Amazon compra a comiXology


A empresa revolucionou o modo como se lê os quadrinhos digitais

Amazon anunciou ontem que chegou a um acordo para comprar acomiXology, a empresa que revolucionou o modo como se lê os quadrinhos digitais. “Não há casa melhor para a comiXology do que a Amazon”, disse David Steinberger, co-fundador e CEO da comiXology. Em comunicado enviado à imprensa pela Amazon, Davi Naggar, vice-presidente de conteúdo e aquisições da companhia de Seattle disse: “Amazon e comiXlogoy compartilham a paixão de reinventar a leitura no mundo digital”. Fundada em 2007, a comiXology oferece uma ampla biblioteca de conteúdos digitais de quadrinhos produzidos pelos 75 principais editores e criadores independentes do universo das HQs. Os termos da aquisição, obviamente, não foram divulgados, indo de acordo com a “teoria da comunicação de Bezos” que preconiza que tudo o que não se refira diretamente aos clientes não precisa ser comunicado.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 10/04/2014

Inscrições abertas para o 5º Congresso Internacional CBL do Livro Digital






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Editora lança ferramenta de autopublicação


A Escrytos, que tem milhões de adeptos no mundo, permite a autopublicação em formato digital

De olho no potencial de jovens escritores brasileiros, a LeYa acaba de colocar em operação a sua plataforma de autopublicação. Pioneira em Portugal, a Escrytos não tinha chegado ainda ao Brasil. A plataforma dá ao autor acesso gratuito a uma variedade de serviços que vão da conversão em ePub, construção da capa, distribuição e comercialização em grandes varejistas on line como LeyaOnline, Amazon, Apple Store, Barnes & Noble, Fnac.pt, Gato Sabido, Google, IBA, Kobo, Livraria Cultura, Submarino, Wook. Há outros serviços pagos como parecer editorial, edição, revisão, produção de booktrailler e até release para imprensa. “A plataforma vai ao encontro da estratégia de estimular a criatividade editorial e também da procura por novos talentos da língua portuguesa. O fato da ferramenta estar associada a uma editora já consolidada no mercado proporciona um diferencial e uma vantagem competitiva atraente para os novos autores”, afirma Pascoal Soto, diretor da Leya Brasil.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 08/04/2014

eBooks infantis em debate


Saiba como foi o curso ‘Literatura infantil e uso responsável da tecnologia’ realizado pelo PublishNews em parceria com o Alt+Tab

A designer Andrea Bellotti saiu do Rio de Janeiro para participar do curso >Literatura Infantil e uso responsável da tecnologia, em São Paulo. Para ela, a experiência vai ajudar muito no seu mestrado sobre e-books infantis. “Pude ouvir os relatos e as impressões de profissionais atuantes em um mercado novo”, comentou. Andrea se juntou a cerca de 25 pessoas interessadas em debater e praticar a literatura infantil no meio digital. Denis Antônio foi colega de Andrea. Editor de literatura infanto-juvenil na Editora Escala, acredita que o curso estimulou o diálogo entre quem está produzindo esse tipo de literatura em plataformas digitais. Realizado pelo PublishNews em parceria com o núcleo de formação digital Alt+Tab e apoio da Livraria Martins Fontes, o curso aconteceu nos dias 31/3 e 01/4 e foi conduzido por Renata Nakano, da Edições de Janeiro, e por Camila Werner, da Brinque Books, ambas com larga experiência no mercado.

As duas conduziram as discussões e vários exercícios. Ao final de cada aula, a turma era dividida em grupos e trabalhava com livros físicos para propor formatos e soluções digitais. Renata Nakano lançou uma provocação: “nem sempre livros que se valem de aplicativos são interativos. Nem sempre há diálogo, apenas reação. Às vezes um livro impresso pode ser mais interativo do que o digital!”.

Juntaram-se a esse debate outras questões importantes: quando a obra deixa de ser livro e se transforma em brinquedo? Game também pode ser literatura? Falta repertório nos editores brasileiros para se produzir e-books de qualidade? A conclusão a que se chegou é que, embora ainda não haja respostas definitivas, quem não começar a experimentar o novo suporte pode ficar para trás. Para Camila Werner, somente o investimento no mercado digital vai possibilitar entender o que esses leitores desejam.

Por Vanessa Rodrigues | PublishNews | 08/04/2014

Razão para o desinteresse nos eBooks está no fato de que livros, para a maioria, são objetos de decoração


Qual a pergunta mais idiota que é possível ouvir quando temos uma biblioteca generosa? Exato, leitor: “Você já leu tudo isso?”

