LIVRUS Editorial lança novas edições de livros aplicativos


Aplicativos trazem ótimos recursos de interação para livros didáticos e infantis

O Centro do Universo

O Centro do Universo

Livro aplicativo é uma forma moderna de interação do leitor com o conteúdo. Além dos formatos tradicionais de livros digitais, como os já populares PDF e o ePUB, a Editora Livrus já vem testando a publicação desses livros. Obras como “O Jogo dos Papeletes Coloridos” e “O Centro do Universo”, ambos eBooks conceituais do escritor Paulo Santoro, foram publicadas utilizando o formato HTML5. Agora, com uma equipe maior de desenvolvedores, a Editora Livrus intensifica ainda mais sua produção de livros aplicativos utilizando as novas tecnologias disponíveis para apps. Os livros aplicativos desenvolvidos pela LIVRUS permitem recursos que criam uma experiência baseada na leitura para todos os leitores [desde usuários do sistema iOS até Android]. Ou seja, os livros aplicativos podem ser lidos tanto através de smartphones, quanto de tablets. Um exemplo clássico de livro aplicativo é “Alice no País das Maravilhas” que, ao ser lançado nos Estados Unidos, já apresentava todos os recursos que poderiam ser usados em tablets do modelo iPad, da Apple. Outro case interessante que pode nos servir de exemplo é “Grimm: The Essential Guide”, publicado pela NBC Entertainment, que também traz o conceito de livros com uma estética arrasadora. Aqui no Brasil, um case acompanhado de perto pela Livrus pode ser citado: “Aprendendo com Jesus” desenvolvido para o Sistema de Ensino Cristão do Colégio Princípios. O aplicativo possui versões para uma maior universalidade de dispositivos e usa tecnologia in-App Purchase que permite venda de novas edições, episódios, etc., através do próprio livro aplicativo. O livro aplicativo aproveita ao máximo as tecnologias disponíveis hoje no mercado. É customizado e adaptado para estimular a leitura e sai do convencional ao trazer as seguintes inovações:

  • Realça, suaviza ou esconde objetos;
  • Permite a navegação livre pelo conteúdo;
  • Busca, aproxima e movimenta objetos;
  • Permite maior engajamento dos leitores;
  • Animações e simulações para ilustrar o texto;
  • E total controle de velocidade, respeitando o ritmo de leitura de cada um.

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Autopublicação – uma “revolução” no mercado editorial?


Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 23/07/2014

Certamente um dos fenômenos mais impactantes dos últimos anos na indústria editorial foi o desenvolvimento do mercado de e-books. Apesar de várias tentativas anteriores, esse mercado começou a existir de fato e a se desenvolver a partir do momento em que a Amazon lançou seu e-reader Kindle, em 2007.

O sucesso do Kindle se deveu, certamente, à pressão que a Amazon desenvolveu, nos meses prévios ao seu lançamento, para que as editoras disponibilizassem versões eletrônicas de seus títulos. A digitalização dos livros dos acervos editoriais não começou ali, entretanto. Há vários anos as editoras já vinham digitalizando os livros em função de dois fatores: a] facilidade de produção editorial. Era muito mais fácil e prático desenvolver a produção editorial a partir de arquivos eletrônicos, principalmente com o lançamento de softwares específicos para isso; 2] os sistemas de print-on-demand. Desde meados dos anos 1990 o mercado editorial dos EUA, principalmente, e também os europeus, já vinham usando os sistemas de POD para otimizar seus estoques e revitalizar o fundo de catálogo. A McGraw Hill foi pioneira nisso, e foi logo seguida pelas outras grandes indústrias.

O lançamento do Kindle e dos livros eletrônicos também deveram muito do sucesso à oferta de conteúdo com preços de capa substancialmente inferiores aos dos hard-covers, ou mesmo das edições de bolso, de capa mole e mais populares. A razão disso, evidentemente, era a eliminação dos custos de impressão e a substancial redução dos custos de logística. Para distribuir e-books, não era mais necessário ter caminhões atravessando o país, carregados de livros. Note-se, também, que o Kindle usa um formato específico. Na verdade, o que é particular é o tipo de DRM que a Amazon usa, que foi desenhado especificamente para facilitar o engajamento dos clientes dentro do seu ecossistema. O formato é o Mobi [que havia sido desenvolvido pela Palm e adquirido pela Amazon]. A empresa se recusou a usar o formato e-Pub, desenvolvido por um consórcio, o International Digital Publishing Forum e usado por todos os demais leitores.

Mas o tema que estou tratando aqui começa a tomar forma já nos aos 2000, quando surgem as primeiras plataformas de autopublicação. Em 2007 a Amazon lança o KDP – Kindle Direct Publish, que permite também que os autores publiquem em formato digital para venda direta na Amazon. Hoje, entretanto, existem talvez centenas de plataformas de autopublicação, algumas gigantescas como a Lulu.com nos EUA. O modelo se espalhou, e aqui mesmo no Brasil temos plataformas já com milhares de autores, como o Clube de Autores, a PerSe e mesmo editoras tradicionais que já se embrenharam no nicho, como a Saraiva e seu PubliqueSe. Não pretendo listar aqui, nem como exemplos, outros sites. Mas eles se multiplicam como fungos.

As duas questões que interessam aqui são:

- Isso é novidade?

- É uma revolução?

Novidade não é. A autopublicação tem uma longa história. O autor pagar para publicar, ou ele mesmo produzir sua obra é fenômeno antigo. A rigor, pode se dizer que a indústria editorial já tinha isso desde o começo. As gráficas se desenvolveram depois da invenção de Gutenberg, e publicavam as obras pagas pelos autores. O surgimento e o desenvolvimento das editoras, tal como entendemos hoje, foi um processo longo e complicado. Mesmo aqui no Brasil, por volta dos anos 1920, muitos autores fundamentais, como Oswald de Andrade, tiveram que pagar pela publicação de seus primeiros livros. E sempre existiram editoras-gráficas que produziam livros por conta dos autores. Nos EUA eram conhecidas como “Vanity Press”. Algumas daqui chegaram a ter bastante prestígio como a Massao Ohno. E a Scortecci continua aí, progredindo e trabalhando com equipamentos de impressão digital.

