Amazon estende ao Brasil sua loja de aplicativos para Android


Loja de aplicativos da Amazon em inglês

Loja de aplicativos da Amazon em inglês

A Amazon informou hoje que desenvolvedores passarão a ter a possibilidade de distribuir aplicativos em cerca de 200 novos países, incluindo Brasil, Austrália, Canadá, México, Índia e África do Sul. Esses aplicativos, segundo a companhia, estarão disponíveis nos próximos meses. Isso ocorrerá a partir do lançamento, em novos pontos no mercado internacional, da loja de aplicativos da Amazon para o Android, sistema operacional móvel do Google.

loja da Amazon é concorrente da Google Play, que além de aplicativos também comercializa livros e filmes.

O anúncio da nova fase de expansão internacional da loja da Amazon dá continuidade à recente chegada da loja de aplicativos da gigante do varejo on-line em outros mercados, como Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha e Japão. Segundo a Amazon.com, os desenvolvedores registrados que optarem pela distribuição internacional terão os aplicativos oferecidos automaticamente para download nos mercados incluídos na estratégia.

A plataforma da Amazon é uma solução completa, de ponta a ponta, para desenvolvedores que desejam construir, comercializar e rentabilizar aplicativos e jogos no Kindle Fire e dispositivos Android“, afirmou Mike George, vice-presidente de aplicativos e jogos da Amazon.

Muitos dos nossos desenvolvedores parceiros têm versões localizadas de seus aplicativos e jogos para consumidores internacionais, e estamos ansiosos para trabalhar com novos desenvolvedores que estão esperando para levar seus aplicativos para mais clientes da Amazon em todo o mundo“, disse o executivo em comunicado.

Publicado e clipado a partir dm Folha de S.Paulo | DO “VALOR” | 17/04/2013, às 10h21

Kobo lança e-reader Aura HD, com tela de alta resolução


A fabricante de leitores de livros digitais Kobo, principal concorrente do Kindle, anunciou nesta segunda-feira [15] o lançamento de seu novo modelo, a edição limitada Aura HD.

O leitor de livros eletrônicos Kobo Aura HD, anunciado em 15 de abril de 2013

O leitor de livros eletrônicos Kobo Aura HD, anunciado em 15 de abril de 2013

O maior destaque do novo e-reader – que vem com 4 Gbytes de capacidade armazenamento e bateria com duração de 2 meses – é a tela, que tem 6,8 polegadas e a maior resolução do mercado, de 265 dpi [contra 212 dpi do Kindle Paper White].

O produto foi anunciado hoje em Londres, onde também está acontecendo a London Book Fair, um dos eventos editoriais mais importantes do mundo.

O site da Kobo começará amanhã a pré-venda do produto na América do Norte e na Europa pelo preço sugerido de U$ 170 [aproximadamente R$ 335]. Segundo a assessoria da empresa, o Aura HD deve chegar ao Brasil entre junho ou julho, mas ainda não há previsão de preço.

Publicado originalmente e clicado a partir de Folha de S.Paulo | 15/04/2013, às 17h41

eBooks responderam por 23% do mercado editorial nos EUA em 2012, diz estudo


A venda de e-books nos Estados Unidos correspondeu a quase um quarto do mercado de livros norte-americano no ano passado, de acordo com o estudo StatShot, da Associação Americana de Editores.

Segundo a AAP, na sigla em inglês, os livros eletrônicos geraram receita de US$ 1,54 bilhão em 2012. O valor equivale a 22,55% dos US$ 7,1 bilhões arrecadados pela indústria no período.

No formato digital, só os livros de gênero adulto [ficção e não ficção] trouxeram lucro de US$ 1,25 bilhão. O restante veio da venda de e-books infantis, juvenis e religiosos.

CEO da Amazon, Jeff Bezos, apresenta o Kindle Paperwhite, o e-reader mais recente da empresa

CEO da Amazon, Jeff Bezos, apresenta o Kindle Paperwhite, o e-reader mais recente da empresa

A AAP lembra que em 2002, quando começou a analisar o mercado de e-books, as vendas dos digitais não representavam mais de 0,05% do total do mercado editorial.

