Anunciado acordo entre o Google e autores e editores


O acordo ainda precisa ser aprovado pela corte dos EUA, mas ele trará, segundo a visão das partes envolvidas, benefícios para leitores e pesquisadores que se utilizam do Google Book Search e ampliará as possibilidades de distribuição de conteúdo no formato digital para autores e editores, expandindo em grande escala o acesso a seus trabalhos por meio do Google Book Search e abrindo também novas possibilidades de ganho para autores e editores. “Juntos chegaremos muito mais longe que qualquer um de nós chegaria sozinho, e tudo isso trazendo benefícios duradouros para autores, editoras, pesquisadores e leitores”, afirma o Google em comunicado oficial em seu site. São dois os pontos principais do acordo: o Google pagará um total de $125 milhões, que serão usados no pagamento das custas processuais e na criação de uma organização independente sem fins lucrativos administrada por autores e editores, denominada Book Rights Registry. A organização trabalhará para identificar os donos de direitos autorais e representá-los na administração da arrecadação dos direitos pagos nos novos serviços do Google Book Search; obras que ainda não sejam de domínio público poderão ser acessadas integralmente pelo Google Book Search mediante o pagamento de direitos. Instituições acadêmicas, bibliotecas, corporações e organizações governamentais poderão adquirir “assinaturas” corporativas de tal serviço, que permitirão a seus membros, acesso integral a estes livros. O acordo atingirá, neste primeiro momento, os usuários do serviço Google apenas dentro dos EUA. O Google Brasil tem uma página explicativa sobre o que muda na prática para o usuário. Você pode ler no Blog oficial do Google o histórico do processo e os termos do acordo e também no site da PW Daily a íntegra do press release da Association of American Publishers (AAP), uma das entidades envolvidas no processo contra o Google – a outra entidade é a Authors Guild. FONTE: Publishnews – 29/10/2008 – por Ricardo Costa

Kindle é o novo gadget favorito de Oprah


Qualquer pessoa que clicasse no site da Amazon.com nos últimos dias era saudado com um pequeno vídeo de Oprah prometendo revelar o seu novo “gadget favorito”, o e-book reader Kindle da Amazon. A apresentadora oferecia um desconto de $50 para os telespectadores (através de um código promocional disponível no seu site) do preço normal de $359. “Estou lhe dizendo, é absolutamente o meu novo gadget favorito no mundo”, disse Oprah no seu programa. Além disso, a Amazon está oferecendo o mais recente livro de Oprah, The Story of Edgar Sawtell com um desconto de 10% no seu preço de $9,99. FONTE: Publishers Weekly – 24/10/2008 – por Edward Nawotka

Sai primeiro e-book exclusivo da SMP


Um plano de ação ambiental para o próximo presidente dos Estados Unidos resultou no lançamento do primeiro e-book da St. Martin´s. The 100 Day Action Plan to Save the Planet, de William Becker, estará disponível somente no formato e-book com preço inicial de $ 9,95. Um porta-voz da SMP disse que já que o livro trata de proteger o meio ambiente, o editor e autor determinaram que o lançamento do livro em formato digital seria o meio mais respeitoso ao meio ambiente. No livro, Becker, que é diretor executivo da Presidential Climate Action Project, oferece uma série de passos que o presidente eleito pode tomar para começar a reverter o impacto negativo das alterações climáticas. FONTE: Publishers Weekly – 22/10/2008 – por Redação