O segmento da autopublicação, até o advento do e-book, embora tivesse uma presença até significativa em número de títulos, era uma parte bem pequena do mercado editorial. Em alguns círculos, aliás, tinha certa conotação negativa, certamente estimulada pelas editoras constituídas. E, comparados com os de com hoje, os preços eram altos, e certamente não havia nada grátis. O conceito estava indissoluvelmente ligado a pagar para ser publicado. Além do mais, o problema da distribuição era insolúvel.

Meu amigo Márcio Souza há anos fez uma piada, dizendo que é mais fácil se livrar de um cadáver que de mil exemplares de um livro. O sujeito publicava seu título, recebia os mil exemplares [as tiragens em máquinas planas eram necessariamente maiores, por conta do custo básico de composição, diagramação, etc.], atochava tudo na sala da sua casa e saía com os exemplares debaixo do braço para dar de presente para amigos, conhecidos, quem pintasse pela frente. Distribuir mil exemplares é uma tarefa hercúlea. Os amigos começavam a trocar de calçada quando viam o indigitado autor no horizonte, e de longe diziam “Já tenho, você já me deu três exemplares de presente”.

Isso mudou.

Os programas de automáticos de editoração são fáceis de usar, e essas plataformas penduram os títulos nos servidores e os colocam no site. Sentadinhos à espera de compradores. As melhores e mais sofisticadas oferecem também a possibilidade de impressão sob demanda, tanto para o autor quanto para o eventualíssimo comprador, que pode optar por receber o exemplar impresso em vez de e-book.

É uma revolução?

Sinceramente, não acredito.

As razões são várias.

Primeiro, o fato é que certamente abriu um segmento de mercado para os editores que vendem, sob demanda, os mais variados serviços. Desde editar o texto – no sentido de corrigir, emendar, dar coerência e um mínimo de estrutura narrativa ao material entregue pelos pretensos autores, até a elaboração de capas, providências para registro na BN [os autores amadores acham isso fundamental, para evitar serem plagiados posteriormente...] e inscrição no ISBN. Quando algum exemplar é vendido no site, a comissão é cobrada.

Em segundo lugar, a ideia de que a distribuição [isto é, a venda] deixou de ser problema porque o livro está disponível na web revelou-se uma completa ilusão. Aliás, essa também foi um aprendizado para as editoras tradicionais.

Estar disponível não significa ser descoberto e lido. Muito pelo contrário. Com o crescimento geométrico do número de títulos, fica cada vez mais difícil que um título seja descoberto por seu possível leitor para além do círculo família e das amizades. E esses querem o livro de graça.

Na verdade, os custo de marketing, divulgação e “descobribilidade” [ainda não descobri, literalmente, uma palavra menos esdrúxula para o problema, e aceito sugestões], no âmbito das editoras tradicionais, hoje às vezes ultrapassam os custos agora inexistentes de impressão e logística. E essa é uma das razões pela qual há cada vez mais resistência por parte das editoras estabelecidas a diminuir ainda mais o preço dos e-books.

Certamente isso pode ser compensado,  pelo menos em parte, pelos autores autopublicados, por um intenso esforço de divulgação nas redes sociais. Mas, com certeza, a taxa de sucesso é baixíssima.

Essa questão da descobribilidade dos livros já provocou até um mercado “subprime” de resenhas picaretas. Os espaços para resenhas dos leitores começaram a ser ocupados por “resenhadores” profissionais, pagos por autores para elogiar seus livros. Quando o assunto foi divulgado, a Amazon colocou no seu sistema que só podia postar resenha alguém que houvesse comprado o livro. Parece que só aumentou o custo dos “resenhadores” profissionais, que passaram a incluir o preço da compra do livro no pacote de serviços…

A análise do DigitalBook World do novo programa da Amazon, o Kindle Unlimited, publicado no dia 21/7, diz que, dos 600 mil títulos disponíveis no programa, mais de 500 mil são do programa KDP. Ou seja, autopublicados. As plataformas Oyster e Scribd também incluem um número considerável desses títulos, mas as grandes editoras têm optado por elas em vez do programa amazonian.

Certamente, no meio dessa profusão, aparecem autores que fazem sucesso, e esses são os escolhidos como exemplos para atrair os demais. É o mesmo processo de “peneira” que acontece na edição tradicional.

Em conclusão, penso que esse fenômeno da autopublicação reflete, efetivamente, uma abertura de possibilidades com os e-books. Mas está muito, muito longe de ser qualquer tipo de revolução. Continua sendo, na verdade, um espaço para quem quer brincar de ser autor. Uma matéria recente publicada na Folha é exemplar: o bancário aposentado Toshio Katsurayama, de 71 anos, escreveu um livro sobre sua mãe. Escreveu, procurou várias editoras e não achou quem o publicasse. Contratou a consultoria “Tire Seu Livro da gaveta”, gastou cinco mil reais e realizou seu sonho de “brincar de ser escritor”. Toshio ficou feliz, e deixou também feliz o Cássio Barbosa, dono da consultoria e do Reino Editorial, que preparou a editoração e publicou o Toshio. Barbosa faz parte desse ainda pequeno mas crescente segmento de editores que presta serviços para os autores que querem ser auto-publicados, que não pagam mais pela impressão, mas pagam por esse tratamento de seus textos.

Todos felizes.

Mas isso não é nenhuma revolução. Só ficou mais fácil cumprir a antiga máxima que rezava que todos na vida deveriam ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Mas ninguém fala incluía no ditado que o livro só existe mesmo se for lido e disser algo relevante para um público, mesmo que pequeno.

Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 23/07/2014

Felipe Lindoso

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial. Mantêm o blogwww.oxisdoproblema.com.br

A coluna O X da questão traz reflexões sobre as peculiaridades e dificuldades da vida editorial nesse nosso país de dimensões continentais, sem bibliotecas e com uma rede de livrarias muito precária. Sob uma visão sociológica, este espaço analisa, entre outras coisas, as razões que impedem belos e substanciosos livros de chegarem às mãos dos leitores brasileiros na quantidade e preço que merecem.