Engolimos em seco. Respiramos fundo. E depois explicamos, pela décima, centésima, milésima vez que uma biblioteca não é uma coleção de livros lidos. As bibliotecas são feitas de livros que lemos no passado, que consultamos no presente e que um dia, talvez, leremos no futuro. Ou que alguém lerá por nós.

Mas existe uma situação mais constrangedora no mundo das bibliotecas: quando descobrimos que uma parte delas nem sequer são constituídas por livros. Aconteceu uma noite: fui convidado para um jantar em casa de um conhecido literato português. E, deambulando pela casa, encontrei uma estante com livros.

Ou, pelo menos, eu pensava que eram livros. Ao remover um deles, reparei que a coleção era mero enfeite, feito de lombadas e nada mais. O meu anfitrião presenciou o funesto momento. Ninguém disse palavra. Nunca mais fui convidado para jantar algum. Ficou a lição: a posse dos livros começa por ser vaidade. Só residualmente é uma questão intelectual.

E é exatamente por isso que nunca comprei a febre triunfal dos e-books. Sim, tenho um bicho desses: um Kindle rudimentar, onde recebo jornais, revistas e os livros que desejo ler de imediato com uma ganância que arruína qualquer possibilidade de enriquecimento pessoal.

Mas todas as notícias apontam para o mesmo cenário: o negócio dos e-books brochou em 2013 e é provável que não recupere mais. A Barnes & Noble não está contente com o seu Nook e há rumores de que tenciona desistir do negócio. A Sony não tem dúvidas: desistiu mesmo. E até o Kindle já conheceu melhores dias. Como explicar o naufrágio?

Sociólogos diversos falam na saturação do mundo digital: a novidade de ontem virou rotina hoje e está morta amanhã. Outros, mais românticos, lembram que o livro tradicional não tem concorrência no “plano dos afetos” [grotesca expressão]: quando o objeto é em papel, podemos tocá-lo, cheirá-lo. Eventualmente comê-lo.

E a seita dos economistas reduz tudo a meras contabilidades: segundo o “New York Times”, os e-books levaram a uma queda no preço dos livros tradicionais [70% na Amazon, em alguns casos], o que reconciliou os leitores com o objeto físico.

É possível que tudo isso tenha dado seu contributo. Mas a razão mais funda para o desinteresse nos e-books está na vaidade humana: os livros, para a maioria, são objetos decorativos de afirmação pessoal e social.

Um Kindle pode armazenar milhares de obras que obtemos instantaneamente [e, com certos títulos clássicos, gratuitamente]. Mas serão sempre milhares de obras escondidas no interior de um minúsculo aparelho –e não exibidas com orgulho nas estantes da sala, para impressionar as visitas.

No Kindle, é possível ler e apenas ler. Não é possível mostrar que se lê – uma diferença fundamental. Ora, sem essa dimensão fálica de espetáculo público, os e-books estariam sempre condenados.

Ou, então, condenados a servirem uma ilustre minoria para quem o livro, antes de ser objeto de estatuto social, é sobretudo a fonte mais preciosa que existe de conhecimento e lazer. O problema é que uma minoria, logicamente, não justifica um negócio global.

Se os e-books desejam sobreviver, talvez a solução passe por transformar livros tradicionais em livros digitais –mas um de cada vez, como se fossem CDs ou DVDs.

Tenho a certeza que milhares de kindles na estante da sala teriam um sucesso social que o solitário Kindle jamais será capaz de atingir.

Por João Pereira Coutinho | Publicado originalmente em Folha de S.Paulo | 08/05

Deu tilt na tela do Kindle


Fabricante da tela do dispositivo da Amazon enfrente crise

O leitor Kindle Paperwhite de segunda geração, lançado no Brasil nesta quinta [12] por R$ 479

O leitor Kindle Paperwhite de segunda geração

Um dos grandes diferenciais do Kindle sempre foi a sua tela. A tecnologia que permite baixo consumo de energia, a não emissão de luz e o consequente conforto na leitura é resultado de pesquisas feitas pela empresa E Ink, que fabrica a tela do dispositivo da Amazon. Mas as coisas não andam boas por lá. De acordo com o jornal Taipei News, a E Ink prevê perdas, reflexo da queda na demanda por devices de e-reader. As receitas deverão cair entre 5 e 10% em relação ao último trimestre. De acordo com o Chefe Financeiro da E Ink, Eddie Chen, há uma forte probabilidade de a empresa ir para o vermelho ainda no primeiro semestre de 2014. A culpa, segundo disse Chen, é a fraca demanda sazonal por e-readers. A verificação de Eddie Chen chega junto com o resultado da pesquisa feita pela Associantion of American Publishers [AAP] em parceria com o Book Industry Study Group [BISG] que apontou crescimento de apenas 3,81% mas vendas de e-books nos EUA . O índice de crescimento foi o menor desde 2012 e foi a primeira vez que ele ficou abaixo dos 10%. O futuro da E Ink, aponta Chen está na reestruturação societária e na ampliação do portfólio de produtos, inclusive fortalecendo a produção de telas para smartphones, um mercado muito mais robusto do que os e-readers. O e-Paper foi a maior fonte de renda da E Ink no ano passado, respondendo por mais de 80% da sua receita.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 07/04/2014

