Suporte para os livreiros


Chegou ao mercado livreiro uma plataforma de comércio eletrônico que disponibiliza aos empresários do setor uma livraria On-line com mais de 190 mil títulos cadastrados com informações de sinopse, autor, editora, ISBN, preços e capas, além de receber atualizações automáticas do banco de dados. O Sistema Suporti Livrarias foi lançado pela ABC Interactive, empresa especializada no desenvolvimento de soluções para comércio eletrônico, em parceria com a Distribuidora Superpedido Tecmed. Outras informações podem ser obtidas através do site ou pelo e-mail atendimento@abcinteractive.com.br.

PublishNews – 24/11/2009 – Por Redação

Programas on-line ajudam na venda de livro de papel


As editoras que não pretendem lançar livros eletrônicos no curto prazo reforçam suas estratégias de divulgação na internet para estimular as vendas de livros no formato tradicional, aproveitando o súbito aquecimento da demanda. O grupo editorial Record decidiu fazer uso do iPhone como canal de vendas. A empresa desenvolveu em parceria com a brasileira Gol Mobile um aplicativo para o telefone celular.

Mas em lugar da venda de livros, a empresa vai oferecer capítulos de alguns lançamentos para leitura gratuita. Os usuários do iPhone que acessarem o aplicativo terão a opção de ler os trechos e fazer a compra do livro em papel por meio do programa. “A editora considerou interessante usar a plataforma para divulgar lançamentos“, afirma o presidente da Record, Sergio Machado. O primeiro lançamento para o iPhone é do romance póstumo de Sidney Sheldon, “Senhora do Jogo”.A editora também vai oferecer até o fim do ano, pela App Store, “Diálogos do Vampiro” e o livro interativo “Grau 26”. No último caso, a cada 20 páginas, o leitor ganha uma senha para ver cenas do livro gravadas em vídeo. E pode interagir com os personagens e o autor por meio de um blog. “No momento, o aplicativo será usado como estratégia de marketing, mas nada impede uma mudança de planos no futuro“, afirma Machado. Ele observa que hoje as vendas pala internet ainda são pequenas, representando aproximadamente 5% do total.

O diretor de marketing da Gol Mobile, Alexandre Buono, afirma que a procura das editoras por dispositivos de leitura tem crescido e há negociações em andamento. “No Brasil existem mais de 200 mil iPhones, que são vendidos a um público de renda mais alta. Há um grande potencial de exploração desse canal de vendas“, afirma.

A Gol Mobile existe há dois anos e a decisão de investir em aplicativos para livros eletrônicos surgiu de uma necessidade pessoal. “Gosto de ler. Tenho mais de 500 livros em casa e não há mais espaço para guarda-los. A digitalização dos livros me permite, por exemplo, viajar com 20 títulos no bolso“, diz Buono.

Algumas editoras, como Companhia das Letras, Panda Books e Martins Editora Livraria, informaram não ter projeto de e-books no curto prazo. “Os nossos consumidores geralmente compram livros não só pelo conteúdo, mas por seu aspecto decorativo. Acredito que editoras especializadas em guias, livros técnicos ou de atualidades encontrem uma demanda nessa plataforma mais rapidamente“, diz Evandro Martins Fontes, diretor executivo da Martins Editora, especializada em obras de ciências humanas. [CB]

Valor Online – 24/11/2009

Reforço para a venda de livros


As editoras que não pretendem lançar livros eletrônicos no curto prazo reforçam suas estratégias de divulgação na internet para estimular as vendas de livros no formato tradicional, aproveitando o súbito aquecimento da demanda. O grupo editorial Record decidiu fazer uso do iPhone como canal de vendas. A empresa desenvolveu em parceria com a brasileira Gol Mobile um aplicativo para o telefone celular. Mas em lugar da venda de livros, a empresa vai oferecer capítulos de alguns lançamentos para leitura gratuita. Os usuários do iPhone que acessarem o aplicativo terão a opção de ler os trechos e fazer a compra do livro em papel por meio do programa. Algumas editoras, como Companhia das Letras, Panda Books e Martins Editora Livraria, informaram não ter projeto de e-books no curto prazo. “Os nossos consumidores geralmente compram livros não só pelo conteúdo, mas por seu aspecto decorativo. Acredito que editoras especializadas em guias, livros técnicos ou de atualidades encontrem uma demanda nessa plataforma mais rapidamente“, diz Evandro Martins Fontes, diretor executivo da Martins Editora, especializada em obras de ciências humanas.