Kindly Unlimited


Por Gustavo Martins de Almeida | Publicado originalmente em Publishnews | 22/07/2014

Dois pontos relevantes: o antigo contrato de adesão e o novíssimo Kindle [revisor, não errei no título] Unlimited.

O contrato de adesão se caracteriza pelo fato da parte aderir ao que está previamente escrito, sem poder fazer alterações. Assim ocorre em contratos de seguros, principalmente de saúde e de veículos; cartões de crédito, contas bancárias, etc. Embora possam ser posteriormente questionados, judicialmente, no ato da assinatura [ou simples clique no mouse], no ato da adesão, o contratante praticamente nada pode alterar. A título de informação mínima, transcrevo artigo que caracteriza esse contrato, no Código Brasileiro do Consumidor:

“Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.

§ 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato.

………………………..

§ 3o Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.”

O segundo ponto é o recentíssimo lançamento, pela Amazon, do Kindle Unlimited. Programa que permite o acesso ilimitado em termos de leitura e escuta de livros [audiobooks], por preço mensal de US$ 9,99, só é oferecido, por ora, a residentes nos EUA. Como a essa coluna interessa, precipuamente, o aspecto jurídico do meio editorial, vamos analisar esse contrato, nos termos constantes do site da Amazon. A referência doravante se refere ao Kindle Unlimited Terms of Use, atualizado em 18.72014 e outros complementares.

É um contrato de adesão, no qual não podem ser feitas alterações, que concede ao aderente [quem adere] o direito de ler ou ouvir, ilimitadamente, os livros de uma lista, que pode variar, com acréscimos ou supressões de livros por parte da Amazon. Também não se garante a compatibilidade do conteúdo disponível com os aparelhos de leitura do usuário [“The content available in the FreeTime Unlimited subscription may change at any time. "We cannot guarantee that any specific book, movie, TV show, app or game will remain available via the subscription, and certain content is only available on compatible devices.].

A adesão pode ser recusada [ou cancelada] por critérios internos da Amazon, ou se o cartão de crédito do proponente for recusado. Mas se for aceito, a adesão e renovações são automaticamente ilimitadas [atenção!], até que o cliente peça o cancelamento expressamente.

Os termos do contrato podem ser mudados a qualquer tempo pela Amazon e promoções costumam ser oferecidas periodicamente. Atualmente, os primeiros 30 dias são gratuitos, mas ultrapassado esse prazo ocorre a adesão automática com as regras constantes de renovações sucessivas [“While you won't be charged during your free trial, you will be automatically upgraded to a paid membership plan at the end of the trial period”].

Portanto, o caso é de contrato de adesão, que tem suas regras próprias, mas que deve ser visto à luz da legislação brasileira, quando o serviço chegar ao nosso país. E essas linhas servem apenas para esclarecer o futuro contratante sobre as normas básicas do gentilmente ilimitado serviço, tanto no volume de leituras e escutas, quanto no tempo de adesão.

Desse breve relato surgem duas reflexões. Primeiramente a sociedade do conhecimento ganha muitíssimo, com o acesso dito ilimitado a livros que talvez ficassem distantes pelo preço. Em segundo lugar, reflito sobre o pagamento dos direitos dos autores lidos [sim a Amazon “lê” suas leituras]. Em estudo recente consta que o critério seria o tempo que o leitor se detém em cada página do autor x ou y; o cálculo seria feito pelo tal do algoritmo, elemento característico desse início do século XXI.

Portanto, mais um passo – enorme – mais um avanço no acesso ao conhecimento, maior ativo do momento.

Por Gustavo Martins de Almeida | Publicado originalmente em Publishnews | 22/07/2014

Gustavo Martins de Almeida

Gustavo Martins de Almeida

Gustavo Martins de Almeida é carioca, advogado e professor. Tem mestrado em Direito pela UGF. Atua na área cível e de direito autoral. É também advogado do Sindicato Nacional dos Editores de Livros [SNEL] e conselheiro do MAM-RIO. Seu e-mail é gmapublish@gmail.com.

Na coluna Lente, Gustavo Martins de Almeida vai abordar os reflexos jurídicos das novas formas e hábitos de transmissão de informações e de conhecimento. De forma coloquial, pretende esclarecer o mercado editorial acerca dos direitos que o afetam e expor a repercussão decorrente das sucessivas e relevantes inovações tecnológicas e de comportamento.

A bomba de 9,99 dólares


Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 22/07/2014

A Amazon jogou uma bomba de $9.99 esta semana. Conseguiremos sobreviver?

A verdade é que, apesar de a Amazon ser o maior nome no jogo da assinatura de e-books, estão longe de ser o primeiro.

Participo com orgulho da economia de assinaturas. Todo mês gasto R$15 em música [RDIO], R$18 em filmes [NETFLIX] e $25 em livros [OYSTER]. Coma quanto quiser. Eu como muito? Não. Eu como mais do que antes do início da economia “netflix de tudo”? Sim. Mas o que isso significa para as editoras?

Economia ilimitada.

Menores preços por unidade. Mas volume maior. Isso é um bom negócio para as editoras? Para manter a matemática simples, você precisa perguntar: os assinantes gastavam mais de R$25 por mês em livros antes do lançamento do programa? Se a resposta for sim, então as assinaturas vão significar um encolhimento do mercado editorial. Se a resposta for não, então elas vão significar um crescimento do mercado editorial. Não importa quantos livros ele na verdade lê depois de começar a participar do programa, só o número de livros que ele teria comprado antes de começar. Claro, se você é uma editora que não está participando do programa, agora precisa se preocupar porque seus clientes terão R25 a menos para gastar em seus livros.

