com periodicidade semestral, a WebMosaica pode ser acessada gratuitamente, na íntegra, no endereço www.seer.ufrgs.br/webmosaica
Entre os destaques deste segundo número está o dossiê Scholem Aleichem e o humor judaico, incluindo textos de Jacó Guinsburg, Dina Lida Kinoshita e David Roskies. Na seção de temas livres, entre outros, Berta Waldman analisa a obra do escritor israelense Daniel Grossman e o filósofo Marcelo Dascal trata do conflito árabes vs judeus em Israel. A revista também traz uma entrevista com o escritor Moacyr Scliar, feita pela professora Regina Zilberman, numa forma de diálogo. As seções Memória – com relatos pessoas – e Resenhas completam o volume. Confira o sumário completo abaixo.

A revista já está aceitando artigos para os próximos números. Um deles será publicado em junho de 2010, com um dossiê sobre o tema Judeus: Memória e História. O número seguinte, a ser publicado em dezembro de 2010, contará com um dossiê sobre o tema Os Judeus e as ideologias. Além de artigos para os dossiês, a revista também está recebendo textos para a seção de temas livre, resenhas, entrevista e para a seção Memória. Os artigos podem ser enviados pelo site da revista ou diretamente para o e-mail webmosaica@hotmail.com . Os prazos para envio de originais, em 2010, são 15 de abril para o terceiro número e 30 de setembro para o quarto número.

verdestrigos.org

Livros da Coleção Aplauso podem ser lidos on-line


Cerca de 170 livros da Coleção Aplauso, lançada em 2004 para registrar a história do teatro, cinema e TV no Brasil, estão disponíveis na internet para leitura ou download gratuitos (aplauso.imprensaoficial.com.br). Entre os títulos, estão as histórias dos canais Tupi e Excelsior, as biografias de artistas como Raul Cortez e Mazzaropi, e roteiros como “Estômagos” e “Feliz Natal”.

Folha de S.Paulo, quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Coleção Aplauso de graça na web


A partir de agora, 170 livros da Coleção Aplauso estão disponíveis de graça na rede. O governo de São Paulo lançou um site com todas as obras digitalizadas – é possível baixá-las em .txt. ou .pdf.

Coleção Aplauso de graça na web

Há várias biografias disponíveis – Mazzaropi, João Batista de Andrade, Fernando Meirelles, Fernanda Montenegro, Gianfrancesco Guarnieri, além de roteiros comentados de filmes como Estômago, Cabra Cega e outros.

O site é bem legal. A navegação é fácil e na página de cada obra há um espaço (ainda vazio) para comentários dos leitores.

Acesse: www.aplauso.imprensaoficial.com.br.

Blog do Link, por Tatiana de Mello Dias – 29.12.09 às 12:43:08

EZ Reader


EZ Reader

Chegará o dia em que os eReaders aceitarão qualquer formato ou os eBooks encontrarão um formato padrão, tal qual aconteceu com o formato MP3 para a música… aí serão como os aparelhos de rádio, que aceitam qualquer emissora.

O EZ Reader parece que se aproxima disto, pois “a grande vantagem do EZ Reader é sua habilidade de aceitar diversos formatos de eBook [mais de 20 deles].

Com o EZ Reader, você pode ler PDF, .DOC, TXT, HTML, LIT, PRC [sem DRM], PDB e muitos mais“.

eBooksBrasil.org

Redes sociais e leitores digitais de livros conquistam consumidores


A computação em nuvem e os leitores de livros eletrônicos chegaram ao topo do gráfico de expectativas Hype Cycle of Emerging Technologies, que a consultoria Gartner divulga a cada ano indicando as tecnologias que ganham espaço.

O Kindle, e-reader da Amazon, passou a ser vendido em diversos países além dos Estados Unidos -o Brasil está incluído na lista. Segundo a empresa, o produto teve recorde de vendas e foi o presente mais desejado pelos consumidores do site neste fim de ano.

Neste mês, a Justiça brasileira determinou que qualquer leitor eletrônico conte com imunidade tributária que recai sobre a importação de livros e revistas. Isso irá reduzir o preço do e-reader no país, o que deve impulsionar as vendas.

Folha de S.Paulo – quarta-feira, 30 de dezembro de 2009 -DA REPORTAGEM LOCAL

Comércio eletrônico movimenta R$ 1,6 bilhão no Natal


A venda de bens de consumo pela internet registrou alta de 28% nas vésperas do Natal, na comparação com o mesmo período do ano passado, e movimentou R$ 1,6 bilhão. Os dados fazem parte de levantamento divulgado pela empresa de pesquisas e-bit.

O faturamento do comércio varejista online entre os dias 15 e 24 de dezembro de 2009 foi R$ 350 milhões maior que o do mesmo período de 2008, quando totalizou R$ 1,25 bilhão. De acordo com a pesquisa, o pico das vendas ocorreu no dia 16 de dezembro, quando foram registradas 150 mil encomendas, um montante 50% superior ao verificado em um dia normal [100 mil].

Com o crescimento do número de brasileiros com acesso à internet nos últimos anos, a empresa de pesquisa prevê um aumento nas vendas ainda maior no Natal de 2010. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE], o número de internautas cresceu 75,3% entre 2005 e 2008 e chegou a 56,4 milhões de usuários no País. “Com esse faturamento expressivo, nota-se que o consumidor está mais preparado e programado para comprar via web, além de estar com a confiança retomada para fazer compras“, ressaltou o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti.

Os livros foram os produtos mais requisitados, seguidos por eletrodomésticos, maquiagens e medicamentos. Os analistas da e-bit explicam que o aumento da procura por eletrodomésticos foi impulsionado pela decisão do governo federal de prorrogar a redução da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados [IPI] em itens da linha branca [geladeiras, fogões, lavadoras e tanquinhos].

A pesquisa indica ainda que a preferência do consumidor virtual por produtos de alto valor agregado, como itens de informática, tem crescido, ao contrário da demanda por produtos mais baratos, como CDs e DVDs.

Agência Estado – 30/12/2009

Nova tecnologia promete touchscreen melhor e mais barato


Hoje existem basicamente dois tipos de touchscreen no mercado: As resistivas, que equipam a maioria dos celulares touch, o Nintendo DS e alguns caixas eletrônicos, e as capacitivas, presentes em alguns modelos como o iPhone, Motorola Milestone e HTC HD2.

Agora uma terceira tecnologia, chamada IFSR [sigla para Interpolating Force-Sensitive Resistance, em português Resistência Sensível à Força Interpolada] promete, apesar do nome complicado, chacoalhar o mercado.

Desenvolvida por cientistas do Laboratório de Pesquisa de Mídia de Nova Yorque, a tecnologia IFSR permite a fabricação de telas flexíveis, que gastam pouca energia elétrica, suportam toques simultâneos ilimitados e ainda por cima são muito baratas. Não fosse suficiente, elas também são capazes de determinar a força aplicada em cada um dos pontos.

Estimam que o metro quadrado do material custará em torno de cem dólares. Achou caro? Pense de novo! Neste preço, uma tela do tamanho da do iPhone custaria pouco menos de 40 centavos de dólar!

