A memória irreverente do Brasil na internet


“O ente que olhar, daqui a 100 anos, as obras primas de J. Carlos poderá viver a vida que estamos vivendo…”. O trecho de um dos escritos do poeta gaúcho Álvaro Moreyra, diretor de O Malho, já anunciava que fonte histórica preciosa seria a revista, publicada entre 1902 e 1954. Pioneira entre as revistas ilustradas nacionais, praticamente inventou a charge política brasileira, lançando não só J. Carlos, mas nomes como Kalixto, Angelo Agostini, Raul e Storni. Fonte permanente de consulta por pesquisadores, a coleção da revista da Casa de Rui Barbosa acaba de ser restaurada e digitalizada e já pode ser folheada e consultada na internet. Atualmente em testes [www.casaruibarbosa.gov.br/omalho], entra no ar oficialmente no mês que vem. A iniciativa de restaurar o acervo é da historiadora Eridan Leão de Souza e do artista plástico Hélio Jesuíno, que fez ampla pesquisa iconográfica. A restauração foi feita pela mesma equipe que cuidou, recentemente, do acervo da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (Sbat). O projeto durou um ano e meio e custou R$ 800 mil, pagos pelo Programa Petrobras Cultural. FONTE: Jornal do Brasil – 10/09/2008 – por Monique Cardoso