Qualidade versus Quantidade

A Amazon tem 100 mil livros a mais que seu concorrente Oyster que possui 100 mil livros a mais que o Scribd. No final do dia, os números não significam muito se você não conseguir encontrar os 10 títulos que realmente quer ler. O mais incrível é que falta da coleção da Amazon os títulos das cinco grandes editoras. Eu encontrei muitas pérolas literárias no catálogo da Oyster que me mantiveram leal ao programa deles. O Scribd tem ótimos livros de viagem da Lonely Planet. A Amazon acrescentou audiobooks que são ótimos para as viagens diárias para o trabalho. O que realmente seria perfeito para mim seria que alguém me ajudasse a fazer uma seleção de títulos de acordo com meu gosto. Motores de recomendação são ótimos, mas certamente não substituem um bibliotecário ou vendedores de uma livraria com bastante conhecimento.

Digital sem Dados

Apesar de sua natureza digital, nenhuma destas plataformas dá acesso ao tesouro de dados que estão vendo fluir através de seus servidores. Por que não contar ao leitor quantas horas ele leu ficção no mês anterior? Talvez um rápido teste de autoanálise para um livro de autoajuda? Ou contar a uma editora quais são páginas todo que mundo marca ou todo mundo pula?

Pensamentos finais

O que não vi muitas pessoas discutirem é como um programa como este poderia transformar não-leitores em leitores. Um mecanismo que facilita a leitura sem compromissos, ajuda uma indústria a reter “relevância” para um público cada vez mais distraído pelo barulho digital, e ainda encontra uma forma para as editoras ganharem dinheiro não pode ser totalmente ruim. Quero ouvir suas ideias! greg@hondana.com.br

Greg Bateman

Greg Bateman

Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 22/07/2014

Greg Bateman, expert em tecnologia e empreendedor do negócio de e-books, é conhecido pelo seu envolvimento na criação de produtos extremamente bem-sucedidos, como os smartphones da Samsung e o Kindle, da Amazon. Na Vook, ele desenvolveu uma eficiente cadeia de produção de centenas de e-books por semana. Greg, que nasceu nos Estados Unidos, viveu nove anos no exterior, onde intermediou várias parcerias envolvendo Coreia, China, Japão e EUA. Hoje mora no Brasil, em São Paulo. Ele é pesquisador visitante da Universidade de Tóquio, tem duas graduações pela Universidade da Califórnia em Berkeley [engenharia elétrica/ciência da computação e literatura japonesa] e um MBA pela Columbia Business School.

A coluna E-Gringo discute a fundo o negócio e o lado técnico dos e-books a partir de uma perspectiva global. Às quartas-feiras, quinzenalmente, ela vai apresentar plataformas e tendências do mundo todo e, claro, do Brasil. Para enviar comentários, escreva para greg@hondana.com.br .

Espaço na Off Flip lançará versão 2.0 de biblioteca online


Rio de Janeiro – De 31 de julho a 2 de agosto, durante a programação Off Festa Literária Internacional de Paraty [Flip], a Liga Brasileira de Editoras [Libre] e a plataforma online Nuvem de Livros apresentarão um espaço onde o público participará de debates e conhecerá a versão 2.0 da biblioteca online do Grupo Gol.

Na Rua da Lapa, coração do Centro Histórico da charmosa cidade do Litoral Sul Fluminense, a Casa Libre e a Nuvem de Livros apresentarão durante três dias, sempre a partir das 12h, debates e bate-papos sobre a pluralidade editorial e as inovações digitais na área.

Com curadoria do escritor Luis Maffei, os visitantes poderão assistir a debates como “Políticas de bibliotecas digitais”, “Livros e políticas” e “A infância e o livro”, além de bate-papos como “O Plano Nacional de Educação e a cultura brasileira”, com Arnaldo Niskier, [membro da Academia Brasileira de Letras], e “Uma vida com a ficção”, com Antônio Torres, [também acadêmico], ambos da “Nuvem”.

Nas mesas de debate estarão nomes como Ittala Nandi, atriz, diretora e escritora; Sergio Cohn, poeta e editor; Marcelino Freire, escritor; Vivian Pizzinga, psicóloga e ficcionista; e Jorge Fernandes da Silveira e Vera Lins, intelectuais da área da Literatura.

Principal lançamento do espaço, a nova versão 2.0 da biblioteca online Nuvem de Livros estará disponível na Casa para o público acessar e também será apresentada num bate-papo com o presidente do Grupo Gol e criador da plataforma, Jonas Suassuna, no dia 1º de agosto.

A programação também terá lançamento de livros, sarau e as apresentações “Meia-noite Erotika” e “Meia-noite com Camões”, com início às 23h59, que encerrarão as atividades nos dias 31 [quinta-feira] e 1º [sexta].

No sábado, 2, as crianças serão as convidadas da roda de leitura de trocadilhos “Trocando alhos por bugalhos, misturando os ditados”, e uma festa encerrará a programação da Casa à noite.

Para Haroldo Ceravolo, presidente da Libre, “com esse espaço em Paraty a Libre, as editoras independentes e a biblioteca digital Nuvem de Livros querem falar diretamente ao público, promover a diversidade do livro e das editoras e discutir ideias e políticas para o mercado editorial brasileiro”.

Exame | 22/07/2014

Faturamento com venda de eBook cresce 225% no Brasil


Ainda que as editoras brasileiras digam que as vendas de e-books não sejam suficientes para cobrir o investimento que elas têm feito ao longo dos últimos anos na produção e conversão de livros, o crescimento do setor vai de vento em popa. De acordo com dados da pesquisa Produção e Venda do Setor Editorial, feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas [Fipe] por encomenda da Câmara Brasileira do Livro e do Sindicato Nacional de Editores, e apresentada ontem em São Paulo, o faturamento do mercado editorial brasileiro com os e-books saltou de R$ 3,8 milhões em 2012 para R$ 12,7 milhões em 2013, ano base do levantamento.

Uma informação deve ser levada em consideração ao analisarmos esses números. A pesquisa, no geral, é uma estimativa feita a partir dos dados fornecidos por uma amostra – neste ano, composta por 217 editoras, que representam 72% do mercado. No caso da questão relacionada ao livro digital, que aparece apenas pela segunda vez de forma mais aprofundada no questionário, nenhuma inferência foi feita. Portanto, os números estão restritos ao universo das editoras que, entre essas 217, já estão no mundo digital. Ou seja, os valores podem ser ainda maiores.

