Grupo Discovery vai entrar na onda de e-readers?


Discovery Reader

Discovery Reader

Depois de entrar na história com documentários que deixam as conversas de bar mais intrigantes, o grupo Discovery Comunicações, responsável, entre outros, pelo Canal Discovery, pretende lançar a sua própria versão do Kindle. Pelo menos é o que aponta a patente registrada pelo grupo.

Não foram divulgadas muitas informações sobre o “pretenso” sistema. Mas, o grupo de comunicação o descreve como um “livro eletrônico com características eletrônicas comerciais”. Ok, nada inovador até aí.

No entanto, os desenhos incorporados ao documento dão indícios de que o e-reader da Discovery poderá ter algumas funções multimídia. Nada mais justo.

Novamente, ainda não se sabe se isso sairá algum dia do papel. Mas, seria interessante (ou assustador) se a moda de criar gadgets como esse pegar entre os canais de televisão. Imagine só o tipo de produto que a Globo, Record e SBT iriam criar.

Fonte: Info – Talita Abrantes Rodrigues – 31/08/2009

O que as pessoas mais leem na Wikipédia?


Neste mês a enciclopédia online Wikipédia ultrapassou a marca de 3 milhões de artigos em inglês. Na versão em português há mais 500 mil; e somando as páginas em todas as 217 línguas em que a Wikipédia tem versões o número total aproxima-se de 13 milhões de artigos escritos.

Desde que foi lançada, em janeiro de 2001, a enciclopédia digital e colaborativa mudou a forma como as pessoas buscam informações na internet. Hoje, cerca de 60 milhões de americanos acessam a Wikipédia todos os meses. Mas o que essas pessoas buscam?

Segundo dados do site Wikistics, as informações mais procuradas são sobre sites e pessoas famosas.

Na página em inglês, o artigo mais acessado em 2009 até agora é o que explica o que é uma Wiki, recebendo mais de 130 mil visitas por dia desde janeiro. Em seguida, estão na lista dois ícones da cultura pop: os Beatles, em segundo, com cerca de 113 mil cliques por dia, e depois Michael Jackson, impulsionado por sua morte, com quase 80 mil cliques diários. Só no dia seguinte à morte do cantor, o artigo teve 5,9 milhões de visitas.

E Michael é brevemente citado no artigo sobre os Beatles, pois comprou, em 1985, os direitos sobre boa parte do catálogo de composições de John Lennon e Paul McCartney. Além disso, segundo informações da Wikistics, várias das entradas na página dos Beatles foram feitas de forma artificial (por scripts automatizados).

Em quarto e quinto estão o YouTube, site de vídeos que pertence ao Google, e a própria Wikipédia, com 72 mil e 52 mil cliques diários, respectivamente. Depois, voltando às celebridades, a página sobre o presidente dos EUA, Barack Obama, é a sexta (com 49 mil cliques) e o artigo sobre mortes em 2009 (no qual Michael Jacskon aparece mais uma vez), o sétima, com mais de 48,5 mil cliques.

Saindo um pouco da tendência pessoas-sites, o artigo sobre os Estados Unidos é o oitavo, com 46,5 mil cliques diários, mas é logo seguido pelo Facebook, em nono, com 46,5 mil. Em décimo está a gripe suína, com 39,5 mil cliques.

Algumas curiosidades extras: o artigo sobre o Twitter é o 15º, com 28,5 mil; o sobre Adolf Hitler é o 19º, com 25,5 mil; o sobre sexo é o 23º, com quase 25 mil; e a página sobre o Brasil é a 101ª, com 14,6 mil cliques – mais que a Argentina, porém menos que China, Índia e Rússia.

Na Wikipédia lusófona (que engloba todos os países falantes da língua portuguesa), por outro lado, o artigo sobre o Brasil é o mais visitado de 2009, embora na prática isso signifique apenas 10,3 mil cliques diários, menos do que o artigo sobre o país em inglês.

Michael Jackson e YouTube, como na Wikipédia de língua inglesa, marcam presença também na em português – e subindo uma posição, devido à ausência dos Beatles: Michael é o segundo, com 5,6 mil cliques diários, e YouTube, o terceiro, com 5,2 mil.

Os próximos sete artigos da lista têm audiências bem semelhantes, oscilando entre 4,4 mil e 4 mil cliques diários. Em ordem: Voleibol (4º), Wikipédia (5º), Orkut (6º), Charles Darwin (7º), Portugal (8º), Segunda Guerra Mundial (9º) e Primeira Guerra Mundial (10º). Continuando a lista, a página sobre a apresentadora Maysa é a 13ª, com 3,8 mil cliques diários; e a sobre Lula, a 222ª, com 1,2 mil.

Fonte: Revista Época – 31/8/2009

Biblioteca nega acordo para digitalização de acervo


A Biblioteca Nacional Francesa (BnF) nega que tenha assinado qualquer acordo com a Google para a digitalização do seu acervo, informou a BnF. A instituição nunca excluiu a realização de uma parceria público-privada que a ser firmada deverá estar em consonância com a estratégia do Ministério da Cultura em matéria de conteúdos digitais e deverá respeitar os princípios de gratuitidade e liberdade de acesso a obras exclusivamente livres de direitos de autor, lê-se numa nota da BnF disponível na Internet.

A BnF lembra que graças ao apoio do Estado e do Centre National du Livre (CNL) está a realizar um programa de digitalização das suas colecções: cem mil documentos por ano durante três anos e a proceder a uma selecção importante dos seus documentos raros e preciosos. Estes documentos são facilmente consultáveis no site Gallica e alimentam a biblioteca digital europeia – Europeana, acrescenta a BnF. Foi ainda criada uma parceria única no mundo com os editores franceses de forma a permitir uma oferta legal de livros digitais e permitir, a partir do Gallica, encontrar facilmente as ligações para as suas plataformas de comercialização.

Fonte: Lusa – Diário de Notícias – 30/8/2009

Primeira antologia online


Enter

Antologia ENTER

A festa de lançamento da antologia ENTER, organizada pela pesquisadora Heloísa Buarque de Holanda, contou com intervenções dos autores e de DJs convidados. O interessante é que, apesar da pompa e circunstância, não havia livro a ser vendido, nem nada que se pudesse levar para casa debaixo do braço. Era um lançamento virtual, como a própria antologia, que foi ao ar na web no momento da festa e transmitida por um telão. O “livro” é a primeira antologia online do Brasil. Trata-se de um pequeno portal contendo textos, áudios, vídeos e imagens de 40 autores. “Um site mesmo, só que fechado. Sem possibilidade de agregar comentários, postagem, etc. Ou seja, um soft book com curadoria única”, diz a organizadora, que teve o auxílio do jovem poeta Ramon Mello na seleção dos nomes. O melhor de tudo, porém, é que a antologia pode ser conferida gratuitamente, bastando estar conectado no navegador e pressionar ENTER.

FONTE: Jornal do Brasil – 29/08/2009 – Por Márcio André

O mundo fecha o cerco contra a pirataria


No início da semana passada, o Ministro de Negócios do Reino Unido, Peter Mandelson, anunciou que a Inglaterra pode adotar medidas extremas para combater a pirataria digital.

A proposta sugere que os provedores guardem os dados de quem fizer downloads ilegais e os entreguem às detentoras dos direitos autorais. Em casos extremos, o governo britânico poderia até bloquear o acesso a sites de download, reduzir a velocidade da banda ou mesmo cortar a internet dos ‘piratas’.

O Reino Unido, porém, não está só nessa cruzada. A Secretária de Segurança Interna dos EUA, Janet Napolitano, anunciou novas medidas de controle na fronteira dos EUA: os guardas poderão vasculhar o que tem dentro do notebook, iPod e outros equipamentos eletrônicos que estiverem com quem entrar em território americano.

O jornal britânico Telegraph sugere que os “criminosos” enquadrados na proposta de Peter Mandelson devem agora pensar duas vezes antes de “fugir” para os EUA.

Segundo a Secretaria de Segurança Interna dos EUA, as novas regras servirão para combater crimes transnacionais e terrorismo.

Segundo o texto, vasculhar nos equipamentos eletrônicos é “vital” para detectar informações que coloquem em perigo os EUA (como planos terroristas) ou constituam atividade criminal, como materiais com pedofilia ou que infrinjam as leis de direitos autorais.

O Telegraph sugere que os governos dos dois países, agora, deveriam pensar nas “rotas de escape” internacionais para os milhões de criminosos que podem ter arquivos que infrinjam os direitos autorais em seus computadores. “Eu não sou um desses que acredita em teorias da conspiração, mas nessa guerra global contra terrorismo pirataria digital temo que tudo seja possível”, escreveu Andew Keen.

Fonte: Tatiana de Mello Dias – O Estado de S. Paulo – 28/8/2009

Leitor eletrônico ganha 500 mil livros gratuitos digitalizados pelo Google


Reader, da Sony, terá 600 mil títulos no total.
Oferta do Google refere-se a obras livres de direitos autorais.

O grupo eletrônico Sony assinou um acordo com o Google para oferecer gratuitamente aos usuários do leitor eletrônico Reader o download de mais de 500 mil títulos, segundo anunciou nesta quinta-feira (19) a empresa japonesa.

“A partir de hoje, a e-Book Store vai permitir o acesso a mais de meio milhão de títulos que pertencem ao domínio público e foram digitalizados pelo Google”, explicou a Sony em um comunicado.

Os livros disponíveis estão livres de direitos autorais, ou seja, foram publicados pela primeira vez há mais de 80 anos. Por isso, seu download será gratuito.