A empresa que está desenvolvendo estas telas, a Touchco, está trabalhando para colocar a nova tecnologia em e-readers, notebooks e tablets já no ano que vem.

Publicado originalmente no BLOG FayerWayer em 30/12/2009 às 3:56 pm por Fabiano

Lua na Casa Três


“Lua na Casa Três” é o novo livro de Henrique Chagas, do VerdesTrigos, lançado neste Natal na Amazon, em formato Kindle

Henrique Chagas, editor do VerdesTrigos, acabou de publicar seu livro de contos e crônicas, “Lua na casa três” em formato kindle disponível na Amazon, através do selo VerdesTrigos Digital . Basta dar uma olhada na Kindle Store Brasil, da Amazon, e você verá que o livro está entre os raros livros disponíveis para o Brasil e para demais países de lingua portuguesa; Henrique Chagas figura entre os nomes de Paulo Coelho, Noga Sklar e E. AL. Roper. Quem diria?! Será o cumprimento da profecia da lua na casa três?

Clique e leia a crônica que dá título ao livro lançado exclusivamente para kindle e disponível na Amazon, seguindo a tendência da virada da 1ª década do século XXI.

O novo livro


RIO DE JANEIRO – A Amazon vendeu, em todo o mundo, 9,5 milhões de kindles [no dia 14/12], dando a média de 110 aparelhinhos por segundo. A rival, a Barnes & Noble, que produz o Nook, teve problemas de distribuição e deve ter vendido um pouco menos. A soma das vendas dos livros eletrônicos, neste Natal, nos Estados Unidos, deve ter superado a venda dos impressos no mesmo período.

Surpresa? Acho que não. O mundo gira, a Lusitana roda, o Frederico trota e a informática está deixando a idade das cavernas e se apresenta ao mundo mais ou menos como a Bíblia de Gutenberg, depois da invenção dos tipos móveis que aposentaram, industrialmente falando, os manuscritos em pergaminho ou papiro em que os monges, na Antiguidade e ao longo da Idade Média, procuraram guardar e transmitir o patrimônio religioso, artístico e cultural da humanidade.

O fim do livro feito de papel e tinta é uma das perguntas mais recorrentes em todas as palestras e mesas-redondas de que participo. O mesmo ocorre com outros escritores. Evidente que o livro impresso ainda continuará a transmitir história, ciência e meditação às novas gerações, mas o livro eletrônico fatalmente ocupará o vácuo deixado pelas editoras tradicionais. Um simples Kindle pode armazenar uma enciclopédia, a obra completa de Shakespeare ou Balzac.

Mesmo assim, o livro tal como hoje o conhecemos não morrerá de todo. Outro dia, mexendo nuns livros antigos, abri um volume de Tagore, dei com um belo poema do poeta indiano que ganhou o Nobel. Havia uma pétala de flor marcando aquela página, uma flor vermelha que o tempo descorara, mas continuava flor. Ao ler aquele poema, eu colocara aquela pétala assinalando uma emoção que recriei com o mesmo encanto e admiração.

Carlos Heitor Cony – Folha de S.Paulo, terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Grau 26


Grau 26 é muito mais que um livro. É uma experiência revolucionária que mistura leitura, com elementos cinematográficos e interatividade digital, o primeiro digilivro da história. Criado por Anthony E. Zuiker, visionário roteirista da série de TV CSI, traz o perito Steve Dark e sua equipe na perseguição ao mais terrível psicopata de todos os tempos.

Um homem tão perverso que não se encaixa nos 25 graus de perversidade estipulados pela lei. Para ele, é necessário criar o grau 26.

Os leitores terão acesso a conteúdo digital exclusivo, incluindo 20 ciberpontes, que contém vídeos, áudios e elementos interativos que complementam a história. Através do portal os leitores poderão interagir entre eles e com a historia. O filme que complementa o livro é uma produção caprichada. No elenco: Bill Duke, Michael Ironside e outros.

Apple vai lançar computador portátil em janeiro, diz jornal


As ações da Apple registraram alta em Wall Street nesta quinta-feira [24], logo após o jornal “Financial Times” informar, por meio do blog, que a companhia vai lançar seu tablet [computador portátil] no mês que vem.

Os papéis da companhia subiram 3,44%, para US$ 209,06, às 13h em Nova York, superando o recorde anterior de US$ 208,71.

O movimento ocorreu depois que o “FT”, citando “pessoas familiarizadas com os planos“, disseram no blog que a Apple alugou uma galeria de arte em San Francisco para fazer um “anúncio de um produto fundamental”, em 26 de janeiro.

Tablet da Apple, segundo "imaginado" pelo site GizModo; empresa deve lançar dispositivo em janeiro de 2010

Especulações sobre um computador tablet da companhia, seguindo os computadores Macintosh, o iPhone e o iPod já existem há anos. O “FT” nota que há um número de reportagens recentes que “sugerem que a estreia do tablet será feita em janeiro”.

A Apple é tida como uma empresa que gosta de guardar segredos acerca de seus produtos, e se recusou a comentar as especulações sobre o “iTablet” ou “iPad”. Analistas especulam que o tablet terá o tamanho de um iPod Touch com o baixo custo de um netbook.

Folha Online – Com France Presse – 24/12/2009 – 16h56

Piratas virtuais violam proteção de direitos autorais do Kindle


Um pirata virtual israelense, cujo apelido é Labba, disse ter conseguido quebrar a proteção de direitos autorais do Kindle, na quinta-feira [23].

Na prática, isso significa que os livros eletrônicos do dispositivo podem ser vistos em outros aparelhos que não são de propriedade da Amazon.

Outro pirata virtual dos EUA também divulgou a criação de um programa chamado Unswindle, que converte os livros para aplicativos de PC em outros formatos.

Segundo o site NewsFactor, o pirata israelense teria pedido ajuda a outros, por meio de um site voltado a invasões virtuais.

“É uma má notícia para a Amazon, que domina o mercado de e-readers. A Amazon não apenas empurrou as vendas do Kindle, mas também ofereceu remessas gratuitas de dispositivos, para que os consumidores os tivessem em mãos no tempo de Natal”, diz o site.

A Amazon não se pronunciou sobre a invasão –mas a companhia vai lançar um pacote de atualização para o Kindle.

Folha Online – 24/12/2009 – 16h26

Isso sim é atendimento ao cliente


O site norte-americano que fica de olho nos eventos consumidor x fornecedor na terra do Tio Sam,The Consumerist, informou que a megarede de livrariasenviou e-mail aos clientes que compraram o Nook [seu e-Reader de duas telas, lançado recentemente] pela internet, informando que pode haver um atraso na entrega dos aparelhos devido à enorme procura, que superou todas as expectativas da livraria. Sabendo que muitas dessas compras haviam sido feitas como presentes de Natal, a B&N se preocupou em ter alguma forma de compensação pelo transtorno: enviou um cartão impresso para cada comprador e garantiu que se por acaso algum cliente não receber o seu Nook em tempo para o Natal, ganhará um crédito de cem dólares [cerca de R$ 180] para comprar o que quiser na BN.com. Por lá, “o cliente sempre tem razão” não é papo furado, as empresas se preocupam com o consumidor de verdade. Um dia isso vai chegar ao Brasil…

PublishNews – 23/12/2009 – Por Ricardo Costa

Random House lança Apps no iPhone para autores


O grupo Random House anunciou que vai lançar aplicativos free para iPhone que possibilitarão aos fãs conectarem-se com seus autores. As Apps vão rodar em uma plataforma de desenvolvimento para iPhone que atualmente suporta aplicativos criados para músicos como Brad Paisley e Alice in Chains. Na segunda-feira, 21/12, foram lançados aplicativos para os Steve BerrySophie KinsellaKaren Marie Moning. As Apps permitem que os fãs tenham um preview dos livros, acessem conteúdo extra, interajam com outros fãs, confiram calendários de eventos dos autores, ouçam clips de audiolivros e assistam vídeos de autores e trailers de livros.

