Paulo Coelho abre seu blog para críticas


O escritor brasileiro Paulo Coelho decidiu abrir seu blog para leitores poderem criticar seu trabalho. Foto: Andrew Medichini/AP

O escritor Paulo Coelho decidiu publicar também críticas ao seu trabalho em seu próprio blog.

Em texto publicado nesta quinta-feira, em inglês e português, o autor brasileiro afirmou que nada, exceto palavrões, será censurado nos comentários.

“Noto que este blog tem sido parcial – visitam apenas aqueles que gostam do meu trabalho. Portanto, a partir de hoje, e pelo proximo mês, estou deixando aqui este espaço aberto para as pessoas tambem terem oportunidade de dizer por que nao gostam de mim”, escreveu Coelho.

O escritor afirmou que o texto aberto a críticas ficará disponível no blog durante um mês, e poderá ser lido posteriormente nos arquivos.

Folha Online – 19/11/2009 – 21h36

Editora lança livro digital mais caro do que impresso


A alteração de preço do e-book "O Seminarista", de Rubem Fonseca, é registrada no site da loja virtual da Ediouro

Tanto a versão impressa do livro “O Seminarista”, de Rubem Fonseca, quanto a digital foram lançadas na mesma data pela Ediouro, em 5 de novembro. O curioso vem a seguir: a editora optou por vender o “e-book” por R$ 36,90, enquanto o livro “real” chega a custar R$ 29,50.

Os primeiros a repararem na distorção de preços foram os internautas. “Ganância pura!”, protestou um usuário do YouTube após assistir ao trailer de divulgação da obra. Após as críticas, a companhia resolveu voltar atrás. Agora, o livro digital é vendido por R$ 19,99.

Demoramos para ajustar o valor correto“, diz Newton Neto, diretor-executivo da Singular, loja on-line que comercializa livros da Ediouro.

O diretor conta que eles possuem uma agência para monitorar comentários sobre os seus produtos em comunidades virtuais e blogs. Com ela, notaram que, principalmente por meio do Twitter, internautas apontavam o problema.

“Por motivos óbvios, como o não gasto de papel e o custo de distribuição”, explica Neto, “nossa estratégia é que os preços dos ‘e-books’ sejam pelo menos 30% inferiores aos dos impressos”.

Ele também diz que originalmente o preço do ‘e-book’ não ficaria maior nem menor que livro impresso, mas igual. “Mas o varejo tem autonomia para sua política de preços”, explica.

“Espantoso”, protestava o site da Editora Plus, horas antes da alteração do preço. “Será que a Ediouro pensa que os leitores do Kindle gostam de rasgar dinheiro? Só porque eles gastam R$ 1.000 para ter o aparelho, não quer dizer que topem fazer ‘doação’ para a Ediouro.”

O site concluía que “cobrar mais caro vai redundar em duas coisas: vendas pífias e pirataria”.

MAURÍCIO KANNO
colaboração para a Folha Online

19/11/2009 – 17h38

Tela pequena do celular é opção para ler livros eletrônicos


Com o Kindle, da Amazon, os leitores podem carregar centenas de livros em um aparelho menor que a maior parte dos livros de capa dura. Mas para algumas pessoas, isso não é pequeno o bastante. Muita gente que deseja ler livros eletrônicos está descobrindo que é possível fazê-lo com os celulares inteligentes que já levam em seus bolsos. E esses consumidores apreciam a economia de entre US$ 250 e US$ 350 que o recurso propicia, já que ler em seus celulares torna desnecessário que comprem ainda outro aparelho.

“Esses leitores eletrônicos custam muito caro e fazem apenas uma coisa”, disse Keishon Tutt, 37, uma farmacêutica do Texas que compra entre 10 e 12 livros ao mês para ler no seu Apple iPhone. “Prefiro ter um dispositivo multifuncional. Posso assistir a filmes e ouvir minhas canções em um mesmo aparelho“.

Ao longo dos últimos oito meses, a Amazon, a cadeia de livrarias Barnes & Noble e diversas empresas menores lançaram software que permite a leitura de livros eletrônicos no iPhone e em outros celulares inteligentes. Um em cada cinco novos aplicativos lançados para o iPhone no mês passado era um livro, de acordo com a Flurry, uma empresa de pesquisa que acompanha as tendências na comunicação móvel.