Com esse acordo, a Sony passa a oferecer mais de 600 mil títulos no total, superando as 230 mil obras que podem ser baixadas pela Amazon, que comercializa o leitor eletrônico Kindle.

Fonte: Da France Presse

Tecnologia e impactos no meio editorial


O livro “Tecnologia e impactos no meio editorial” aprofunda os conhecimentos sobre os livros eletrônicos, apresentando sua evolução, tipos em conteúdo eletrônico e em suportes de leitura, suas vantagens e desvantagens em relação ao livro impresso, além dos impactos gerados junto às editoras, escritores e leitores mostrando se a digitalização de obras pode ou não prejudicar o mercado editorial… Disponível em Clube dos Autores.

Leitura gratuita de notícias on-line está com os dias contados


Para a revista britânica “Economist”, os dias de leitura gratuita de notícias na internet estão para acabar. Gigantes do setor, como News Corp. (“Wall Street Journal”, “The Times”) e Axel Springer Verlag (“Die Welt”, “Bild”), já falam em cobrar pelo acesso a seus sites. E várias editoras têm mostrado interesse pelas plataformas de cobrança desenvolvidas pela empresa americana Journalism Online.

A “Economist” reconhece que não será fácil. “Por dez anos os leitores têm desfrutado de notícias grátis on-line, e BBC e CNN continuarão a fornecê-las. Um jornal que tente cobrar colocará em risco a publicidade on-line, que responde por entre 10% e 15% de sua receita”. A opção mais simples, afirma, é erguer uma barreira para todo o conteúdo. Mas isso tem servido mais para conter a queda das vendas do que para aumentar a receita.

Outra alternativa é cobrar por apenas parte do conteúdo. “O maior expoente desse nicho, com mais de um milhão de assinantes on-line, é o ‘Wall Street Journal’. Cerca de metade de suas reportagens fica atrás de uma barreira paga, apesar de serem gratuitas se acessadas via Google News”. Mas, ressalta a “Economist”, não é fácil fazer o mesmo: “New York Times” e “Los Angeles Times” tentaram e fracassaram, tendo queda nos acessos on-line, afastando anunciantes.

Para a revista, o modelo mais vantajoso é o do “Financial Times”, que cobra de quem lê mais de dez reportagens por mês. Isso permite ajustes: se os anúncios aumentarem, pode-se ampliar a cota gratuita mensal.

Sobre os chamados micropagamentos – uma taxa por uma única reportagem -, a “Economist” ressalta que jornalismo não é música: “as histórias são mais perecíveis que as canções”. Ainda assim, “Journal” e “FT” já manifestaram sua intenção de tentar algo do gênero. A opção final, diz a revista, é pressionar sites como o Google News para repassarem parte de sua receita com anúncios.

Fonte: O Globo – 28/8/2009

Prazo para acordo com o Google se encerra em 4/9


O próximo dia 4 de setembro é o prazo final para autores e editoras que optarem por não participar do acordo que resultou da ação coletiva contra o abuso de direitos autorais da Pesquisa de Livros do Google. Para quem, ao contrário, deseja fazer a reivindicação de livros e inserções, não há prazo estipulado. Porém, para se qualificar a receber pagamentos em dinheiro para os livros, é necessário preencher o formulário de reivindicação até 5 de janeiro de 2010.  A audiência pública final está marcada para 07 de outubro de 2009.

Para mais informações, o endereço é: http://www.googlebooksettlement.com
 
E o telefone: 0800-891-7626.

Fonte: CBL Informa – 24/8/2009

O que significa a Apple maior que o Google


Desde que a Microsoft derrotou a IBM, nas últimas décadas, aprendemos que software é mais negócio do que hardware; que o mundo físico vai se digitalizando; e que a era do conhecimento suplantou a era industrial. Nesse cenário, mesmo com a Microsoft não sendo mais a mesma (nem a IBM), fazia todo o sentido que o Google assumisse a liderança nos anos 2000 – afinal, nascera na internet, seu negócio não tinha ligação com hardware e, teoricamente, poderia crescer além das fronteiras conhecidas. De repente, contudo, um sujeito chamado Steve Jobs sai do esquecimento da indústria de computadores, reassume a empresa que fundou, revoluciona o consumo de música, e a telefonia, e… acaba por ultrapassar o Google – com hardware –, na bolsa de valores. Quer dizer então que os CDs podem voltar, os jornais podem não acabar e os livros de papel não estão ameaçados? Talvez; se você for Steve Jobs… A Business Week foi quem, mais habilmente, explicou por que o Google não é mais aquele e por que a Apple tem mais futuro (mesmo “além de Jobs”). O Google já tem 70% do mercado de buscas – seu core business –, a tendência, portanto, é manter ou diminuir suas receitas (se não conseguir descobrir outros negócios tão lucrativos quanto o original). Já a Apple tem apenas 10% do mercado de computadores e 8% das receitas de telefones celulares. Fora isso, a empresa de Jobs tem quase 100 milhões de cartões de crédito de consumidores, que pagam hoje por canções, filmes e aplicativos, nas lojas virtuais da Apple. Ultrapassou, para completar, o Wal-Mart, como líder mundial na distribuição de música – e muita gente boa suspeita que vá entrar na briga dos tablets, como o Kindle e o Sony Reader, nos próximos meses… E se Bill Gates riu do purismo de Steve Jobs, durante décadas, agora, talvez, tenha de engolir sua risada, porque se a Apple aumentar sua distância do Google, em valor de mercado, o gênio do iPod, e do iPhone, deve partir para cima da Microsoft.

Fonte em Português: Por Julio Daio Borges – Digestivo nº 430 – Sexta-feira, 28/8/2009

Fonte em Inglês: BusinessWeek – August 11, 2009, 8:30PM EST

Estações do teleférico terão bibliotecas virtuais com obras do PAC


Hoje, o governo dá mais uma prévia do que virá pela frente, entregando 96 apartamentos na Avenida Itaóca, num conjunto com quadra poliesportiva, campo de futebol e praça infantil. O custo total do PAC no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, é de R$ 516 milhões. Junto com o teleférico, desembarcarão mais pracinhas no entorno dos pilares de sustentação da linha de bondinhos. O objetivo é estimular a comunidade a preservar a obra.

Todas as estações contarão com bibliotecas virtuais. Em vez de livros, os usuários terão terminais de computador para pedir a entrega das obras que pretendem ler. A do Adeus terá ainda quadra de futebol, quiosque e ciclovia.

— Cada pilar terá um espaço cultural para facilitar a manutenção do seu entorno. Teremos centros cívicos, de cultura e de lazer nesses espaços — diz o gerente das obras Henrique Ladeira.

Na estação do Alemão, será erguido um centro de apoio jurídico. A da Itararé terá um espaço para expedição de documentos de identidade e um cartório. Nas encostas, as casas estão sendo reformadas.

Ao todo, serão feitas 1.750 desapropriações. Para os moradores, as opções são o remanejamento para prédios do PAC ou para casas compradas pelo governo na comunidade como indenização. No asfalto, haverá prédios com 920 apartamentos, uma policlínica e centros de geração de renda.

Será construída ainda uma escola de ensino médio profissionalizante e outra primária, com piscina. No alto, na Serra da Misericórdia, surgirá uma espécie de Quinta da Boa Vista, com lago artificial, quadras esportivas e churrasqueira.

Fonte: Marcelo Dias – Extra Online – 27/8/2009

Novo portal para compartilhar livros e sugerir leituras


A Giz Editorial anuncia o lançamento da Livrus, uma inovadora plataforma online que se vale dos princípios utilizados em serviços de mídia social para a divulgação, armazenamento e compartilhamento de informações sobre livros. De acesso gratuito, o serviço online permite que usuários interessados criem uma base de dados sobre suas obras favoritas, criação e divulgação de resenhas e recomendações. Há também um módulo de utilização destinado a autores, que podem listar suas obras, apresentando informações e detalhes dos livros escritos, além de divulgar sua participação em eventos como lançamento de novas publicações.

O serviço pretende aproximar leitores segundo assuntos de interesse, facilitando a troca de idéias e a recomendação de novos títulos. “O serviço se vale de processos comuns em sites de música, em que um fã de um gênero específico chega a novos músicos ou grupos com base nas indicações de pessoas com gosto similar ao dele. A Livrus segue pela mesma rota”, afirma Ednei Procópio, editor da Giz Editorial.

Segundo o executivo, o serviço quer propiciar um canal interativo, amigável e de fácil acesso entre autores e leitores. “Vamos criar pontes entre os agentes do mercado e seus consumidores, servindo de forma aberta e transparente ao ecossistema composto pelo mercado editorial e seus consumidores. Será uma base de informação que se valerá da participação ativa do público, que fará recomendações e comentários.”

Fruto de um investimento inicial de US$ 25 mil em desenvolvimento, o serviço tem ainda recursos provisionados da ordem de US$ 40 mil, para um período de 12 meses. Os recursos serão usados para a expansão das funcionalidades e no suporte ao crescimento na base de usuários. Os recursos foram angariados pela própria Giz Editorial, em conjunto com investidores do mercado e a expectativa é de que o serviço retorne os investimentos até o final de 2012. O foco inicial está na consolidação de uma base sólida de usuários e na manutenção de bons níveis de serviço.

Dada a gratuidade para os usuários, o site buscará receitas com a venda de anúncios publicitários de títulos, editoras e autores, com suporte a ações de rich media. Outra fonte de receita está na formação de parcerias comerciais com autores, editoras e demais agentes do mercado editorial. “O que propomos é a criação de uma camada adicional de circulação e comercialização de livro que pode ser utilizada, inclusive, como ferramenta adicional por livrarias virtuais, explorando o acervo de comentários e recomendações de leitores”, diz Procópio.