Publishers Weekly – 23/12/2009 – Por Lynn Andriani

eReader


Amazon.com afirmou que seu leitor eletrônico de livros Kindle teve o melhor mês de vendas em dezembro e que foi o produto mais pedido durante as compras de fim de ano. No entanto, a empresa não forneceu números ou comparativos sobre o desempenho no mês.

Folha de S.Paulo, quarta-feira, 23 de dezembro de 200

ABL no Twitter


O presidente eleito da Academia Brasileira de Letras [ABL], Marcos Vilaça, inaugurou o twitter da casa com a seguinte mensagem: “Se eu tuíto, tu tuítas e eles tuítam, a academia também tuíta”, diz Vilaça. Siga a ABL no Twitter [@abletras].

PublishNews – 22/12/2009 – Por Redação

Parceria consolidada


A editora Melhoramentos, em parceria com a A&H Software, lançou no mês passado o Dicionário Michaelis® Conciso Inglês [US$ 7,99] para o iPhone. Adaptado às regras do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o aplicativo abrange tanto o inglês americano como o britânico, inclui separação silábica dos verbetes e expressões, exemplos, curiosidades e notas gramaticais. Outra novidade é que o aplicativo possibilita que o usuário ouça a pronúncia de todos os verbetes em inglês, sem necessidade de acesso à internet. Apesar disso, a transcrição fonética das palavras, em inglês e em português, também é apresentada. Além da consulta simples de palavras, o aplicativo permite a consulta por início, fim e trecho de palavra e, ainda, que a busca seja feita na definição dos verbetes. Para consultas em português, o aplicativo incorpora tecnologia de reconhecimento e tratamento de erros ortográficos. No link “Leia Mais” você confere informações sobre o também lançado Michaelis® Dicionário Conciso Língua Portuguesa.

PublishNews – 22/12/2009 – Por Redação

Atraso do leitor digital Nook será compensado com US$ 100


Livraria dará valor para quem não receber e-reader até o Natal.
Atrasos teriam afetado percentual pequeno de internautas nos EUA.

Nook tem, na parte inferior, tela sensível ao toque que permite a escolha dos livros. Foto: Divulgação

A rede de livrarias norte-americana Barnes & Noble planeja enviar vale-compras de US$ 100 para quem não receber seus aparelhos para leitura digital Nook até 24 de dezembro, caso tenham feito a encomenda dentro do prazo.

A empresa, que tem sofrido com problemas na produção e entrega do leitor digital, adiou no começo do mês o lançamento do e-reader de US$ 258.

A Barnes & Noble afirmou que os atrasos afetaram “um percentual muito pequeno dos consumidores”, que podem não receber seus Nooks até a véspera de Natal, na quinta-feira [24].

“Estamos trabalhando muito para atender a demanda e conseguir com que todas as encomendas de Nooks sejam entregues aos consumidores no dia 24 ou antes“, disse uma porta-voz da Barnes & Noble. Clientes afetados foram avisados dos problemas na sexta-feira, segundo a porta-voz.

Da Reuters – 22/12/09 – 11h02 – Atualizado em 22/12/09 – 11h10

Kindle não terá mais impostos


A Juíza Federal Marcelle Ragazoni Carvalho, da 22ª Vara Federal de SP, determinou através de mandado de segurança que o Kindle também conte com a imunidade tributária que recai sobre a importação de livros e revistas. O Kindle é taxado como eletrônico cuji imposto chega a 60%.

O Estado de S. Paulo – Segunda-feira, 21/12/2009 – LINK – Página L5

Justiça francesa proíbe Google de digitalizar obras


Editores franceses conquistaram na sexta-feira uma vitória na Justiça contra o Google, com a proibição do sistema de busca de continuar digitalizando obras sem autorização e sua condenação ao pagamento de multa de € 300 mil. O veredicto era esperado não só na França, mas também na Europa, onde poderá servir de exemplo. Em todo caso, a sentença freou a expansão do Google no país. O alvo do processo movido pelos editores franceses era o amplo programa de digitalização de livros lançado pela empresa americana como parte de seu projeto de lançar uma biblioteca digital universal. No total, segundo estimativas, já teria digitalizado 10 milhões de obras em todo o mundo. O Tribunal de Grande Instância de Paris considerou que, “ao reproduzir na íntegra e tornar acessíveis trechos de obras”, sem o consentimento de seus proprietários, “o Google cometeu atos de pirataria dos direitos autorais em detrimento” dos editores. Ele “proibiu o Google de continuar com as atividades de digitalização”, ameaçando com multa de 10 mil por dia de atraso. A empresa tem um mês para acatar a decisão.

Folha de São Paulo – 19/12/2009 – Por Redação

Kindle deve ter isenção de livro, diz Justiça


Uma decisão da Justiça em São Paulo criou uma discussão sobre como o Kindle, o leitor digital da Amazon, deve ser tributado: como aparelho eletrônico ou como livro. Uma liminar concedida na semana passada pela Justiça Federal em São Paulo afirma que o Kindle deve ser enquadrado na mesma categoria de livros e jornais, que não pagam impostos, segundo determinação da Constituição Federal. Na prática, o brasileiro estaria isento dos US$ 266,32 que a Amazon cobra de taxa de importação -mais que o preço do próprio aparelho. A decisão da juíza Marcelle Ragazoni Carvalho, da 22ª Vara Cível, só vale para o autor da ação, mas o advogado Nelson Lacerda diz que é grande a chance de outras pessoas conseguirem a mesma isenção. Lacerda afirma que leitores eletrônicos, como o Kindle e o Daily Edition, da Sony, e-books e outros produtos que surgirem com o mesmo propósito devem passar por um processo semelhante ao que ocorreu com enciclopédias e dicionários em formato de CD, que são considerados livros e, portanto, não sofrem cobrança de impostos.

Folha de São Paulo – 19/12/2009 – Por Álvaro Fagundes

Kindle ganha segunda geração e vira febre no Natal de 2009


Kindle vira objeto de desejo

O leitor de livros eletrônico da Amazon foi lançado em novembro de 2007 e durante dois anos não houve nenhum estardalhaço sobre o gadget, hoje visto como um item “revolucionário” para a maneira como as pessoas passarão a ler livros, jornais e revistas.