Valor Econômico – 24/11/2009 – Por Cibelle Bouças

Publishers Group To Sell Digital Magazines For Apple’s iTablet, Others


iTablet Apple

A group of more than 50 publishers, led by Time Inc., are in the final stages of creating a consortium for selling digital versions of their magazines through the iPhone, Apple’s rumored iTablet, Amazon’s Kindle and other e-readers, according to a Tuesday report.

The company, including Time Inc., Conde Nast and Hearst, would offer The New Yorker, Vanity Fair, Time, People, Sports Illustrated and other magazines using an iTunes-like “any way you want” store for content, sources told The New York Observer. The deal could be “announced within weeks,” according to the newspaper.

The publishing group reportedly met with Apple and other hardware makers in October about their intentions of presenting magazines via the devices. Creating a one-stop-shop for magazines used on Apple’s iPhone or tablet, Amazon’s Kindle and Research In Motion’s BlackBerry necessitates “one point of contact for consumers,” a source told the publication.

The story would dovetail with a number of other reports that publishers are preparing for the rumored 2010 introduction of such a device from Cupertino.

The story follows repeated news Apple is developing a so-called iTablet that would present readers with content. Although one analyst claims delays have pushed back its introduction until late 2010, Conde Nast said it will have 18 publications tablet ready by the middle of next year.

Early on, Apple envisioned launching the tablet with content ready for users. Apple has reportedly approached a number of publishers, seeking their help to have “hybrid content” that includes video, audio and other interactivity read for whenever a tablet appears. The rush to have magazines and other material ready for the tablet appears to be a switch from earlier Apple product launches. When the company began selling the iPod, it had no content ready for use on the MP3 player.

Cult of Mac 11:38 am, November 24th, 2009, Ed Sutherland

Via AppleInsider, 9to5Mac, New York Observer

Rival publishers rumored to align for iTunes-like magazine store


Time Inc., Condé Nast and Hearst are rumored to be among a number of competing publishers that will come together and create an iTunes-style digital store for selling magazines on devices like Apple’s iPhone and rumored tablet.

The joint company will make more than 50 popular magazines — including The New Yorker, Vanity Fair, Time, People and Sports Illustrated — available for a variety of devices, including Apple’s iPhone. According to The New York Observer, the consortium has not yet reached a final agreement, though an official deal could be “announced within weeks.”

The consortium’s alleged plans have been known for some time, though no official announcements have been made. But now, the agreement is reportedly “very close” to becoming final.

Expected to play a part in the new digital distribution product is Apple’s still-unannounced tablet device, due to arrive in 2010. In October, people familiar with the group led by Time Inc. said that the associated publishers are targeting Apple’s tablet, and have had discussions with the hardware maker about putting their magazines on the device.

Numerous reports in recent months have suggested Apple has been reaching out to content publishers, including The New York Times, McGraw Hill and Oberlin Press, to get them to make their publications available for purchase on the forthcoming device.

The forming of the group of publishers has reportedly been spearheaded by John Squires, executive vice president with Time Inc. Sources allegedly told The Observer that Squires will leave his current position to become the interim executive of the new collaborative company, when it is formed.

Magazine publishers are reportedly wary of attempting to create their own digital distribution methods. But all feel if they cooperate and create a joint business venture, they have a better chance of succeeding.

The deal has taken some time behind the scenes because accommodating a number of devices and form factors has proven to be one of many challenges. In addition to the iPhone and Apple’s tablet, the publishers are expected to embrace the Amazon Kindle and Research in Motion’s BlackBerry line.

“It’s pretty complicated stuff,” one source reportedly said. “The really, really hard part is that you’ve got so many different kinds of devices running on different operating systems. And how do you handle that? The consortium provides one point of contact for the consumer. When you come to the main store, you can get the content any way you want.”