Quadrinhos até pelo celular


Basta dar um pulo em qualquer banca de jornal para perceber que há mais quadrinhos importados à venda do que brasileiros, pelo menos do gênero super-herói. Pensando nisso, os roteiristas e produtores cariocas Alvaro Campo se Fernan do Azevedo criaram uma história em quadrinhos comparável às produções estrangeiras. E o melhor: disponível na internet. Realizada em parceria com o estúdio capixaba Dr. Quem! e a Oi, A corporação gira em torno de um grupo de mercenários com habilidades especiais que trabalha para a indústria bélica. A cada 30 dias, uma nova edição da saga vai ao ar pelo site www.oi.com.br/quadrinhos, mas quem quiser acompanhar pelo celular também pode. “No aparelho, a história passa quadro a quadro na tela, como se fosse uma fotonovela. E, no lugar dos balões de diálogos, presentes na versão para o site, criamos áudios e buscamos dubladores”, explica Alvaro. FONTE: O Globo – 21/10/2008 – por Redação

O futuro do livro, na palma da mão


iRexDentro de dez anos, muito provavelmente não acontecerão cenas desconfortáveis como a que marcou o primeiro dia do estande do Brasil na Feira de Frankfurt: prateleiras completamente vazias, com as quase duas toneladas de livros retidas na alfândega de Madri. Ao menos, é o que prevê a maioria dos editores presentes a Frankfurt, no maior evento literário do mundo que encerrou ontem sua 60ª edição – uma pesquisa realizada pelos organizadores com mais de mil representantes do mercado editorial de todos os continentes aponta 2018 o ano em que os livros eletrônicos, os chamados e-books, superarão em volume de negócios os existentes hoje, em papel.

A chegada do livro digitalizado é inevitável“, comentou Juergen Boos, diretor da feira, lembrando que, já neste ano, 361 exibidores [ou 5% de um total de 7.373] incluíram e-books em seu mostruário. Se o número ainda parece ínfimo, revela um grande crescimento em relação ao ano passado, quando aproximadamente 2% já tinha aderido à nova tecnologia. “É importante notar que 42% dos produtos que estavam em exibição aqui eram livros, enquanto 30% eram digitais“, observou.

O assunto prometia ser o prato principal da feira desde seu início, quando Paulo Coelho, convidado a participar da abertura oficial, fez menção ao fato em seu discurso. “Os livros digitais reclamam seu espaço e tudo indica que chegará o momento em que o digital superará o papel”, disse o escritor. “O tempo que falta até isso acontecer é o que resta a autores e editores se adaptarem até sermos alcançados pela rede mundial.

A contagem regressiva, de fato, começou. “Não sei se precisaremos esperar uma década“, acredita Paulo Rocco, presidente do selo editorial que leva seu nome. “Acho que em cinco anos o e-book já terá ocupado um espaço considerável.” Segundo ele, a corrida, no entanto, movimenta hoje mais a indústria que vai desenvolver as ferramentas para carregar o texto dos livros que propriamente o mercado editorial. “Estamos esperando pelas novidades para então fornecermos as obras.

Exemplos já não faltam – um novo estande, Books & Bytes, surgiu na feira deste ano, em que algumas empresas apresentaram seus modelos. Com o Kindle, aparelho de compra e leitura de e-books da Amazon.com. Ou o produto criado pela Sony, que orgulha-se de abrigar 160 livros em uma pequena pasta e que já está à venda na França, por 300 euros. Na Alemanha, o aparelho deve chegar em março, pois o mercado ainda está preocupado com a acomodação que deverá fazer com a nova tecnologia.

O cuidado com os direitos autorais, por exemplo, e seu principal rival, a pirataria digital. “É importante, pois com esses mecanismos será possível comprar desde a obra completa como apenas uma parte, algo como apenas um parágrafo“, imagina Rocco. “Quando o leitor pagar, digamos, R$ 2 por um trecho, será preciso ter um controle dessa quantia.

O assunto motivou um debate durante a feira, que reuniu profissionais já ocupados com tais temas. Como Eric Merkel-Sobotta, da Springer, uma das maiores editoras de livros científicos do planeta e que já oferece cerca de 3.400 novos e-books por ano, além de disponibilizar cerca de 25 mil títulos na internet. “A regulamentação atual já representa um bom começo, mas teremos, é evidente, de cuidar dos detalhes“, comentou. “O livro como existe hoje tem a grande capacidade de ser um bem público, pois pode passar por várias pessoas. O mesmo acontecerá com o e-book: ao baixar um texto, por exemplo, o leitor terá a opção de tê-lo apenas em seu aparelho ou, a partir de outra quantia, disponibilizá-lo para, digamos, outras seis pessoas.

