BN exclui automatismos para digitalização


Portugal: Dois aparelhos de digitalização automática de documentos estão disponíveis no mercado português mas a Biblioteca Nacional considera desaconselhável a utilização de equipamentos automáticos no manuseamento de obras raras.

Depois de ter apresentado, em maio, o BookScan APT 2400, destinado a formatos standard e que permite digitalizar até 2.400 páginas por hora, a empresa Meiostec disponibiliza, agora, o SkyView, máquina pensada para grandes formatos.

Segundo a Meiostec, os dois equipamentos permitem dar resposta “às necessidades actuais dos arquivos digitais“, uma vez que as imagens obtidas “podem ser convertidas num microfilme de alta qualidade“.

Lusa – 31/10/2009

Arte e tecnologia: novas interfaces


Passo Fundo estava cheio de feras das letras e da cultura em geral, debatendo esse tema coordena craques Alcione Araújo, Júlio Diniz e Ignácio de Loyola Brandão. Opiniões diversas surgiram a cada debate, mas numa coisa todos concordavam: o livro impresso não vai morrer. “O livro é uma das invenções mais perfeitas da civilização“, afirmou Arriaga. Outra certeza da maioria: o que muda é apenas o suporte. Continua sendo literatura. Pedro Bandeira comentou: “O eBook vai substituir só o papel, não o livro. Você precisa de conteúdo pra colocar em qualquer ‘aparelhinho’. Acho que sempre existirá o impresso ao lado do eletrônico.” Fala frequente dos debatedores foi que assim como a TV não matou o rádio, nem o DVD o cinema, o eBook não vai matar o livro. Sempre há uma adaptação dos meios e uma “soma de forças”. Mas todos também foram unânimes em afirmar a importância da literatura na vida do ser humano. Em qualquer forma – para Arriaga, o cinema é literatura. Aliás, é dele também a consideração: “O que muda na sua vida se não ler Faulkner? Nada. O que muda na sua vida se não ler Guimarães Rosa? Nada. Então quando é que alguma coisa muda em sua vida? Quando você lê.” Perguntado se o eBook poderia colaborar para atrair novos leitores, Cristovão Tezza foi categórico: “Não. Mas tenho certeza de que a internet, sim, trouxe a palavra escrita de volta à sociedade. A televisão nunca teve nenhuma relação com a escrita, mas na internet, qualquer página aberta é um espaço de leitura.” E aos que reclamam da qualidade da escrita, Tezza responde que o importante é que estão voltando a ler e a escrever. “A internet trouxe novo valor social à leitura. As pessoas estão lendo mais e a longo prazo o efeito cascata vai atingir a literatura“, garantiu Cristóvão. Sobre a importância dos leitores, Arriaga fez um pedido ao público: “Por favor, me ajudem. Um livro só sobrevive do boca a boca. Se não se fala de um livro, ele morre. O escritor precisa dos leitores não só pra ler, mas também pra falar do livro.

A cobertura dos festivais pelo PublishNews tem o apoio da Livraria Martins Fontes da Paulista.

PublishNews – 30/10/2009 – Por Ricardo Costa

Notícias sobre o fim do livro


Parece que a grande novidade da última Feira do Livro de Frankfurt não foi a literatura chinesa nem outra literatura do Oriente ou Ocidente, e sim o rumor sobre o fim do livro. Dizem que esse objeto de papel vive o seu lento crepúsculo. Ou será um crepúsculo brusco, como a claridade ou a escuridão no equador? Ninguém sabe se o livro eletrônico vai sepultar a era Gutemberg. Minha intuição é que a biblioteca de papel e a eletrônica vão conviver por muito tempo. É provável que no futuro – mas todo futuro é impreciso – o livro impresso tenha um destino semelhante ao das salas de cinema. A venda do livro eletrônico está sendo disputada por três ou quatro empresas. É uma briga de cachorros grandes, que ladram no Japão, nos Estados Unidos e em algum país da Europa. Enquanto disputam o mercado, dezenas de milhões de crianças africanas, latino-americanas e asiáticas nunca leram, nem mesmo folhearam um livro infantil. Em todo caso, as vozes do apocalipse são cíclicas: aparecem e somem com seus pesadelos espaçados, como se a humanidade necessitasse de notícias catastróficas para decretar o seu próprio fim ou extermínio…

O Estado de S. Paulo – 30/10/2009 – Por Milton Hatoum

Editora dinamiza na web


O endereço é o mesmo, mas o conteúdo, quanta diferença! A famosa frase publicitária criada para divulgar um produto para os cabelos também pode ser aplicada ao novo portal da Cosac Naify, inaugurado nesta semana. Isso porque o conteúdo segue sendo disponibilizado no endereço http://www.cosacnaify.com.br, mas com seu conteúdo totalmente reformulado. Entre as novidades, a editora passou a disponibilizar livros para download. O primeiro livro escolhido é Flores, do mexicano Mario Bellatin, que consentiu que a obra recém-lançada ficasse a disposição de todos. A editora também aposta na maior interatividade oferecendo canais de diálogo com o seu público. Twitter [@cosacnaify], com mais de 2600 seguidores espontâneos, Facebook, com mais de 800 membros e Orkut. No site reformulado, destaca-se ainda a estreia do Blog da Cosac Naify, com um capítulo inédito do livro Guerra e paz, de Tolstói, traduzido por Rubens Figueiredo, disponível para os leitores com um ano de antecedência ao seu lançamento, previsto para novembro de 2010. O blog continuará adiantando trechos de livros selecionados pelos editores, curiosidades sobre a escolha das capas e mais informações quentes sobre os próximos lançamentos da editora. Além disso, a Loja Virtual ganha nova seção voltada para bibliófilos onde são disponibilizados em primeira mão, somente para aquisição online, livros com diferenciais gráficos que se tornaram raridade no mercado.

PublishNews – 30/10/2009 – Por Redação

Vida breve, por 14 cronistas e ilustradores


Será lançado na próxima segunda-feira, 2 de novembro, Dia de Finados, o site de crônicas Vida Breve. Para cada dia da semana, foi designada uma dupla fixa de colaboradores, formada por um cronista e um ilustrador. São sete escritores e sete artistas gráficos envolvidos no projeto. Os cronistas são Ana Paula Maia, Eliane Brum, Fabrício Carpinejar, Humberto Werneck, Luís Henrique Pellanda, Rogério Pereira e Tatiana Salem Levy; os ilustradores, Felipe Rodrigues, Marco Jacobsen, Osvalter, Ramon Muniz, Ricardo Humberto, Simon Ducroquet e Tereza Yamashita. A iniciativa de reunir esse time de colaboradores em torno da prática e da publicação de crônicas na internet partiu dos jornalistas Rogério Pereira, editor do jornal literário Rascunho, e de Luís Henrique Pellanda, colunista do jornal, e que, em novembro, lança seu primeiro livro de contos, O macaco ornamental, pela editora Bertrand Brasil. Confira no link “Leia Mais” as duplas e os dias em que cada uma publicará seus trabalhos.