AppleInsider © 1997-2008 – Published: 09:35 AM EST By Slash Lane

Editoras começam a se preparar para o leitor digital


De fato, toda paixão confina com um caos, mas a de colecionar com o das lembranças. (…) Para ele [o colecionador], não só livros, mas também seus exemplares têm seu destino. E, neste sentido, o destino mais importante de todo exemplar é o encontro com ele, o colecionador, com sua própria coleção.” Esses são trechos do ensaio “Desempacotando a minha biblioteca”, escrito na década de 30 pelo filósofo alemão Walter Benjamin.

No texto, Benjamin defende a existência de uma relação de apego material entre leitor e livro. A discussão sobre o livro como mera plataforma de texto ou objeto com outras dimensões simbólicas é antiga, mas ganhou força recentemente com o lançamento do leitor eletrônico de livros Kindle, da Amazon, e de aparelhos semelhantes, como o Sony Reader. No Brasil, o equipamento chegou ao mercado há pouco mais de um mês, mas já estimulou editoras a repensar as estratégias de vendas.

Editoras como Ediouro, Leopardo e Bookess desenvolveram tecnologia própria ou contrataram empresas de software para produzir e vender livros eletrônicos no Brasil. Outras companhias preferem aproveitar o crescente interesse em função dos e-books para comercializar na internet obras em sua plataforma tradicional.

A Amazon.com não cita números sobre as vendas globais de livros eletrônicos, mas seu porta-voz, Drew Herdener, garante que há grande demanda em termos mundiais e editoras brasileiras já negociam a publicação de obras em português. “Começamos com livros em inglês e trabalharemos duro para agregar novos conteúdos aos clientes de mais de cem países. É um primeiro passo audacioso, mas continuaremos a inovar e a expandir as nossas ofertas”, diz.

A Ediouro, dona de aproximadamente 7 mil títulos, lançou 30 livros no formato eletrônico desde outubro e, no prazo de um ano, pretende digitalizar todo seu catálogo. Por meio da Singular, sua provedora de conteúdos digitais, a editora investiu na aquisição de software e na capacitação de uma equipe que fará a conversão dos livros para e-books, afirma o diretor executivo da Singular, Newton Neto. O software foi desenvolvido pela empresa americana KiwiTech.

A conversão é feita para diferentes formatos de arquivo, mas o mais usado é o epub, que permite a leitura das obras no Kindle e no Sony Reader, diz Neto. “No próximo ano as vendas de e-books devem deslanchar no Brasil e a editora quer estar preparada para essa demanda“, afirma o executivo. Ele observa que na primeira semana de lançamento do e-book “O Seminarista”, de Rubem Fonseca, a editora vendeu cem cópias da versão para o Kindle. “Foi muito surpreendente. Já existe uma demanda, apesar do valor alto do Kindle.

A Leopardo Editora, especializada em livros técnicos, também contratou a Kiwitech para fazer a conversão do seu catálogo em e-books compatíveis com o iPhone. Além da loja do iTunes, os livros serão vendidos no site do Google Books, afirma o diretor da Leopardo, Ely Behar. A empresa, dona de 400 títulos, começou com o lançamento de dez obras para o iPhone e 80 para o Google Books. “Começamos com o iPhone, mas futuramente a oferta será estendida para a leitura em outros celulares“, afirma.

A maioria dos e-books da Leopardo, que recentemente adquiriu o catálogo da Editora Hemus, são livros técnicos. “Acredito que esse tipo de obra tem uma saída mais fácil como livro eletrônico, como já acontece com os dicionários“, diz Behar. A venda de e-books representa 1% dos 100 mil livros comercializados no ano. Behar acredita, porém, que haverá um forte crescimento da demanda por livros digitais no médio prazo e, com o aumento da escala de produção, o preço dos aparelhos e dos livros tende a baixar. “Também é possível que editoras subsidiem a compra do Kindle, como fazem as operadoras de telefonia móvel.