O site também prevê para breve módulos que permitirão realizar ações de e-commerce de parceiros. Será o primeiro online a publicar e disponibilizar obras em três formatos: impresso (incluindo print on demand), livro eletrônico (eBook) e audiobook. Operando em caráter experimental desde junho, a Livrus iniciará suas operações oficialmente em setembro, durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

DIVULGAÇÃO

A plataforma Livrus já trará um importante auxílio aos novos autores, colaborando com a promoção de lançamentos. Este é um dos principais desafios para os novos autores, que raramente conseguem arcar com os elevados custos de divulgação pelas vias convencionais, que ainda têm a limitação de nem sempre conseguir responder aos anseios nem da indústria editorial, nem do público.

“Pela nossa experiência, há sim, demanda por títulos de qualidade, dentro dos mais variados nichos. O que a Livrus propõe é uma solução prática para isto, com uma plataforma compreensiva e que utiliza o interesse do público como motor e fomento para novos e bons autores”, explica Procópio. “E antes que alguém diga que livro não vende no Brasil, basta citar exemplos como ‘Harry Potter’ ou a série ‘O Senhor dos Anéis’, que tiveram grande aceitação. E cujas franquias sobrevivem exatamente da divulgação de fandons espalhados pelas comunidades na Internet”.

FLEXIBILIDADE

Inteiramente desenvolvido em plataformas de código aberto, o diretório www.livrus.com.br utiliza como base as plataformas PHP e SQL, rodando sobre uma base de servidores Apache. “A utilização destes elementos nos dá grande estabilidade, além de facilitar a implementação de novas funcionalidades no futuro”, afirma Procópio. “Nos permite, por exemplo, expandir o acesso à Livrus para todas as comunidades lusófonas. Por enquanto não devemos disponibilizar o acesso para outros idiomas, porém não descartamos estender o suporte a outras línguas”, diz.

Adotando a abordagem de usar páginas tabless, a Livrus já nasce preparada para facilitar o acesso via plataformas móveis, como smartphones e outros dispositivos. Futuramente, estão previstos módulos que permitirão a publicação e distribuição de contos, links para mídias relacionadas como podcasts [arquivos de áudio] ou vídeos online, entre outros recursos interativos.
 
INOVAÇÃO

Embora seja inovadora, a Giz Editorial reconhece que a idéia da Livrus não é inédita. “Há tempos existem várias plataformas eletrônicas bem-sucedidas para a recomendação de músicas, de cinema, de compras e outros itens. O que queremos é adotar a mesma lógica com foco em livros. As primeiras reações dos nossos usuários na fase Beta mostram que esta é uma escolha acertada. Outro detalhe importante é a aposta na contribuição dos usuários. Ainda não inventaram um algoritmo que substitua a recomendação de alguém que gosta dos mesmos livros que você. A Livrus é feita por pessoas e para pessoas”, comenta Procópio.

Por conta disso, o site poderá oferecer uma base rica para consulta, mas que também destacará os trabalhos mais comentados, o que favorecerá autores que contarem com uma base de leitores mais ativa online.

SERVIÇO

O que: Lançamento Oficial da Livrus
Onde: XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro
Quando: Dia 10 de setembro de 2009, às 10h
Estande: Pavilhão Laranja ― Entre as ruas C e D

Biblioteca Nacional da França digitaliza acervo


Denis Bruckmann, diretor geral adjunto da Biblioteca Nacional da França [BNF], afirmou que as negociações com o Google para a digitalização do seu acervo “poderão ser feitas nos próximos meses” – diferentemente do ocorrido em 2005, quando o então presidente da BNF recusou a proposta da empresa americana. A mudança de estratégia baseia-se na divisão das despesas para a digitalização. Segundo a Times Online, a França destina 5 milhões de euros a cada ano para a digitalização das obras, entretanto a BNF necessita de cerca de 80 milhões apenas para seu acervo sobre a Terceira República [1870-1940].

Fonte: Boletim PNLL – 24/08/2009 – Por Redação

Sony na disputa pelo domínio em livros eletrônicos


Sony Reader

Sony Reader

A Sony revelou sua aposta para reconquistar o terreno perdido para a Amazon.com na batalha pelo controle do emergente mercado de livros eletrônicos com um leitor digital sem fio, com tela sensível ao toque e preço de US$ 399. O novo Reader Daily Edition da fabricante japonesa de produtos eletrônicos de consumo chegará ao mercado dos Estados Unidos em dezembro e custará US$ 100 a mais do que o Kindle, aparelho básico sem fio da Amazon. Sua tela, porém, será de sete polegadas, maior do que a do Kindle, de seis polegadas. A Sony também espera reconquistar a iniciativa na disputa graças a seus acordos com o Google e bibliotecas nos Estados Unidos e também enfatizando a acessibilidade de preço, a opção de 1 milhão de títulos e o modelo de acesso aberto, em vez do sistema de propriedade exclusiva da Amazon.

Fonte: Valor Econômico – 26/08/2009 – Por P. Taylor e A. Edgecliffe-Johnson

Biblioteca Nacional no Twitter


Dois perfis da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) no Twitter têm promovido uma interação diferenciada com usuários da Biblioteca Nacional (BN). Desde 2008, o perfil (@fbn) divulga serviços, eventos e notícias relacionados à FBN. Neste mês, a Biblioteca Nacional Digital (@BNDigitalBR) também começa a participar da rede, com o intuito de divulgar os projetos desenvolvidos por sua equipe.

Fonte: Boletim BN – 26/08/2009 – Por Redação

Paulo Coelho: livros inéditos para download gratuito


O escritor Paulo Coelho disponibilizou nesta segunda-feira, na internet, para download gratuito, dois romances inéditos e uma coleção de textos já traduzidos em vários idiomas, como um presente aos fãs no dia de seu aniversário de 62 anos. Os leitores poderão encontrar os romances no site oficial do escritor em vários idiomas e em diferentes formatos, desde PDF à versão adaptada a diversos aparatos digitais de leitura. O primeiro romance, O caminho do arco, traduzido para inglês, espanhol, italiano e alemão, conta a história de um arqueiro que transmite suas doutrinas a uma criança em seu povoado. Com versões em português e inglês, Histórias para os pais, filhos e netos é uma coleção de relatos baseados em lendas e contos tradicionais de diferentes culturas. Já o Guerreiro da luz apresenta uma coleção de textos escritos por Coelho na internet e que estão unidos pela busca do “guerreiro da luz” que “cada um” tem em seu interior, segundo o escritor.

Fonte: UOL – 24/08/2009 – Por Redação

“Macroblog” desafia internauta a postar com mais de 1.400 caracteres


Se o serviço de microblogs Twitter faz jus ao nome –ou seja, lá você só pode “piar”–, vem aí um “opositor” que apela para o outro extremo: trata-se do Woofer, um serviço de “macroblog” que, em vez dos 140 caracteres que comportam um “tweet”, convida o internauta a tentar um “woof” –no mínimo, 1.400 caracteres.

“Woof”, em inglês, significa “latido”. O nome do site pode ser entendido como um trocadilho para quem “late mais alto” –“woofer” também remete a alto-falantes. Seu slogan: “quando 140 caracteres não são próximos aos suficientes”.

“Nós não temos qualquer associação com o Twitter. [O “Woof”] é simplesmente uma novidade, onde queremos nos divertir com o requisito mínimo de caracteres para publicar os posts, e ver o que as pessoas fazem com isso”, informa o site para, em seguida, ironizar: “o que você pode completar com os 1260 caracteres restantes?”

“Seja eloquente. Use advérbios. DEA (“don’t ever abbreviate”, ou jamais abrevie).” Para participar, basta ter um perfil no Twitter, inserir o nome do usuário e compartilhar longas mensagens.

Com o desenho do site parecido com o de microblogs, o Woofer traz os “woofs” mais populares no lugar dos temas mais comentados (ou “trending topics” no Twitter).

O projeto do Woofer é assinado pela Join The Company, radicada em Washington, nos EUA.

Fonte: Marina Lang – Folha Online – 25/8/2009

Sony lança leitor eletrônico a US$ 399


A Sony anunciou o lançamento de um novo dispositivo eletrônico de leitura, em uma medida para desafiar a posição dominante da Amazon no crescente mercado de livros digitais.

O lançamento ocorreu na terça-feira (25), nos Estados Unidos.

Denominado Daily Edition, o aparelho custa US$ 399, possui uma tela sensível a toque de sete polegadas e será colocado à venda em dezembro. A AT&T será a operadora do novo dispositivo, que usará uma conexão 3G (tecnologia de internet sem fio adotada por aparelhos como o iPhone, da Apple).

Após um ano de manchetes dominadas pelo dispositivo Kindle, da Amazon, a Sony tomou a ofensiva. No começo deste mês, a companhia lançou dois aparelhos por US$ 199 e US$ 299. O Kindle, da Amazon, custa US$ 299 e US$ 489 por uma versão com tela maior para visualização de jornais.

Enquanto os dispositivos da Sony possuem tela sensível a toque, elemento encontrado em aparelhos populares como o iPhone, eles nunca incluíram uma conexão wireless. Isto é algo com que hoje, analistas dizem, muitos usuários de tecnologia contam.

O Kindle, apesar de ter wireless, não oferece tecnologia touchscreen. A diferença pode dar à Sony um impulso na briga pelo domínio no setor de livros e dispositivos de leitura. A indústria ainda é jovem, mas a Sony e a Amazon, que são as duas maiores empresas do meio, querem atrair os primeiros usuários e estabelecer aí um gancho em um mercado que, acreditam, eventualmente se tornará a força principal dos lucros.