Foram produzidos 30.683 títulos digitais em 2013 – 26.054 e-books e 4.629 aplicativos. Em 2012, esses números foram, respectivamente, 7.470 e 194. Em unidades vendidas, o salto também foi significativo – de 235.315 para 889.146. O segmento de obras gerais foi o que mais se beneficiou com a novidade tecnológica – ele faturou R$ 9,2 milhões no ano passado e foi seguido pelas editoras de livros científicos, técnicos e profissionais [CTP], com R$ 2,6 milhões; didáticos, com R$ 601 mil; e religiosos, com 287 mil.

Já o desenvolvimento do mercado de livro impresso deixa a desejar pelo segundo ano consecutivo. As editoras registraram faturamento de R$ 5,3 bilhões em 2013, um crescimento de 7,52% em comparação ao ano anterior. No entanto, descontada a inflação do período, de 5,91%, o crescimento real é de apenas 1,52%. Isso, considerando as vendas para o mercado e para o Governo. Quando descontamos o polpudo mercado governamental, que no ano passado representou R$ 1,4 bi, o crescimento real foi nulo.

Se em 2013 o Governo foi responsável por garantir esse crescimento mínimo, em 2012, quando foi registrada queda de 3,04% em relação a 2011, ele foi um dos vilões. Isso mostra como o setor ainda é dependente dessas compras de livros didáticos, para alunos, e literários, para bibliotecas. Vale lembrar que os programas são sazonais e contemplam, a cada ano, diferentes séries. Por isso, os valores podem variar tanto e levar o mercado a ter um ano mais tranquilo aqui e outro mais apertado ali.

O preço médio do livro teve queda de 4% em 2013, já descontada a inflação. “Isso não quer dizer que o livro que custava R$ 29 passou a custar R$ 24. É que os editores começaram a se adaptar e produzir livros que custassem mais barato, usando papel e capas diferenciadas“, explica Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro. Não se trata, porém, de um índice de preços. Para se chegar ao valor, os pesquisadores analisam o faturamento dos subsetores editoriais e os exemplares vendidos.

E o mercado está extremamente competitivo. Como nunca se viu“, completa Sônia Machado Jardim, presidente do Sindicato Nacional de Livros. Ela contou, ainda, que as editoras estão caminhando para adotar o modelo americano de precificação, com faixas de preço claras. Ainda sobre a questão do preço, ela disse: “Milagre não se faz. De onde isso está saindo? A concorrência está muito grande, o valor do dólar em 2013 impactou o faturamento das editoras – papel, adiantamento de direitos autorais são pagos em dólar. O que podemos fazer para reverter esse quadro é vender mais exemplares.

E a pesquisa divulgada agora mostra que em 2013 foram vendidos mais exemplares – 479,7 milhões ante os 434,9 milhões de 2012. No total, o mercado comprou 279,6 milhões de exemplares e o Governo, 200 milhões.

Foram produzidos, em 2013, 62.235 livros – 21.085 títulos em primeira edição e 41.150 foram reimpressos. O segmento de obras gerais foi o que teve o melhor desempenho, o que pode ser um indicativo de que as pessoas estão lendo mais por vontade própria, e não por indicação da escola, da faculdade ou da igreja. “Uma pesquisa que não mostra crescimento é preocupante, mas o que me deixa esperançosa é o bom desempenho de obras gerais“, diz Sônia.

O segmento registrou aumento de 6% nos exemplares vendidos e de cerca de 3% no faturamento. A queda nos preços pode ter contribuído para isso. É o mercado quem compra mais – foram 121 milhões de exemplares ante os 28 milhões adquiridos pelo governo. Os livros religiosos, que vinham em crise nos últimos anos, foram responsáveis pelo aumento de cerca de 12% no faturamento das editoras do setor. E, neste caso, a visita do papa Francisco ao País e a realização da Jornada Mundial da Juventude podem ter sido responsáveis pela recuperação do setor. A pior queda, de cerca de 5%, foi no segmento de livros didáticos, e as editoras se preocupam em perder mais espaço para os sistemas de ensino.

Outro dado interessante: em 2012, foram editados 51.905 títulos de autores brasileiros e 5.862 de autores estrangeiros. Em 2013, os números são, respectivamente, 56.372 e 5.862. A livraria continua sendo o principal canal de comercialização de livros para as editoras e concentram 50% do mercado em número de exemplares. Em faturamento, elas também encabeçam a lista, com 61,4% de participação.

Há alguns anos o mercado vem se mostrando estagnado e não há muita esperança para 2014, um ano de Copa do Mundo e eleição.

msn.com | 22/07/2014

Galáxia em Festa


Editora especializada em e-books, a E-Galáxia completa um ano em boa fase, embora o comércio digital no Brasil ainda seja ínfimo [2,5% do mercado de livros de interesse geral]. A E-Galáxia já lançou 50 obras, entre elas 50, Eu?, autobiografia de Zeca Camargo que entrou para listas dos mais vendidos. De acordo com a coluna Painel das Letras, publica agora Estação Terminal, da argentina Graciela Mochkofsky, uma das convidadas da Flip. Os próximos lançamentos da editora incluem, por exemplo, Vidas passadas, de Ivana Arruda Leite, e Futuro é chapa quente, de Ronaldo Bressane.