A guinada da Amazon começou com o lançamento da segunda geração do e-book nos EUA no dia 9 de outubro deste ano. Para o Brasil e outros 100 países no mundo, ele começou a ser vendido logo após, no dia 19.

Ainda bem parecido com o modelo original, o segundo modelo do Kindle trouxe melhorias como a espessura mais fina [0,9 cm] e mais leve (283 g), botões para mudança de página em qualquer posição de leitura e um sistema mais rápido. Com 2GB de memória interna, pode armazenar cerca de 1.500 livros.

Outra novidade que agradou os consumidores internacionais foi o 3G, que permite baixar os livros eletrônicos sem pagar pela conexão. É preciso, entretanto, levar em consideração que a cobertura 3G no Brasil é desigual e, em muitas regiões, bastante instável. A segunda opção para acessar os e-books é conectar o Kindle a um PC via cabo USB e com acesso à internet.

Nos EUA, o Kindle custa U$S 259, ou cerca de R$ 463,61 [cálculo com o dólar a R$ 1,79]. Os brasileiros que se aventuraram na compra do leitor pela Amazon tiveram uma grande surpresa em relação ao preço final com impostos de importação e taxa de envio: US$ 546,30, ou seja, R$ 977,87, mais que o dobro do preço. Vale lembrar que todo equipamento eletrônico de até US$ 3 mil comprado no exterior sofre cobrança de 60% em tributos.

Para não pagar o imposto federal, o advogado e professor da Fundação Getúlio Vargas [FGV], Marcel Leonardi conseguiu uma liminar concedida pela Justiça Federal de São Paulo. O mandado alega que o produto é um leitor de textos e, por este motivo, se encaixa nos tributos de importação de livros, jornais e papel, que é zero.

Recorde de vendas e concorrência


Em novembro e dezembro, a Amazon informou que o Kindle bateu recorde de vendas, enquanto empresas rivais ainda enfrentam dificuldade para atender a encomendas por seus dispositivos.

Entre elas está a Barnes & Noble, com o Nook, lançado também em outubro deste ano. O leitor de e-books tem tela dupla e touchscreen, além de utilizar o sistema Google Android. Custa US$ 260 – era mais barato que o Kindle na ocasião de seu lançamento e a Amazon imediatamente baixou o preço do seu dispositivo.

Outra concorrente é a Sony, com o Reader Pocket Edition. Ele custa US$ 199,99 e é um dos menores entre os leitores digitais.

No Brasil, está à venda outra opção, o e-book Cool-er, de R$ 740. O leitor é compatível com PC e Mac, pesa 170 g e está disponível em oito cores.

Mesmo com a febre pelo Kindle deflagrada com a chegada do Natal de 2009, não há como afirmar que o gadget repetirá o sucesso mundial no Brasil. Isto porque, além de dobrar de preço com a importação dos EUA, o Kindle ainda tem poucas as opções de leitura em português disponíveis – cerca de 20 livros e o jornal o Globo. Em inglês, o número de títulos passa dos 350 mil.

ANA IKEDA | Do UOL Tecnologia | 18/12/2009 – 18h56

ABDR x Matin Claret x eBooksBrasil x Scribd


Teotonio Simões, o criador do website eBooksBrasil, certamente o mais antigo criado para eBooks em língua portuguesa, deixou o seguinte comentário no BLOG  Não Gosto de Plágio:

Absurdo! Absurdo Total!

A ABDR solicitou a retirada de ‘A Cidade Antiga’ [1864] , de Fustel de Coulanges [1830-1889], tradução de Frederico Ozanan Pessoa de Moraes, da estante virtual do eBooksBrasil.org no Scribd. Absurdo! A obra é de dominio público e a tradução publicada foi autorizada pelo tradutor. Absurdo! Entrei em contato com a ABDR e fui informado que estaria ferindo direitos autorais da Martin Claret! Absurdo! O Frederico nunca! autorizou sua tradução para a Martin Claret… e na Martin Claret me informaram que não estariam mais [sic] usando a tradução de Frederico Ozanan Pessoa de Barros. – A tradução, AUTORIZADA pelo tradutor, continua disponível no eBooksBrasil.org.

Teotonio Simões – eBooksBrasil

BLOG  Não Gosto de Plágio – 18/12/2009

Gincana virtual para os fãs de Percy Jackson Day


Enquanto aguardam a publicação do quarto livro [A batalha do labirinto] a estreia nos cinemas da adaptação do primeiro volume da série Percy Jackson e os Olimpianos, centenas de fãs brasileiros da série criada pelo professor de história norte-americano Rick Riordan participarão na próxima segunda-feira, dia 21, de uma gincana virtual, realizada pela Intrínseca, com o apoio da Fox Film, por meio do blog oficial dos livros e pelo Twitter da editora [@intrinseca]. No Twitter da editora será realizado um quiz com perguntas de hora em hora, das 10h às 18h, a respeito de Percy Jackson e os Olimpianos, seu autor, mitologia grega, história e temas afins. No blog da série, a gincana será disputada por 14 fãs-clubes inscritos – baseados em capitais e cidades do interior de 10 estados brasileiros –, em 10 missões que envolvem temas ligados à mitologia grega e exigem pesquisa, redação, raciocínio lógico e muita criatividade. A recompensa serão brindes exclusivos, como camisetas, canetas, broches, marcadores de páginas e pares de ingressos para o evento de pré-estreia do filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios. No link “Leia Mais” você confere outras informações sobre a série.

PublishNews – 18/12/2009 – Por Redação

Fornecedor do Kindle cria tela de plástico


Um importante fornecedor do leitor eletrônico Kindle, da Amazon, pretende lançar um monitor de plástico em 2010, que deverá reduzir a chance de quebra e abrir o caminho para sua introdução em grande escala em escolas e faculdades. A Prime View International [PVI], uma companhia de Taiwan que é a maior fornecedora dos monitores usados nos leitores digitais, atualmente baseados no uso de vidro, pretende lançar uma tela de plástico no segundo trimestre e torná-la disponível para todos seus clientes, incluindo a Amazon. A varejista de internet americana informou que não comentaria qualquer plano que possa ter para lançar uma versão de plástico do Kindle. A PVI, no entanto, é parceira de longa data da Amazon no fornecimento de monitores para os atuais sistemas do Kindle. A PVI deverá produzir quase 70% dos monitores dos 3,5 milhões de leitores eletrônicos que deverão ser vendidos neste ano em todo o mundo, segundo estimativas de analistas.