Dispositivos eletrônicos de leitura permitem que as pessoas leiam conteúdo em uma mesa do tamanho de um livro. Mesmo com alguns usuários fazendo alarde sobre o aspecto de conveniência, especialmente durante viagens, analistas dizem que os aparelhos continuarão sendo um item de luxo até que os preços diminuam.

A Sony lançou seu primeiro dispositivo de leitura em 2006, mas o Kindle da Amazon, lançado em 2007, ganhou muito mais atenção. A Sony vem tentando retomar o espaço nos últimos meses. A empresa afirmou em agosto que iria converter sua livraria digital, que conta com mais de 1 milhão de títulos, para o formato EPUB, padrão para publicação que permite a leitura de livros em diversos aparelhos.

A medida deve provavelmente atrair consumidores que não querem ter limites, devido ao sistema proprietário da Amazon. Seus títulos podem ser lidos apenas no Kindle, ou usando um software da Amazon no iPhone ou iPod Touch da Apple.

A Sony também fechou um acordo com o Google no começo do ano para que seus leitores possam acessar o acervo de mais de meio milhão de livros de domínio público gratuitamente.

Fonte: Folha Online – Reuters – 25/8/2009

Rivais atacam acordo entre Google e editoras


Três dos maiores rivais do Google juntaram forças para combater o histórico acordo legal acertado entre o site e a indústria de edição de livros. Microsoft, Yahoo e Amazon.com uniram-se em uma coalizão liderada pelo Internet Archive, um grupo sem fins lucrativos que se tornou a principal voz contra o acordo. O ataque coordenado de agora contra seu ambicioso plano de livros digitais é o primeiro a unir algumas das maiores companhias de tecnologia contra o site. A nova campanha centra-se no acordo feito em 2008 entre o Google e as editoras e autores de livros para acabar com uma ação coletiva contra o projeto da companhia de internet de digitalizar livros em massa. Os críticos do acordo, que ainda aguardam aprovação judicial nos Estados Unidos, argumentam que o negócio dará ao Google um monopólio desleal no fornecimento de acesso digital a obras fora de catálogo e que isso estabelecerá um arcabouço para o surgimento de um mercado de livros digitais, no qual o site de buscas sairia fortalecido.

Fonte: Valor Econômico – 24/08/2009 – Por Richard Waters, Financial Times

Paulo Coelho disponibiliza 3 livros inéditos para download gratuito


O escritor Paulo Coelho disponibilizou na segunda-feira, 24/8, na internet, para download gratuito, dois romances inéditos e uma coleção de textos já traduzidos em vários idiomas, como um presente a seus fãs no dia de seu aniversário.

“Meu presente para vocês em meu aniversário”, anunciou Coelho, em seu perfil na rede social virtual Twitter, em comemoração a seus 62 anos.

Os leitores poderão encontrar os romances no blog oficial do escritor, em vários idiomas e em diferentes formatos, desde PDF à versão adaptada a diversos aparatos digitais de leitura como o Kindle, da Amazon, o Sony Reader e o iLiad.

O primeiro romance, “O Caminho do Arco”, traduzido para inglês, espanhol, italiano e alemão, conta a história de um arqueiro que transmite suas doutrinas a uma criança em seu povoado, segundo a resenha publicada no blog do autor.

Coelho utiliza da metáfora do arco e flecha para aprofundar ideias como o esforço cotidiano, a superação das dificuldades e a coragem para tomar decisões arriscadas.

Com versões em português e inglês, “Histórias para os Pais, Filhos e Netos” é uma coleção de relatos alegres, surpreendentes e dramáticos, baseados em lendas e contos tradicionais de diferentes culturas, dedicados a leitores de todas as idades.

Já o “Guerreiro da Luz” apresenta uma coleção de textos escritos por Coelho na internet e que estão unidos pela busca do “guerreiro da luz” que “cada um” tem em seu interior, segundo o escritor.

Os textos ocupam nada menos que três volumes e são oferecidos ao leitor em português, inglês e francês.

Fonte: G1 – EFE – 24/8/2009

O futuro (e o fim?) do livro


Gostaria de tecer algumas considerações sobre a matéria publicada na revista Super Interessante de setembro de 2009, intitulada “O futuro (e o fim?) do livro“.

Faço aqui algumas das minhas considerações sobre a matéria não para rebater a versão do livro no formato eletrônico ou para defender o livro em sua versão impressa, mas para defender a não distorção das informações do texto escrito na matéria, e que está bem longe de uma boa reportagem.

A começar pelo título: “O futuro (e o fim?) do livro“. Como pode um jornalista que já ouviu falar sobre o fim do teatro em detrimento da televisão, ou já ouviu falar do fim do rádio em razão do surgimento da Last.fm, ou mesmo o fim do cinema com o surgimento da tecnologia de distribuição do vídeo caseiro, pecar justamente no título da matéria? Eu tenho uma pasta de clipping com centenas de matérias parecidas que levam o mesmo título, “O fim do livro”, o que demonstra falta de criatividade no título da matéria.

Se chegarmos a supor que o livro, no futuro, não será mais impresso, mas circulará em um formato eletrônico, como pode então o livro ter um fim? A palavra eBook vem da contração em inglês das palavras eletronic book, em português livro eletrônico. Ou seja, mesmo que o livro deixe de ser impresso em papel e passe a ser impresso somente em uma tecnologia E-Ink, ainda assim será um livro. Então, qual é o sentido da retórica “e o fim?” no contexto? Bem, se o tal “concorrente” do livro impresso vencer mesmo sendo eletrônico, ainda assim, pelo que parece, será um livro, portanto onde está o fim do livro sugerido pela matéria?

O leading da matéria diz o seguinte sobre o livro: “… Sua velha versão ainda resiste − mas por quanto tempo?“. Essa frase, como tudo na matéria, é uma completa distorção da realidade. Por que dizer que a versão em papel do livro ainda resiste? Resiste a quê? O que o autor da matéria quis dizer com isso? Que as editoras ainda insistem em publicar livros impressos, e isso é uma resistência? Ou resiste porque a maioria dos escritores ainda sente prazer e satisfação em ter seus escritos publicados em papel, uma vez que muitos escritores sabem que o que vale mesmo para sua carreira é o que muitas vezes é impresso no papel e não em uma tela. Ou o livro em sua versão impressa ainda resiste porque a maioria dos leitores prefere ler os livros dessa forma?

Pergunte a um jornalista se ele prefere ter o seu artigo publicado em uma revista eletrônica ou em uma revista impressa. E pergunte a um leitor aonde ele prefere ler este mesmo artigo.

O fato é que a leitura de um livro no formato impresso ainda é a forma confortável de se ler. Ou será que o velho livro resiste porque a verdade mesmo é que a tecnologia de hardware e software ainda não conseguiu definitivamente mimetizar algo que seja efetivamente sofisticado a ponto de substituir o papel? O fato é que o livro em papel ainda resiste não porque existe uma resistência, isso até parece papo furado de militância [algo que definitivamente eu, que faço parte do grupo citado na matéria, não pretendo fazer], mas ainda resiste da mesma forma que o rádio ainda sobrevive via ondas do ar, em AM, apesar da sua transmissão via satélite, via Internet, via Grooveshark, etc.; da mesma forma que a televisão ainda resiste às antenas em cima das casas apesar de toda a promessa de sua versão digital. Da mesma maneira que a música resiste em vinil apesar do MP3. O livro impresso ainda resiste da mesma maneira que o teatro resiste à parafernália 3D dos filmes de Hollywood; o livro impresso resiste da mesma maneira pela qual nós ainda falamos através de telefones fixos que vêm dos fios dos postes de luz [apesar de um tal de Skype]. Ou seja, o livro não pode resistir à tecnologia, mas o livro resiste apenas à maturação do tempo e ao que as pessoas, principalmente os leitores, querem e podem fazer com o que ainda têm. Assim como todas as outras maneiras de distribuição e circulação de dados, informação e conhecimento.

Portanto, o que existe não é um grupo editorial resistindo e sim um cenário de transformação. O mercado não é formado apenas por editoras que publicam livros impressos, mas por leitores que ainda leem os livros impressos. Isso não é resistência das editoras, isso é um fator natural do mercado editorial. Ponto.

Ainda sobre o leadind da matéria, por que é que se diz que a versão do livro em papel é velha? Por que velho? Parece até mesmo aquela nítida sensação que temos de que tudo o que existe há mais tempo do que a Internet não tem mais valor numa sociedade midiática que já nasce ultrapassada. Ora, o livro impresso não é velho, muito pelo contrário, ele é moderno, pois ainda transmite a modernidade, caso contrário o livro de Dan Ariely, citado na matéria, não teria sido publicado nesse formato, bastava Dan ou sua editora publicar o tal título no formato digital ou em áudio, algo que não foi feito.

A propósito, eu gostaria de saber onde encontrar versão eletrônica do citado livro de Dan Ariely. Na Internet, só encontrei a versão impressa para venda. Talvez haja alguma versão pirata num Sbribd da vida. O que existe de eletrônico deste livro na Internet, é um botão automático da Amazon avisando que o livro não está disponível para download no Kindle e jogando a responsabilidade disto para o leitor.