Por Marco Rodrigo Almeida | Folha de S. Paulo | 21/07/2014

Empréstimo virtual 


Pelo que apurou a coluna Babel, a Árvore de Livros, plataforma de empréstimo de e-book, anuncia, dia 25, parceria com o Clube de Autores, site de autopublicação. Em agosto, livros dos 35 mil autores do clube começam a ser disponibilizados na biblioteca.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 19/07/2014

Livros digitais são destaque na 23ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo


Livros digitais são destaque na 23ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Independentes são responsáveis por 40% das vendas de eBooks nos EUA


O último relatório Author Earning concluiu que o movimento independente na literatura não é uma simples corrida ao ouro. O terceiro relatório trimestral, que puxa os dados das listas de m ais vendidos da Amazon, descobriu que apenas 16% dos títulos na lista dos mais vendidos da varejista nos EUA foram publicados por uma das cinco maiores editoras. O relatório analisou ainda o efeito de DRMs sobre as vendas e concluiu que “o DRM prejudica as vendas de e-books em todas as faixas de preço”. O relatório também olhou para as vendas de gênero, revelando que os autores auto-publicados estão dominando autores tradicionalmente publicados no romance, fantasia e ficção científica e estão prestes a tomar “parcela significativa de mercado em todos os gêneros”.

Por Sarah Shaffi | The Bookseller | 18/07/2014

Cortez entra na onda digital


Cerca de 30% do acervo da editora estará disponível no formato digital até 2015

Em março passado,  José Xavier Cortez adiantou ao PublishNews  que não tardaria para que a editora que leva o seu nome entrasse na era digital. Prometeu e cumpriu. A Cortez acaba de disponibilizar parte do acervo em formato de e-books. Para início de conversa, cerca de 30% dos mais de mil títulos da casa serão comercializados também no formato digital. A medida deve valer também para os novos livros que serão lançados no formato impresso e digital. Mais acessíveis, os e-books custarão 20% a menos se comparados aos equivalentes impressos e poderão ser encontrados na Livraria Cultura, Google Play, Saraiva e Apple Store. Amazon ainda não está nos planos da casa.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 18/07/2014

Amazon lança serviço de subscrição de eBooks


Por enquanto, o Kindle Unlimited está disponível apenas para usuários dos EUA

A Amazon lançou oficialmente na manhã desta sexta-feira [18] o seu serviço de subscrição de e-books. Atualmente disponível apenas para usuários habitantes dos EUA, o Kindle Unlimited permite o acesso a um acervo de mais de 600 mil títulos por US$ 9,99 mensais. No comunicado enviado à imprensa sobre o novo serviço, o vice-presidente sênior da Kindle, Russ Grandinetti disse: “com Kindle Unlimited, você não terá que pensar duas vezes antes de experimentar um novo autor ou gênero. Você poderá simplesmente começar a lê-lo ou ouvi-lo”. O serviço vale também para audiobooks. Para lançar o Kindle Unilimited, a Amazon oferece 30 dias para experimentação gratuita.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 18/07/2014

Tudo o que você precisa saber sobre o Kindle Unlimited, o “Netflix de livros” da Amazon


Por Paulo Higa | Publicado originalmente em Tecnoblog | 18/07/2014 às 14h49

Kindle Unlimited oferece mais de 600 mil ebooks por 10 dólares mensais

A Amazon confirmou as expectativas e lançou, nesta sexta-feira [18], o Kindle Unlimited, um serviço que oferece acesso ilimitado a um catálogo de mais de 600 mil ebooks e milhares de audiobooks com uma assinatura mensal de US$ 9,99. Sem prazo de devolução, os livros podem ser lidos tanto nos leitores Kindle quanto nos smartphones, tablets e computadores com o aplicativo gratuito do Kindle.

Como funciona esse negócio?

Pensar no Kindle Unlimited como um “Netflix de livros” é a maneira mais fácil de entender como o serviço funciona. Na página da Amazon, há uma opção para degustar o Kindle Unlimited por 30 dias. Enquanto você for assinante, receberá uma cobrança mensal de 10 dólares no cartão de crédito e poderá ler quantos livros quiser nos dispositivos atrelados à sua conta. Ao cancelar a assinatura, os ebooks são automaticamente retirados da sua coleção.

Tanto no Kindle quanto na loja da Amazon, próximo ao botão de compra, haverá um botão para “ler de graça” em mais de 600 mil obras. Depois que o ebook for baixado, você pode lê-lo como se fosse seu: há sincronização com o Whispersync, o que significa que a página, as marcações e as anotações são sincronizadas entre todos os seus dispositivos.

Não há prazo de devolução, mas há um limite de 10 ebooks emprestados simultaneamente. Quando você tentar ler o décimo primeiro livro, a Amazon irá sugerir a devolução do ebook emprestado há mais tempo — mas é possível selecionar outro. A qualquer momento, um ebook emprestado anteriormente pode ser baixado novamente, inclusive com as marcações sincronizadas na nuvem.

Além de livros em texto, o Kindle Unlimited permite acessar pouco mais de 2 mil audiobooks, mas eles só podem ser ouvidos em dispositivos com som, o que não inclui nenhum dos leitores Kindle vendidos hoje [Kindle e Kindle Paperwhite], só os tablets Kindle Fire e dispositivos Android e iOS com o aplicativo oficial do Kindle. O tamanho dos arquivos varia; aqui, gastei 156 MB para baixar o audiobook de The Hobbit.

Não está disponível no Brasil, mas…

O Kindle Unlimited só foi lançado nos Estados Unidos, mas o serviço funciona no Brasil caso você possua uma conta americana da Amazon com um endereço americano. O cartão de crédito precisa ser internacional, mas não necessariamente emitido nos Estados Unidos.

Se você se enquadra no caso acima, não deve ter dificuldade para testar e assinar o serviço. Se a conta for brasileira, é possível migrá-la para uma americana sem perder as compras já realizadas [no entanto, você não poderá adquirir novos conteúdos na Amazon.com.br]. Basta entrar em Gerencie seu Kindle e selecionar “Configurações do país”. Em “Brasil”, clique no link “Mudar”, preencha com o endereço americano e salve as alterações. É possível voltar para uma conta brasileira a qualquer momento fazendo o caminho inverso.

Em comparação com a Amazon brasileira, a Amazon americana possui uma quantidade maior de ebooks [2,7 milhões contra 2,2 milhões], mas menos títulos em português [27 mil contra 35 mil]. Os preços não estão totalmente conectados: alguns livros são mais baratos na loja americana; outros, na brasileira.