Valor Econômico – 18/12/2009 – Por Peter Marsh, Financial Times, de Londres

O pulo do Gato III


O Gato subiu no telhado… e pulou na rede virtual. Está no ar a partir de hoje, 18/12, a eBookstore Gato Sabido, que chega ao mercado do livro digital no Brasil com 150 títulos disponíveis. A Gato já tem mais 300 títulos convertidos [o trabalho digital/técnico já foi feito] que estão em fase de revisão de texto – engana-se quem pensa que e-Book é apenas um PDF do livro que foi impresso. Para os próximos meses, a empresa promete mais 300 livros da Zahar – 100 a cada mês – e mil títulos da editora jurídica Lumen Juris – 100 novos títulos convertidos a cada semana. A Editora Zahar, primeira a fechar o acordo com a Gato, planeja disponibilizar em breve todo o seu catálogo no formato e-Book. Para Carlos Eduardo Ernanny, o Duda, empreendedor da eBookstore, “a dúvida das editoras não é se vão entrar, mas como vão entrar. Tem aquelas que querem testar primeiro com uns dez títulos e outras que já vão entrar com o catálogo completo. É isso que estamos conversando.” Duda estima que até o final de janeiro a eBookstore contará com 10 editoras nacionais. Os títulos internacionais que vêem da parceria com o e-Reader COOL-ER estarão disponíveis aos leitores tupiniquins até o final de janeiro de 2010. Agora é só entrar na rede, comprar seus e-Books e montar sua eBiblioteca.

PublishNews – 18/12/2009 – Por Ricardo Costa

Novos modelos de negócios no Brasil


Onde quer que se fale em Brasil, as pessoas pensam sempre em futebol e música. Os dribles do craque Ronaldinho ou a música poética de Tom Jobim são conhecidos ao redor do mundo. O país é grande, o quinto maior do mundo, e a criatividade e capacidade de inovação de seu povo são tão grandes quanto o país. O mercado de livros no Brasil também é grande – é um dos dez maiores do mundo – embora ainda seja um setor em desenvolvimento. Mas como o futebol e a música, o mercado de livro no Brasil se beneficia dessa criatividade e capacidade de inovação. As editoras Callis, Saraiva e Singular Digital são três exemplos de criatividade e inovação no mercado. Confira a matéria original no site Frankfurt Book Fair.

*A série “Future of the industry – new business models” é uma publicação em parceria da Frankfurt Book Fair com a revista de mercado buchreport.

PublishNews – 17/12/2009 – Por Ricardo Costa, para Frankfurt Book Fair

e-Reader de gente grande


Vem aí o e-Reader “profissional”, ou como dizem seus criadores, o pro-Reader. A “obra” é da Plastic Logic, se chama QUE™ [pronuncia-se “quil”] e foi desenvolvido para profissionais de negócios, segundo releases da empresa. Os criadores do aparelhinho programaram sua primeira apresentação para o dia 7 de janeiro de 2010, na Consumer Electronics Show [CES] em Las Vegas. Com o QUE, a Plastic Logic pretende expandir o conceito de um e-Reader, que até hoje se concentrou em leitura para lazer e leitores casuais. Ainda segundo comunicado da empresa, o novo e-Reader foi desenhado para “simplificar o estilo de vida multifacetado do homem de negócios moderno e aliviar sua carga de trabalho.” O usuário do QUE poderá, como já acontece em outros devices do tipo, ler jornais, revistas e livros; mas além disso o aparelho suporta os formatos de documentos que os usuários de negócios usam: PDF, Word, PowerPoint e Excel. “Mais do que um e-Reader, QUE significa business”, define Richard Archuleta, CEO da Plastic Logic. Com o tamanho de 8,5’ x 11’ polegadas, ele vem com a maior tela touchscreem do mercado hoje, que também é a prova de estilhaços, e tem cerca de 85 cm de espessura; e a bateria dura dias [também segundo release da Plastic Logic]. Os usuários do QUE poderão se conectar via Wi-Fi e também pela rede 3G da AT&T. A loja do QUE já fechou parcerias com diversos periódicos de negócios como Popular Science [revista de tecnologia do IDG], Technology Review [a revista de tecnologia mais antiga do mundo, do famoso Massachusetts Institute of Technology – MIT], PC World, Macworld, CIOWorld, NetworkWorld, ComputerWorld, InfoWorld, e os jornais Financial Times, USA TODAY, Detroit Free Press e Detroit News. A loja do QUE será baseada na eBookstore da Barnes & Nobel, o que dará aos usuários do pro-Reader acesso a todos os livros disponíveis na B&N.

PublishNews – 17/12/2009 – Por Redação

O impressionante sucesso do e-reader brasileiro


Apesar da popularidade do Kindle e do barulho que tem sido feito em torno dos e-books, o mercado editorial ainda dá os primeiros passos na venda de conteúdo digital. O setor está muito longe de ter algum aparelho cuja popularidade possa ser comparada à dos iPods. Mesmo o Kindle, o mais bem sucedido leitor de livros eletrônicos até o momento, continua sendo alvo de muitas críticas, e não é pequeno o percentual de leitores e editores que ainda adiam o mergulho de cabeça nas novidades para tatear um pouco mais.

Nesse mercado com tantas promessas quanto incógnitas, porém, o Brasil acaba de produzir um caso totalmente fora do comum. Trata-se do Mix Leitor D, o primeiro e-reader nacional, desenvolvido em Recife, Pernambuco. Antes mesmo de ficar pronto, já tem nada menos que 150 mil unidades encomendadas. Como explicar tamanho sucesso de um aparelho do qual pouca gente ouviu falar e que só começará a ser vendido de fato em junho do ano que vem?

Antes de tentar explicar, um reparo: o diretor comercial da Mix Tecnologia, criadora do produto, Murilo Marinho, diz que na verdade o número de encomendas é ainda maior do que 150 mil. Esse, porém, é o número máximo de unidades que a empresa estima poder produzir anualmente. Com estrutura maior, venderiam ainda mais.

Uma procura desse volume sem dúvida atiça o curiosidade do leitor – para fazer tanto sucesso, afinal, o Mix Leitor D deve ter algo que outros não têm, certo?

Qual será a grande vantagem? O preço? Bom, segundo a empresa o Mix Leitor D vem dois modelos: um apenas com conexão Wi-fi, por R$ 650, e outro com 3G, por R$ 1.100. Para os padrões do mercado, não é caro. Mas tampouco é uma pechincha. Um outro leitor que começa a ser vendido no Brasil, por exemplo, o COOL-ER, custa R$ 750.

A tecnologia do Mix Leitor D também não é muito distinta da de seus competidores. Como todos os e-readers atuais, ele usa uma tela com E-ink, uma tecnologia que dá uma legibilidade igual ou muito próxima à do papel. Como acontece com o Kindle, as compras de livros poderão ser feitas pelo próprio aparelho. O catálogo disponível ainda está sendo formado. A Mix Tecnologia diz já ter pré-contratos com várias editoras nacionais, mas nada ainda fechado.

A maior diferença do Mix Leitor D para seus competidores está, na verdade, em seu mercado alvo prioritário. Como explica Murilo Marinho, o foco do Mix Leitor D está no setor educacional. A empresa espera que ele seja comprado para uso em escolas, que seja “uma ferramente educacional integrada”, como diz Marinho. E o que o habilita a essa função? Marinho diz que a grande vantagem do seu produto é a tecla InterQuiz, que no aparelho vem abreviada como IQ. E o que faz a tecla IQ? Marinho explica:

– Se o usuário está lendo um livro, revista ou jornal no aparelho, ele pode apertar a tecla IQ. Aí o sistema vai dizer “tenho tantas questões sobre esse assunto“. Ele identifica qual o assunto que está sendo lido, pesquisa um banco de dados na Internet e traz as perguntas para o equipamento. Aí a pessoa tem que responder. Dá para imaginar a utilidade da tecla. Digamos que uma turma de estudantes de uma escola pública em Recife, cada aluno equipado com seu Mix Leitor D de R$ 650 ou R$ 1.100, esteja estudando o descobrimento do Brasil. Lá pelas tantas, o professor diz: agora apertem a tecla IQ. Imediatamente, o aparelho apresenta aos alunos perguntas como “Quem descobriu o Brasil?”, ou “Quais as diferença entre as colônias portuguesas e espanholas no Novo Mundo?”. Ou seja: o tipo de pergunta que os professores costumam fazer. Marinho diz que o Mix Leitor D poderia ser usado também para estudar fora de sala. Mais ou menos como… um dever de casa.