Toda essa atividade suscita uma questão: o futuro da leitura de livros dependerá de aparelhos de uso exclusivo, como o Kindle, ou de aparelhos mais versáteis, como os celulares inteligentes? Até o momento, o software de leitura para celulares não parece ter influenciado negativamente a demanda pelos leitores eletrônicos de função única. De acordo com o Codex Group, consultoria que atende ao setor editorial, cerca de 1,7 milhão de pessoas já têm leitores eletrônicos nos Estados Unidos, e o número pode subir a quatro milhões ao final da temporada de festas deste ano.

Mas já existem 84 milhões de celulares inteligentes capazes de executar aplicativos de leitura eletrônica, apenas nos Estados Unidos, de acordo com o grupo de pesquisa IDC. A Apple vendeu mais de 50 milhões de iPhones e de iPods Touch, dois aparelhos capazes de executar software de leitura eletrônica.

A Apple mesma não considera que o iPhone venha a ser o aparelho definitivo para leitura eletrônica. No ano que vem, ela pode movimentar ainda mais o mercado de livros eletrônicos caso cumpra as expectativas e lance um computador tablet – um aparelho maior que um celular e que provavelmente contará com software de leitura eletrônica, bem como outros programas desenvolvidos inicialmente para o iPhone.

No passado, as pessoas costumavam resmungar diante da ideia de ler um livro na tela de 3,5 polegadas de um celular. Mas para muitos leitores, a conveniência básica que esse método de leitura oferece supera quaisquer outras dificuldades.

O iPod Touch está sempre à mão“, diz Shanon Stacey, que escreveu diversos livros de literatura romântica distribuídos em formato eletrônico. “E serve como minha agenda e para tudo mais que preciso, além de permitir que eu sempre tenha meus livros à mão”. Stacey, que também tem um Sony Reader de modelo mais antigo, diz que até o momento adquiriu duas vezes mais livros para o iPod Touch do que para o Sony Reader.

Embora o Kindle, o Reader e o Nook, o leitor eletrônico da Barnes & Noble que chegará ao mercado no final deste mês, ofereçam telas que usam pouca energia e ficam próximas em tamanho à página de um livro de bolso, eles apresentam recursos relativamente limitados, tais como telas de leitura monocromáticas e acesso apenas parcial à internet – e não em todos os casos.

Ian Freed, vice-presidente da divisão Kindle da Amazon, disse que os clientes continuavam a comprar mais livros para ler no Kindle do que no aplicativo Amazon para o iPhone, ainda que não revelasse números. A Amazon está trabalhando em software de leitura para o BlackBerry e para computadores Macintosh; ela introduziu software de leitura eletrônica para computadores acionados pelo sistema operacional Microsoft Windows recentemente.

Ler em uma tela pequena é uma experiência surpreendentemente agradável“, disse Josh Koppel, fundador da ScrollMotion, uma empresa de Nova York que oferece 25 mil livros eletrônicos na Apple App Store e tem mais de 200 mil cópias vendidas. Empresas como a ScrollMotion e a BeamItDown vendem livros em forma de aplicativos individuais, de modo que romances como Crepúsculo, de Stephanie Meyer, são oferecidos diretamente na App Store. A Amazon e a Barnes & Noble distribuem gratuitamente o software de leitura eletrônica, em lugar disso; os consumidores adquirem os livros propriamente ditos, usando os navegadores de web de seus computadores ou celulares.

As editoras agora estão correndo para desenvolver novas formas de livros que atendam aos leitores interessados em usar celulares inteligentes para leitura – e esses livros não funcionarão nos aparelhos de leitura eletrônica exclusivos hoje disponíveis. Quando o músico Nick Cave escreveu seu segundo romance, The Death of Bonnie Munro, ele e a Canongate, a editora britânica que lança suas obras, trabalharam com uma companhia multimídia para desenvolver um aplicativo destinado ao iPhone que incorporava não apenas o texto do romance mas também vídeos, canções compostas por Cave e uma versão em áudio lida pelo autor.

Aquilo que se pode fazer com recursos gráficos e imagens em movimento cria uma série de possibilidades para as editoras, possibilidades antes inexistentes“, disse Jamie Byng, da Canongate.

É claro que os leitores eletrônicos como o Kindle e o Nook também evoluirão, mais provavelmente por meio da adoção de telas em cores. Mas enquanto isso, os executivos da Amazon afirmam que são as limitações do Kindle que na verdade o tornam mais atraente para leitura. “O Kindle se destina a pessoas que amam ler”, disse Freed, da Amazon. “As pessoas usam celulares para muitas coisas. Mais frequentemente, elas os utilizam para fazer telefonemas. O segundo uso mais comum é o envio de mensagens de texto ou e-mails. E só lá embaixo, nessa lista, está a leitura“.