A pesquisa mostra que o segmento continua a crescer – em 2011, os e-books representavam 17% do total de livros vendidos; em 2009, apenas 3% -, mas sugere que esteja se estabilizando.

Publicado originalmente em Folha de S.Paulo | TEC | 12/04/2013, às 17h42

Como Empreender Selos de Livros Digitais


Como Empreender Selos de Livros Digitais

Kindle Paperwhite é bom, mas tela tátil decepciona


A Amazon começou a vender no Brasil o Kindle Paperwhite [R$ 479], seu modelo de e-reader mais avançado. As principais diferenças em relação ao Kindle básico, lançado por aqui no final do ano passado, são a tela sensível ao toque, a resolução maior e a iluminação embutida. São acréscimos bem-vindos, mas a implantação deles poderia ter desempenho melhor.

A iluminação é muito útil para a leitura em ambientes escuros, mas a tela não recebe luz de maneira uniforme. Nesse quesito, o Kobo Glo, seu principal concorrente, é melhor. O Paperwhite, por sua vez, permite um ajuste mais preciso da intensidade da luz –com um porém: não é possível apagá-la por completo durante a leitura.

A tela sensível ao toque responde bem à maioria dos comandos, mas toques rápidos não são registrados com precisão. O teclado exige uma digitação lenta.

O Kindle Paperwhite, leitor de livros eletrônicos da Amazon, durante o evento de lançamento brasileiro, em São Paulo | Fonte:  Adriano Vizoni - Folhapress - 18/03/2013

O Kindle Paperwhite, leitor de livros eletrônicos da Amazon, durante o evento de lançamento brasileiro, em São Paulo | Fonte: Adriano Vizoni – Folhapress – 18/03/2013

A qualidade da imagem é um pouco decepcionante. A tela tem resolução maior que a do Kindle básico, mas essa vantagem é pouco pronunciada – devido basicamente ao baixo contraste e à falta de nitidez. Os caracteres são exibidos com uma tonalidade muito clara, e as bordas aparecem suaves demais.

A resolução do Paperwhite permite o uso de fontes tipográficas mais detalhadas e com exibição mais “limpa”. As curvas, por exemplo, têm aparência menos serrilhada, principalmente com letras pequenas. Ainda assim, sua legibilidade é inferior à do Kindle básico, que exibe letras mais escuras e com bordas mais abruptas, bem definidas. Por isso, opções de ajuste de contraste e nitidez seriam bons recursos a serem oferecidos no Paperwhite.

Amazon Kindle Paperwhite | Fonte: Folhapress

O hardware, no geral, é bom. O aparelho é leve, compacto e resistente. Tem aparência sóbria e, nas costas, textura emborrachada – que é agradável, mas suja com facilidade. Infelizmente, não tem botões físicos para trocar a página, ajustar o brilho ou voltar à tela inicial, que seriam bem convenientes.

O Kindle Paperwhite é vendido em duas versões. A mais barata [R$ 479] tem apenas conexão wi-fi; e a mais cara [R$ 699] inclui acesso a redes 3G em mais de cem países, sem necessidade de assinar um plano de dados.

A conexão 3G, apesar de bem limitada, pode ser usada para comprar e baixar conteúdo, sincronizar dados, traduzir trechos do livro [com a ferramenta embutida, que usa o Bing] e acessar a Amazon e a Wikipédia.

A versão com 3G pode ser útil para quem tem pouco acesso a redes wi-fi ou faz questão de conexão ubíqua e permanente pelo mundo. Para os outros, é difícil justificar a diferença de preço.

Prateleira | Fonte: Folhapress

Prateleira | Fonte: Folhapress

POR EMERSON KIMURA | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S.Paulo | Caderno TEC | 08/04/2013, às 03h30

Gabriel Chalita pagou R$ 1 milhão por biblioteca digital nunca entregue


Na época em que chefiava a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, o deputado federal Gabriel Chalita [PMDB-SP] pagou R$ 1,1 milhão por uma biblioteca digital que jamais foi entregue. Quase uma década mais tarde, as autoridades ainda procuram uma maneira de recuperar o dinheiro.