PublishNews – 30/10/2009 – Por Redação

Website divulga poesia em diversos idiomas


Através de parcerias em 41 países, o site Lyrikline oferece ao usuário 5.550 poemas em diversas línguas, além de áudios a serem baixados da internet no idioma original. Christiane Lange, da Literaturwerkstatt [ oficina de literatura ] de Berlim, está convencida de que poesia é também sonoridade. “Ou seja, não basta ler um poema. Este tem um ritmo, uma respiração. Ao se ouvir uma poesia, principalmente quando lida pelo próprio poeta, a obra ganha uma presença física“, analisa Lange. Por isso, no site www.lyrikline.org não se pode apenas ler poemas impressos, mas também ouvi-los em arquivos de áudio. Nos dez anos de existência do site, foram publicados mais de 5.500 poemas. “Começamos com 16 poetas alemães. Aí o projeto foi crescendo cada vez mais. Hoje, temos parceiros em 41 países“, diz Lange.

Deutsche Welle [ Alemanha ] – 30/10/2009 – Por Oliver Kranz

Cheiro de eBook


Cheiro de eBookComo se empresta um livro virtual? Se o dono de um leitor digital morrer, quem herda sua biblioteca? O que acontece com as editoras regionais se uma grande editora estrangeira traduzir obras para outras línguas e as vender pela internet? Como fica o direito autoral na rede? Caso um e-book seja roubado ou se quebre, o acervo estará perdido? As livrarias físicas vão fechar como vem ocorrendo com as lojas de CD? Haverá vários padrões de livros digitais ou apenas um formato vai prevalecer? O livro em papel vai acabar? São muitas as perguntas e poucas as respostas trazidas pelo avanço dos eBooks. Mas há a certeza de que a forma como se produz, comercializa e lê livros está mudando. As alterações se intensificaram com a chegada do Kindle, leitor digital da megastore Amazon, a mais de cem países no último dia 19. Antes restrito apenas aos EUA, o Kindle representa para os livros mais ou menos o que o iPod significa para a música: um aparelho que rapidamente virou objeto de desejo no mundo.

Além dele, outros leitores virtuais, como o Sony Reader e o recém-anunciado Nook, este lançado pela livraria americana Barnes & Noble, ajudam a aumentar a sensação de que o livro físico pode ser superado pelo virtual em breve.

– Faz tempo que o mercado brasileiro conversa sobre isso. Todos os editores tinham seu leitor digital, mas quase ninguém se aventurava em editar e-books porque não havia como vendê-los aqui. O lançamento do Kindle no Brasil, então, explodiu na nossa frente – diz a agente literária Lúcia Riff. – A sensação que eu tenho é que todos vão bater cabeça para saber o que fazer. E vão surgir duas editoras dentro de uma só: uma para o livro físico e outra para o virtual. Uma das graças do e-book é poder trazer conteúdo exclusivo, como um áudio do autor ou um vídeo acoplado.

As editoras têm que aprender a fazer isso.

Lúcia esteve na Feira de Frankfurt, o maior evento mundial do mercado editorial, há duas semanas.

Lá, um dos temas mais recorrentes nas discussões entre editores foi o impacto de aparelhos como o Kindle para o setor. A agente conta que ouviu falar, até, de uma editora que traduziria suas obras para outras línguas, aproveitando a possibilidade de vender livros por download para várias cantos do mundo via Amazon. Eliminar-seia, assim, a necessidade de negociações com empresas de outros países.

– O pressuposto do direito autoral é territorial.

Ou seja: Vale a regra de cada país. Mas ninguém tem exclusividade sobre uma língua.

Se o contrato com o autor permitir, nada impede que um livro de língua portuguesa seja lançado num país de língua inglesa – diz Marcos Souza, diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura [MinC].

Assim como as editoras, o governo brasileiro também vem acompanhando a migração de obras culturais para a internet. O MinC vai enviar, em novembro, um novo projeto de lei do direito autoral para consulta pública. A necessidade de uma revisão é urgente: a lei atual data de 1998, um dos primeiros anos de internet no Brasil. Por isso, há questões nebulosas sobre o ambiente digital. Não se pode, por exemplo, passar um arquivo de música para um tocador portátil sem autorização do titular daquele direito. Um iPod repleto de MP3, portanto, provavelmente representa uma contravenção, mesmo que suas canções tenham sido geradas a partir de CDs comprados por seu dono.- São três pontos principais. O primeiro é redefinir o papel do Estado, permitindo que ele fiscalize os órgãos que recolhem direito autoral. O segundo é reequilibrar os direitos de autores e de seus intermediários.

Hoje, a lei privilegia a cessão total dos direitos e pouco abre espaço para o licenciamento das obras. Por fim, o terceiro ponto é a necessidade de balancear os direitos dos titulares e dos cidadãos em ter acesso à cultura. No caso dos tocadores de MP3, a lei atual permite que se reproduzam apenas pequenos trechos para outra mídia, mas nem define o que são esses pequenos trechos – diz Souza.

O aumento, na última década, da distribuição de músicas digitais – legal e ilegalmente – fez com que as gravadoras mudassem seu modelo de negócio. Sua maior fonte de renda, que estava nas vendas de CDs, passou a ser a realização de shows. Mas, no caso dos livros, um poeta declamando versos num palco não costuma atrair multidões.

– Os escritores não podem ficar sem a receita da venda – afirma Sérgio Machado, presidente do Grupo Record. – Por isso, discute-se muito o preço baixo dos e-books vendidos pela Amazon. O valor de um livro equivale a quanto se acredita no conteúdo daquela obra. Mas a Amazon vende o Kindle caro e o e-book barato. Acho que deveria ser o contrário: o aparelho deveria sair até de graça, enquanto o livro deveria custar um valor justo pelo trabalho de sua elaboração. O conteúdo não pode ser depreciado em hipótese alguma.

Há um deslumbramento com os livros digitais

O problema é que fica difícil controlar o que vai parar na rede.

Enquanto as grandes editoras brasileiras não chegam à Amazon com edições para o Kindle [a primeira deve ser a Ediouro, em novembro], dois livros de Machado de Assis para o Kindle, em português, estão à venda desde dezembro de 2008. Tanto “Dom Casmurro” quanto “Memórias póstumas de Brás Cubas” custam US$ 3 cada.

Como Machado morreu há mais de 70 anos, seus textos são de domínio público, então qualquer um pode editá-los. No caso de suas versões atuais para Kindle, o site da Amazon informa que seu editor é o desconhecido Glauber Ribeiro.

– A migração será mais rápida com os autores populares ou com os best-sellers. Mas não vejo o livro digital substituindo o físico. Obras com qualidade gráfica ainda vão atrair o leitor – afirma Cassiano Elek Machado, diretor editorial da Cosac Naify. – Estamos fazendo uma incursão digital esta semana, colocando em nosso site gratuitamente o arquivo de “Flores”, do Mario Bellatin.

Enquanto isso, há autores tomando, eles próprios, a iniciativa de migrar para o Kindle. Em meados de outubro, a escritora Noga Lubicz Sklar digitalizou seus livros, como “O gozo de Ulysses”, e os pôs à venda na Amazon.