As obras de referência, desde científicos até os de uso geral (como de turismo, culinária etc.), deverão ser os primeiros a ganhar impulso digital. “São textos que necessitam de constantes atualizações“, explica Ronald Schild, da MVB, empresa responsável pelo serviço de marketing do comércio livreiro alemão. Ele gerencia um ambicioso projeto, o Libreka, criado em 2005 com a finalidade de criar uma biblioteca digital, ou seja, oferecer ao leitor tanto obras clássicas, como Goethe, quanto as mais populares, como aventuras de Perry Rhodan – mas todos em língua alemã.

Hoje, estão já disponíveis para consulta cerca de 2.300 livros, a maioria ligada à área das ciências sociais, do direito e da economia (601 obras), todos com versão digital à venda. “A expansão dessa tecnologia vai provocar mudanças importantes também nos livreiros“, acredita Schild. “Será uma ótima oportunidade para as pequenas empresas, que hoje não dispõem de espaço para abrigar muitos livros, oferecerem um catálogo de fazer inveja a qualquer megastore.

Para isso, acredita ele, terá mais sucesso quem criar uma rede de compradores fiéis. “Será preciso intensificar o sistema de relacionamento personalizado em que o leitor é informado dos lançamentos que lhe interessam.

Editores não acreditam, porém, no fim definitivo do livro em papel. “Esse continuará insubstituível para parcela dos leitores que jamais vão se desfazer, por exemplo, de seu dicionário favorito“, acredita Luciana Villas-Boas, da Editora Record. “Também os livros infantis sobreviverão, pois, para criança, o contato tátil é essencial“, completa Paulo Rocco. Ambos, porém, acompanham atentos à mudança inevitável.

Vitrine Alemã

A editora argentina Adriana Hidalgo aumentou sua coleção de escritores brasileiros [já publica Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu] com a tradução de duas obras de Guimarães Rosa, Sagarana e Grande Sertão: Veredas. Grande feito, uma vez que os herdeiros do escritor são extremamente zelosos com sua obra.

O prêmio Nobel de literatura em 2006, o turco Orhan Pamuk ostentou um inédito bom humor para divulgar seu novo livro, Museum of Innocence (Museu de Inocência), uma história de amor entre o filho de uma família rica de Istambul e sua parente distante e pobre. Pamuk revelou uma visão particular da paixão – para ele, o amor verdadeiro assemelha-se mais a um acidente de trânsito que às versões adocicadas que se vêem na ficção romântica.

Já o alemão Günter Grass, também ganhador de um Nobel (1985), festejou seus 85 anos na sexta-feira, conversando com leitores na Feira de Frankfurt. Veio também promover Die Box (A Caixa), continuação de suas memórias que deverão ser editadas no Brasil pela Record. Convidado a opinar sobre a crise financeira mundial, o autor de O Tambor entortou o bigode: “Os banqueiros que criaram o problema é que devem pagar a conta e não nós, cidadãos comuns.”

Sir Henry não abana facilmente o rabo, mas foi paciente ao autografar seu livro Aqui Escreve Mops. Trata-se de um cachorro que promoveuuma sessão de autógrafos em que uma impressão em tinta da sua pata era deixada em cada livro.

Três projetos ambiciosos [dois dos Emirados Árabes e um do Egito] pretendem apressar a tradução de obras ocidentais para o árabe. Uma delas, Tarjem, dos Emirados, já traduz um livro por dia, além de ter firmado contrato com 26 editoras.

País homenageado em 2009, China anunciou que vai convidar editores de Taiwan, Macau e Hong Kong. Nada foi dito, porém, sobre o Tibete.