A isenção fiscal dos eBooks no Brasil


Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente e clipado à partir de Tipos Digitais | 07/04/2014

Na última sexta-feira, 4 de abril, a coluna Radar on-line, de Lauro Jardim, publicou a seguinte nota sobre a possível alteração de legislação que permitiria que aparelhos dedicados à leitura digital fossem isentos de impostos no Brasil:

Amazon versus mercado editorial
Começou uma batalha silenciosa no Congresso Nacional entre a Amazon e entidades que representam o mercado editorial brasileiro. Os americanos querem imunidade tributária para o leitor digital na nova lei do livro, atualmente em debate no Congresso.

O mercado editorial está contra a Amazon por dois motivos: a empresa quer isenção no pagamento de impostos, mas segue sem produzir o Kindle no Brasil. Se passar no Congresso, o mercado considera que o governo pode derrubar a nova lei do livro inteira por causa do artigo.

Na Comissão de Cultura da Câmara, o lobby da Amazon já faz mais da metade dos deputados ser a favor do benefício para os americanos.”

A nota, bastante pertinente, deixou muita gente do mercado intrigada e alguns de seus pontos merecem comentários e esclarecimentos. Vamos a eles:

“Começou uma batalha silenciosa no Congresso Nacional entre a Amazon e entidades que representam o mercado editorial brasileiro.”

Seria interessante saber quais seriam estas entidades. Teoricamente, o mercado seria representado nestes casos pela Câmara Brasileira do Livro ou pelo Sindicato Nacional de Editores de Livros [SNEL], mas a Liga Brasileira de Editoras [LIBRE] e a Abrelivros, representando pequenas e gigantes editoras respectivamente, poderiam estar na jogada. Individualmente, eu nunca ouvi nenhum editor ser contra a isenção de leitores dedicados, mas, como veremos a seguir, estrategicamente pode não ser interessante lutar por ela neste momento.

“[...] imunidade tributária para o leitor digital na nova lei do livro.”

Na realidade, não existe uma nova lei do livro. O que existe é o Projeto de Lei 4534/2012, criado a partir do Projeto de Lei do Senado [PLS] 114/2010 e proposto pelo senador licenciado Acir Gurgacz [PDT-RO] [foto]. Tal projeto modifica a Lei 10753/2003, que institui a Política Nacional do Livro [PNL], exclusivamente em seu 2º parágrafo, que se refere à definição de livro. Com a modificação, e-books [livros digitais] e e-readers [aparelhos de leitura digital] dedicados seriam equiparados ao livro, gozando de todas as suas isenções de impostos garantidas em outras leis.

Atualmente, o texto em vigor do 2º parágrafo da Lei 10753/2003 é este:

Art. 2º Considera-se livro, para efeitos desta Lei, a publicação de textos escritos em fichas ou folhas, não periódica, grampeada, colada ou costurada, em volume cartonado, encadernado ou em brochura, em capas avulsas, em qualquer formato e acabamento.

Parágrafo único. São equiparados a livro:

I – fascículos, publicações de qualquer natureza que representem parte de livro;

II – materiais avulsos relacionados com o livro, impressos em papel ou em material similar;

III – roteiros de leitura para controle e estudo de literatura ou de obras didáticas;

IV – álbuns para colorir, pintar, recortar ou armar;

V – atlas geográficos, históricos, anatômicos, mapas e cartogramas;

VI – textos derivados de livro ou originais, produzidos por editores, mediante contrato de edição celebrado com o autor, com a utilização de qualquer suporte;

VII – livros em meio digital, magnético e ótico, para uso exclusivo de pessoas com deficiência visual;

VIII – livros impressos no Sistema Braille.

Já o texto proposto pelo Projeto de Lei 4534/2012 é este a seguir [clique aqui para acessá-lo em PDF], onde os acréscimos estão sublinhados e as eliminações riscadas:

Art. 2º Considera-se livro, para efeitos desta Lei, a publicação de textos escritos em fichas ou folhas, não periódica, grampeada, colada ou costurada, em volume cartonado, encadernado ou em brochura, em capas avulsas, em qualquer formato e acabamento, assim como a publicação desses textos convertidos em formato digital, magnético ou ótico, ou impressos no Sistema Braille.

