O Kindle será o seu último livro?


Testamos a versão brasileira do leitor da Amazon, que baixa conteúdo por 3G

Ele chegou com pinta de que vai esvaziar a sua estante. Mas o Kindle International, disponível para brasileiros comprarem desde o mês passado, está maduro o suficiente para aposentar seus livros? Testamos o aparelho com tela de 6 polegadas e adoramos a ideia de baixar conteúdo por uma conexão 3G paga pela Amazon. A experiência de leitura também é fantástica, pois a tela parece mesmo com papel. Mas o aparelho tem sérias limitações: faltam cores, touchscreen e conteúdo em português, por exemplo. Ah, e o preço é uma pequena fortuna: 958 reais.

Esse negócio de 3G grátis funciona assim: está liberada a navegação pela Wikipedia americana e pela loja online da Amazon. Você paga apenas os livros e periódicos que quiser baixar, por meio de créditos comprados na livraria com seu cartão. A conexão é feita por qualquer frequência de rede celular no Brasil com o mesmo padrão da operadora AT&T, dos Estados Unidos. Não é preciso configurar nada para isso. Em nossos testes, tudo funcionou muito bem, mas o ideal seria que o produto tivesse também Wi-Fi e um browser, liberando o acesso a outros sites, sem prejuízo à fabricante.

Só de mexer poucos minutos com o Kindle, você já percebe que ele não é um fenômeno pelas qualidades de seu hardware. Além dos problemas já mencionados, o aparelho também não tem a velocidade ideal para manipular os 1.500 livros que cabem em seus 2 GB de memória. Mas nossa maior reclamação vai mesmo para o desinteresse da fabricante em relação ao conteúdo em português. Existem apenas 17 livros e mais o jornal O Globo disponíveis para download em nosso idioma. Atualmente, a prioridade da Amazon é aumentar o acervo de 350 mil obras em inglês.

Parece com papel mesmo

A tela do Kindle não é como aquelas usadas em notebooks e smartphones. Com resolução de 600 por 800 pixels, ela é feita de um material que chamamos de papel eletrônico – ele é fosco, tem bom nível de contraste e não cansa os olhos. O display não possui uma fonte de iluminação. Ou seja, você precisa acender a luz do quarto para ler à noite, como faria com um livro comum. A escala de cinza, com 16 níveis para exibir as imagens, é bastante agradável.

A página inicial mostra todo o conteúdo gravado no leitor. Botões nas duas laterais permitem avançar e retroceder páginas. A transição entre uma e outra dura um segundo, tempo que sobe para três segundos se houver imagem. Na parte inferior da tela, uma barra mostra o percentual lido. Curiosidade: como a tela é pequena, um livro comum acaba ficando com 2 ou 3 mil páginas digitais. Ou seja, você passa dez páginas e parece que a leitura não está rendendo, pois demora a mudar a porcentagem.

O botão Home te leva à página de entrada do Kindle. A tela mostra todo o conteúdo gravado no dispositivo. Itens mais novos ou abertos recentemente ficam sempre no topo. O botão Menu leva à loja da Amazon e a menus de contexto, que mudam se você estiver fazendo compras, lendo ou navegando na página inicial. Os controles direcionais permitem mover o cursor, fazer seleções e clicar na opção desejada.

O teclado QWERTY completo serve para incluir anotações no texto ou fazer pesquisas no conteúdo do Kindle, na Amazon e na Wikipedia. Só que não é muito confortável para digitar e está no padrão americano, sem acentos ou cedilha. Apertando o botão Aa, localizado ao lado da barra de espaço, é possível formatar o texto. Há seis tamanhos de letras possíveis, e também dá para escolher quantas palavras ficarão em cada linha.

Não pode emprestar livro

Outra limitação do Kindle é a incompatibilidade com arquivos em PDF. Ele abre somente os formatos AZW, TXT e MOBI transferidos diretamente pelo PC. Dos arquivos de música, ele toca MP3 e Audible (muitos livros em áudio vêm comprimidos assim). É possível compartilhar os arquivos entre dois leitores, por meio do aplicativo Whispersync, mas eles precisam estar registrados no mesmo nome – ou seja, isso é útil somente no caso de uma família possuir dois ou mais exemplares do leitor.