O livro impresso não é velho, o livro impresso ainda é um meio de comunicação e transmissão de dados, informação e conhecimento, tal qual o livro em seu formato eletrônico ou em áudio. Sugiro que o autor da matéria se dirija a uma livraria física e me aponte um único livro ali naquelas estantes que transmita algo que remeta às velhas ideias do velho mundo. A palavra “velho” foi utilizada de modo errado e inconsequente. O livro pode ser publicado no formato impresso, eletrônico ou em áudio. Nenhum desses formatos é velho ou ultra-super-hiper-mega novo, eles são convergentes e modernos meios de distribuição de ideias. Velha, na verdade, é a ideia de que tudo o que é sólido [pode se desmanchar na rede] é descartável [que não pode ser reciclado]. Isso sim é velho.

Eu faço parte do grupo de 20 pessoas que se encontram na Câmara Brasileira do Livro [citado na matéria como se fosse uma sociedade secreta]. E gostaria de tentar ajudar o leitor da revista Super Interessante a compreender algumas coisas que foram erroneamente descritas na matéria. Primeiro, o grupo não se reúne todo mês. Há uma periodicidade maior do que isso. E existem pautas, reuniões, relatórios, discussões sérias e apresentações em PowerPoint, etc. Eu não estou aqui falando pelo grupo que, apesar de o autor da matéria não ter divulgado o seu real objetivo, se chama Comissão do Livro Digital, e também não falo em nome da Câmara Brasileira do Livro, à qual a minha editora é associada. Eu falo em meu nome como editor de livros impressos e eletrônicos.

Ao contrário do que está escrito na matéria, como parte integrante do grupo, eu nunca estive preocupado “com um concorrente que vem desafiando o reinado do livro impresso“. Primeiro porque não existe reinado algum, o que existe é algo que determinamos como sendo o mercado editorial. Eu não trato o mercado de livros impressos como um reinado, mas como um negócio. E se eu estivesse realmente preocupado com o fato de o livro eletrônico substituir o livro impresso, não faria parte de um grupo chamado “Comissão do Livro Digital”. Acredito que faria parte de um grupo chamado “Comissão do Livro Impresso”, não é mesmo? Enfim, a matéria é um emaranhado de contrassensos.

A matéria dá a entender que o grupo se reúne porque está com medo do livro no formato digital. O que não é verdade. Faço parte desse grupo não porque tenha medo de que o livro impresso irá sucumbir ao livro eletrônico, mas exatamente pelo contrário, uma vez que temos interesse no mercado de livros na era das mídias digitais. O que nós fazemos é nos reunir para discutir o comportamento do mercado [leia-se consumidores] diante das transformações que estão ocorrendo. Eu, particularmente, não me preocupo se o livro eletrônico irá ou não substituir o livro impresso porque, independentemente disso, minha editora continuará publicando livros. Tanto é que a Giz Editorial [www.gizeditorial.com.br], minha editora, já publica livros nos formatos impresso e eletrônico simultaneamente desde o dia em que nasceu. E em breve lançaremos um título em três formatos distintos: eletrônico, impresso e audiobook. Faremos isso em setembro, durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

Portanto, o grupo Comissão do Livro Digital, a meu ver, não se reúne somente porque está preocupado com o livro eletrônico. Nós nos reunimos porque antes de tudo precisamos, pelos nossos negócios nas indústrias de comunicação e entretenimento. Eu vejo que nós estamos interessados em novos negócios do livro diante do novo cenário. A matéria distorceu completamente a visão que nós temos do mercado, como se nós não soubéssemos com que realmente estamos nos preocupando, ou com o que deveríamos nos preocupar e também como se não tivéssemos estudado exaustivamente o cenário que se apresenta. Como se não soubéssemos mais do que foi escrito naquela matéria que só serve para desinformar o leitor.

Não estou aqui para sair em defesa da CBL, mesmo porque tenho certeza de que a diretoria da entidade pode, se quiser, fazer isso. O fato é que a entidade não se chama Câmara Brasileira dos Filmes em VHS, nem Câmara Brasileira do Disco em Vinil ou Câmara Brasileira do Disco em CD, e parece razoável supor que, embora a matéria nos faça pensar o contrário, o nosso setor pode não ter a capacidade de ter aprendido com os erros da indústria fonográfica. Contudo, se eventualmente a evolução do livro retrocedesse a ponto de termos de publicar livros em cascas de árvores, pele de animais ou em pedra lascada, ainda assim a entidade se chamaria Câmara Brasileira do Livro.

A nossa maior preocupação [que talvez o responsável pela matéria não disse] reside no fato de que no Brasil não temos um mercado aquecido de leitores. O que nos preocupa na verdade é o índice de leitura. Se o índice de leitura fosse alto, mesmo com os livros em versão eletrônica, pode-se ter a certeza de que não precisaríamos nos reunir com aquele grupo. É provável que não teríamos tempo.

Enfim, a matéria tem erros gritantes de percepção, de distorção da realidade no que diz respeito ao que o grupo citado pensa a respeito dos livros eletrônicos [que chega a ofender quem dele participa]. E eu estou pensando em escrever um e-mail ao mago das revistas, o Sr. Thomaz Souto Corrêa [por quem eu guardo profunda admiração por ter sido o primeiro a perceber a convergência digital no mercado editorial brasileiro, e com quem já tomei um café para discutir este tema dos livros eletrônico em uma certa ocasião] e dizer para ele dar uma olhada nas bobagens que andam escrevendo nas revistas impressas da editora Abril.

Um exemplo: a matéria diz que o modelo de equipamento BR-100-NTX “deve ser o único no país por um tempo“. Isso não é um fato. É outra distorção, outro erro decorrente de uma pesquisa malfeita. Talvez o autor da matéria não saiba, mas os tais “grandes concorrentes” têm um nome e se chamam eBook Readers. E em 2005, a outra empresa que eu fundei, o eBookCult Digital Library Solutions [www.ebookcult.com.br] já trouxe para o Brasil o eBook Reader modelos ETI-1 e ETI-2. Ele não sabe, mas um dos modelos, o ETI-1, já tem tela colorida. Esses modelos de eBook Readers já vêm sendo vendido no Brasil há muito tempo no website http://www.ebookreader.com.br, portanto, a matéria é muito ruim no quesito pesquisa e apuração das informações. Mesmo porque o modelo citado, o BR-100-NTX, da empresa Braview, não existe, é o que chamamos de “vaporware”. Na verdade é apenas um modelo que talvez seja revendido no país através de um outro equipamento OEM já existente e fabricado na China, é branding sobre branding, ou seja, não é e nunca será um equipamento 100% brasileiro. Não é e nunca será o primeiro equipamento comercializado no Brasil e não é e nunca será o único. O primeiro equipamento e o único vendido no Brasil atualmente é o eBook Reader modelo ETI-2 comercializado pelo eBookCult.

Podemos mostrar para o leitor interessado uma série de matérias já publicadas que caem no mesmo erro e citam dezenas de equipamentos que nunca existiram e nunca existirão. É um erro recorrente na imprensa falar de produtos que não foram lançados e não se pode ter a certeza de que de fato serão comercializados. E o que os jornalistas que escrevem essas matérias fazem é distorcer a realidade só para criar uma celeuma entre a versão impressa e a versão digital do livro. Mas essa não é a nossa visão. Nós somos bem informados e sabemos quais são as informações corretas que nos passam e quais são as que distorcem a realidade do mercado.

Será que a os jornalistas ainda não aprenderam que o hardware [aqui no caso tanto a tecnologia E-Ink quanto a commodity papel] sempre diverge enquanto suporte; mas o conteúdo sempre converge independente da plataforma? Perceba que a própria revista Super Interessante tem a sua versão impressa em papel e uma versão online. Um conteúdo não limita ou impede o outro. Mas pergunte para qualquer pessoa daquela redação se eles gostariam de parar de imprimir a revista. Apesar de todo o falatório de que a imprensa [revistas e jornais impressos] também estão com os dias contados, todos nós sabemos a resposta. Ora, com o livro é a mesma coisa. Então porque simplesmente não se faz uma matéria dizendo que a mídia impressa como um todo está morta? Que tal uma matéria chamada “O FUTURO (E O FIM?) DA REVISTA”?

E só para deixar alguns leitores cientes, o Google Books não é um equipamento concorrente do livro impresso, pelo contrário [está entre a categoria de software e conteúdo], é apenas um repositório de informações sobre livros e que ajuda a divulgar os nossos livros impressos. De novo, não é o único serviço disponível na Internet e ainda não é um serviço que permite ao leitor ler um livro eletrônico [talvez possa ser no futuro], atualmente, é apenas um indexador de informações sobre os livros, na sua maioria impressos. Ou seja, não estão disponíveis em formato eletrônico. Não estão à venda e não estão à disposição para download.

Nem o Google nem a Amazon são editoras, que isso fique claro. Talvez sejam no futuro, talvez no futuro se transformem em uma plataforma de publicação de livro em formato digital. São coisas ainda nebulosas. O fato mesmo é que os números de livros disponíveis nesses dois sistemas só existem graças às editoras dos livros publicados em papel. Sem as editoras, nem o Amazon Kindle nem o Google Books existiriam.

O autor do texto da matéria diz que “… as mudanças podem não ser tão positivas para … aquele grupo … da reportagem“, mas o fato é que ele não sabe nada sobre o que realmente pensamos. Tratou-nos como um grupo de medrosos. Não sabe quem nós somos e não sabe o que é que nós pensamos, portanto, meia dúzia de palavras incorretas não bastam para fazer uma boa reportagem.

Há tanta coisa que poderíamos indicar para mostrar que a matéria foi mal escrita, mas vamos terminar por aqui.