Parágrafo 1º – São equiparados a livro os seguintes produtos, impressos, inclusive no Sistema Braille, ou convertidos em formato digital, magnético ou ótico:

I – fascículos, publicações de qualquer natureza que representem parte de livro;

II – materiais avulsos relacionados com o livro, impressos em papel ou em material similar;

III – roteiros de leitura para controle e estudo de literatura ou de obras didáticas;

IV – álbuns para colorir, pintar, recortar ou armar;

V – atlas geográficos, históricos, anatômicos, mapas e cartogramas;

VI – textos derivados de livro ou originais, produzidos por editores, mediante contrato de edição celebrado com o autor, com a utilização de qualquer suporte;

VII – livros em meio digital, magnético e ótico, para uso exclusivo de pessoas com deficiência visual;

VIII – livros impressos no Sistema Braille.

Parágrafo 2º São também equiparados a livro:

I – periódicos impressos no Sistema Braille ou convertidos em formato digital, magnético ou ótico;

II – matérias avulsas ou artigos autorais, originários de periódicos, desde que impressos no Sistema Braille ou e convertidos em formato digital, magnético ou ótico;

III – equipamentos cuja função exclusiva ou primordial seja a leitura de textos em formato digital ou a audição de textos em formato magnético ou ótico, estes apenas para o acesso de deficientes visuais.

Na comparação entre os dois textos, fica clara a modificação proposta, que é grande no que se refere à definição jurídica do livro, mas não chega a constituir uma nova lei. Atualmente, o PL 4534/2012 encontra-se na Comissão de Cultura, onde a relatora, a Dep. Fátima Bezerra [PT-RN] pediu em 26/03 uma nova audiência pública. Na primeira audiência pública, não houve manifestações contrárias à isenção, como o PublishNews reportou.

“O mercado editorial está contra a Amazon por dois motivos: a empresa quer isenção no pagamento de impostos, mas segue sem produzir o Kindle no Brasil.”

É realmente difícil entender este primeiro motivo por parte do “mercado editorial”, que aqui encontra-se bastante generalizado, pois são poucas ou discretas as vozes na indústria do livro contra a isenção de leitores dedicados. [E é importante lembrar que o benefício fiscal alcançaria não apenas os Kindles, mas quaisquer leitores dedicados, como os da Kobo e outros genéricos]. Em primeiro lugar, por que este mercado seria contra algo que aumentaria o consumo de seus livros? Não faz sentido, e seria esperar muito patriotismo de editores, livreiros etc. acreditar que seriam contra a isenção de leitores dedicados só porque não são feitos no Brasil. Em segundo lugar, livros físicos importados também são isentos de impostos, apesar de serem manufaturados no exterior. Para que este argumento mostrasse coerência, aqueles contrários à isenção de impostos para leitores digitais importados também deveriam se opor à isenção fiscal sobre livros importados.

Aqui vale um comentário importante. A ideia de se isentar livros e leitores dedicados digitais baseia-se no conceito de que livros físicos já são isentos. Seria, portanto, apenas uma questão de equiparação, com benefícios ao estímulo da leitura, à cultura e à educação, permitindo que a leitura digital gozasse de todos os benefícios da leitura física. Isto é bem diferente dos benefícios fiscais que o governo concedeu em 2012 para a Foxconn fabricar iPads no Brasil, por exemplo. Com tais benefícios, a fornecedora da Apple e outras indústrias de tablets estabelecidas no Brasil tiveram o Pis/Cofins reduzido de 9,25% para zero e o IPI de 15% para 3%. Mas neste caso, o benefício ocorreu justamente como forma de incentivar a produção local, não por razões de incentivo à cultura e à educação. São, portanto, duas situações completamente diferentes que não deveriam ser misturadas.

‘Se passar no Congresso, o mercado considera que o governo pode derrubar a nova lei do livro inteira por causa do artigo.”

Já este segundo motivo para o “mercado editorial” ser contra a isenção faz bastante sentido. Sentido estratégico, no caso. A questão é que desde o início, quando o senador Acir Gurgacz iniciou todo este processo de modificação da Lei do Livro, sempre se buscou a isenção tanto dos e-books, os livros digitais, quanto dos e-readers dedicados, os aparelhos de leitura. E é nesta proposta dupla que reside um grande risco. Afinal, enquanto é praticamente certa a aprovação da isenção sobre o livros digitais em si [os arquivos], a isenção dos aparelhos eletrônicos de leitura provavelmente terá seus opositores. E se quem defende o PL 4534-2012 insistir em acertar dois coelhos com uma cajadada só, buscando aprovar a isenção de ambos os produtos, acabará por correr o risco de nenhuma isenção ser aprovada justamente por conta de alguma polêmica sobre os aparelhos eletrônicos. Neste caso, faria todo o sentido o “mercado editorial” ser contra a busca da isenção dos aparelhos de leitura apenas por um motivo estratégico, para não comprometer a aprovação da isenção dos e-books, no melhor estilo “melhor um pássaro na mão do que dois voando”.