– Meu marido é americano e usou seu endereço nos EUA para abrir uma conta de editor na Amazon. Aprendi a usar a plataforma deles e adaptei quatro livros para o Kindle. Agora, vamos fazer uma parceria com o portal Verdes Trigos para lançar outros autores – conta ela.

Editoras e escritores, portanto, já estão se adaptando à nova realidade digital. Mas e as livrarias? Novamente em comparação com o mercado da música, vale recordar que a Virgin, uma das maiores varejistas de discos do mundo, fechou as portas de suas filiais em Nova York este ano, por não conseguir competir com os downloads de arquivos em MP3.

– Há um deslumbramento com os livros digitais.

Mas ainda há muita divagação e poucas informações concretas. Estamos estudando a questão – diz Rui Campos, um dos sócios da Livraria da Travessa.

O Globo – 29/10/2009

Audiolivro aquece os motores


Um dos três suportes que mais motivam a leitura de seus aficionados [segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil], o audiolivro vai, aos poucos, ampliando seu espaço no País. Já passa de 1.000 os títulos convertidos para esse suporte no Brasil. É pouco se comparado a países como os EUA, onde de cada 5 títulos 1 sai nesse formato.

Galeno Amorim – 29/10/2009

Sebos aproximam obras e leitores


Num país onde há anos se repete que as 2.600 livrarias existentes [e concentradas no eixo Rio-São Paulo[ são sabidamente insuficientes, uma boa notícia. Já passa de 1.600 o número de sebos, espalhados por mais de 300 cidades, que integram a Estante Virtual, a qual reúne todos eles na internet. Os números dessa genial invenção de André Garcia são impressionantes: 600 mil compradores de livros em 5.423 cidades do País. E 23 milhões de livros a preços mais em conta [boa parte deles a menos de R$ 12,00].
Não é pouco. E tudo isso em menos de quatro anos.

Galeno Amorim – 29/10/2009

Pierre Lévy participa da Pré-Jornada de Literatura


Na noite de terça-feira, dia 29, a cidade gaúcha de Passo Fundo recebeu o filósofo Pierre Lévy como palestrante da Pré-Jornada de Literatura, evento que antecede a programação da 13ª Jornada Nacional de Literatura, que acontece de 26 a 30 de outubro. O convidado participou da conferência “Rumo a uma civilização de inteligência coletiva”, transmitida a diferentes auditórios da Universidade de Passo Fundo por videoconferência. Conforme Lévy, “a inteligência coletiva está presente em todas as formas de vida, inclusive na vida social. Como seres humanos temos a capacidade de pensar coletivamente. Mais do que pensar, temos a linguagem, que nos diferencia dos animais e nos dá condições de manipular melhor os símbolos e agir coletivamente”. Com essas palavras reforçou sua ideia de que os seres humanos estão passando por uma revolução de cultura, o que se faz com a manipulação de símbolos, como palavras, imagens, gestos, e sistemas mais complexos, como leis e religiões.

Na opinião de Lévy, o grande significado da computação é a manipulação, a automação desses meios simbólicos. “Quando nossa capacidade de manipular os símbolos é ampliada pelos computadores, consequentemente a nossa inteligência coletiva também é ampliada”, salientou. Sobre a informação livre, como na Enciclopédia Wikipédia, em que as pessoas atualizam ou corrigem livremente conteúdos, Lévy lembrou que num novo contexto, as questões de propriedade intelectual e direitos autorais terão de ser repensadas. “De alguma forma essas pessoas que estão trabalhando precisam ser remuneradas”, argumentou.

Sobre o papel do professor em sala de aula frente às novas tecnologias, Lévy declarou que são três aspectos a serem observados. Conforme ele, as ferramentas tecnológicas são as mesmas para a educação e comunicação, isto é, não há diferença entre fazer um blog em sala de aula ou fora dela; igualmente, para o filósofo, o professor precisa participar mais da vida cultural da comunidade, e ainda, o professor precisa animar, incentivar os alunos a participarem ativamente da tecnologia e utilizá-la na sua vida e na sociedade. O filósofo também comentou os aspectos da democracia, da ciência e da economia neste novo contexto tecnológico. Lévy acredita que a inteligência coletiva aumenta com o uso do ciberespaço. “Hoje, numa democracia, mais pessoas podem dar opinião através da internet”, finalizou.

O filósofo Pierre Lévy é autor de uma dezena de obras filosóficas sobre a cultura do mundo virtual e as novas tecnologias. Realizou seus estudos na França; doutorou-se em Sociologia e em Ciências da Informação e da Comunicação. Lecionou em várias universidades de Paris e Montreal e atualmente é professor da Université du Québec à Trois-Rivières, na cidade de Quebec, Canadá. A cobertura dos festivais pelo PublishNews tem o apoio da Livraria Martins Fontes da Paulista.

ABC News

Quatro anos no ar


Estante Virtual

A Estante Virtual, que está completando quatro anos no ar, resolveu presentear os seus mais de 500 mil leitores. Há dois meses lançou um desafio: encontrar sebos em cidades que ainda não tinham nenhum livreiro cadastrado no portal. Com a promoção, além de 47 novas cidades, o portal incluiu no seu mapa os quatro últimos estados que faltavam: Amazonas, Acre, Amapá e Roraima. Além de todos os estados, o portal também acaba de conectar o livreiro representante da cidade de número 300, que vem de Santa Cruz Cabrália, na Bahia – o Raphar Livros. Os primeiros leitores a indicar os sebos, de novas cidades, que concluíram o cadastro, ganharam R$50 em saldo virtual para comprar livros nas centenas de sebos que utilizam o sistema de Pagamento Digital. Mas não foram apenas eles que ganharam. Todos os leitores se beneficiaram com uma rede de sebos mais abrangente, que oferece 5,4 milhões de livros online e 22,4 milhões de livros offline. Ao mesmo tempo, esses sebos passarão a contar com um volume de vendas muito maior, e com isso se fortalecerão como ponto de venda de livros acessíveis em suas cidades. No link “Leia Mais” você confere outras informações sobre a atuação da Estande Virtual.

PublishNews – 28/10/2009 – Por redação

Acessibilidade garantida


Simone Magno conta que a Jornada Nacional de Literatura [de Passo Fundo] tem como preocupação garantir a acessibilidade a todos os participantes do evento e isso se estende a pessoas com deficiência visual e auditiva. A programação é transmitida para os surdos ao vivo de um canto do palco na Linguagem Brasileira de Sinais [Libras]. Cerca de cem deficientes auditivos se beneficiam da interpretação. Já pessoas com problemas de visão são auxiliadas pelo processo de áudio descrição, que narra situações e cenários que compõem as atividades, enriquecendo a informação auditiva recebida dos convidados do evento. O recurso inovador é utilizado por 15 deficientes visuais, por meio de um ponto de escuta.

Blog Tempo de Letras- 28/10/2009 – Por Simone Magno

Verdes Trigos é selo de edição digital para kindle e outros eBook Readers


Verdes TrigosNoga Sklar celebram parceria para a edição e publicação de livros digitais para o Kindle, da Amazon.Com e outros e-readers. O selo da edição levará a marca VerdesTrigos. Os livros da escritora Noga Sklar já estão publicados e disponíveis na AMAZONConfira.