Sugiro que a Editora Abril e a revista Super Interessante refaçam a matéria e deem oportunidade aos leitores de saberem a realidade e não o que o jornalista escreveu como fato, pois não ficou bom. Eu também sou leitor da revista Galileu e percebo que, se essa mesma pauta tivesse sido levantada lá, não teria sido tão irresponsável e tendenciosa, partindo de um prisma extremamente particular, que não condiz com a realidade do mercado editorial nem com uma imprensa séria. Vou já enviar um e-mail para eles e solicitar algo mais bacana, mais jovem, algo que realmente informe as pessoas de modo claro, objetivo e menos distorcido.

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SOBRE O AUTOR DESTE TEXTO

Ednei Procópio é membro da Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro [ CBL ].

É editor e sócio-fundador da Giz Editorial [ www.gizeditorial.com.br ], selo paulistano que publicou mais de 150 títulos [ impressos e eletrônicos ] em apenas quatro anos de vida.

De 2000 até 2005, Ednei Procópio colaborou, também como editor, com a equipe da iEditora, empresa pioneira na publicação de livros eletrônicos no Brasil. E com a Edições Inteligentes [ www.edicoes.com.br ], editora especializada em Self Publishing.

Em 2001, Procópio fundou o website eBookCult [ www.ebookcult.com.br ], cuja biblioteca digital contabilizou nos primeiros três anos mais de 5 milhões de downloads de livros eletrônicos [auditorados].

O eBookCult Digital Solutions, mais tarde, seria a primeira empresa na América do Sul a comercializar o eBook Reader [ www.ebookreader.com.br ], com o conceito de Biblioteca Digital Portátil criado e desenvolvido por Procópio; e também o único site desde então a figurar no topo da busca do Google internacional com a palavra-chave “eBook”.

Desde 1998, Ednei Prcópio escreve textos e artigos sobre os livros eletrônicos em sites como o eBookzine [ http://www.ebookcult.com.br/ebookzine ] e eBook Businees [ http://www.ebookcult.com.br/ebookbusiness ] e Outerbooks [ http://www.livrus.com.br/outerbooks ]. Todos os sites por ele criado.

Em 2005, Procópio publicou o livro Construindo uma Biblioteca Digital.

Atualmente, Ednei Procópio está empenhado no desenvolvimento de uma plataforma de livros e leitura chamada LIVRUS [ www.livrus.com.br ], que é baseada no conceito Web 2.o de criação alternativa, colaboração, compartilhamento e convergência cultural.

Contato com o editor: livrus@livrus.com.br

Alemanha: País poderá ficar só na luta contra Google Books


A Biblioteca Nacional da França (BnF) revelou nesta semana estar negociando a digitalização de seu acervo com a Google. Através do convênio com a gigante dos sistemas de buscas, a instituição cultural de Paris disponibilizaria gratuitamente online parte de seus 30 milhões de livros, gravuras e documentos.

Cerca de 30 bibliotecas, inclusive algumas ligadas a universidades de renome como Harvard, Princeton e Oxford, já estão envolvidas no projeto, que visa escanear e oferecer na internet publicações tanto esgotadas como atualmente no mercado.

O ministro francês da Cultura, Frédéric Mittérand, defende a digitalização do patrimônio cultural como parte de uma “estratégia global” de incentivo cultural, porém insiste no respeito aos direitos autorais.

Nos Estados Unidos, a Google já havia fechado acordo com diversas editoras, oferecendo-lhes uma soma global pelas publicações submetidas à digitalização em seu Book Search (Pesquisa de livros). Os próprios autores não são consultados.

Golpe contra Berlim
Alternativa europeia

Um eventual acordo entre a influente BnF e a empresa estadunidense representará um golpe sério contra a política do governo alemão, que rejeita decididamente o projeto de disponibilização cultural.

“Protestei contra a Google e continuarei a fazê-lo, enquanto ela seguir escaneando livros protegidos pelo direito autoral, sem a permissão prévia dos autores”, declarou o ministro alemão da Cultura, Bernd Neumann.

A Associação do Comércio Livreiro Alemão saudou a digitalização de material em domínio público. Por outro lado, criticou a Comissão Europeia e os grandes países do bloco europeu que apoiam o projeto da Google.

“Os Estados estão sendo negligentes com sua herança cultural ao entregá-la a uma monopolista, sabotando, desse modo, projetos financiados com verbas públicas, como a biblioteca digital Europeana”, acusou Alexander Skipis, diretor da organização.

Modelos comerciais
Lançada em novembro de 2008, a Europeana oferece acesso a cerca de 2 milhões de objetos digitais, incluindo filmes, fotos, áudio, mapas, livros, jornais e outros documentos.

Segundo declarou a comissária da União Europeia para Sociedade da Informação e Meios de Comunicação, Viviane Reding, ao jornal alemão Handelsblatt, 90% dos livros arquivados em todo o mundo estão fora de estoque e, portanto, inacessíveis ao público.

“É bom que se desenvolvam novos modelos comerciais com o fim de levar esse conteúdo aos consumidores”, declarou, ressaltando que a digitalização é um empreendimento custoso, com o qual os governos não poderiam arcar sozinhos.

“Americanização da cultura europeia”
A Biblioteca Nacional da França realiza seu próprio plano de digitalização de três anos, com o escaneamento anual de cerca de 100 mil livros e documentos raros, a serem publicados tanto em seu site Gallica quanto na Europeana. Em 2005, quando a Google iniciava o Book Search, o então diretor da BnF Jean-Noël Jeanneney opôs-se frontalmente ao que considerava a “americanização da cultura europeia”.

Em entrevista ao diário Reutlinger General-Anzeiger neste sábado (22/08), o ministro Neumann protestou. “Não é possível que o livre acesso a nosso patrimônio cultural seja monopolizado e submetido aos interesses capitalistas de uma única firma.” Ele apela por uma oposição em bloco da UE à multinacional sediada na Califórnia.

Apesar da resistência oficial, pelo menos uma instituição pública alemã, a Biblioteca Nacional Bávara de Munique, já assinou contrato com a Google. Agora, a guinada da biblioteca parisiense é mais uma pedra no sapato do ministro alemão da Cultura.

Fonte: Deutsche Welle – 23/8/2009

Tecnologia pode redefinir ato de criar


O americano Nick Montfort cultivou a paixão pela literatura ao mesmo tempo em que descobria os mistérios da computação. O cruzamento de interesses tornou-o professor de mídia digital do Massachusetts Institute of Technology [MIT]. Lá, pesquisa ficção interativa, como o projeto Implementation, pequenos romances impressos em adesivos e colados em vários locais do planeta [aeroportos, bancos de praça, etc.]. Para ele, Jorge Luis Borges e Julio Cortázar já experimentavam literatura sequencial, como conta na entrevista, realizada por e-mail, com o Estado.

Fonte: O Estado de S. Paulo – 23/08/2009 – Por Ubiratan Brasil

Páginas de literatura digital


A literatura definitivamente já navega na era digital – depois do megassucesso O Código Da Vinci, o escritor americano Dan Brown anunciou que seu próximo romance, The Lost Symbol, será lançado no dia 15 de setembro tanto na versão impressa como na eletrônica, no formato e-book. Com isso, a primeira edição será de 5 milhões de exemplares. Já a canadense Margaret Atwood divertiu-se ao participar de uma experiência inusitada, no ano passado: autografar um livro a distância. Para isso, utilizou um novo aparelho, LongPen, no qual ela escreveu com uma caneta especial, stylus, que transmitiu por internet sua assinatura. Detalhe: Margaret estava em Toronto, no Canadá, e o livro autografado em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Uma brincadeira, é verdade, mas que pode funcionar como metáfora das inúmeras possibilidades oferecidas à literatura pelas novas tecnologias. O futuro multimídia do mundo dos livros sacode o mercado, que já discute como ficará a página impressa.

Fonte: O Estado de S. Paulo – 23/08/2009 – Por Ubiratan Brasil

Editoras estudam como melhor explorar o livro digital


As editoras brasileiras não querem ser pegas de surpresa quando o livro digital for uma realidade, assim como aconteceu com a indústria fonográfica em relação ao formato MP3. Até meados de outubro, três grupos de trabalhos formados a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) deverão apresentar o resultado de um estudo que deverá dimensionar o mercado do livro digital no Brasil, os modelos de negócios que mais condizem com as tecnologias disponíveis e os aspectos legais que o substituto papel trará aos autores e outros envolvidos na cadeia de negócios. Henrique Farinha, diretor-geral da Editora Gente, coordenador dos grupos, revelou quais as expectativas do setor.

O que faz esse grupo de trabalho?

A Câmara Brasileira do Livro sentiu a necessidade de obter respostas para algumas questões que serão vitais para a sobrevivência dos negócios em pouco tempo. Nossa função será fazer um levantamento de todas as possibilidades tecnológicas para a distribuição de conteúdo e ferramentas que sirvam para o mercado melhor se preparar para a vinda do livro eletrônico, mesmo sabendo que a internet tem várias áreas exploráveis e que não dá para cobrir tudo.

O futuro do livro é mesmo digital?

Que o futuro é digital, ninguém tem dúvida. A questão é quanto tempo isso vai levar. As limitações das plataformas ainda é grande. O Kindle, vendido pela Amazon, é preto e branco, não é agradável, é pesado e não substitui o livro. Eu vejo muita gente carregando quando vai viajar. Por enquanto, acho que essa é a vantagem deles, em vez de carregar cinco ou mais livros, carrega-se apenas um e-book.

O que as editoras temem?

As editoras não querem ser pegas de surpresa como a industria da música, que foi engolfada pela pirataria e a distribuição gratuita de música pela web.