O negócio foi feito em 2004, quando Chalita era secretário de Geraldo Alckmin [PSDB], chegou a ser alvo de duas investigações paralelas dentro do governo. Uma delas foi enviada ao Ministério Público, que apura os prejuízos.

Compra suspeita | Fonte: Editoria de Arte Folhapress

Compra suspeita | Fonte: Editoria de Arte Folhapress

Chalita também é investigado em 11 inquéritos desde outubro do ano passado, quando um ex-colaborador foi ao Ministério Público para acusá-lo de cobrar propina de empresas que vendem para a Secretaria da Educação. Ele nega as acusações.

Em valores da época, a biblioteca digital custou R$ 690 mil e foi paga de uma vez só, apenas três dias depois da assinatura do contrato. O dinheiro foi repassado a uma empresa de Miami, a E-Libro, numa transação intermediada pela Unesco, o braço da Organização das Nações Unidas para educação e cultura.

A aquisição foi feita com base num acordo de cooperação que Chalita assinara com a Unesco para viabilizar investimentos de R$ 148 milhões no programa Escola da Família, que previa a abertura de algumas escolas estaduais nos fins de semana. A biblioteca digital, porém, não tem relação com esse programa.

Por ser um braço das Nações Unidas, a Unesco não pode ser processada no Brasil. A E-Libro também não, porque fica em Miami e não tem representação no Brasil.

Chalita diz que a biblioteca digital não foi para frente por culpa de sua sucessora, Maria Lucia Vasconcelos. A Unesco diz que houve problemas técnicos, solucionados em 2006, e também atribui o fracasso ao desinteresse da secretaria.

A biblioteca digital permitiria que os professores lessem no computador quase 40 mil obras de ficção e não-ficção em inglês, 4 mil em espanhol e só 400 livros em português.

Técnicos da secretaria que investigaram a compra concluíram que ela era desnecessária, porque o governo já tinha uma biblioteca digital.

A investigação aponta que a E-Libro não conseguiu entregar uma tradução para o português do programa que ensinava a usar o sistema. Técnicos perderam mais de um ano para refazer a tradução.

A compra da biblioteca digital foi autorizada por dois dos principais assessores de Chalita, segundo a investigação: Paulo Barbosa, seu secretário-adjunto e hoje é prefeito de Santos, e Cristina Cordeiro, chefe do Escola da Família.

A investigação mostrou que havia pressa. Em e-mail enviado no início do processo a um departamento encarregado de examinar a proposta, Barbosa escreveu: “Segue nesta mensagem o site da E-libro para sua análise. Precisamos de uma resposta imediata“.

O departamento sugeriu que pedissem uma apresentação “mais detalhada” do produto, mas Barbosa contrapôs: “Já está autorizado, precisamos agilizar isso.

O então diretor da Unesco no Brasil, Jorge Werthein, chegou a ser recebido na secretaria com um dos sócios da E-Libro. Um mês após o início do Escola da Família, Werthein levou Chalita para falar da experiência na sede da Unesco, em Paris. No ano seguinte a organização premiou-o pelo programa.

POR DANIELA LIMA, MARIO CESAR CARVALHO e JOSÉ ERNESTO CREDENDIO | DE SÃO PAULO | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S.Paulo | 08/04/2013, às 03h30

Amazon avança em seu plano de se tornar uma empresa de consumo de mídias


Amazon

O LIVRO ALÉM DA MíDIA # 10 | POR EDNEI PROCÓPIO

Amazon foi um dos primeiros cases, talvez o único de sucesso no mundo a oferecer, comercializar e distribuir livros utilizando a Internet. No início da Internet, a Amazon era conhecida como a maior livraria online e seu modelo inspirou diversas outras livrarias em diversos países. No Brasil, por exemplo, inspirou a antiga BookNet a se tornar mais tarde a Submarino.