Finalmente, vale lembrar que a indústria do livro está navegando sob uma neblina fiscal neste momento no que se refere à comercialização de e-books, pois simplesmente não há legislação específica para os livros digitais. A esmagadora maioria de editoras, livrarias e distribuidores está tratando o livro digital como o livro físico, considerando o “espírito da lei” e aplicando a isenção fiscal gozada pelos livros físicos aos livros digitais. No entanto, existe aí um risco fiscal que só será sanado quando a legislação for modificada. E considerando que o mercado digital está em franco crescimento, com 2,5 milhões de e-books vendidos em 2013, é natural que editores e outros players busquem resolver este embroglio fiscal o mais rápido possível. E, neste caso, buscar a isenção dos aparelhos junto com a isenção dos livros pode ser mais uma perda de foco que uma economia de escala.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente e clipado à partir de Tipos Digitais | 07/04/2014

Escola do Livro | Modelos de negócios bem-sucedidos do Livro Digital no Brasil


Bibliotecas digitais contra a pirataria


Além de ampliar acesso aos livros e à leitura, as bibliotecas digitais representam uma boa forma de evitar a pirataria. Quem diz isso é a nova presidente da Associação Brasileira dos Direitos Reprográficos, ABDR, Amarylis Manole.

Amarylis assume com a tarefa de combater a pirataria, que provoca um prejuízo ao mercado editorial brasileiro de R$ 1 bi por ano. Eis o que ela diz a respeito: “Essas iniciativas representam novas modalidades de acesso a conteúdos de livros e, certamente, representam boas formas para evitar a pirataria. Temos que facilitar o acesso aos conteúdos de livros para os leitores e essas iniciativas irão facilitar esse acesso.” A íntegra da entrevista dela concedida ao PublishNews pode ser acessada aqui.

Por Galeno Amorim

Editoras precisam se conectar diretamente com seus leitores


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 03/04/2014 | Tradução Marcelo Barbão

Desde a fusão que criou a Penguin Random House, houve pouca especulação [exceto por mim, até onde sei] sobre o que este novo mamute na publicação de livros gerais poderia fazer para explorar suas escala de formas novas e inovadoras.

A vantagem de escala deles é enorme. A PRH tem algo perto da metade dos livros gerais publicados, dos best-sellers para baixo. [Você vê análises que dizem que é 25%, mas na maioria das vezes as estimativas giram ao redor dos 40%]. Por várias décadas, os grandes clubes do livro norte-americanos — Book-of-the-Month Club e o Literary Guild — mostraram que ter metade dos livros era “suficiente” para que um grande número de pessoas se sentisse confortável de que suas escolhas do que ler dentro deste grupo de títulos seria suficiente para suas necessidades.

Meus palpites iniciais, ainda não realizados, eram que a PRH iria lançar um serviço de assinatura com apenas seus livros, e através do uso de inventários gerenciados por vendedores, criar canais exclusivos de distribuição em lojas que não estariam disponíveis em nenhum de seus concorrentes. [Um executivo sênior de um concorrente a quem descrevi este cenário, disse de forma honesta, “colocaríamos nossos melhores livros disponíveis para eles através do canal proprietário se fosse a nossa única forma de conseguir distribuição”].

Um executivo da PRH me explicou a inerente resistência da empresa com o modelo de assinatura, que parece apelar mais aos que mais leem e procuram uma barganha. Como o maior ator do mercado, a PRH não está querendo reduzir o gasto das pessoas que são as maiores fontes de renda da indústria, o que uma oferta de assinatura bem-sucedida faria inevitavelmente. [Este modelo de assinatura, ou “Netflix para e-books”, é complexo em sentidos que são geralmente ignorados, mas que Joe Esposito explica bastante claramente.] Claro, isso não significa que a empresa não deveria considerar a proposta em um ambiente onde os serviços de assinatura estão ganhando a maior parte da audiência [certamente não é o caso ainda, mas vejamos o que acontece se o Scribd, Oyster, Entitle ou o novo Rooster forem bem-sucedidos]. Parece dizer que eles não serão pioneiros neste campo. E não há sinal ainda de que vão usar minha ideia de usar VMI para criar suas próprias livrarias, também.