Mas hoje a indústria fonográfica parece ter reagido.

Graças a iniciativas como o iTunes, da Apple. Uma vantagem da web é que o consumidor exerce com muito mais força sua vontade. Quem compra a música não é obrigado a comprar o CD inteiro. Passa-se de um conceito uno para fragmentado.

Isso deverá acontecer com o livro digital?

Sem dúvida. Não para romances, mas para conteúdo de referência, como já acontece nos materiais acadêmicos para universidades. Um aluno não precisa comprar um livro todo se o professor não vai usá-lo inteiro.

Tem alguém que já faz isso no Brasil?

O portal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Caps) é um exemplo. Ele disponibiliza conteúdo digital de referência com artigos acadêmicos com as mais variadas fontes e áreas de conhecimento e gasta algumas dezenas de milhões de dólares.

O livro digital já é vendido no Brasil, não?

É, mas não há números oficiais sobre a venda de conteúdo digital. Eu diria que é desprezível, não é mensurável.

O que exatamente o grupo deverá definir?

Vamos decidir os tipos de acesso de conteúdo e quais as plataformas de leitura e mídias que o mercado brasileiro deverá adotar. Existe no mercado alguns leitores de livros eletrônicos, como o Feedbooks, Sony, Kindle, Bookeen e Irex iLiad book. Mas sabemos também que já é possível acessar o conteúdo por celular.

E como funcionaria o sistema, as pessoas vão baixar o livro nesses aparelhos?

O cliente terá uma assinatura que dará direito a acessar uma série de conteúdo, sem baixá-lo. Ele não vai ter mais o direito à posse. Aliás, esse conceito muda também, assim como a questão da remuneração dos autores.

E já se sabe qual o potencial desse mercado?

Nos Estados Unidos, a venda do e-book pulou de 67 milhões para 113 milhões de dólares em 2008, em um mercado que vale 25 bilhões de dólares. Ou seja, ainda é algo muito pequeno. O mercado brasileiro de livro movimenta 3 bilhões de reais. A estimativa para o Brasil seria de 0,5%, o que representaria 15 milhões de reais.

Será o fim das livrarias?

Não vejo a razão de substituir os livreiros. Eles podem perfeitamente ter um papel de distribuição de conteúdo, até porque eles são quem melhor conhecem os hábitos dos consumidores.

Fonte: Por Luiz De França para a Veja.com – 21 de agosto de 2009

Microsoft, Yahoo e Amazon se unem contra o Google Books


Microsoft, Yahoo e Amazon.com estão se juntando em uma aliança para tentar frear os planos de digitalização de livros do Google. Chamado Open Book Alliance, o grupo formado pelos gigantes da tecnologia está sendo montado pelo Internet Archive, um crítico de longa data da iniciativa do Google Books, de fazer cópias digitais de livros impressos.

De acordo com o diretor de acesso do Internet Archive, Peter Brantley, tanto a Microsoft quanto o Yahoo já confirmaram sua intenção de se juntarem à aliança. Já a Amazon não quer comentar sua participação, enquanto o grupo não seja anunciado oficialmente. Além disso, a Open Book Alliance vai contar com uma variedade de grupos sem fins lucrativos.

A aliança tentará convencer o Departamento de Justiça dos Estados Unidos que o amplo acordo do Google com autores e editoras poderia prejudicar a concorrência no mercado de livros digitais à medida que cada vez mais consumidores estão optando por leitores eletrônicos, como o Kindle, da Amazon.com.

Ironicamente, o grupo vai trabalhar em parceria com o advogado Gary Reback, o mesmo que ajudou a convencer o Ministério da Justiça a abrir processo antitruste contra a Microsoft, na década de 1990.

O Departamento de Justiça norte-americano já está avaliando as possíveis conseqüências do acordo de livros do Google, que está programado para ser analisado pelo juiz Denny Chin numa audiência marcada para o dia 7 de outubro, em Nova York.

Pelo acordo firmado com autores e editoras há dez meses, o Google planeja oferecer acesso gratuito a alguns livros através de seu mecanismo de busca, além de vender outros, que terão receita compartilhada entre a companhia e os donos dos direitos das obras.

Os críticos do acordo acreditam que o negócio vai dar ao Google muito poder em relação à política de preços praticados nesse mercado, além de mostrarem preocupações em relação à capacidade da empresa para armazenar mais dados pessoais sobre os usuários de seu popular mecanismo de busca, ao rastrear o que estão lendo.

“Vemos muitas desvantagens neste acordo”, disse Brantley. Por outro lado, há quem veja enormes benefícios na iniciativa do Google, como muitas bibliotecas, instituições de ensino e autores. “O acordo do Google Books está aumentando a competição no setor de livros em formato digital, então é compreensível que os nossos concorrentes possam lutar
duramente para evitar mais competição”, disse Gabriel Stricker, porta-voz do Google. “É irônico que algumas destas queixas venham de uma companhia que abandonou a sua iniciativa de digitalização de livros por falta de “apelo comercial”.

Fonte: Associated Press – G1 – 21/8/2009

Ser e estar livreiro em tempos modernos


Por Vitor Tavares

Em tempos antigos, nas mais diversas civilizações, a leitura e o saber formavam um misto de paixão e poder a que apenas os mais privilegiados tinham acesso. Nos tempos modernos, essa paixão ainda persiste – para muitos, com o mesmo entusiasmo -, mas o acesso tornou-se bem mais democrático. Ferramentas de comunicação, em suas mais modernas formas tecnológicas, e o livro, um dos principais vetores do saber, convivem democraticamente disseminando o conhecimento.

Mesmo assim, para os pessimistas, o livro e o exercício da atividade do livreiro estariam com os dias contados, quase uma visão apocalíptica do fim dos tempos. Os mais nostálgicos se lembram das lojas de discos, superespecializadas e cobiçadas, que desapareceram no tempo. Cabe a nós, livreiros, então, a sobrevivência desse segmento.

Entretanto, não nos podemos iludir. Vivemos hoje na era do conhecimento e da informação: o que é novidade num curto espaço de tempo se torna ultrapassado. Opções eletrônicas para a leitura, como o E-Book, o Kindle, o Reader e outras tecnologias, brevemente baterão à nossa porta e os novos leitores, que cresceram convivendo com os smart fones, acesso à banda larga e computadores de última geração, não terão dificuldades com o novo. Portanto, as livrarias, as editoras e distribuidoras devem preparar-se para o hoje. O hoje já é o futuro, não haverá outro caminho senão a atualização, a informação e o conhecimento.

A inovação e a criatividade do livreiro serão as principais ferramentas para enfrentar os novos tempos. Já vislumbro os leitores “baixando” legalmente o conteúdo digital em seus E-Books, diretamente nos caixas das livrarias, como ocorre atualmente com os celulares pré-pagos nos caixas dos supermercados. Acompanhar e adotar as novas tecnologias é o caminho.

O livro físico não desaparecerá das prateleiras das livrarias, mas o eletrônico, rapidamente, estará presente em nossa vida e caminhará paralelamente ao livro físico, sem sombra de dúvida. Precisamos, sim, incentivar cada vez mais as pequenas e médias livrarias a privilegiarem o livro como o seu principal produto de venda.

O sucesso de uma livraria, na minha opinião, está calcado em quatro vertentes: bom atendimento, prestação de serviço, bom sistema de informação [ automação comercial ] e acervo rico e atualizado.

Quando falo de acervo rico e atualizado, reconheço que não é fácil mantê-lo com capital próprio, e, aí, sim, a aquisição de livros via sistema de consignação ajuda. Porém me preocupo muito quando vejo que algumas livrarias trabalham com quase 100% de seu estoque consignado. Penso que um bom livreiro, para atingir o sucesso financeiro no médio prazo, precisa, na medida do possível, capitalizar a sua livraria – um bom acervo é a verdadeira “poupança” do livreiro. Livrarias que dispõem de bons livros em seus estoques em momento de aperto financeiro, como o atual, poderão diminuir suas compras e só adquirir as novidades, os best sellers, e trabalhar sob encomendas; com o acervo próprio [ poupança ] terão gorduras para queimar e se capitalizar novamente. O ideal é trabalhar de forma híbrida: parte adquirida, parte consignada.

Outro problema das consignações é o controle – se ele for falho, poderá prejudicar não só o livreiro, como também o distribuidor e o editor. A consignação é sempre uma boa estratégia de negociação, especialmente em eventos, lançamentos e por um período predeterminado. Se permanente, deve ser muito bem estudada e planejada pelas partes envolvidas – livreiro, distribuidor e editor. Sem falar que hoje, conforme regulamentação da Receita Federal, todas as consignações devem ter um período determinado. É trabalhoso e, sem um controle adequado e um bom sistema de informática, quase impossível de controlar.

Mesmo com todas essas dificuldades que estamos atravessando, esperamos um crescimento entre 3% e 5%, o que, para este ano, podemos considerar bom – acima desse porcentual, somente as livrarias que estavam capitalizadas, que mantiveram seus investimentos e abriram novas lojas e/ou ampliaram as já existentes. É óbvio que as redes que abrirem novas livrarias passarão a vender mais, porém não sei se com a mesma rentabilidade. As médias e independentes terão de usar muita criatividade e recorrer a parcerias para manterem, pelo menos, o faturamento do ano anterior.