Na Amazon americana, é possível comprar audiobooks e fazer assinaturas de jornais e revistas, como O GloboZero HoraThe New York TimesNational Geographic e Vogue. Estranhamente, mesmo com jornais brasileiros, a assinatura não está disponível no Brasil, por isso, se você fizer o caminho inverso [migrar uma conta americana para uma brasileira], suas assinaturas serão automaticamente canceladas.

E quando o Kindle Unlimited será lançado oficialmente no Brasil? Procurada pelo Tecnoblog, a Amazon declarou que “não comenta planos futuros”. Como o serviço ainda não funciona nem no Reino Unido, outro mercado grande para a Amazon, é bom esperar sentado.

O que tem de bom para ler?

No momento em que escrevo este parágrafo, há 639 mil livros disponíveis no Kindle Unlimited, pouco menos de um quarto dos 2,7 milhões de ebooks da loja americana. Muitos títulos não estão disponíveis, mas a Amazon destaca algumas obras conhecidas: dá para ler a trilogia de The Lord of The Rings, os sete livros de Harry Potter, bem como 2001: A Space OdysseyThe Hobbit e Life of Pi, por exemplo.

Todos os livros acima estão em inglês, mas também há pouco menos de 8 mil títulos em português no Kindle Unlimited.

O problema é que, assim como na Netflix, liberar os conteúdos exige acordos comerciais. E as cinco grandes editoras americanas [Hachette, HarperCollins, Macmillan, Penguin Random House e Simon & Schuster] não disponibilizaram muitos livros, logo, há uma série de títulos famosos faltando. Boa parte dos livros do Kindle Unlimited, incluindo as obras em português, são de pequenas editoras ou autores independentes.

Portanto, mesmo que 600 mil ebooks pareça muito, na prática a história é um pouco diferente, e o acervo ainda é fraco se você estiver interessado apenas nos best sellers.

Quão fraco? Entre a lista dos 20 ebooks Kindle mais vendidos, apenas 3 estão no Kindle Unlimited: My Mother Was Nuts, em 1º; Pines, em 13º; e One Lavender Ribbon, em 20º. Na categoria Computadores e Tecnologia, a situação melhora [10 dos 20 podem ser lidos gratuitamente], mas a maioria dos livros são guias e tutoriais — nada de ler de graça a biografia do Steve Jobs ou o novo livro de Glenn Greenwald, portanto.

Entre os livros em português, a coisa é ainda mais triste, mas isso é até compreensível se considerarmos que o serviço, oficialmente, nem funciona no Brasil. Da lista dos 20 mais vendidos, só um está no Kindle Unlimited. E, na verdade, esse único livro não é voltado para brasileiros, mas sim para estrangeiros que desejam aprender a língua portuguesa.

Vale a pena o esforço?

O preço de US$ 9,99 por mês é bem atraente. Se você considerar que muitos ebooks custam esse preço ou até mais, basta pedir apenas um ou dois livros emprestados e a assinatura mensal já valeu a pena.

Só que a Amazon ainda precisa melhorar o acervo para o Kindle Unlimited ser realmente vantajoso. 600 mil ebooks é muita coisa, mas uma parcela bem pequena desses livros representa o que as pessoas querem ler. Eu tenho certeza que grande parte dos que estão lendo este texto passariam tranquilamente 10 horas por mês assistindo a filmes e séries na Netflix, mas não gastariam a mesma quantidade de horas lendo livros aleatórios na Amazon.

Resta saber se a Amazon conseguirá aumentar a disponibilidade de livros e, mais importante, se será capaz de convencer as editoras de que o modelo de negócios é interessante. Estamos até acostumados com serviços de streaming de músicas ou filmes, mas não de livros — embora já existissem opções antes do Kindle Unlimited, como o Oyster. Eu, como leitor, acho ótimo pagar só 10 dólares para ler quantos livros quiser. Mas, se estivesse do outro lado, comandando uma editora, não sei se toparia receber só alguns centavos por usuário.

Por Paulo Higa | Publicado originalmente em Tecnoblog | 18/07/2014 às 14h49

O barato da leitura virtual 


Enquanto grandes editoras optam por praticar uma política de preços padronizada, ainda que haja exceções, pequenas editoras chegam ao mercado com o objetivo de trabalhar com o livro digital a um valor reduzido. A política de editoras como a Companhia das Letras e a Record é clara: o livro digital custa aproximadamente 30% menos do que sua versão física. Essa redução corresponde à economia das empresas ao eliminar do processo editorial o papel, a gráfica e a logística de distribuição.

Por outro lado, editoras que trabalham apenas com livros virtuais possuem política diferente na hora de formar o preço de seus produtos. Sem precisar se preocupar com os custos que envolvem uma obra feita em papel, as atenções se voltam para outros fatores. “A questão para a gente é ganhar o leitor por impulso. É difícil você decidir fazer o download de algo caro na internet. Você tem de olhar, comprar e pronto“, diz Schneider Carpeggiani, editor da Cesárea, cujos primeiros títulos lançados foram “Polaróides – E Negativos das Mesmas Imagens”, de Adelaide Ivánova [R$ 7,00] e “Aspades ETs Etc”, de Fernando Monteiro [R$ 6,50].

Por Rodrigo Casarin | Valor Econômico | 18/07/2014

Amazon deve entrar mesmo na onda da subscrição


O serviço custaria US$ 10 mensais e daria acesso ilimitado ao catálogo de e-books da varejista

Com num piscar de olhos, a Amazon colocou no ar uma página que poderia ensejar o seu novo serviço de subscrição de livros. O anúncio do Kindle Unlimited ficou pouco tempo no ar, mas tempo suficiente para que surgissem pelas redes especulações sobre o novo serviço. E como, na rede nada se apaga, a versão cache da página pode ser visualizada clicando aqui. O serviço promete acesso ilimitado ao catálogo de 600 mil e-books da Amazon por US$ 10 mensais. Se entrar mesmo para valer no ar, o Kindle Unlimited será um forte concorrente aos já existentes Oyster e Scribd.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 17/07/2014

Aos 10 anos, autora mirim cria livro digital para ganhar mesada no RS


Todo pai e toda mãe estão acostumados. Sempre chega uma fase em que um assunto é inevitável: a hora de começar a receber mesada. Foi em uma conversa assim, na casa da família do biólogo e empreendedor Paulo Lima, em Porto Alegre, que nasceu uma maneira criativa de ajudar a filha Larissa a começar a ganhar seu próprio dinheiro. Aos 10 anos, a menina se tornou autora mirim e já tem seu primeiro livro disponível à venda em uma loja virtual.