Estadão – Segunda-Feira, 20 de Outubro de 2008

Agência Estado – Ubiratan Brasil – FRANKFURT

XML: o código do futuro


Mike Shatzkin, da IdeaLogical Company, anunciou novidades num seminário em Frankfurt que irão chocar alguns editores: o contrato de livro será agora do tipo “direitos autorais para todas as categorias”. “O livro é apenas uma oportunidade orbitando,” afirmou Shatzkin em uma sessão chamada Start with XML. “XML significa maior flexibilidade e menor custo nas transações, permitindo uma ampliação de mercado e ao mesmo tempo uma atuação de mercado mais focada,” uma vez que o livro é “dividido em partes para criar novos produtos,” explicou Shatzkin. FONTE: Publishers Weekly – 17/10/2008 – por Liz Thomson

Portal dobra número de parceiros na digitalização de livros


O Google dobrou o número de editoras associadas ao seu programa de busca de livros, que causou algumas controvérsias iniciais, mas não chegou a atualizar na quarta-feira o número de “mais de um milhão de livros digitalizados” que veicula há mais de um ano. O gigante da Internet causou protestos das editoras e de algumas bibliotecas ao lançar o projeto, quatro anos atrás, com muita gente do setor temendo que o Google planejasse tomar o controle dos livros do mundo e distribuí-los online gratuitamente. Desde então, 20 mil editoras, duas vezes mais que no ano passado, fecharam acordos para permitir que o Google digitalizasse o texto completo de seus livros e permitisse que potenciais compradores lessem trechos, associados às suas buscas na Internet. O Google também trabalha com bibliotecas acadêmicas e de referência para digitalizar obras em domínio público e, controvertidamente, algumas obras ainda protegidas por direitos autorais, obtidas em bibliotecas norte-americanas, mas só acrescentou duas novas bibliotecas como parceiras nos últimos 12 meses, elevando o total a 29. FONTE: Reuters – 15/10/2008 – por Georgina Prodhan

Quadrinhos em cliques


Nem nanquim nem papel. A nova geração de HQs se vale de outros recursos. É como se um iluminismo digital surgisse e um Rousseau cibernético declarasse: “As HQs nasceram puras e a web as corrompeu”. Para Anselmo Gimenez Mendo, 42, autor do recém-lançado livro História em quadrinhos: Impresso vs. Web, com a popularização da internet, criou-se uma nova forma de fazer quadrinhos. “A internet ajudou a criar uma nova arte”, diz. Os quadrinhos já haviam se apropriado da rede, até como uma alternativa a meios de distribuição e publicação. “A internet mudou o mercado”, afirma Amauri de Paula, 33, editor do site Acervo HQ e presidente da Associação Cultural Nação HQ. No Acervo HQ, 70% dos trabalhos são especialmente desenvolvidos para a web. Scott McCloud, 48, cartunista norte-americano e autor de livros sobre quadrinhos, diz que, além de ter modificado a forma de produção de HQs, há mais oportunidades para os artistas e interação autor-leitor na internet. “A tela é uma janela, é mais do que uma página. As possibilidades são enormes.” FONTE: Folha de São Paulo – 14/10/2008 – por Cristina Luckner