De fato, Sarah Wendell, assistente executiva em Manhattan e responsável por um blog sobre livros românticos, disse que embora já tenha usado seu iPhone para ler durante o almoço ou em pausas para café, continua a usar o Kindle, no trajeto de uma hora entre sua casa em Nova Jersey e o escritório.

Para as sessões mais longas de leitura, ela afirma, o iPhone oferece “uma tela pequena, e meus olhos começariam a doer, mesmo que eu aumentasse a fonte para o tamanho avó ou até bisavó“.

Travis Bryant, diretor de produtos digitais da Keen Communications, uma pequena editora em Birmingham, Alabama, disse que consegue ler bastante enquanto espera em filas. Bryant contou que recentemente leu The Shack, um romance alegórico cristão que se tornou sucesso de vendas, bem como The Templar Legacy, um romance histórico de suspense, de Steve Berry, em seu iPhone.

Mas Bryant reconhece que o iPhone, embora conveniente, não serve a todos os propósitos de leitura possíveis. “Tenho um filho de três anos, e ele realmente adora livros”, disse Bryant. “Eu me lembro de quando era criança e vasculhava as estantes de meus pais. Caso tudo vá existir apenas no iPhone, ele simplesmente não poderá ter aquela tentação visual. Por isso, mantemos as estantes bem cheias em nossa casa“.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times

Motoko Rich e Brad Stone

Quinta, 19 de novembro de 2009, 17h12

Kindle chega ao Canadá


 

Kindle

Editores e leitores do Canadá ficaram empolgados com o anúncio na última terça-feira, 17/11, da chegada do Kindle em seu país. Os consumidores do aparelhinho da Amazon vão pagar o mesmo preço que os norte-americanos – U$ 259 – mais uma justa taxa de imposto de U$ 31. Os leitores do Canadá também estão isentos da taxa de U$ 2 por download de livro, que é cobrada em todos os demais downloads internacionais. E as editoras canadenses já estão correndo para disponibilizar seus títulos para o e-Reader mais famoso do mercado. As negociações estão adiantadas.

 

Publishers Weekly – 19/11/2009 – Por Leigh Anne Williams

Wikipedia e iPhone são momentos da década, segundo prêmios Webby


Wikipedia

O lançamento da Wikipedia e o surgimento do iPhone estão entre os dez momentos mais influentes da internet nos últimos dez anos, de acordo com os prêmios Webby.

Outro evento destacado pela Academia de Artes e Ciências Digitais, sediada em Nova York, que organiza os prêmios Webby desde 1996, foi a eleição iraniana neste ano, quando os protestos demonstraram a força do Twitter e de outras mídias sociais na reformulação de uma democracia.

A internet é a história da década porque foi a catalisadora de mudanças não apenas em todos os aspectos de nossas vidas cotidianas mas em tudo o mais, do comércio e comunicação à política e cultura pop“, afirmou David-Michael Davies, diretor executivo do Webby Awards.

O tema recorrente entre todos os marcos que nossa lista menciona é a capacidade da internet para contornar os sistemas do passado e entregar mais poder às pessoas comuns“, acrescentou.

Confira a lista dos dez momentos mais influentes da década na internet, de acordo com os prêmios Webby:

– O site de classificados Craigslist se expande para além de San Francisco, em 2000, influenciando jornais em toda parte.

– O Google lança o AdWords, em 2000, permitindo que anunciantes direcionem anúncios com extrema precisão.

– A enciclopédia aberta Wikipedia é lançada, em 2001; hoje, tem 14 milhões de artigos em 271 idiomas diferentes.

– O fechamento do Napster, em 2001, abre as portas a múltiplos serviços de troca de arquivos.

– A oferta pública inicial de ações do Google, em 2004, que colocou o serviço de buscas no caminho para influenciar incontáveis aspectos de nossas vidas cotidianas.

– A revolução do vídeo on-line em 2006, e a explosão de publicação de conteúdo caseiro e profissional na internet, mudando a cultura pop e a política.

– O Facebook passa a aceitar usuários não universitários e o Twitter é lançado, em 2006.

– Lançamento do iPhone, em 2007, faz dos celulares inteligentes mais que produtos de luxo, disponibilizando um aplicativo para quase todo aspecto da vida moderna.

– A campanha presidencial norte-americana de 2008, na qual a internet mudou todos os aspectos da condução de uma campanha eleitoral.

– Os protestos iranianos depois da eleição presidencial deste ano, quando o Twitter se provou vital para organizar manifestações e como veículo de protesto.

Reuters, em Nova York – Folha Online 19/11/2009 – 10h15