O presidente da KiwiTech, Rakesh Gupta, afirma que outras editoras brasileiras de grande porte e editoras independentes também negociam contratos para a conversão dos títulos para formatos digitais. As plataformas mais procuradas são as que permitem a leitura no iPhone e iPod Touch. Segundo o executivo, a empresa também fornece leitores para telefones inteligentes como o BlackBerry, celulares com o sistema operacional Android, do Google, e alguns modelos da Nokia.

Fundada no início deste ano, a KiwiTech conta com uma equipe de 3,5 mil funcionários, distribuídos em Washington [EUA] e Nova Déli [Índia].

Começamos a colocar nossos e-books na loja do iTunes no início do ano. Atualmente, possuímos mais de 150 livros disponíveis, sendo 12 na versão em português. Um dos nossos livros, ‘Dom Camurro’, alcançou a segunda posição na categoria livros da loja do iTunes Brasil. Hoje, possuímos 6 obras no top 20 da loja”, diz Gupta. O executivo não cita números sobre os negócios no Brasil, mas afirma que o país está entre as economias que mais crescem no mundo e, por isso, “é uma peça-chave da nossa estratégia de crescimento“.

A publicação de livros em formatos eletrônicos não é exatamente uma novidade no Brasil. Editoras pequenas, principalmente as vinculadas a instituições de ensino, lançaram ao longo da década versões para leitura em computador. Com o lançamento do Kindle, algumas diversificaram os formatos dos arquivos, para permitir a leitura também em celulares e outros aparelhos.

A catarinense Bookess, uma editora e biblioteca virtual, já disponibilizava em seu site versões eletrônicas de mais de mil obras para leitura gratuita. No início deste mês, a empresa lançou versões para o Kindle e o Sony Reader. “Qualquer usuário pode acessar o site e baixar o livro que deseja, ou ler no próprio site. Em breve haverá uma versão também para iPhone“, observa o presidente da empresa, Marcos Passos.

Para os leitores que preferem a versão em papel, existe a opção de encomenda da obra, que é enviada por correio. Essa é uma área nova de atuação da empresa e, de acordo com Passos, ainda é difícil estimar o potencial de vendas de impressões sob encomenda. A Bookss foi criada em abril de 2008 e é uma empresa incubada da Midi Tecnológico. No fim do ano passado, a empresa obteve um aporte financeiro da Floripa Angel, cujo valor é mantido em sigilo, para alavancar os negócios da Bookess, que hoje não possui faturamento. “Ainda estamos avaliando uma estratégia para gerar receita com a oferta dos livros na internet“, diz.

O presidente da Associação Nacional de Livrarias [ANL], Vitor Tavares, observa que o índice de leitura dos brasileiros é baixo, de menos de dois livros por ano. Para ele, a chegada de leitores eletrônicos só estimulará as vendas para uma pequena parte da população que já costuma ler. “Se houver hábito de leitura, haverá espaço para todo mundo trabalhar e bem“, avalia. Porém, com o avanço da tecnologia, e do lançamento de livros em formato digital, os livreiros precisam estar atentos e se adequar à nova realidade. “Se tiver uma plataforma digital, eu vou colocar na minha loja e continuar tocando. Negócios são negócios“, diz.

Cibelle Bouças e Gustavo Brigatto – Valor – 24/11/2009

Record lança livros para iPhone


O Grupo Editorial Record anunciou o lançamento de um aplicativo de leitura de livros para o iPhone. O Record eReader, desenvolvido em parceria com a empresa Gol Mobile, traz por enquanto trechos de apenas dois lançamentos da editora: “Senhora do Jogo“, de Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe; e “Diários do Vampiro 2 – O Confronto“, de L.J. Smith. O aplicativo, que é gratuito, está disponível na App Store da Apple no Brasil.

Semana passada, o “New York Times” publicou uma reportagem sobre a leitura de livros em celulares nos EUA. Um de cada cinco aplicativos lançados para o iPhone em outubro era um livro, dizia o jornal. A matéria reproduzia declarações de pessoas dizendo que fazia mais sentido ler livros no seu smartphone do que gastar US$ 300 num aparelho novo. O NYT lembrava ainda a boataria sobre um possível e-reader da Apple, a ser lançado ano que vem.

O Globo – 24/11/2009