Sem dúvida, ainda corremos o risco de fechamento de livrarias de pequeno e médio porte, provocando uma concentração ainda maior do setor. Temos consciência de que a sobrevivência delas, que hoje representam 65% desse mercado, ainda é muito temerosa. Consequência, em primeiro lugar, de práticas comerciais predatórias, em especial de alguns sites que também comercializam livros e de alguns varejistas do setor; segundo, em razão dos custos elevados para manter uma livraria aberta; terceiro, carência do hábito de leitura da população em geral; quarto, há também, em alguns casos, o problema de gestão administrativa e de carência de profissionais capacitados para o varejo livreiro; e, por último, a falta de ações governamentais específicas em defesa das livrarias – que tenham como foco a sobrevivência delas -, como o incentivo à abertura de novas livrarias fora dos grandes centros.

Hoje, cerca de 1.600 municípios, em todo o Brasil, não têm sequer uma livraria.

O que vemos, então, é que não serão os livros eletrônicos e as novas tecnologias de comunicação os nossos principais predadores.

Vitor Tavares, autor deste artigo, é executivo na área de livrarias há 20 anos, presidente da Associação Nacional de Livrarias [ ANL ] e diretor das Livrarias Loyola.

Fonte: Agência de Notícias Brasil que Lê [  agencia@brasilquele.com.br ]

Passado, presente e futuro da informação, por Thomas Baekdal


Para profissionais de comunicação perdidos – como quase todos hoje -, Thomas Baekdal, editor da revista que leva o seu nome, criou uma interessante linha do tempo. Reconstituindo o papel da informação em nossas vidas desde o século XIX, e de maneira gráfica, Baekdal consegue organizar uma história que, por escrito, pode parecer mais complicada. Em seu post entitulado “Where is Everyone? ” (Onde está todo mundo?), ele se propõe a ajudar comunicadores que ainda desejam contatar seu público, arriscando, inclusive, alguma futurologia. Voltando no tempo, Baekdal explica que, antes do século do XIX (antes dos impressos), predominava a comunicação “face a face”. Com a chegada dos jornais, do século XIX em diante, se você quisesse informação, tinha de ler a respeito. A partir das primeiras décadas do século XX, o rádio foi roubando espaço dos jornais, que eram predominantes – mas o impacto maior, sobre os impressos, viria a partir de meados do século passado, com a televisão. A TV reinou até o fim do século XX, quando surgiu a internet. A Web da década de 1990 obrigava todo mundo a ter um site, e tirava o consumidor de informação de sua passividade, obrigando-o a escolher por onde navegar. Mas a internet continuaria sua evolução, com a Web 2.0, em meados dos anos 2000 – dos blogs às redes sociais. Você não escolheria mais qual informação receber, mas, sim, qual informação não receber (dado o enorme fluxo de informações). Mais para o fim dos anos 2000, surgiria o Twitter – e, no lugar da “blogosfera”, a “statusfera“. A TV deixaria de ser a primeira fonte de informação… Até hoje. No futuro (não tão distante), Baekdal prevê que cada um de nós será uma “central” – de geração, distribuição e consumo de informações. Sem intermediários: sem jornalistas e sem meios de comunicação. E ao vivo, com streamings de áudio e vídeo – via celular. Thomas Baekdal, no Brasil, seria chamado de “xiita”. O pior é que ele não inventou nada, apenas organizou o que, nos seus gráficos, qualquer um agora pode enxergar. Até profissionais de comunicação… >>> Where is Everyone?

Fonte: Digestivo nº 429 – Sexta-feira, 21/8/2009 – Por Julio Daio Borges

Primeiros eBooks nacionais chegam ao mercado em 2010


Ainda na questão das novas tecnologias, a revista Época da última semana anunciou que os Dispositivos Eletrônicos de Leitura – como o Kindle, da Amazon – devem começar a ser fabricados no Brasil até o começo do ano que vem. O modelo BR-100-TX [da Braview] poderá armazenar cerca de 500 livros e o Leitor-D [da Mix Tecnologia] aceita o conteúdo de até 1.500 livros e ainda acessa a Internet. Vale dizer que a Fundação Biblioteca Nacional colocou na Internet boa parte de seu acervo de obras raras. Um dos exemplos é a primeira edição de Os Lusíadas, de Luís de Camões, que está disponível gratuitamente para download gratuito.

Fonte: CBCBL Informa – 20 de agosto de 2008

Comissão do Livro Digital apresenta estudo de Modelo de Negócios


Levantamento identifica pontos fortes e fracos do setor em meio a digitalização.

Focados no futuro da cadeia produtiva do livro, em meio ao atual processo de convergência digital, a Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro [CBL], apresentou, na última terça-feira, 18 de agosto, os resultados dos estudos do grupo de Modelo de Negócios.

O levantamento foi realizado para identificar vantagens, deficiências, oportunidades, ameaças e impactos que os avanços da tecnologia digital podem gerar aos diversos segmentos do setor  livreiro – Editoras, Livrarias e Distribuidoras –, considerando os próximos cinco anos.

O estudo do grupo Modelo de Negócios terá continuidade e novas informações serão apresentadas na próxima reunião.

A Comissão do Livro Digital é composta por: Daniel Pinsky, Flavio Baldy dos Reis, Luisa Faria, Milcciades Lima, Deric Guilhen, Frederico Indiani, Claudio Ventura, Roger Trimer, Henrique Farinha, José Antonio Rosa, Luiz Eduardo Severino, Susanna Florissi, Ednei Procópio, Eduardo Blucher, Mansur Bassit, Eduardo Yasuda, Plinio Cabral, Giberto Mariot,Rodrigo Salinas e Lucia Jurema Figueroa.

Fonte: CBCBL Informa – 20 de agosto de 2008

A Nova Literatura


Esqueça aquele papo de que o videogame é o novo cinema. Não é só. Videogame é a nova literatura. A inovação tecnológica alcançada nos aparelhos de última geração não serviu apenas para incrementar os gráficos, cada vez mais realistas. Agora os desenvolvedores podem inventar mundo quase infinitos, repletos de possibilidades e alternativas, com personagens densos e cheios de personalidade. Por isso, games como “FALLOUT 3“, “BIOSHOCK“, “PRINCE OF PERSIA“, “SHADOW OF THE COLOSSUS” têm uma atmosfera tão convincente e diálogos tão realistas que criam aquele tipo de afeição aos personagens que só desenvolvemos quando lemos os melhores romances de Machado de Assis e William Faulkner. A narrativa do game “FALLOUT 3“, que se passa em um hipotético cenário no qual os EUA entraram em uma guerra nuclear contra a China, leva o jogador a explorar profundas questões morais e filosóficas. Você já ouviu falar de algo assim. Chama-se literatura. E agora você não encontra somente nas biliotecas. Está no seu console.

Fonte: Revista Galileu – Agosto de 2009

Bienal vai ter twitter


Uma floresta de livros, com árvores falantes que têm copa de letras, palco para leitura de clássicos feita por atores como Marília Pêra, Lázaro Ramos, Matheus Nachtergaele e Malu Mader, e cobertura via twitter são algumas das novidades da XIV Bienal do Livro do Rio, que acontece entre os dias 10 e 20 de setembro, no Riocentro.

Internet e exposição

Além do site oficial, a Bienal terá um twitter, com dicas, microcontos, promoções-relâmpago e divulgação de novidades e atrações. Andando pela feira, formadores vão abastecer os veículos com informações a partir de celulares 3G.

Fonte: Alícia Uchôa – G1 – 19/8/2009

Mix Tecnologia e Carpe Diem desenvolvem primeiro leitor eletrônico de livros brasileiro, o Mix Leitor D


A MIX TECNOLOGIA em parceria com a CARPE DIEM EDIÇÕES E PRODUÇÕES lançaram o projeto MIX LEITOR D, primeiro leitor eletrônico de livros com tecnologia de software 100% nacional e patente requerida no segmento de e-readers no Brasil. O projeto vem sendo desenvolvido há um ano e envolve uma equipe multidisciplinar formada por consultores técnicos, financeiro, jurídico, editores e jornalistas. O equipamento deve chegar ao mercado em junho de 2010.

Literatura sem fronteiras


Angela Dutra de Menezes, autora com mais de 30 mil livros vendidos no Brasil e em Portugal, terá um trecho de seu mais recente romance, A tecelã de sonhos (Record, 256 pp., R$ 32,90), publicado no Word Without Borders. O site promove a interação literária internacional através da tradução, edição e promoção de obras de diversos países e culturas. Ângela foi escolhida pela prosa afiada. Em A tecelã de sonhos, ela narra, com muito bom-humor, a trajetória de Berenice, espécie de alter ego da autora, da infância à velhice. Inspirada em suas lembranças dos tempos de escola, das beatas na missa e da disparidade social reinante entre as classes na época, Ângela nos apresenta uma mulher eternamente em conflito por sua origem de classe alta, que divide-se entre ser uma moça bem-comportada e uma rebelde, criando assim situações inusitadas e divertidas.

Fonte: PublishNews – 18/08/2009 – Por Redação

Novo Dan Brown sai também em eBook


Os amantes de eBook podem relaxar: a edição eletrônica de The Lost Symbol, primeiro romance de Dan Brown desde O código Da Vinci, será lançada no mesmo dia que a versão impressa, nos EUA. Quando a Doubleday anunciou o lançamento do livro para 15 de setembro deste ano, não informou sobre o lançamento do eBook. Mas em um pronunciamento na última quinta-feira, 13/8, Suzanne Herz, porta-voz da editora, informou que o eBook será lançado juntamente com a edição impressa [ Hardcover ] e disse que a preocupação da empresa não era com as vendas, mas com “questões de segurança e logística”, que já foram resolvidas. A primeira edição será de 5 milhões de exemplares. Informações da Associated Press.

Fonte: PublishNews – 18/08/2009 – Por Redação