Editores temem disseminação da pirataria na web


O grande ponto negativo da internet, no que diz respeito aos livros, é a possibilidade de que pessoas utilizem a rede para praticar a pirataria, violando direitos autorais e desestimulando a criação intelectual e artística.” A afirmação do diretor-geral da editora Objetiva, Roberto Feith, resume a opinião do setor sobre a disponibilização de obras não autorizadas na rede mundial de computadores. Em contrapartida, o presidente do projeto Creative Commons no Brasil e professor da Fundação Getúlio Vargas [FGV], Ronaldo Lemos, aponta que “a pirataria é um termo que foi apropriado pela indústria do conteúdo, utilizado especialmente como forma de conseguir mais proteção sobre o seu modelo de negócios”. Mas é possível então concorrer com a “pirataria”? “A única maneira de combatê-la é fazer um bom produto com um preço justo”, afirma o francês Patrick Osinski, diretor geral da Plugme, selo de audiobooks, que cita como um exemplo bem-sucedido a loja virtual da Apple, a iTunes Store. FONTE: O Estado de São Paulo – 11/08/2008 – por Bruno Galo