Bom, talvez os responsáveis por essas encomendas todas pudessem explicar melhor porque se entusiasmaram tanto com o aparelho. Marinho diz no entanto que não pode revelar quem fez as encomendas, mas afirma que “a parte governamental é uma área forte”. Não só em escolas, mas também “órgãos do governo” se interessaram diz.

Uma única editora está no projeto desde o início. O Mix Leitor D é desenvolvido por meio de uma sociedade entre a Mix Tecnologia e a Carpe Diem, uma editora com poucos títulos em seu catálogo. Segundo os registros de ISBN da Biblioteca Nacional, só editou até hoje cinco livros. Mas seu proprietário, Antônio Campos, é bem conhecido em Pernambuco. Ele organiza a Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (Fliporto), integra a Academia Pernambucana de Letras, e é irmão do governador do estado, Eduardo Campos.

Miguel Conde – Prosa Online – 17/12/2009

Apocalipse ou uma nova era?


Chegamos ao fim de 2009 e a única coisa que se pode concluir sobre o futuro do mercado editorial é que ele continuará a mudar. Goste você ou não, não importa em qual editora você está ou o quanto tenta se apegar ao passado, resistir às mudanças não é apenas fútil, mas também é a pior característica que uma editora pode ter.

Fim do livro?

Muitas pessoas ficam alarmadas diante das recentes mudanças:
O Kirkus, lendário jornal norte-americano de resenhas, pode acabar: 54%  das pessoas agora sabem da existência dos livros pelos anúncios online. [Sim, aqueles banners! Não mais pelas resenhas.] E 67% dos compradores de livros não sabem o que vão comprar antes de entrar na livraria. Há milhões de leitores que postam o que estão lendo em seus blogs ou em algum tipo de rede social como Twitter, Facebook ou Goodreads. As pessoas leem e-books em iPhones ou Kindles nos supermercados ou no caminho para casa.
A HaperCollins já possui sua rede social chamada Authonomy – onde os autores podem fazer o upload do seu manuscrito ou parte dele para submetê-lo à aprovação de uma comunidade, e os editores só leem aqueles que obtiverem os melhores votos. A Harlequin também está testando uma rede social similar, chamada Carina.
E Steven Covey, autor do eterno best seller Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, acabou de ceder direitos exclusivos de seus e-books para a Amazon e não para sua editora.
Livrarias são editoras e autores são editores e editores são livrarias.
E ainda, o que todo mundo parece temer mais é a Amazon reduzir os e-books a preço de banana, vendendo-os em segundos.
Na última semana, quase todas as principais editoras anunciaram que estariam segurando o lançamento de alguns títulos em e-book em até três ou quatro meses após a publicação da edição impressa.
E agora? O tempo para entrar na era digital no momento certo foi há dois anos atrás quando o Kindle chegou ao mercado. Ou seja, quando a experimentação teria feito algum sentido, quando não havia precedentes estabelecidos. Mas como fazer isso agora? Kassia Krozser, da Book Square, postou em seu blog que agentes e editores estão agindo de forma fetichista: “Eles reverenciam o todo-poderoso livro impresso”, ela escreveu, “sem se preocupar com o real impacto do livro digital para as vendas totais. Sem mesmo considerar o leitor. Mas por que as editoras deveriam levar em consideração o leitor?
Por quê? Como alguém que passou a vida toda trabalhando com publicidade, realizando infinitas pesquisas sobre o usuário final, continuo chocado com a falta de informação que os editores possuem em relação aos leitores. E ainda pior é esse desleixo.

E-books versus livro impresso


Há muitas informações sobre leitores que são essenciais para compreender o que o futuro reserva para o mercado do livro. E é preciso prestar atenção a isso. Por exemplo, 40% dos livros ou são revendidos na internet duas ou três vezes ou emprestado a amigos e família duas ou três vezes. Ou ainda, trocado três ou mais vezes. Em nenhuma dessas transações nem o autor nem a editora recebem um centavo.
Já e-books não podem ser revendidos ou emprestados. [Com exceção do Nook, da Barnes & Nobles, que oferece aos editores a opção de emprestar uma única vez, mas poucos editoras permitem isso.] Dessa forma, por um lado, você tem um e-book cujo preço é fixado para vender mais cópias e vende por causa disso. Por outro lado, poucos podem pagar o atual preço do livro impresso, que pode ser relido, revendido ou emprestado várias vezes sem qualquer lucro.
Os editores temem que o baixo preço do e-book “desvalorize” o livro, então encontraram a brilhante solução de segurar o lançamento de e-books até que o livro impresso seja publicado. A agente Nat Sobel, em um apelo aos editores para segurar o lançamentos dos e-books disse: “Em poucos anos vimos que as vendas eletrônicas de best sellers subiram de 2% para 12% a 15% das vendas totais. No próximo ano, podem chegar a 20%. Quem sabe onde isto vai acabar, uma vez que os best sellers podem estar em telefones celulares, Blackberries e outros?
Então que deveríamos punir esses novos e animados leitores? E se fizermos isso, você acha que eles não notariam? O consumidor não é estúpido. Ele sabe a diferença entre o livro impresso, o mercado de massa e um arquivo digital. Ele sabe quando você está segurando uma determinada versão para lucrar com outra. Além disso, em uma perspectiva de mercado, não é nada inteligente fazer o consumidor esperar três ou quatro meses para comprar um e-book, porque o leitor de e-book é parte de um business dos mais potentes.
Os consumidores são também os primeiros a falar de um produto ou serviço, neste caso, um livro. É por isso que as empresas de cinema têm sessões gratuitas. É por isso que os editores sempre gastaram muitas cópias para a imprensa à procura de resenhas. Mas hoje a mídia está fragmentada.
Há atualmente 60% a menos de resenhas do que havia há cinco anos. Até Oprah está deixando de ser referência. Os pequenos grupos que definiam tendências em matéria de livros, filmes, restaurantes, etc estão sendo substituídos por centenas de milhares de consumidores super-inteligentes.