Mas o que é hoje, e o que será amanhã a companhia? Quando a Internet não só ajudou a moldar um novo modus operandi na indústria de consumo digital, mas também ajudou a estabelecer um novo mapa no mundo dos negócios?

Bem, a equação é bastante simples se quem dita os rumos das grandes empresas de mídia é a Internet, então quem irá ditar os rumos da Amazon será também a própria Internet.

A Amazon não pode virar uma rede social como o Facebook, não há tempo, por esta razão anunciou recentemente a aquisição de um projeto sediado em São Francisco, California, chamado Goodreads, uma rede social vertical de recomendação de livros com 16 milhões de usuários.

Se você unir a eficiência de compra de livros da Amazon com uma audiência de 16 milhões de usuários, você vai perceber que o que a Amazon adquiriu não foi simplesmente uma rede social mas uma carteira de potenciais clientes para o futuro projeto de compras online da Amazon [hoje chamado simplesmente Kindle].

É preciso ir além

A Amazon não conseguiria tornar-se, da noite para o dia, uma gigante da mídia como a Apple, então criou a família de tablets baseado na também marca Kindle [tal o sucesso da iniciativa], que nasceu um e-reader e que avançou para um gadget de consumo não só de livros, mas de filmes, músicas, revistas, jornais e mídia em geral, tal qual um iPad.

Este plano da Amazon de se tornar uma empresa de mídia, e não apenas a maior lojista e-commerce do planeta, começou em meados de 1998, quando comprara o site Internet Movie Database. Quinze anos depois, o canal de notícias de negócios e tecnologia “Business Insider” divulgou que receberá de Jeff Bezos, fundador e presidente da Amazon, um investimento, angariado entre parceiros de negócios, na verdade um grupo de mídias digitais, da ordem de US$ 5 milhões.

Ou seja, a iniciativa, o projeto e a marca Kindle transformou a Amazon em um grande imã de negócios. Na indústria de tecnologia da informação este histórico de atração, que o Bill Gates chama de espiral positivo, se repete quando a Microsoft compra o Skype, o Facebook adquire o Instagram, quando a Google comprou a eBook Technologies e por aí vai. O que estas empresas estão comprando são audiência de usuário e não tecnologia.

A tecnologia é apenas uma ótima desculpa

Atualmente, a Amazon tem intensificado a aquisição de startups, iniciativas e projetos menores que possam agregar valor a sua cadeia de negócios. Estão entre elas empresas fabricantes de telas de LCD, sites de conteúdo, redes sociais temáticas, tecnologias em hardware e software que possam incrementar o projeto Kindle. Além da aquisição de empresas maiores ou menores especializadas na produção de conteúdo digital como é o caso da “Business Insider” .

Além de tudo disso, a Amazon tem projetos voltados para a produção de livros impressos sob demanda, que atendem desde editoras e selos menores até os chamados autores independentes através de soluções como o Kindle Direct Publishing.

A Amazon sabe que para enfrentar o imã de audiência de gigantes como Google, Facebook e Apple, terá que investir em iniciativas que deem resposta rápida ao retorno de seus negócios. E um modo de fazer isto é, ao invés de criar iniciativas próprias que levam tempo e grana, ir para o mercado e sair comprando iniciativas externas, independes, menores e, portanto, mais baratas. Afirmar que esta é exatamente a filosofia da máfia é perigoso para mim, então eu vou afirmar que na verdade apenas coincide no modo como jogamos xadrez, War ou Go.

A Amazon utiliza o canal mundial da agência Reuters para realizar cada um de seus anúncios de lançamento, novidades e aquisições. As notícias vaporizadas pela agência se espalham pelo mundo como rastilho de pólvora e cria um cenário todo propício para que mais iniciativas independentes pensem estar às margens da companhia de Jeff.