Existem versões do Whispersync para iPhone e computadores com Windows, mas há dois detalhes: ambos só funcionam para contas cadastradas com endereço nos Estados Unidos e não dá para acessar o mesmo livro em dois aparelhos, simultaneamente. Outra função presente no aparelho é a text-to-speech. Ativando o recurso, um locutor com voz masculina ou feminina lê o texto para você, mas somente em inglês.

Se você fizer questão de abrir outros formatos no Kindle, existe um jeito de converter arquivos PDF, HTML, DOC, JPEG, PNG e BMP para o formato da Amazon, mas o processo é tortuoso. É necessário entrar num gerenciador disponível no site da empresa, cadastrar seu e-mail e, pelo endereço informado, enviar os arquivos a serem convertidos para um e-mail fornecido pela Amazon. O serviço custa 10 centavos de dólar por documento. Porém, em nossos testes, o procedimento não funcionou nem com reza brava.

Bonitinho, mas lento

É difícil ver o Kindle e não se lembrar dos primórdios do iPod. Ele é pequeno, leve e tem design moderno. Mesmo com apenas 0,9 centímetro de espessura (a mesma de uma caneta), sua construção é resistente, com ótimo acabamento de plástico na frente e traseira que lembra aço escovado. Os botões também não passam a impressão de fragilidade e são bem posicionados, sempre ao alcance das mãos.

Quando você desliza um botão na área superior esquerda para deixar o Kindle em modo de espera, aparecem imagens de descanso, como fotos de escritores famosos. Pode ser uma boa para andar pelos corredores da faculdade com Virginia Woolf ou Oscar Wylde embaixo do braço, dando uma pinta de intelectual. O leitor demora um pouco para sair dessa tela, da mesma forma que é lento na resposta aos demais comandos.

Existem outras duas limitações importantes de hardware. Caso você seja um leitor realmente voraz, não dá para expandir os 2 GB de memória interna. Isso é um grande problema para quem carrega muitos livros em áudio. Também não dá para trocar a bateria com suas próprias mãos, a exemplo do que acontece em vários produtos da Apple. Em nossos testes, durou dois dias em funcionamento ininterrupto. Ela é recarregável pela porta microUSB, mas uma hora estraga. E, quando for necessário trocá-la, resta ao usuário mandar o produto para a Amazon e pagar 60 dólares para colocar uma nova.

Marco Aurélio Zanni e Maurício Moraes, da INFO | 13 de novembro de 2009

ICD lança Tablet com Android


 

Tablet com Android da ICD

Enquanto a invasão de Androids nos smartphones continua, lá fora um boom de tablets com sistema operacional do Google começa a ficar mais próximo. E a Innovative Converged Devices, a ICD, não quer perder tempo.

 

A aposta da marca é tão grande que três modelos são preparados. Mas a diferença fica só no tamanho, variando entre 7, 11 e 15 polegadas. Batizados de Sleek Vega, eles já virão com a versão 2.0 do Android, mais conhecida como Eclair.

Mas algo bacana também chama a atenção no Sleek Vega: o foco não foi puramente no software. Pelas especificações, dá para se empolgar com as possibilidades. Seu processador é um NVIDIA Tegra, ele pode ter até 32 GB via microSD e conta com 512 MB de memória interna. Na parte das conexões, Wi-Fi no padrão b/g, Bluetooth 2.1, uma USB 2.0 e 3G fazem a festa.

Por fora, usando a versão de 15 polegadas de base, as medidas do tablet são de 37,3 por 25,4 por 1,6 centímetros. A tela tem resolução de 1366 por 768 pixels sensível ao toque. A única reclamação é que ela é resistiva.

O bom é que a novidade deverá ser exibida em breve. A ICD promete que o Sleek Vega será o ator principal eu seu estande da CES 2010.

INFO Blogs – por Leonardo Martins – sexta-feira, 13 de novembro de 2009 – 10:21

ICD lança Tablet co


Enquanto a invasão de Androids nos smartphones continua, lá fora um boom de tablets com sistema operacional do Google começa a ficar mais próximo. E a Innovative Converged Devices, a ICD, não quer perder tempo.

