Alex Reader, da Spring Design, é demais!


Spring Design Android Alex

Spring Design Android Alex

Eu estudo os e-readers desde 1998 a até hoje eu não tinha visto um protótipo de eBook Reader tão bacana quanto este. Trata-se do ALEX Reader da empresa Spring Design.

HARDWARE

O device ALEX é muito parecido com o device nook, da Barnes & Nobles. Inclusive a empresa Spring Design está processando a Barnes & Nobles por quebra de patente.

Não sei quem copiou quem [ vai confiar em fabrica chinesa! ], mas o fato é que este ALEX é perfeito. Ele une o E-INK sem touch-screen para a leitura do livro na parte de cima [ o que resolve o problema de custos do equipamento, porque o E-INK com  touch-screen é muito caro, custa cerca de 80% do total do equipamento ]; e uma outra tela com touch-screen colorida em baixo [ o que resolveria o lance das capas coloridas dos livros e a simulação de uma biblioteca igual ao software Stanza usado no iPhone ]. A idéia é simples, mas genial. Mil vezes melhor que aquele lixo do Kindle que tem umas 40 teclas.

SOFTWARE

ALEX roda o sistema operacional Android [ leia-se Google ] que é um OS open source e já tem disponível uma centena de aplicativos como o iPhone. Um deles é o software para livros eletrônicos que roda no Android OS também, o Aldiko, que eu também considero sensacional: http://www.aldiko.com. Detalhe o ALEX Reader é 100% compatível com ePub.

CONTEÚDO

Só falta agora os engenheiros da Spring Design integrarem o e-reader ALEX diretamente ao Google Books. Porque o nook da Barnes & Nobles já tem uns 700 mil títulos digitais disponíveis. Bem mais que os 270 da Amazon. Mas o ALEX não tem conteúdo ainda.

Ednei Procópio

Editoras investem em trailers para divulgar livros


Obras literárias são adaptadas para o cinema, blogs são transformados em livros, histórias em quadrinhos ganham séries de TV. A convergência de mídias na indústria do entretenimento é corriqueira, portanto, não estranhe se você cruzar com o trailer de um livro na internet.

A modalidade é uma estratégia das editoras para difundir seu material. Alguns, possuem produção apurada, como é o caso do vídeo de divulgação de o “O Seminarista”, de Rubem Fonseca (Editora Agir), que foi publicado na internet no começo de novembro e conta a história de um matador de aluguel.

Assista aos trailers.

Folha Online – 11/11/2009

O futuro, a quem pertence?


Nos corredores editoriais o zum-zum varia de empolgação a desinteresse, de previsões animadoras a apocalípticas. Fora do Brasil, e-Books e e-Readers já são realidades que alteraram os processos contratuais, produtivos e comerciais do mercado editorial. Em solo tupiniquim, só agora o povo do livro começou a dar maior atenção ao assunto – com boas exceções, como sempre. E o Kindle chegou por aqui também. Com curadoria e produção da jornalista e produtora cultural Valéria Martins e da escritora e professora Suzana Vargas, diretora da Estação das Letras, e com patrocínio da Oi, rola no Rio de Janeiro no Oi Futuro em Ipanema [Rua Visconde de Pirajá, 54. Tel.: 21 3201-3010] nos dias 16, 18 e 19/11 o seminário Livro@Futuro.com. A proposta do evento é discutir o futuro do livro como produto e objeto de consumo frente à revolução provocada pelos leitores digitais, com a participação de profissionais de todos os segmentos do mercado editorial e representantes da criação literária nacional. Divididos em três mesas, os debatedores serão a professora Heloísa Buarque de Hollanda, Murilo Marinho, o economista Fábio Sá Earp, Rui Campos, da Livraria da Travessa, a agente literária Lucia Riff, o editor Carlo Carrenho, um entusiasta do ebook, o artista e poeta Michel Melamed, o crítico literário Ítalo Moriconi e a escritora Ana Paula Maia. Todos os dias à tarde, haverá workshops com atividades de criação literária na internet.

Confira no PublishNews a programação completa do seminário.

PublishNews – 11/11/2009 – Por Ricardo Costa

Vendas de Natal na internet devem crescer 30%


As vendas pela internet devem crescer até 30% neste Natal na comparação com a mesma data do ano passado, segundo estudo da empresa de monitoramento de comércio eletrônico e-bit, divulgado nesta quarta-feira [11].

As vendas entre os dias 15 de novembro e 24 de dezembro, período de influência do Natal, devem atingir R$ 1,63 bilhão, ante R$ 1,25 bilhão do ano passado, diz a e-bit.

Com o resultado do Natal, o comércio eletrônico deve faturar R$ 10,5 bilhões neste ano, o que representará crescimento nominal de 28% sobre o faturamento de 2008, segundo o estudo.