Embora assim pareça, ainda não sou eu pondo as mãos e os olhos gulosos de consumidora no mais novo e cobiçado brinquedinho eletrônico da praça, não, gente. Mesmo assim, já vou cuidando de aprimorar a incrível experiência pra você, leitor afortunado, que já tem o seu: sexta-feira à noite foi celebrada a parceria entre esta autora e o competentíssimo Portal Verdes Trigos para a edição de títulos brasileiros no Kindle, você sabia? Que apesar de estar sendo vendido para o mundo inteiro e o Brasil incluído, o Kindle somente oferece três livros em português? Dois deles de Machado de Assis, e em cópia aparentemente pirata? (ou seria de domínio público? hein? cala-te boca.)
Bom. Quero dizer. Oferecia. Até na última sexta à noite, já que a partir daquele solene momento os quatro títulos desta que vos fala já estão à venda lá, sob o selo VerdesTrigos, marcando território intelectual para as nossas letras: um pequeno passo para Noga Sklar, um salto gigantesco para a literatura brasileira, já pensaram nisso?
Livros em português para o mundo inteiro à distância de um clique? (alô, editores, tradutores, leitores estrangeiros, raros versados na bela e tão vilipendiada língua portuguesa, olhem o Brasil produzindo aqui, ó)
E por falar em quatro, sim, é isso mesmo: timidamente, sem nenhum estardalhaço por enquanto e meio assim, digamos, em formato de testes, dou meu ousado primeiro passo (crucial pra me libertar da ditadura de capa e tinta com seus cheiros e toques e possíveis riscos de degradação física [do livro] e mental [do autor mais ansioso], além de, vocês sabem, depredar por pura ambição de papel a preciosa natureza) e publico, direto ao público no Kindle – sem meios ou fins de dolorido e tortuoso acesso que me impeçam, daqui por diante, o acesso direto a quem quiser me ler -, meu mais novo livro de crônicas, “Luau Americano“, pode clicar pra ver.
Sei que, por enquanto, essa coisa de Kindle Editions ainda está engatinhando, em outras línguas, claro, já que em inglês são mais de 350 mil títulos à venda e alguns milhões de Kindles já vendidos, mas me acreditem, estamos chegando lá, escritores, editores e leitores – e eu entre eles em todas as posições possíveis desse excitante jogo literário, ah, tudo bem: somos poucos por enquanto, mas o importante nisso é estar presente desde o início, é ou não é?
Não estou querendo dizer com isso que a criação do Kindle equivale à conquista da Lua nem nada, claro que não, gente: vai ser muito mais importante para a história da humanidade – e põe romance nisso -, como tem sido até hoje a tecnologia da informática. Acredito mesmo que entramos realmente na Nova Era dos Livros, uma mudança tão marcante quanto partir pra prensa mecânica vindo do papiro manuscrito, vocês se lembram: aquele de cujas fibras os egípcios faziam livro e que hoje em dia não passa de planta ornamental doméstica, como no espelho d´água aqui de casa, por exemplo, se é que vocês me entendem. Tenho certeza que sim.

Noga Sklar nasceu em Tibérias, Israel, em 1952. Graduou-se em arquitetura no Rio de Janeiro. Desde 2004, dedica-se exclusivamente à literatura e escreve diariamente no Noga Bloga, seu bem-sucedido blog de crônicas. O gozo de Ulysses – As múltiplas línguas de James Joyce é seu terceiro livro publicado.

Apple negocia conteúdo para tablet com empresas australianas


A empresa norte-americana Apple está sondando empresas de mídia da Austrália para checar interesse no envio de conteúdos digitais para seu planejado tablet, informou o jornal “The Sidney Morning Herald” nesta terça-feira [27].

De acordo com o periódico, a Apple inclusive já enviou especificações do aparelho para essas empresas de mídia.

O planejado tablet, que foi anunciado extra-oficialmente pelos meios de comunicação norte-americanos em agosto, seria um aparelho maior que o celular iPhone –algo entre 7 e 10 polegadas de tela– e com funções de e-reader, como o Kindle.

Mas o aparelho, esperado para a primeira metade de 2010, também teria outros diferenciais multimídia, em uma espécie de mistura de celular e notebook.

Até mesmo o editor-executivo do jornal “The New York Times”, Bill Keller, sugeriu uma possível parceria com a Apple para envio de conteúdos digitais ao seu novo equipamento, informou o Nieman Journalism Lab na quarta-feira passada [21].

Folha Online – 27/10/2009 – 15h26

Público cria histórias da Turma da Mônica na internet


O desenhista Mauricio de Sousa completa hoje 74 anos de idade. Os 50 anos de carreira ele já completou, em julho. E, como uma espécie de Midas dos gibis, continua transformando tudo o que toca em sucesso comercial e editorial. O mais recente exemplo é o site Máquina de Quadrinhos, em que usuários podem criar as próprias histórias com os personagens da Turma da Mônica. O acesso é gratuito. Só paga quem quiser utilizar os pacotes maiores, ao custo de R$ 9,90 por mês. A Máquina completa um mês de existência e, para surpresa até mesmo de Sousa, os números que começam agora a ser computados são altos: 57 mil histórias criadas por usuários, além de acessos a partir de 62 países diferentes. “Não inventamos uma máquina, mas uma indústria”, resume o desenhista, que gosta de pensar no projeto como formador de novos roteiristas para o mercado de quadrinhos. Dois dos usuários do site, aliás, foram escolhidos para publicar nas revistas impressas de Sousa.

Folha de São Paulo – 27/10/2009 – Por Diogo Bercito

Kindle não ajudará jornais, afirma especialista


Os leitores não vão usar de forma disseminada um equipamento só para ler livros ou jornais. É a partir desse raciocínio que o diretor do Laboratório de Jornalismo da Fundação Nieman, na Universidade Harvard, Joshua Benton, não enxerga no Kindle, leitor de livros eletrônico da Amazon, ou em outros aparelhos similares a solução para as finanças dos jornais.

Em entrevista concedida a Fernando Rodrigues e publicada nesta terça-feira [27] pela Folha [íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL], Benton defende que novos e-readers sejam multifuncionais, e que deem acesso fácil à web. Neste caso, o conteúdo pago estaria ante outro dilema, a partir do conteúdo gratuito de jornais on-line na internet.

Para ele, o sistema de micropagamentos também está fadado ao fracasso. Uma coisa é pagar US$ 0,50 por uma música que poderá ser ouvida várias vezes, diz ele. Outra é comprar uma notícia para ser lida uma vez e da qual não se conhece previamente a qualidade.

A internet tem efeitos negativos para o chamado “jornalismo de qualidade”, com orçamentos mais reduzidos para longas e custosas investigações.

Mas Benton aponta as vantagens oferecidas pela web na produção de reportagens de boa qualidade, ilustrando isso com o fato de ter se tornado “trivial a transmissão de uma reportagem de qualquer lugar no mundo”. Repórteres também possuem hoje ferramentas poderosas de pesquisa. Segmentos de leitores podem ser “agrupados e servidos por um jornalismo muito específico que não poderia sobreviver no modelo antigo”.