A aposta da marca é tão grande que três modelos são preparados. Mas a diferença fica só no tamanho, variando entre 7, 11 e 15 polegadas. Batizados de Sleek Vega, eles já virão com a versão 2.0 do Android, mais conhecida como Eclair.

Mas algo bacana também chama a atenção no Sleek Vega: o foco não foi puramente no software. Pelas especificações, dá para se empolgar com as possibilidades. Seu processador é um NVIDIA Tegra, ele pode ter até 32 GB via microSD e conta com 512 MB de memória interna. Na parte das conexões, Wi-Fi no padrão b/g, Bluetooth 2.1, uma USB 2.0 e 3G fazem a festa.

Por fora, usando a versão de 15 polegadas de base, as medidas do tablet são de 37,3 por 25,4 por 1,6 centímetros. A tela tem resolução de 1366 por 768 pixels sensível ao toque. A única reclamação é que ela é resistiva.

O bom é que a novidade deverá ser exibida em breve. A ICD promete que o Sleek Vega será o ator principal eu seu estande da CES 2010.

INFO Blogs – por Leonardo Martins – sexta-feira, 13 de novembro de 2009 – 10:21

Google digital book ambitions hinge on settlement


SAN FRANCISCO – Google Inc.’s plans to add millions of copyright-protected books to its digital library are riding on a new legal settlement addressing the objections of government regulators who don’t want Google to gain too much power over a new market.

The revisions, expected to be filed with a New York federal court late Friday, represent Google’s latest attempt to resolve a 4-year-old lawsuit with groups representing the interests of U.S. authors and publishers.

Google negotiated a $125 million truce nearly 13 months ago only to have it fall apart as a chorus of critics protested to the federal judge who must approve the proposed settlement.

Among other complaints, the opposition said the plan would put Google in charge of a literary cartel that could illegally rig the prices of electronic books — a format that is expected to become increasingly popular.

The U.S. Justice Department chimed in with concerns two months ago, saying the settlement could diminish competition, drive up prices and trample over copyright laws. French and German officials have protested the settlement, arguing that it’s so broad that it could infringe on copyrights in their countries.

Google plans to sell subscriptions to its digital library, as well as individual copies of books, with most of the proceeds going to the participating authors and publishers.

The Internet search leader already has gone into some of the nation’s largest libraries to scan about 6 million out-of-print books. So far, though, it has only been able to show snippets of those digital copies. A court-approved settlement would clear the way for Google to sell all those out-of-print books and scan even more into its index.

The Justice Department urged Google, authors and publishers to come up with an alternative plan because it believes the public will benefit by having more books — including millions no longer in print — available to anyone with an Internet connection.

Coming up with changes acceptable to all the principals hasn’t been easy. The revised settlement was due Monday, but U.S. District Judge Denny Chin extended the deadline until Friday because Google said it needed more time after meeting Justice Department officials last week.

Even if the new agreement placates the Justice Department, Google could still face objections from powerful forces.

Microsoft Corp., Yahoo Inc. and Amazon.com Inc. are part of a group called the Open Book Alliance that spearheaded the charge against the original settlement. The group vowed to keep fighting if dramatic changes aren’t made. Google, though, has indicated only minor tweaks will be need to satisfy the Justice Department.

Critics are worried Google will get a monopoly on so-called “orphan works” — out-of-print books that are still protected by copyright but whose writers’ whereabouts are unknown.

If the writers or their heirs don’t stake a claim to their works, the original settlement calls for any money made from the sales of their books to go into a pool that eventually would be shared among the authors and publishers who had stepped forward to work with Google.

In its September filing, the Justice Department suggested any revisions should ensure that authors of orphan books aren’t automatically covered by the settlement. Instead, the agency said, authors should be required to notify Google that they like the settlement — a process known as opting in.

The Justice Department also wanted Google, the authors and publishers to make it easier for potential competitors to obtain licensing agreements similar to the ones Google would have.

Friday, November 13, 2009 – Copyright 2009 The Associated Press.