E-readers fazem barulho

As pessoas que lêem e-books não estão apenas seguindo moda. Elas são ativas e hábeis usuárias de redes sociais, além de espalhar novidades de forma viral, o que acaba fazendo muito barulho. E barulho vende livros.
Numa época em que o dólar está em baixa e somente alguns livros recebem uma publicidade significativa, podemos nos dar ao luxo de manter o mercado calmo por quatro meses?
Além disso, se você retardar o lançamento dos e-books, seria necessário fazer o marketing do livro impresso por si só e, quatro meses depois, anunciar os e-books para, em seguida, refazer o marketing do livro impresso novamente, porque sabemos que não se pode contar que o leitor se lembre de livros de que ouviu falar na semana passada, muito menos há três meses.
Minha empresa, Authorbuzz.com, recentemente conduziu uma pesquisa com 200 pessoas que possuem algum tipo de e-readers. A maioria relatou que estava comprando pelo menos duas vezes mais livros. Alguns relataram um aumento de 300%.Sei que sou ruim em matemática, mas tenho certeza de que vender 3.000 livros a U$ 10 é melhor do que vender 300 livros a U$ 25. Não queremos que mais pessoas possam ler mais livros?

Não tenha medo

O grande paradigma do business no século 21, de acordo com o criador e CEO do site BookTour.com, Kevin Smokler, é dar ao consumidor o que ele quer: “Há mais deles do que você imagina. Você escolheria tornar o caminho mais difícil para seus próprios objetivos? Os consumidores irão simplesmente rejeitar o que você está oferecendo.
Sim, é um momento assustador. Se lançamos um livro hoje e esperamos um ano para a edição de bolso chegar ao mercado, com certeza essa demora pode afetar nossos avanços. Mas levando em consideração o marketing que os autores estão fazendo para seus próprios livros, algumas medidas precisam ser reajustadas assim como os royalties.
Como Mike Shatzkin disse em seu blog, os escritores precisam perceber que o mundo digital oferece canais alternativos de vendas que não envolve o publishing tradicional – especialmente em um momento que o publishing tradicional não é tão tradicional assim e os editores têm expectativas em relação ao marketing feito pelo próprio autor.
Mas as pessoas não pararam de ler. Elas estão apenas abraçando novas formas de ler a palavra escrita – seja em tinta comum seja em “e-tinta”. E nada importa mais que isso.
Não estamos enfrentando o apocalipse como dizem por aí, mas é preciso acolher as mudanças e encontrar um jeito de trabalhar com elas. Estamos condenados se nos apegarmos aos antigos modelos simplesmente porque sempre funcionaram dessa forma.Sou a fundadora da ITW [International Thriller Writers] e, em 2007, um dos membros do conselho, o escritor David Hewson, sugeriu abolir as cotas e achar outro meio de sustentar a organização financeiramente. No início, o conselho ficou boquiaberto. Nunca uma organização de escritores sobreviveu sem quotas. E sempre foi assim. Como poderíamos fazer uma loucura como essa?

A resposta de Hewson se tornou o lema da ITW: “Quando imitamos, fracassamos. Mas quando inovamos, prosperamos.” A ITW está prosperando e o mercado de livros também pode prosperar, isso se não tentarmos preservar o passado às custas do futuro.
Em 1998, MJ Rose foi a primeira escritora a utilizar a Internet para lançar um e-book. Ela também é dona da agência publicitária Authorbuzz.com. A série Past Life, que estreia em fevereiro na Fox, é baseada em seu romance best seller nos Estados Unidos The Reincarnationist.

* Tradução de Taynée Mendes

Publishing Perspectives – 16/12/2009 – M.J. Rose para Publishing Perspectives

Acordo entre best-seller americano e Amazon assusta editora


A Amazon é a criadora do popular leitor de e-books Kindle e uma das maiores vendedoras de livro dos EUA

Desde que os livros eletrônicos surgiram como um grande mercado em crescimento, a preocupação das principais editoras de Nova York tem sido a possibilidade dos grandes autores assinarem acordos diretamente com distribuidores de e-book ou outro empreendimento, passando inteiramente por cima de editoras tradicionais. Agora, um dos escritores mais vendidos nos Estados Unidos, está fazendo exatamente isso.

Stephen R. Covey, um dos autores mais bem-sucedidos na seção de negócios das últimas duas décadas, retirou da sua editora impressa Simon & Schuster, uma divisão da CBS Corp., os direitos de e-books sobre dois de seus livros mais vendidos e os passou à Amazon.com por um ano.

A Amazon, criadora do popular leitor de livros eletrônicos Kindle e uma das maiores vendedoras de livro dos Estados Unidos, terá os direitos exclusivos para comercializar as edições eletrônicas de “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” e um trabalho mais recente, “Liderança Baseada em Princípios”. Covey também planeja disponibilizar gradualmente outros e-books exclusivamente na Amazon, que vai promovê-los em seu site.

A iniciativa promete aumentar os já altos níveis de ansiedade das editoras sobre a lógica econômica da publicação digital e pode oferecer aos escritores uma maneira de lucrar mais com seus trabalhos do que conseguem na forma tradicional. Covey disponibiliza seus livros na Amazon através da RosettaBooks, uma editora eletrônica que comercializa principalmente obras mais antigas de escritores como Kurt Vonnegut e Virginia Woolf.

Arthur Klebanoff, chefe-executivo da RosettaBooks, disse que Covey receberá mais da metade do produto líquido que a editora eletrônica recebe da Amazon em suas vendas. Em contraste, as editoras tradicionais normalmente cedem aos escritores 25% do produto líquido. “Existem superestrelas, e superestrelas podem mais”, disse Klebanoff.

Sean Covey, filho de Stephen R. Covey e chefe de inovação da Franklin Covey, uma firma de consultoria e capacitação que também publica livros de negócio, disse que a maior parcela nos direitos autorais foi “um fator” na decisão de optar pela Amazon. Stephen R. Covey também ficou particularmente atraído pelos planos da Amazon de promover intensamente as edições eletrônicas de “Sete Hábitos” e “Liderança Baseada em Princípios”.

Sua decisão surge em um momento no qual as editoras ampliam seus esforços para manter os direitos digitais dos títulos ativos em seu catálogo – livros publicados muitos anos, se não décadas, atrás. Esses livros podem ser de vital importância para as editoras por serem reimpressos ano após ano e fornecerem um fluxo de renda garantida sem grande esforço de marketing. “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, publicado originalmente em 1989, é uma venda garantida para a Simon & Schuster. Apenas este ano, foram vendidas 136 mil cópias em brochura, de acordo com a Nielsen BookScan, que geralmente monitora 70% das vendas.

Muitos autores e agentes afirmam que, como os contratos dos livros antigos não citam explicitamente direitos eletrônicos, a escolha recai sobre o escritor. Grandes editoras argumentam que cláusulas como “na forma de livro” ou frases que proíbem “edições concorrentes” impedem os autores de publicar e-books através de terceiros.

Adam Rothberg, porta-voz da Simon & Schuster, se negou a comentar especificamente a respeito do caso de Covey, mas disse: “Nossa posição é que as edições eletrônicas de títulos do nosso catálogo pertencem à Simon & Schuster, e temos a intenção de proteger nossa participação nessas publicações”. Outras editoras passaram a defender sua parcela sobre os direitos eletrônicos de títulos antigos. Na sexta-feira, a Random House enviou uma carta a dezenas de agentes literários declarando que detém sobre os livros de seu catálogo “o direito exclusivo de publicar em formatos de livro eletrônico”.