Folha Online | 27/10/2009 | 09h40

Barnes & Noble lança eBook Reader


Na semana passada, a rede de livrarias americana Barnes & Noble apresentou o nook, com “n” minúsculo mesmo, o primeiro leitor de ebooks funcionando com o Android, sistema operacional da Google, ao preço de US$ 259. Ele estará nas prateleiras americanas no fim de novembro. A Amazon, líder no segmento, sentiu o golpe e reagiu, tomando duas providências. A primeira delas foi anunciar o aplicativo gratuito “Kindle for PC“, a ser lançado em novembro, que permitirá que ebooks comprados na loja online Kindle possam ser lidos por PCs rodando Windows. Para quem já possui o leitor Kindle, esse mesmo aplicativo usará a tecnologia Whispersync da Amazon para sincronizar dados com outros dispositivos, tais como um outro Kindle, e também Kindle DX, iPhone, iPod touch e um PC. Assim, o camarada poderá começar a ler o ebook no Kindle e continuar lendo em um desses outros aparelhos, sem perder os ponteiros. O aplicativo também funcionará em modo multitoque em tablets rodando Windows 7. O “Kindle for PC” foi mostrado pela primeira vez semana passada, no lançamento do Windows 7 em Nova York. A segunda reação da Amazon contra o nook foi reduzir o preço do Kindle, de US$ 279 para US$ 259.

O Globo – 26/10/2009 – Por Carlos Alberto Teixeira

Biblioteca, leitura e multimídia


Na programação que integra a 13º Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo está o Seminário “Biblioteca, leitura e multimídia”. O evento acontece de 27 a 30 de outubro no Auditório do Iceg [Instituto de Ciências Exatas e Geociências], Campus I da Universidade de Passo Fundo. A edição deste ano vai reunir acadêmicos do Brasil, Espanha, França e Porto Rico, além de especialistas em Educação e programas de formação de leitores. Nos quatro dias do evento estão programadas conferências, sempre das 8h30 às 9h30, e painéis, que serão realizados das 9h30 às 11h30. As conferências irão abordar temas como “A nova mitologia das [hiper] mídias”; “O hipertexto e a pesquisa em leitura e literatura”; e “Leitura e multimídia”. Entre os temas que serão debatidos nos painéis, estão “Espaços multimidiais de leitura”; “A leitura literária e as novas (hiper) textualidades“; e “A promoção da leitura: do impresso à multimídia”.

PublishNews – 26/10/2009 – Por Redação

Amazon lançará programa para ler livros do Kindle no PC


Algumas semanas após anunciar a venda para diversos países do leitor digital Kindle, a Amazon divulgou que lançará um programa que permitirá a leitura dos livros digitais diretamente na tela dos PCs e dos Macs. O “Kindle for PC” será gratuito e funcionará no mundo inteiro, mas ainda não tem data para que o consumidor possa adquirí-lo.

Por mais que o programa seja gratuito, o usuário terá que comprar os livros digitais pela loja Amazon, que no Brasil custam, em média, US$ 12. Os livros comprados para o “Kindle for PC” poderão ser lidos normalmente no leitor Kindle. Até mesmo notas feitas durante a leitura e qual foi a última página visualizada pelo usuário serão sincronizadas entre o software e o leitor digital.

O programa permitirá que o usuário navegue pelos livros utilizando telas sensíveis ao toque, um recurso lançado recentemente no Windows 7, o novo sistema operacional da Microsoft. Um programa do Kindle compatível com tela sensível ao toque já foi lançado para o iPhone e para o iPod touch. A Amazon informa que todos os 360 mil livros disponíveis em seu site serão compatíveis com o programa.

O leitor digital Kindle tem capacidade para armazenar 1,5 mil livros e bateria que dura quatro dias com o wireless ativado ou duas semanas com ele desativado. Com as taxas de importação e de entrega, o produto que custa US$ 279 nos EUA [cerca de R$ 490] vai chegar aos brasileiros por US$ 585,32 [o equivalente a R$ 1.028,75].

O espaço de armazenamento dos livros no PC dependerá unicamente do tamanho do disco rígido do computador do usuário.

G1 – 26/10/2009

Livro sobreviverá às novas tecnologias, diz ministro da Cultura


O ministro da Cultura, Juca Ferreira, 60, diz que o brasileiro está lendo mais na era Lula devido ao otimismo com a economia, à busca por ascensão social e também por iniciativas de incentivo ao hábito de leitura.

Na noite desta quinta-feira [22], ele participa da cerimônia de entrega do prêmio VivaLeitura, no Museu da Língua Portuguesa, na Luz [região central de São Paulo].

Na opinião do ministro, que é sociólogo, a popularização do e-book [ livro digital ] –principal assunto da Feira de Frankfurt na semana passada– não decretará a morte do livro físico.

O livro sobreviverá e se fortalecerá mesmo nesse ambiente de novas tecnologias“, afirma o ministro à Livraria da Folha.

Pesquisa dos organizadores da maior feira literária do mundoapontou que metade das editoras espera que, a partir de 2018, as vendas com e-book superem as do livro impresso.

Confira a entrevista exclusiva concedida pelo ministro minutos antes de sua participação na cerimônia do prêmio VivaLeitura 2009, que distribuiu R$ 90 mil para projetos em Mato Grosso,PernambucoMinas Gerais.

SÉRGIO RIPARDO em colaboração para a Livraria da Folha – 22/10/2009 – 20h47

Quero o seu lixo eletrônico


O escritor Vitor Diel lançou, no ano passado, Granada, pela Armazém de Livros. Agora o jovem autor está em uma nova empreitada literária. Vem aí O abacaxi, título provisório da obra – que fala de adolescência, internet, comunicação, sexo, cristianismo e modernidade. Uma reunião de crônicas inéditas e microcrônicas publicadas no Twitter (@vitordiel). E Vitor está convidando a quem quiser para participar da produção do livro. “É facinho!”, ele garante. Basta encaminhar para vitor.diel@gmail.com spams com texto em inglês, quaisquer que sejam: aumento peniano, venda de produtos, correntes que solicitam depósito monetário — qualquer coisa, desde que seja em inglês e sem alteração no título ou no corpo da mensagem. Se o lixo encaminhado for utilizado na obra, os contribuintes terão seus nomes mencionados em agradecimento. “Ah!, e quanto mais inusitado forem os spams, melhor!”, avisa Vitor.

PublishNews – 22/10/2009 – Por Ricardo Costa

eBook muda mercado de livros nos EUA


As editoras têm vivido ultimamente um período tempestuoso. As vendas estão em baixa este ano, apesar de grandes lançamentos como os livros de Dan Brown e Edward M. Kennedy. Walmart e Amazon estão numa acirrada briga pela liderança no varejo online, criando novas preocupações entre editores e autores em relação aos lucros minguantes.

Mas já há quem aponte um aumento na leitura habitual das pessoas, em decorrência dos livros eletrônicos, ou e-books. A Amazon, por exemplo, diz que os proprietários do Kindle, e-book da empresa, compram agora 3 vezes mais livros do que antes de adquirirem o dispositivo. “Veremos proporções de crescimento da indústria muito diferentes como resultado da conveniência desse tipo de leitura“, disse Jeff Bezos, diretor executivo da Amazon.