Mas a PRH UK — repetindo o que me disse Markus Dohle, o CEO da RH US faz alguns anos – anunciou agora que se tornou uma editora focada no consumidor. Hannah Telfer, que se tornou “diretora de grupo, desenvolvimento de consumidor e digital” em janeiro, diz que a capacidade de descoberta depende de “construir uma relação direta com os consumidores”. E ela afirma que “nossa escala” é uma forma central de como fazer isso “de forma apropriada”. Isso é inovador, já que a maioria do pensamento da indústria sobre como usariam a escala parece estar mais ligado a consolidar depósitos do que aproximar-se de forma mais inteligente dos consumidores.

Um artigo no The Bookseller detalha as mudanças de equipe e iniciativas ao redor deste objetivo. [E outro expressa algum ceticismo sobre se seus planos são adequados para a tarefa. Esta segunda matéria sugere que precisam pensar em vendas diretas, uma recomendação sobre a qual expressei algumas reservas.] Por um lado, o primeiro artigo sugere alguns objetivos realmente amplos, de toda a empresa, incluindo “o potencial para que a Penguin Random House seja uma usina de força cultural e de entretenimento; espaço para todas as audiências”. Na recente conferência de vendas deles. O CEO Tom Weldon descreveu a oportunidade para a PRH “criar o mapa de uma marca editorial como marca para os consumidores e, ao fazer isso, capturar a atenção do mundo para as histórias, ideias e escrita que importa”. Isto parece um grande marca.

Ao mesmo tempo, havia um claro reconhecimento da importância do que chamamos “verticalidade” ou “foco na audiência”. Um “projeto de segmentação de audiência” foi anunciado. Assim como a atenção cruzada para assuntos específicos, com “gastronomia” e “crime” citados. Uma ferramenta que é claro que a Penguin Random House tem e vai usar chama-se Bookmarks, descrita como “o painel dos leitores da Random House”. Novos planos querem que isso “se transforme em um recurso da PRH, dando a todas as partes da empresa acesso a mais de 3,5 mil leitores por meio de pesquisas e focus groups”

Claro, dependendo de quantas formas diferentes a empresa quiser usar este painel, mais difícil será conseguir dados úteis. Na verdade, parece que ele foi feito para um processo contínuo de “painelização”, através do qual novas pessoas estão sendo acrescentadas todo o tempo a um número de painéis que podem responder a questões sobre diferentes interesse das comunidades. Um painel não pode servir a todos os propósitos.

Isso traz dois tópicos para um ousado alívio que historicamente não foram parte do pensamento ou dos conjuntos de habilidades de uma editora.>

1. Pede um pensamento novo e cheio de nuances sobre as marcas.

2. Pede um plano multifacetado para se relacionar com consumidores individuais.

Existem muitos conselhos direcionando editoras para pensar em branding para consumidores hoje em dia.Desde que comecei a pensar e escrever sobre mercado editorial e brands, algo importante aconteceu, algo que não pensei na época: auto publicação. Minha ideia original era que o desafio era estabelecer marcas com claras identidades verticais e centrada na audiência. Provavelmente o melhor exemplo de sucesso entre as grandes editoras norte-americanas foi o estabelecimento, pela Macmillan, da Tor como uma marca para ficção científica e tor.com como site de destino para amantes da ficção científica. Já faz mais de dois anos desde que escrevi que a tor.com tem centenas de milhares de endereços de e-mail que eles podem usar para promoções com resultados bastante bons.

Tor.com dá à lista de ficção científica da Macmillan um claro rótulo de não autopublicação. Mas fora da Tor, para sua lista geral, a Macmillan usa muitos nomes de selos. Um romance poderia ser publicado como St. Martin’s, Holt, Farrar Straus ou Thomas Dunne Books [entre outros], cada um dos quais provavelmente faz “sentido” aos compradores em grandes contas, grandes bibliotecas e resenhistas de livros, mas que significa muito pouco para o público em geral. A pessoa média conhece estes nomes melhor do que conhecem, digamos, Thomas & Mercer [o novo selo da Amazon] ou Mike & Martha Books [um nome que acabei de inventar]?

[Notem que a Macmillan está sendo usada aqui para propósitos ilustrativos; toda grande editora tem as mesmas questões com marcas de selos que são realmente criadas por motivos B2B, não para o consumidor].

Mas no final, é importante para a Macmillan, e para toda editora, colocar a marca de “grande editora” em seus livros para deixar que o público saiba que “isto vem de uma editora estabelecida há muito tempo” com a suposição, que eu concordaria, de que as pessoas que não conhecem os nomes confiariam mais em uma instituição do que em um indivíduo com interesses próprios para “escolher” seus livros.