A estimativa da empresa de monitoramento de comércio eletrônico é de que apenas 25% das pessoas que acessam a internet no Brasil de fato fazem compras na web, o que representa cerca de 17 milhões de pessoas.

Segundo a empresa, os pedidos do comércio eletrônico devem ser liderados por livros e por eletrodomésticos, estimulados pela manutenção da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados [IPI] na linha branca.

Na sequência, aparecem as categorias de eletrônicos e informática, enquanto saúde, beleza e medicamentos deverão liderar as preferências do público feminino.

Com informações da Agência Estado.

G1 – 11/11/2009

Amazon lança Kindle para PC


Depois do Kindle em versão internacional que foi disponibilizado recentemente para mais de 100 países, a Amazon lançou ontem, 10/11, o aplicativo Kindle para PC, que pode ser baixado gratuitamente e disponibiliza mais de 360 mil e-Books para Kindle, incluindo os livros da Lista do The New York Times e os últimos lançamentos do mercado. A partir de agora, para ler um livro em inglês que tenha uma versão de e-Book para Kindle, basta ter um PC com acesso à internet, baixar o “Kindle for PC” e comprar o e-Book na loja virtual. Pronto! Você já está lendo! E a Amazon promete que a versão para Mac chega em breve. O programa vem com a tecnologia Whispersync da Amazon que mantém em sincronia PC, Kindle e iPhone, o que permite que você comece a ler no PC, saia de casa com o iPhone e continue lendo e volte mais tarde ao PC. E é claro que se você já tem um Kindle, então tem três “espaços” virtuais sincronizados onde pode fazer suas leituras sem perder a página onde parou. Mas talvez a novidade mais empolgante para os amantes do Kindle sejam os livros coloridos que estão até na foto ilustrativa do site de download – agora dá pra ler HQs e livros infantis sem perder a diversão das imagens. Seria isso uma indicação de que está a caminho o Kindle com tela colorida? Os buchichos já começaram…

PublishNews – 11/11/2009

A Revolução das Mídias Sociais


Erik Qualman

Erik Qualman

As tais mídias sociais são apenas uma moda passageira?”, começa perguntando o vídeo de Erik Qualman, um escritor americano de ficção e livros de business, que circula pela internet através do YouTube e que foi recentemente traduzido, para o português brasileiro, pelo blog Sedentário & Hiperativo. Tirando o exagero de que as mídias sociais seriam “a maior novidade desde a revolução industrial”, a animação de Qualman compila algumas estatísticas interessantes sobre o uso da WWW. O vídeo parte do pressuposto de que, a partir de 2010, a geração Y, a da internet, terá superado a de baby boomers em número – e chama a atenção para o fato de 96% dessas pessoas já fazerem parte de alguma “rede social”. Qualman lembra que a pornografia reinou absoluta na Grande Rede, desde a década de 90, mas que foi, finalmente, sobrepujada… pelas redes sociais. As estocadas na velha mídia, naturalmente, não poderiam ficar de fora e Erik Qualman afirma que, para atingir 50 milhões de pessoas, o rádio demorou 38 anos, a televisão, 13 anos, a internet, 4, o iPod, 3… enquanto que o Facebook – o possível sucessor do Orkut no Brasil – agregou 100 milhões de pessoas em menos de um ano. Consagrou, ainda, aquela famosa frase: “Se o Facebook fosse um país, ele seria, hoje, o quarto maior do mundo, atrás de China, Índia e Estados Unidos”. E se a “adolescência” do Facebook não convenceu o espectador, Qualman chega com a informação de que 80% das empresas – brasileiras também? – estão usando o LinkedIn, uma rede social de trabalho, para contratar seus empregados. E o Twitter? No microblog, os usuários com mais seguidores têm mais gente atrás deles do que as populações de países como Irlanda, Noruega e Panamá. O próprio YouTube, de acordo com Qualman, se converteu no segundo maior mecanismo de busca do mundo, com um acervo de 100 milhões de vídeos. E a Wikipedia não fica muito atrás, com 13 milhões de verbetes, sendo que 78% deles não estão em inglês. Sem contar, evidentemente, os 200 milhões de blogs – que cresceram, justamente, porque 78% dos consumidores hoje confiam mais em opiniões de pessoas como eles [enquanto só 14% confia em propaganda tradicional]. O Kindle? 35% dos livros vendidos na Amazon já estão indo direto para o mais conhecido leitor de e-books – enquanto 24 dos 25 maiores jornais do mundo estão sofrendo quedas históricas em sua circulação… Erik Qualman, finalmente, conclui que as mídias sociais não são um modismo, mas, sim, uma mudança fundamental no jeito como nos comunicamos.

Por Erik Qualman

Postado originalmente em Digestivo nº 440 por Julio Daio Borges