Um amigo chama isso de “vaporware”

Por exemplo, antes da Amazon aportar aqui no Brasil, país cujo mercado editorial ainda não aprendeu a compreender estas engrenagens, a própria Amazon, ou quem dela se beneficia, criou rumores de que uma grande rede de livrarias brasileira seria adquirida pela companhia. Estes rumores, quando não verdadeiros, e aquele, pelo que parece, se mostrou um engodo, criam um clima de instabilidade no mercado que obriga os editores a repensarem rapidamente os seus negócios para enfrentar a intensa concorrência das empresas globais que agora descobriram um novo mapa para expandir o seu domínio.

A Amazon compreendeu muito bem a filosofia que rege as empresas de alta tecnologia da informação, principalmente àquelas ligadas ao centro norte americano de inovação, frente às concorrências por sua vez da indústria criativa da Índia e China. A filosofia de comprar iniciativas independentes para avançar seu alcance de domínio ajuda a Amazon a avançar em seu plano de se tornar em pouco tempo uma empresa de mídia.

Os livros eletrônicos, neste plano, é o mais bem sucedido projeto de mídia, o mais barato e o mais eficiente modo de valorizar ainda mais uma marca que usou o livro como cartão de visitas para entrar nas casas dos consumidores; e que agora usa a plataforma Kindle para colocar diretamente nas mãos dos consumidores modernos o seu cash dispenser, o e-reader virou um terminal de compras portátil. Faz parte da filosofia da companhia portanto dar livros eletrônicos baratos, às vezes de graça, e em troca obter dados bancários dos consumidores. Com isso, na próxima interação com o botão OneClickPay, ou algo que o valha, ela lhe facilita também o consumo de outros conteúdos de mídias mesmo que seja um televisor digital, um tablet, um console de games ou quem sabe até um barbeador novo.

Subsidiar o próprio crescimento asfixiando todo um mercado de livros faz mais sentido agora para mim, depois de mais de dez anos tentando explicar para o mercado editorial o iminente perigo que rondava os eBooks. Parece-me agora que até os editores de livros em papel tinham no fundo, sem saber porque, alguma a razão em ser contra esta revolução; mas é ao mesmo tempo para mim uma tortura, porque não era exatamente a razão que eu pensava que os editores não tinham.

Eles até tinham uma certa razão, mas a razão era só o que eles tinham.

O LIVRO ALÉM DA MíDIA # 10 | POR EDNEI PROCÓPIO

Mercado de livro em alta destaca papel de editor


Atividade tem graduação própria, mas muitos profissionais são jornalistas de origem

O número de leitores tem aumentado no Brasil. Resultados apresentados por uma pesquisa feita Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas [Fipe] para o Sindicato Nacional dos Editores de Livros [SNEL] e Câmara Brasileira do Livro [CBL] indicam crescimento de 7,2% nas vendas de livros entre 2010 e 2011 – últimos dados fechados disponíveis. As editoras brasileiras comercializaram 469,5 milhões de exemplares em 2011 É um novo recorde para o setor.

No caso dos e-books, incluídos pela primeira vez na pesquisa Fipe, os números ainda são pequenos, se comparados ao livro tradicional, mas já têm boa presença no panorama editorial, com mais de 5.200 títulos lançados em 2011. Em relação às vendas, o total desse segmento correspondente a um faturamento próximo de R$ 870 mil.

Apesar de os números indicarem um mercado em expansão, a gerente da CBL, Cristina Lima, estima em 500 o número de profissionais em atividade no Brasil. Oriundos do jornalismo ou dos cursos de letras, a maioria aprendeu na prática técnicas de marketing, relações públicas e administração de empresas, que somadas ao conhecimento de artes gráficas, literatura e ao domínio de alguns idiomas além do português, permitem que exerçam as várias facetas da função.

Trajetórias profissionais como a de Maria Amélia Mello, da José Olympio, uma das mais antigas e tradicionais editoras brasileiras e pertencente ao grupo Record, ou de Luiz Fernando Emediato, dono da Geração Editorial, fundada há 21 anos, confirmam a origem dos editores de livro em atividade no mercado atual. Ambos exerceram o jornalismo antes de ingressarem no mundo dos livros.