Quando Larissa foi até o pai pedir para ganhar dinheiro como as amigas da escola, Paulo devolveu uma proposta. “Minha geração não foi acostumada a ser empreendedora. O sonho era conseguir carteira assinada. Eu mesmo só descobri o empreendedorismo mais tarde. Então eu disse para ela que não ia dar o dinheiro, mas que ia ajudá-la a encontrar uma maneira de ganhar o próprio dinheiro”, conta o pai.

Enquanto Paulo pensava que a filha viria com a ideia de pedir um kit de miçangas para fazer pulseiras e vender, Larissa o surpreendeu: queria escrever livros. A menina cresceu cercada por livros e histórias. Desde cedo, segundo o pai, ela já tinha a própria biblioteca com clássicos de Hans Christian Andersen, das histórias da Disney e da escritora gaúcha de cabelo azul, Léia Cassol. Ainda pequena, Larissa ensaiou fazer seus primeiros livros. Andando pela casa, a menina agarrava blocos de lembretes e criava suas histórias em muitas páginas. Por isso, a ideia de escrever veio naturalmente.

O primeiro livro de Larissa, “O espanta-tranqueiras”, conta a história de duas crianças que descobrem na fazenda dos avós um robô construído para ensinar como comer bem. Com a industrialização ,os avós deixaram de manter a fazenda como um local saudável, onde latinhas de refrigerante crescem em árvores, por exemplo. Mas o robô é recuperado e ajuda a fazer da fazenda da família um local onde se produz e se come apenas alimentos saudáveis.

Ela sempre teve alimentação saudável e se preocupa com os coleguinhas que estão acima do peso e que só se alimentam de refrigerantes e tranqueiras. Uma das meninas da sala dela foi inclusive diagnosticada com diabetes”, diz Paulo.

Empresário de uma editora especializada em publicações digitais há um ano e meio, Paulo se encarregou de cuidar da publicação da história da filha. Enquanto Larissa escreveu as aventuras de seus personagens, foi ele quem fez as ilustrações e animações digitais. As narrações foram um trabalho em conjunto da dupla.

Depois de finalizado, o livro foi enviado para avaliação da loja da Apple, a iBooks. Há uma semana, a empresa colocou a obra de Larissa à venda em sua loja virtual. Já nos primeiros dias, “O espanta-tranqueiras” obteve cerca de 60 downloads e lucro de quase U$S 100 [R$ 223]. Agora, a autora mirim passa os dias em frente ao site para acompanhar o sucesso editorial de sua primeira obra.

Me surpreendeu positivamente. Esperava que desse certo mas não tão certo. Não esperava vê-la com esse espírito tão empreendedor”, declara o pai, orgulhoso. Paulo tem experiência com este espírito. Desde 2007, ele trabalha desenvolvendo projetos de aplicativos e vídeo-aulas, até abraçar a ideia da editora de publicações digitais.

Sobre os caminhos que pretende seguir quando crescer, já passaram pela cabeça de Larissa ser designer de roupas de cachorro ou arquiteta. A certeza dela, porém, é de que em qualquer área em que venha a atuar no futuro a menina quer ser escritora. Ela já tem planos para a primeira mesada conquistada com seu livro na internet.

Ela quer comprar um teclado, desde pequena ela vê o padrinho tocando e tem vontade de aprender”, revela o pai. Paulo, porém, toma cuidado em ensinar a menina sobre os investimentos com o dinheiro em mãos. “Aí entra também a questão da economia familiar, de ensinarmos para eles que o dinheiro não pode ser gasto todo de uma vez. Temos de ensinar a gerenciar e deixar investido no banco”, explica ele.

De acordo com o pai, Larissa não pretende parar. Ela já anunciou em casa que tem ideias para seu próximo livro. E já até virou influência na família. “O Caio, meu filho de cinco anos, uma noite dessas, disse que também quer fazer o livro dele. Vamos ver”, ri Paulo.

G1 | 17/07/2014

Empréstimo de eBooks: A Revolução na Palma da Mão


Quem quiser conhecer de perto, ao vivo e em cores, os resultados obtidos até aqui nos projetos pilotos pioneiros de empréstimos de eBooks, realizados pela Árvore e seus parceiros, o Congresso de Leitura do Brasil, o COLE, será uma ótima oportunidade. Galeno Amorim, CEO da Árvore, vai apresentar, na primeira sessão especial Perspectivas da Leitura no Brasil, o painel “Empréstimo de eBooks: A Revolução na Palma da Mão”. Será no dia 22/07 [terça-feira], das 15 às 16h30, no Auditório II do Centro de Convenções da Unicamp, em Campinas [SP]. Leia mais.

COLE | 07/2014 

Hangout discute o papel do escritor na era digital


Qual o impacto da chegada do digital e, particularmente, do empréstimo de eBooks na vida de presumíveis 2 milhões de autores independentes ávidos por serem publicados e lidos? Este é o tema do debate virtual que a Árvore promove no Dia do Escritor [25/07], com nomes conhecidos nesse cenário: a agente literária Lucia Riff, o escritor Sérgio Rodrigues, o editor Tiago Ferro [e-galaxia], o presidente do Clube de Autores, Ricardo Almeida, e o presidente da União Brasileira de Escritores [UBE], Joaquim Botelho. A coordenação será do CEO da Árvore, Galeno Amorim, com participação especial de Carlo Carrenho [PublishNews], Ricardo Soares [TV Brasil] e Maria Fernanda Rodrigues [O Estado de S.Paulo].

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