Sean Covey disse que a decisão de publicar as edições eletrônicas de dois títulos antigos por meio da RosettaBooks e da Amazon não foi o resultado de alguma insatisfação com a Simon & Schuster. Ele observou que tanto ele quanto seu pai continuam a publicar livros pela Simon & Schuster e vão continuar a fazê-lo. Mas o jovem Covey apontou que a Franklin Covey também está experimentando a publicação própria de novos livros, uma outra maneira de excluir a editora impressa tradicional. Em agosto, a empresa publicou “Predictable Results in Unpredictable Times”, de Stephen R. Covey, Bob Whitman e Breck England. Ela relançou uma edição eletrônica por meio da RosettaBooks e exclusivamente para o Kindle.

Sean Covey disse que seu pai era o coautor de outro livro, “Great Work, Great Career¿, que a Franklin Covey publicou sozinha. A Amazon está recebendo pré-encomendas. Esse livro será relançado em uma edição eletrônica exclusiva para o Kindle.

O embate sobre e-books faz parte de um jogo de xadrez multidimensional sendo disputado entre editoras, autores, agentes e livrarias. As grandes editoras detestam o preço único de US$ 9,99 dos livros eletrônicos que a Amazon e outros estabeleceram para os títulos mais novos. Embora as lojas estejam subsidiando esse valor, executivos das editoras afirmam acreditar que tal preço prejudica o mercado dos livros impressos, mais caros, e algumas delas reagiram anunciando que vão adiar a publicação de certos e-books em vários meses após o lançamento da versão em capa dura.

Na semana passada, a Simon & Schuster disse que atrasaria em quatro meses as versões eletrônicas de 35 títulos que serão publicados em capa dura entre janeiro e abril. Tanto Hachette Book Group, quanto HarperCollins Publishers Worldwide também indicaram que adiarão edições eletrônicas de seus livros. Reagindo ao anúncio, Drew Herdener, porta-voz da Amazon, criticou diretamente a Simon & Schuster e sua chefe-executiva Carolyn Reidy. “A Simon & Schuster está retrocedendo”, disse Herdener. “Carolyn quer encurralar os leitores, forçá-los a comprar o que não comprariam se tivessem escolha. Não vai funcionar. A melhor atitude é abraçar a evolução do livro e dar aos consumidores o que eles querem. Editoras progressistas vão lucrar muito”.

Rothberg, o porta-voz da Simon & Schuster, disse que sua companhia não quer prejudicar ninguém. “A noção de que fizemos qualquer coisa diferente de abraçar calorosamente a revolução digital, com e-books ou outros formatos, chegando aos nossos leitores onde quer que estejam, assim como toda oportunidade oferecida pela nova era digital, é obviamente absurda”, disse. Ele acrescentou, porém, “nós entendemos que existe muito em jogo e queremos discutir mais com a Amazon sobre como ampliar esse negócio sem levar a discussão para o lado pessoal”.

Mike Shatzkin, chefe-executivo da Idea Logical, que orienta editoras em estratégias digitais, disse que as editoras estão tentando minimizar a influência externa da Amazon no setor de livros e preservar a sua própria. “As editoras estão tentando arrebanhar a Amazon em um canto e deixá-la ali”, disse ele. “Mas acredito que será uma situação muito difícil para as grandes editoras controlarem”.

The New York Times

Quarta, 16 de dezembro de 2009, 09h45

Brad Stone e Motoko Rich

Tradução: Amy Traduções

Advogado consegue liminar para comprar Kindle sem impostos no Brasil


Ele entrou com mandado de segurança e obteve a autorização.
Nos EUA por US$ 259, Kindle tem US$ 266,62 de taxa de importação.

Amazon Kindle | Foto: Divulgação

O advogado Marcel Leonardi obteve na Justiça uma autorização para a compra do leitor digital Kindle, da Amazon, sem pagar os impostos referentes à importação do produto. Vendido somente pela loja virtual nos EUA, o produto custa US$ 259, mas para os brasileiros chega a US$ 545,30 [cerca de R$ 956] – dessas taxas, US$ 21 referem-se à entrega, enquanto US$ 266,62 são de importação. Ainda cabe recurso da Receita Federal.

Leonardi entrou com um mandado de segurança no qual alegou que o Kindle possui a função exclusiva de leitor de textos. Por isso, o produto seria abrangido pela imunidade tributária da importação de livros, jornais, periódicos e papel destinado a sua impressão, da Constituição Federal [art. 150, inciso VI, alínea “d”].

Essa lei existe para garantir o acesso à cultura, por isso não se pagam impostos na importação de livros. Ela também fala na isenção de papel para a impressão de textos, que já foi estendido para CD-ROMs e mídias eletrônicas em geral. O Kindle se encaixa nessa categoria, pois tem como única finalidade a leitura”, explicou o advogado ao G1.

Em sua decisão, a juíza federal substituta Marcelle Ragazoni Carvalho, da 22ª Vara Federal de São Paulo, afirmou: “ainda que se trate o aparelho a ser importado de meio para leitura dos livros digitais vendidos na internet, aquele que goza efetivamente da imunidade, assim como o papel para impressão também é imune”.

Segundo Leonardi, notebooks e aparelhos como o iPhone não poderiam ter os mesmos benefícios, porque além de permitir a leitura de documentos digitais têm outras funções. Dessa forma, eles são considerados eletrônicos e continuam pagando os impostos de importação.

Como a Amazon já cobra dos brasileiros os impostos no ato da compra, o advogado vai adquirir o produto e pedir que ele seja entregue a um contato dos Estados Unidos. O Kindle será então enviado legalmente por correio ao Brasil, com a descrição do produto, e a liminar impedirá a cobrança de impostos aduaneiros do advogado.

Pelo valor do produto, não vale a pena contratar um advogado para fazer algo parecido. Mas a decisão mostra que a Justiça está a par das novidades tecnológicas. Fiquei surpreso com a qualidade da fundamentação da liminar e, muito provavelmente, a decisão final será igual”, diz o advogado, que pretende comprar seu Kindle logo depois do Natal, quando as lojas fazem promoções.

Juliana Carpanez
Do G1, em São Paulo

16/12/09 – 09h11 – Atualizado em 16/12/09 – 09h11

Flores tem tiragem online esgotada


Foram 5.449 downloads, número correspondente a uma tiragem esgotada, tendo em vista os quatro mil exemplares impressos. Este é o resultado da disponibilização de Flores, do escritor mexicano Mario Bellatin, para os leitores-internautas da Cosac Naify baixarem durante o mês de estreia do novo Portal da editora, em outubro. Destaque na FLIP 2009, Bellatin criou, em Flores, uma narrativa fragmentada e transgressora, ousadia que se reflete na decisão, em parceria com o autor, de oferecer o livro de forma totalmente gratuita ao leitor. A ação demarca o início de uma nova etapa na dinamização do projeto cultural da editora na web. A versão digital foi licenciada em Creative Commons e acompanhada pelo conto inédito “Rosa canina”, escrito por Bellatin exclusivamente para esta ocasião, e que permanece online para download. O livro, por sua vez, agora pode ser adquirido somente em livrarias ou na Loja Virtual.

PublishNews – 15/12/2009 – Por Redação