Sem poeira, sebo online atrai novos e velhos leitores


Amados por colecionadores, os sebos sempre foram vistos pelo leitor comum como lugares empoeirados, com livros fora de ordem, onde só se encontram os títulos desejados depois de muita procura. No Rio, embora sebos tradicionais tenham fechado nos últimos anos, o mercado de livros usados ou raros se mantém quente. A internet, que já reúne bons acervos há alguns anos, ajuda a aquecê-lo ainda mais. Em portais especializados, é possível encontrar as publicações desejadas sem espirrar nem ter trabalho. O Estante Virtual, o pioneiro e mais conhecido deles, disponibiliza informações sobre acervos de mais de mil sebos, distribuídos por 200 e tantos municípios brasileiros. Neste domingo, comemorou seu terceiro aniversário, com marca superior a 3 milhões de livros disponíveis para compra. O Estante fica com 5% do valor do pedido, que pode variar de R$ 5 a cifras altas, pagas por edições raras. Com a venda diária de 3 mil livros, o faturamento do site já chega a R$ 1 milhão por mês. Também é cobrada uma mensalidade de cada estabelecimento cadastrado no portal e todos têm de oferecer pelo menos 40% de desconto sobre o preço de capa. Histórias de sucesso como a do Estante Virtual começam, aos poucos, a surgir na internet. Criado há um ano, o Sebos OnLine anuncia também vinis, CD´s, revistas, gibis e fitas em VHS usados. O Gojaba nasceu em fevereiro na Rússia e na Suécia e, em junho, chegou ao Brasil e à Polônia. O internauta brasileiro pode comprar de sebos desses e de outros países. FONTE: O Estado de São Paulo – 12/10/2008 – por Roberta Pennafort

Linguagem, tecnologia e cultura


Na quarta-feira, dia 8 de outubro ocorre noite de autógrafos do livro Linguagens, tecnologias, culturas: discursos contemporâneos [Factash, 145 pp., R$ 16], de Eliana Menezes de Melo, Rosália Maria Netto Prados e Wilton Garcia. O evento acontece na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista [Av. Paulista, 509 – Cerqueira César/SP. Tel.: 11-2167-9900], das 18h30 às 21h30. A publicação traz ensaios (de idéias e conceitos) que abrangem – numa produção multidisciplinar – diferentes pontos de vistas acerca de linguagem, tecnologia e cultura, sobretudo no Brasil. A diversidade de aspectos ressaltados nesta obra compreende o esforço de observar e pensar as mudanças, as transformações discursivas e socioculturais. Este olhar para esse crescente movimento busca [re] considerar as atualizações e as inovações recorrentes na sociedade contemporânea. FONTE: Publishnews – 07/10/2008 – por Redação

Literatura no celular


A Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas [Fliporto] está lançando o I Prêmio Nacional Literatura no Celular. As inscrições no concurso, fruto de uma parceria com a Gol Mobile, vão até 15 de outubro. Detalhes podem ser conferidos em www.fliporto.net, no e-mail celuletras@fliporto.net ou em 81-3267-5787. A premiação será em 6 de novembro, na abertura da Fliporto, que vai até 9 de novembro, segundo a coluna No Prelo. FONTE: O Globo – 06/10/2008 – por Mànya Millen e Rachel Bertol

Consulta on line do Diário Oficial


As consultas ao acervo do Diário Oficial do Estado de São Paulo, desde sua primeira edição em 1891 até os dias de hoje, serão gratuitas em todos os cadernos do Diário Oficial on-line, a partir deste mês de outubro, através do site www.imprensaoficial.com.br. Com a iniciativa, o veículo amplia-se como um forte aliado para historiadores, pesquisadores de todas as áreas do conhecimento, professores, estudantes e profissionais dos mais diversos setores. Todas as páginas também terão certificação digital gratuita. São 117 anos de história incluindo notícias sobre as guerras da primeira metade do século XX, a Revolução Constitucionalista de 32, o regime militar, a luta pela redemocratização, a pluralidade da imigração e muitos outros momentos importantes. Este é mais um passo no projeto “100 anos de transparência”, empreendido pela Imprensa Oficial ao digitalizar todo o acervo do Diário Oficial desde sua primeira edição. Nesta primeira etapa, foram investidos R$ 9 milhões e hoje há mais de 10 milhões de arquivos eletrônicos disponíveis no site. FONTE: Redação Publishnews – 03/10/2008