A Sony, fabricante da família de dispositivos Reader, diz que seus consumidores de eBooks fazem o download de uma média de 8 livros mensais a partir da biblioteca online da empresa. É um número consideravelmente maior do que os aproximadamente 6,7 livros comprados pelo americano médio durante todo o ano de 2008, segundo pesquisas.

O mercado de dispositivos eletrônicos de leitura tem, além disso, um novo concorrente: o Nook, apresentado na terça feira pela livraria Barnes & Noble. O dispositivo será vendido por US$ 259. Por si mesmos, os números da venda de livros eletrônicos registrados por Amazon e Sony podem não indicar um interesse renovado na leitura. Proprietários do Kindle podem ter simplesmente transferido todas as suas compras de livros para a Amazon. Donos de dispositivos leitores de e-books costumam estar entre os maiores consumidores de livros, e, portanto, seu comportamento pode não ser indicativo do mercado mais amplo.

Ainda assim, fãs dos aparelhos dizem que a conveniência de usar os e-books, ao oferecem a sensação de controle e personalização que os consumidores passaram a esperar de todos os seus dispositivos eletrônicos, criou um maior interesse nos livros.

Outros consumidores elogiam os muitos benefícios dos aparelhos. Com suas telas cinzas e brancas e o tamanho ajustável de suas letras, o Kindle, da Amazon, e o Reader, da Sony, oferecem uma experiência bastante satisfatória com pouca distração decorrente de outras tecnologias.

Mas algumas editoras não parecem muito dispostas a aceitar a ideia de que o mercado dos livros possa viver uma grande retomada. “Levando em consideração o fato de que as pessoas têm à disposição a internet, jogos de futebol transmitidos quase 24 horas por dia, incontáveis programas de TV e filmes, será mesmo que as pessoas vão ler mais simplesmente porque o texto estará numa tela?”, disse John Sargeant, diretor da editora Macmillan. “Duvido que isto aconteça.”

O Estado de S. Paulo – 22/10/2009 – Por Brad Stone, The New York Times

Amazon supera expectativas


A Amazon.com informou nesta quinta-feira um lucro trimestral que bateu de longe as estimativas de Wall Street, e afirmou que as vendas de Natal também podem vir bem além do esperado, o que levou as ações da empresa, maior varejista online do mundo, a saltarem perto de 13%. A empresa disse ainda que seu aparelho de leitura, ou e-reader, Kindle, se tornou o produto mais vendido, tanto em unidades quanto em valor. A Amazon registrou um lucro líquido de 199 milhões de dólares, ou 0,45 dólar por ação, no terceiro trimestre, ante os 118 milhões de dólares, ou 0,27 dólar por ação, registrados um ano antes. Analistas esperavam, em média, um lucro de 0,33 dólar por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

Reuters – 22/10/2009 – Por Alexandria Sage

Kindle no PC


A Amazon vai disponibilizar a partir deste mês para download gratuito o “Kindle para PC”, uma aplicação e-Reader para computadores com Windows [7, Vista ou XP]. O aplicativo permitirá aos usuários lerem livros que compraram antes de baixá-la, comprar e ler novos títulos e também irá sincronizar com o próprio Kindle. Agora já tem Kindle pra iPhone e PC, mas por enquanto não se fala em versão para Mac.

Publishers Weekly – 22/10/2009 – Por Calvin Reid

Chineses acusam Google de violar direitos autorais


Um grupo que representa escritores da China acusa o Google de violar direitos autorais com a sua biblioteca digital, algo que o serviço de buscas nega, afirmando respeitar os tratados internacionais.

Muitos escritores e editoras já moveram ações contra o Google por digitalizar suas obras e supostamente violar direitos autorais. O Google já digitalizou 10 milhões de livros.

Num caso que tem ampla repercussão na imprensa local, a Sociedade dos Direitos Autorais de Obras Escritas da China acredita que o Google tenha scaneado milhares de livros, de mais de 500 autores chineses, para incluí-los na sua biblioteca digital, sem que obter permissão ou oferecer compensação, segundo Chen Qirong, porta-voz da entidade.

“Seja você uma pequena companhia ou uma grande companhia, é preciso respeitar os direitos dos autores”, disse Chen. O Google alega que recebeu autorização de mais de 50 editoras chinesas para digitalizar mais de 30 mil livros, que podem ser parcialmente acessados pela Internet. “Acreditamos que a busca de livros cumpra a lei internacional de copyright“, disse Courtyney Hohne, assessora de imprensa do Google.

A biblioteca digital do Google é elogiada por alguns por facilitar o acesso aos livros, mas recebe críticas por questões de formação de cartéis, direitos autorais e privacidade.

O Google tem enfrentado inúmeros problemas na China, um mercado onde ainda está atrás do gigante local de buscas Baidu. Em junho, uma autoridade chinesa acusou o Google de difundir conteúdo obsceno, e na véspera disso vários serviços do Google, inclusive o mecanismo de buscas e o Gmail, ficaram inacessíveis a muitos usuários do país.

A pirataria de produtos intelectuais é disseminada no país, onde a mídia costuma sofrer censura na divulgação de conteúdos eróticos ou políticos, entre outros.

Reuters – 22/10/2009

Livro sobreviverá às novas tecnologias, diz ministro Juca Ferreira


O ministro da Cultura, Juca Ferreira, 60, diz que o brasileiro está lendo mais na era Lula devido ao otimismo com a economia, à busca por ascensão social e também por iniciativas de incentivo ao hábito de leitura.

Na opinião do ministro, que é sociólogo, a popularização do eBook [livro digital] – principal assunto da Feira de Frankfurt na semana passada– não decretará a morte do livro físico.

O livro sobreviverá e se fortalecerá mesmo nesse ambiente de novas tecnologias“, afirma o ministro à Livraria da Folha.

Pesquisa dos organizadores da maior feira literária do mundo apontou que metade das editoras espera que, a partir de 2018, as vendas com e-book superem as do livro impresso.

Confira a entrevista exclusiva concedida pelo ministro minutos antes de sua participação na cerimônia do prêmio VivaLeitura 2009, que distribuiu R$ 90 mil para projetos em Mato Grosso, Pernambuco e Minas Gerais.

Ouça a entrevista.

Sérgio Ripardo – Folha de S.Paulo – 22/10/2009

Amazon supera expectativas


A Amazon.com informou um lucro trimestral que bateu de longe as estimativas de Wall Street, e afirmou que as vendas de Natal também podem vir bem além do esperado, o que levou as ações da empresa, maior varejista online do mundo, a saltarem perto de 13 por cento.

A empresa disse ainda que seu aparelho de leitura, ou e-reader, Kindle, se tornou o produto mais vendido, tanto em unidades quanto em valor.

A Amazon registrou um lucro líquido de 199 milhões de dólares, ou 0,45 dólar por ação, no terceiro trimestre, ante os 118 milhões de dólares, ou 0,27 dólar por ação, registrados um ano antes.