[Obviamente, a maioria das pessoas escolhe seus livros por causa do autor, do assunto, de uma recomendação de um amigo ou até baseado em alguma combinação de capa, descrição e preço. Quanto da audiência seria influenciada por conhecer que uma grande editora está por trás do livro? Não sabemos disso, e não sabemos se este livro vai crescer ou diminuir baseado na sempre crescente produção de material autopublicado que não passou pela edição e pelo rigor de formatação de uma editora. E, por falar nisso, fazer branding agressivo significa que as editoras precisam prestar ainda mais atenção à edição e formatação. Cada exemplo de um produto com marca inferior chegando ao mercado vai enfraquecer o valor da marca].

Então aqui está a regra sobre branding. Cada editora importante deveria pegar um nome que está no seu guarda-chuva. Todo livro é importante para estabelecer a empresa como uma fonte maior de literatura de qualidade, leitura agradável e informação empacotada como livro. Tentando ter um alvo mais preciso do que isso deveria ser o trabalho da marca do “selo” debaixo do guarda-chuva. E esta marca deveria ser vertical, identificando assunto ou audiência. Esta é a Tor no exemplo da Macmillan acima. Note que no momento a Macmillan não é uma marca sendo usada por qualquer uma das empresas norte-americanas na família Macmillan.

O plano para conectar-se com consumidores é muito mais complicado e tem muitos componentes. Um é simplesmente coletar endereços de e-mail e permissões para entrar em contato e depois fazer isso. Girar quase todos os esforços de marketing que puder para criar uma máquina de reunir emails é uma boa parte disso. Este é um jogo que todo mundo deveria se envolver: todas as livrarias, todas as editoras e todos os autores. Sabemos por alguns trabalhos recentes em nossa empresa de marketing digitalque os agentes literários mais espertos estão descobrindo como ajudar seus autores a fazer isso. Não estamos longe do dia em que um agente vai perguntar a um editor “quantos e-mails relevantes você tem para promover o próximo livro do meu autor?”

Mas listas de e-mail, como a declaração da PRH UK sugere, é apenas um aspecto do relacionamento com o consumidor. E as declarações da PRH também afirmam implicitamente que uma empresa muito maior tem mais facilidade para conseguir esta lista. Tirando a capacidade de analisar os endereços de e-mail existentes entre seus assinantes ou que eles encontram por outros meios [acesso a seus websites, autoidentificação na mídia social] para entender e chegar a maiores audiências, as grandes companhias conseguem criar listas verticais especiais de interesse para aumentar o tráfego [impulsionando cadastros de e-mail] e usando várias oportunidades promocionais. Vemos Simon & Schuster fazendo muito isso. Eu recebo diariamente o , um e-mail de sua nova lista vertical de livros de negócios que resume a proposta central de um livro de negócios todo dia. Se este ou outros esforços verticais deste tipo que a editora está tentando, poderá se transformar em uma comunidade web remunerada ou até um bom lugar para lançar um livro, ainda é uma pergunta sem resposta. Mas é o tipo de experiência que poderia produzir uma plataforma de lançamento que realmente poderia ajudar a S&S com livros de negócios.

Afirmamos também que a noção de que criar painéis dinâmicos de consumidores para contar coisas – coisas que você pode perguntar o tempo todo – também é algo valioso. Sabemos a história de uma revista de nicho que está sempre usando o Twitter para pedir a opinião de seus leitores sobre várias coisas, como qual ângulo usar em uma reportagem. Eles conseguem respostas muito rápidas desta forma. Sabemos que a Osprey, a editora de história militar, sempre pede a opinião de sua audiência quando estão escolhendo entre assuntos para o desenvolvimento de um livro. [E é importante notar que Random House UK contratou a enérgica e visionária CEO da Osprey, Rebecca Smart, para dirigir seu selo Ebury. Esta é outra forma de usar a escala: contrate o talentoso executivo de uma companhia menor!]

Uma boa política para uma editora grande que pode coletar um grande número de endereços de e-mail seria perguntar rotineiramente aos consumidores se eles gostariam de ser consultados com perguntas que irão guiar as estratégias de publicação e marketing da editora. Fazer isso funciona como uma forma de conseguir novos nomes. O que a Osprey faz com sua audiência especializada poderia se tornar uma prática rotineira para uma editora com uma lista de e-mail grande o suficiente. Seria possível perguntar aos consumidores se um tópico é bom para ser lançado antes de a editora assinar um contrato. Também poderiam ser questionados sobre capa e preço. E se este tipo de interação fosse construída na prática geral a editora, com o tempo eles aprenderiam quando as opiniões dos consumidores são um bom guia a ser seguido e quando não são [porque nem sempre serão!]