Entre as crianças, telecentros roubam a cena


A praça que circunda a biblioteca municipal Monteiro Lobato está sempre cheia. O movimento também é forte dentro do casarão central, a construção que abriga a mais antiga biblioteca infantil em funcionamento no Brasil, inaugurada em 1936. Nas salas de livros, porém, não há nenhuma criança. Faz alguns meses que na Monteiro Lobato, localizada no bairro da Vila Buarque, no centro de São Paulo, toda a atenção está voltada para o telecentro, uma sala do andar superior da biblioteca, onde oito computadores geram fila de espera. Para acessar a internet é preciso fazer um cadastro. O tempo de navegação é restrito a uma hora por dia. O telecentro da Monteiro Lobato foi inaugurado há cerca de um ano e integra uma série de iniciativas semelhantes da Prefeitura de São Paulo. Até março, quando os computadores chegaram a bibliotecas das zonas Norte e Oeste, a prefeitura havia atingido 234 unidades, com mais de mais de 1,2 milhão de usuários cadastrados. FONTE: Valor Econômico – 03/10/2008 – por André Borges

Portal fecha acordo com mais de 100 editoras


O Google não teve sucesso em sua empreitada para digitalizar as obras da Biblioteca Nacional (BN), mas isso não significa que os negócios com o “Google Books Search” deixaram de caminhar no País. Como o gigante das buscas não encontrou outra biblioteca de porte que justificasse o patrocínio de um laboratório de digitalização, a decisão foi centrar fogo nas editoras. Até um ano e meio atrás, diz Rodrigo Velloso, diretor de desenvolvimento de negócios do Google, a empresa havia fechado 15 parcerias no País. Hoje, os acordos envolvem mais de 100 editoras, entre elas nomes como Record, Loyola e Artmed. Ao fechar uma parceria com o Google, a editora oferece, em formato digital, 100% do conteúdo de seus livros para o Google. Para a internet, porém, só vai parte desse conteúdo. A função da ferramenta, diz Velloso, não é colocar todo o conteúdo de livros na rede, mas ajudar o usuário a descobrir livros, saber onde comprá-los ou pegá-los emprestados. FONTE: Valor Econômico – 03/10/2008 – por André Borges

Biblioteca Nacional adapta-se à era da web


O cofre da Biblioteca Nacional (BN) do Rio de Janeiro, lugar onde estão guardadas as principais raridades da memória nacional, já não tem mais espaço para um incômodo equipamento que, de uns tempo para cá, passou a entulhar a disputada sala de segurança. Nas prateleiras, estão empilhados mais de 200 discos rígidos (HDs), o componente de computador usado para armazenar os dados digitais. O alojamento de luxo não foi uma exigência despropositada do pessoal de informática, explica Angela Monteiro Bettencourt, coordenadora de informação bibliográfica da BN. Naqueles discos, diz Angela, estão guardadas cópias de obras raras, como a “Coleção D. Thereza Christina Maria”, o conjunto de 23 mil fotos que fazia parte da biblioteca particular do imperador D. Pedro II. Iniciado em 2003, o projeto de digitalização de obras é uma das iniciativas mais ambiciosas da BN, hoje a sétima maior biblioteca do mundo. A evolução dessa empreitada, porém, passa agora por uma etapa de reorganização. FONTE: Valor Econômico – 03/10/2008 – por André Borges

Simpler Flexible Displays


Flexible displays that are bigger, brighter, and cheaper could be made using a new approach that involves exciting fluorescent chemicals embedded in the screen with an infrared laser. Researchers are exploring a range of flexible-screen technologies because they could have a range of applications, from electronic advertisements that can be pasted on a wall to laptops and electronic books that can be rolled up and tucked into a backpack. One approach is to use organic LEDs on top of a flexible substrate. Another is to use electronic “ink” consisting of tiny colored particles that can be controlled electrically. E-Ink, based in Cambridge, MA, has even created electronic “paper” that is used in a number of commercial products. However, both approaches require some form of flexible electronics to control the displays. FONTE: Technology Review