Analistas esperavam, em média, um lucro de 0,33 dólar por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

Já a receita da empresa, com sede em Seattle, subiu 28 por cento, para 5,45 bilhões de dólares, em comparação com uma previsão média de 5,03 bilhões em Wall Street.

As previsões de analistas para a Amazon já eram altas, com a expectativa de que a empresa superasse o mercado na corrida das vendas de Natal. No entanto, uma recente disputa de preços de livros online com a rede varejista Wal-Mart Stores significa que sua margem de lucro pode estar em risco nos próximos meses.

Para o quarto trimestre, que ganha importância devido às festas de final de ano, a Amazon prevê uma receita entre 8,125 bilhões e 9,125 bilhões de dólares, ante uma expectativa de 8,13 bilhões entre analistas.

Já para o lucro operacional, a empresa espera entre 300 milhões e 425 milhões de dólares no quarto trimestre.

Alexandria Sage – Reuters – 22/10/2009

Will the Nook Eat the Kindle’s Lunch?


U.S. bookseller Barnes and Noble sent a shot squarely across the bow of Amazon yesterday, with the announcement of the Nook eReader, designed to compete directly with the Kindle.

The device is built around a 6-inch display manufactured by E-Ink, whose electronic paper technology can be found in most e-readers today, including the Kindle. To differentiate itself from the competition, the Nook also sports a 3.5-inch color LCD touchscreen beneath the E-Ink display. Readers can use the touchscreen to browse their libraries, purchase books from Barnes & Noble’s ebook store (connecting via a 3G or WiFi network), or annotate books using a touch keyboard similar to the iPhone‘s.

Nook

Will Barnes & Noble’s Nook eat the Kindle’s lunch?

The introduction of the color display may also signal a certain impatience among users and device makers with E-Ink, which has been working on bringing color electronic paper to the market for years. The big selling points of E-Ink’s technology is that it provides large low-power displays economically that are easier to read than conventional displays. But the success of the iPhone and iPod Touch, which require frequent recharging, suggests that consumers will happily trade some battery life for more features, and are willing to spend hours viewing LCD screens, if the popularity of watching TV and movies on Apple’s mobile devices is any indication.

Not only could E-Ink face a challange from conventional mid-size LCD displays in e-readers, but other technologies are also nipping at their heels–Pixel Qi is in early production of a low-power laptop display that, like E-Ink’s displays, is easily readible even in the bright outdoors, while other companies, such as Qualcomm, are targetting the e-reader market with their alternative electronic paper technologies. “The e-reader market is accelerating quickly–this is one of the fastest growing segments the consumer electronics and mobile industries has seen in quite some time…most importantly consumers will be looking for color, multimedia capabilities and extended battery life from these devices,” says Jim Cathey, a VP of Business Development for Qualcomm. If E-Ink can’t deliver some of these color and multimedia capabilities soon, it may risk getting squeezed out of a market that it played a large part in creating.

Getting back to the Nook, it uses the Android operating system, although users cannot download and install 3rd party Android applications. However, William Lynch, president of Barnes & Noble’s website, says that “in the future, putting out a [software development kit] and a developer environment would be something exciting for us.”

The Nook also has an MP3 player for music and audio books, but does not offer a built-in text-to-speech function (as does the Kindle). Barnes & Noble claims to have rejected text-to-speech technology because, according to Lynch: “we don’t think the technology works well today. The only features that we’ve included in the Nook are features that we thought delivered a really elegant consumer experience…we think [other devices have] a fairly clumsy execution and the technology doesn’t quite deliver a great experience.” But this explanation carefully avoids the issue of, say, visually impaired consumers who might prefer even a clumsy and inelegant reading experience over no reading experience. Given that Apple, for example, has had to publicly bow to legal pressure to make their software and devices more accessible, it’s probably only a matter of time before this feature comes to the Nook.

And even though Barnes & Noble is clearly making a major brand investment in the Nook, it’s not placing all its eggs in one basket, having signed deals with e-reader makers Plastic Logic and IREX to provide content and handle transactions for their devices through Barnes & Noble’s eBook store. The company also doesn’t want readers to abandon its bricks-and-morter stores either, with a clever use of the Nook’s wireless connectivity. Consumers who bring their Nooks into a Barnes and Noble store can use the WiFi connection to avail of special deals, as well as being able to read any ebook for free while onsite, just as if they had pulled it off a bookshelf.

For me, I’m waiting with interest to see two things. First, whether or not hackers will break open the Nook’s Android platform, much as the iPhone has been hacked, and what things they will do with it if they do. Second, the response that the Nook will provoke from Amazon in the form of the next version of the Kindle. The pace of eReader development is certainly accelerating, and how the burgeoning technology will affect book and magazine publishing could be huge.

 © 2009 Technology Review – By Stephen Cass – Wednesday, October 21, 2009

Cosac Naify lança novo portal


A Cosac Naify inaugurou no começo deste mês um novo portal que faz parte do projeto cultural da editora que, em 12 anos de atuação, comemora a marca de quase 800 títulos e mais de mil textos complementares publicados na web [entrevistas exclusivas, notícias, agenda de exposições], além de material multimídia. O portal é uma referência em informações sobre as 13 áreas que compõem o seu catálogo. Com a novidade, desenvolvida pela Agência MPP Interativa, a Cosac Naify dá um passo em direção à web 2.0 e busca maior interatividade oferecendo canais de diálogo com o seu público. Dentre os destaques, está a estreia do Blog da Cosac Naify, com posts escritos pelos editores dos livros. Também é apresentada uma Loja Virtual mais moderna, capaz de efetuar vendas de forma rápida e segura a todas as regiões brasileiras e ao exterior. Além disso, a Loja ganha nova seção, Raríssimos, voltada à bibliófilos. Os internautas ainda podem conferir a Sala de Imprensa com releases dos últimos lançamentos, Prêmios e RSS para acompanhar novidades do portal em primeira mão.

PublishNews – 21/10/2009 – Por Redação

B&N lança Nook, mas deixa “gringos” de fora


NookNesta madrugada a megarede de livrarias norte-americanas Barnes & Noble disparou um e-mail para seus clientes anunciando o lançamento de seu próprio e-reader. Com o nome de Nook, o apetrecho estará à disposição a partir de 30/11, com uma proposta semelhante à do Kindle, pois permitirá o download de livros digitais pela rede 3G da AT&T. O Nook terá duas telas: uma maior, monocromática e com e-ink para a leitura das obras digitais; e uma menor, colorida e com touch screen, que funcionará como interface principal. Outra novidade do leitor da B&N é a conexão wi-fi, que permitirá compra e download de e-books fora da rede 3G. Finalmente, o Nook permitirá o empréstimo de livros para amigos, o que, sem dúvida, é uma novidade interessante. Mas a grande diferença em relação ao Kindle parece ser mesmo o design. O Nook traz um visual moderno e atraente, sem os botões do século passado e com o touch screen do século XXI. Mas como nada é perfeito, o novo e-reader só permitirá download de livros nos EUA e o resto do mundo vai ficar de fora… A Amazon, portanto, segue um passo à frente – ainda que seu leitor não seja o mais bonito. E se o seu inglês estiver em dia, confira o vídeo da apresentação do Nook pelo presidente da B&N e outras imagens do aparelho.