Estamos nos primeiros dias de um período em que as grandes editoras estão passando da quase total dependência de intermediários para chegar a seus mercados, para outro de relacionamento direto com os consumidores. Por enquanto, a maioria das editoras está bastante quieta sobre o que estão fazendo, parcialmente porque acham que estão inventando algo e parcialmente porque não sabem como isso vai funcionar. Mas o relativo silêncio não deveria ser interpretado como inação ou desatenção relativa. Não é nenhuma novidade para as grandes editoras que elas precisam conversar diretamente com suas audiências. A Penguin Random House tem vantagens de tamanho em relação às outras Cinco Grandes, mas estas têm vantagens de tamanho em relação a todo o resto.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 03/04/2014 | Tradução Marcelo Barbão

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Kobo tem novo presidente 


Michael Tamblyn é o novo presidente da companhia

Kobo

Em comunicado enviado ontem, a Kobo anunciou o seu novo presidente. É Michael Tamblyn, que acumulará também o cargo de chefe de conteúdo. Ele ficará responsável pelas vendas, relações editoriais e com a indústria, aquisição de conteúdos e merchandising. Ele reportará ao CEO da companhia, Taka Aiki, que assumiu o posto no início de fevereiro no lugar do fundador da companhia, Michael Serbinis. Tamblyn é do time de fundadores da companhia e está na Kobo desde 2009. Antes de ingressar na companhia canadense , Tamblyn foi o CEO e fundador da agência de cadeia de fornecimento BookNet Canadá e cofundador da primeira livraria on-line do Canadá, a Bookshelf.ca . No comunicado, Taka comenta a promoção de Tamblyn: “Como um dos meus conselheiros mais próximos, Michael tem um enorme conhecimento sobre a organização e continua a inspirar a Kobo com a sua criatividade e suas ideias inovadoras. Ele é o parceiro ideal para ajudar a empresa crescer”.
A Kobo hoje é uma das empresas de eReading que mais cresce no mundo. Oferece mais de 4 milhões de livros e revistas para milhões de clientes em 190 países.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 03/04/2014

Workshop | Modelos de negócios bem-sucedidos do Livro Digital no Brasil


Quarta-feira, 7/5, das 10h às 13h.

Escola do LivroComo obter rentabilidade com livros digitais? Inovação no mercado e criatividade com êxito; é este o foco do segundo encontro da nova série da Escola do Livro, Convergência em Pauta. Desta vez, serão 180 minutos de inspiração e muita informação sobre modelos de negócio de livros digitais que já mostram resultados. Oworkshop tem um caráter informal e os convidados Fernando Fonseca [FTD] e Alexandre Santana [Editora Melhoramentos], com mediação de Susanna Florissi [CBL e Hub Editorial], nos contarão como trabalham para vencer este desafio nos segmentos de livros didáticos [PNLD] e livros infantojuvenis. Os participantes serão recebidos com um welcome-coffee. Você ainda pode garantir uma das poucas vagas disponíveis. O workshop acontecerá na sede da Câmara Brasileira do Livro, R. Cristiano Viana, 91 – Pinheiros – São Paulo/SP. Investimento: Associados CBL - R$ 190,00; associados de entidades congêneres, professores e estudantes - R$300,00; Não associados - R$ 380,00. Consulte-nos sobre parcelamento no cartão de crédito. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

5º Congresso Internacional CBL do Livro Digital abre inscrições


Congresso Internacional CBL do Livro DigitalCom o tema Conteúdo em Convergência, o 5º Congresso Internacional CBL do Livro Digital já está com as inscrições abertas. Elas podem ser feitas através do site oficial: www.congressodolivrodigital.com.br

Neste ano, o evento antecede a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo e acontece dias 21 e 22 de agosto [5ª e 6ª feira] no Auditório Elis Regina, localizado ao lado do Pavilhão do Parque Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1209.

Já estão confirmadas presenças internacionais, como Jason Merkoski, autor do livro Burning the page.  Primeiro evangelista de tecnologia da Amazon,  ajudou a inventar a tecnologia usada em e-books de hoje e foi membro da equipe de lançamento dos primeiros dispositivos Kindle.  Alicia Wise e Stephen King, especialistas na área de acessibilidade 3.0, discutirão assuntos relacionados às tecnologias para leitura e publicação na era digital.

Além das inscrições para participação do evento, é possível também inscrever trabalhos científicos e acadêmicos e cases de sucesso através do site do evento ou enviando para o e-mail digital@cbl.org.br. Serão aceitos trabalhos ainda não publicados em revistas científicas, que estejam de acordo com o regulamento publicado no site e que abordarem os temas: Novos Modelos de Negócios relacionados aos livros digitais; Aspectos de usabilidade de leitores digitais [e-readers]; Bibliotecas Digitais; Aspectos educacionais dos livros digitais; Direitos autorais e Copyright; Marketing do livro digital; Redes sociais e livros digitais; e O novo papel do editor.

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