PublishNews – 21/10/2009 – Por André de Lima

Diretor de Harvard apoia digitalização, mas questiona o modelo do Google


O historiador Robert Darnton, professor e diretor da biblioteca da Universidade Harvard, tem sido voz dissonante entre os que apontam os riscos que os livros correm diante do avanço da tecnologia. Embora apoie a digitalização, Darnton questiona o modelo do Google.

FOLHA – O fascínio pela tecnologia e pelos livros eletrônicos leva à ideia de que os livros desaparecerão?

ROBERT DARNTON – [O fascínio] Tem levado a um caso coletivo de “falsa consciência”. Achamos que a tecnologia vai resolver todos os nossos problemas. Mas, na verdade, há um número crescente de livros publicados. E no velho formato do códice, criado na época de Cristo.
Isso não quer dizer que a tecnologia não abra possibilidades maravilhosas. Nosso futuro imediato vai mostrar uma combinação de tecnologia digital e textos impressos.

FOLHA – A internet pode ser comparada com o uso de panfletos políticos e impressos no século 18?

DARNTON – O ideal da democratização do conhecimento está ligado ao Iluminismo. Os filósofos estavam comprometidos com uma república das letras, mas viviam numa sociedade em que apenas a minoria podia ler. A tecnologia permite acesso a milhões de livros. Por isso, cito a digitalização que está sendo feita pelo Google. Não me oponho à criação de um banco de dados digital. O que me preocupa são os abusos de preços e a invasão de privacidade.

FOLHA – O sr. se sente confortável lendo nos leitores eletrônicos?

DARNTON – Não! Sinto falta principalmente dos jornais. Adoro ler meu “New York Times” às 5h30 da manhã. A primeira página é um mapa do dia anterior. Tudo é organizado por profissionais que dão sentido aos fatos. No Kindle, só se veem histórias isoladas.

Folha de São Paulo – 20/10/2009 – Por Marcos Strecker

Maior encontro editorial do mundo é marcado pelo eBook


A maior feira de livros do mundo, em Frankfurt, se rendeu ao digital. O grande tema do evento, que se encerrou anteontem, foi o livro eletrônico. E quem deu o tom foi Jeff Bezos, fundador da Amazon.com, que nem foi à feira. Uma semana antes do começo do evento, a livraria virtual americana anunciou a venda para mais de cem países do Kindle, o seu leitor eletrônico. Isso obrigou o mercado editorial a se posicionar e precipitou a ação dos principais concorrentes. É o caso do Google, que divulgou em Frankfurt o projeto do Google Edition, a venda de livros digitais para diferentes plataformas, a partir de 2010.

Para os brasileiros, esse avanço do eletrônico também acelerou tudo. Com a chegada do Kindle no país, iniciada oficialmente ontem, pelo menos uma grande editora já vai aproveitar a plataforma eletrônica para um lançamento de peso. A Ediouro vai lançar “O Seminarista”, novo romance de Rubem Fonseca, também para o aparelho da Amazon, já a partir de 5 de novembro. “Será no máximo uma semana depois“, disse o editor Paulo Roberto Pires.

Grandes editoras brasileiras foram convidadas a conversar com a Amazon em Frankfurt, assim como a Câmara Brasileira do Livro. Foram feitas ofertas de comercialização sem exclusividade para a gigante americana. Muitas dúvidas sobre o formato comercial persistem, mas algumas editoras estão otimistas. Isso pode levar em breve a vários lançamentos nacionais para o leitor eletrônico.
Já editoras como a Objetiva, de Roberto Feith, acham que o Kindle terá competidores à altura em aparelhos como o iPod. “Também há muita dúvida sobre como ficarão os contratos anteriores”, dos livros publicados antes do avanço do digital, aponta a principal agente literária brasileira, Lucia Riff.

Os debates sobre o assunto foram concorridos e provocaram o comentário irônico de que o evento tinha virado uma “feira de mídias“. Executivos da Amazon e do Google disputaram espaço com editores veteranos, empresas tradicionais se dedicaram ao assunto, e teve até ex-editora da poderosa HarperCollins, Jane Friedman, que aproveitou a feira para lançar uma empresa dedicada à integração de mídias. Pela primeira vez, o Tools of Change, evento tradicional sobre novas tecnologias de Nova York, também aconteceu na Alemanha.

Em resposta à polêmica chinesa – críticas pela homenagem a um país que pratica a censura-, a feira alemã demitiu ontem seu diretor de projetos, Peter Ripkin, alegando “problemas de compreensão“.
Já no universo propriamente literário, marcaram presença Günter Grass, sua colega de Nobel Herta Müller, a canadense Margareth Atwood e o holandês Cees Nooteboom.

A feira teve uma ligeira queda no número de participantes -até sábado, uma cifra cerca de 4,5% inferior a 2008, que teve um montante de 299 mil. O clima foi de cautela por conta da crise que atinge EUA e Europa, e vários estandes encolheram.
Essa prudência contrasta com o otimismo no mercado brasileiro, que tem uma razão extra para comemorar.

Antes da Copa-2014 e da Olimpíada-2016, o Brasil também poderá atrair a atenção internacional no evento. A Feira deve ter em 2013 o país como convidado de honra. A Folha apurou que as negociações estão avançadas entre o Ministério da Cultura e o evento. Até o final do ano, é esperado no Brasil o diretor da feira, Jürgen Boos, para fechar a participação. Em 2010, o país convidado será a Argentina. O Brasil já foi homenageado antes, em 1994.

Folha de São Paulo – 20/10/2009 – Por Marcos Strecker, enviado especial Frankfurt

Nova morada no internet


Acesso mais amplo e fácil ao conteúdo das coleções, hotsites de fotógrafos, músicos, escritores e intelectuais cujos acervos pertencem ao Instituto Moreira Salles, com seleção de imagens, fonogramas, trechos de entrevistas e informações biográficas. Estas são algumas das novidades do novo site do IMS, que tem projeto gráfico de Kiko Farkas e Thiago Lacaz. Os primeiros nomes retratados são Marc Ferrez, Otto Stupakoff, Ana Cristina Cesar, Lygia Fagundes Telles, Chiquinha Gonzaga, Mario Reis, Garoto, Marcel Gautherot, Hans Gunter Flieg, Maureen Bisilliat, José Medeiros, Decio de Almeida Prado, Francisco Alves e Otto Lara Resende. Além disso, aparece a coleção Humberto Franceschi e dos números dos Cadernos de Literatura Brasileira dedicados a Euclides da Cunha, Clarice Lispector e Carlos Heitor Cony. O projeto faz parte de uma série de ações do IMS para dar mais visibilidade e tornar mais acessível o seu acervo, que reúne cerca de 550 mil fotografias, 100 mil músicas, uma biblioteca com 400 mil itens e uma pinacoteca com mais de três mil obras. Confira no endereço http://www.ims.com.br, e siga o IMS no Twitter (@imoreirasalles). No link “Leia Mais” você fica por dentro de outras informações.

PublishNews – 20/10/2009 – Por Redação