Outra característica comum é a paixão pela literatura, que se reflete mesmo entre os mais jovens, como é o caso de Ednei Procópio, que é especialista em e-book. E autor de livros, entre eles “O Livro na Era Digital”, que mostra como as novas mídias estão transformando o hábito da leitura em todo o mundo.

Para acompanhar a dinâmica profissional, os editores ocupam parte de seu tempo em cursos e palestras, onde às vezes são alunos, mas também participam como professores, numa troca constante de conhecimento. Instituições como a Fundação Getúlio Vargas, PUC, Senac e a própria CBL estão sempre organizando eventos desse tipo.

Maria Amélia inclui em seu roteiro sebos e feiras de antiguidades, onde é possível encontrar raridades editoriais que podem servir de inspiração para novos lançamentos. “Todo dia, o editor acorda achando que ele vai descobrir alguma coisa nova“, diz. Emediato, por sua vez, não dispensa a internet para acompanhar o que está acontecendo. Para ele, “o mundo está a um toque de seu dedo“.

Os dois editores citam a Feira do Livro de Frankfurt, em outubro, como a principal no plano internacional, e revelam a expectativa de bons negócios na edição deste ano, que tem o Brasil como tema. Clássicos da literatura nacional e escritores consagrados como José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Ariano Suassuna ou Ferreira Goulart, todos da José Olympio, já tem lugar garantido na bagagem de sua diretora editorial, Maria Amélia.

Com um olho no mercado e outro na qualidade dos textos que seleciona e publica, Emediato prefere aproveitar o evento para estreitar relações com agentes literários, mantendo o networking, que considera indispensável para conseguir bons negócios para a sua editora.

Formação. Com números indicando um mercado em expansão, a procura por cursos de formação profissional para editores de livros não fica atrás. Além daqueles oferecidos por instituições tradicionais, como a Universidade de São Paulo [USP] – o curso de Editoração da Escola de Comunicação e Artes [ECA] existe desde o início da década de 1970 – e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, são oferecidas formações rápidas que buscam atualizar os profissionais já em atividade para as novidades do mercado.

A formação generalista, como definem alguns editores, cede lugar à especialização, cada vez mais necessária em um mercado globalizado. Mas o número de vagas anuais que o vestibular da USP destina para editoração é de apenas 15.

De acordo com o professor Plínio Martins Filho, que coordena essa área da ECA/USP, os alunos ingressam no mercado de trabalho antes mesmo de concluírem o curso, o que faz com que também aprendam na prática. Mas a faculdade também se ocupa da formação técnica dos alunos, que têm uma editora-laboratório para trabalharem todas as etapas da publicação de um livro, da elaboração ou escolha de um texto, passando pela revisão, projeto gráfico, criação da capa, diagramação, até a sua divulgação e comercialização.

A grade curricular inclui formação literária, além de conhecimento jurídico, de marketing e o domínio do português, com todas as suas atualizações. “Somos os guardiões da língua culta”, define Martins Filho, dando a entender que esse atributo é indispensável para quem quer ser um editor de livros.

POR ELI SERENZA | ESPECIAL PARA O Estado de S.Paulo | 07 de abril de 2013

Garotos usam internet para ‘testar’ suas histórias


O sonho de Pedro Araújo, 13, é ver “Zoombies”, seu primeiro livro, publicado. Mas, antes de entrar em contato com uma editora, ele colocou o texto à prova na internet. O garoto publicou no Facebook trechos que falam sobre um mundo invadido por mortos-vivos. E seus amigos gostaram do que leram.

João Vitor Guimarães, 10, também planeja pedir a opinião dos colegas sobre o livro que ainda está escrevendo. “Eu vou pegar as características de amigos e fazer personagens baseados neles“, afirma.

Só depois da opinião dos amigos/personagens é que ele vai tentar publicar o texto, que fala sobre um tempo em que a Terra tinha um planeta irmão, onde grupos de diferentes religiões disputavam o poder.

Para Fabiana Medina, editora-assistente da PubliFolha, divulgar na internet o que se escreve é importante, porque exercita a escrita e permite um retorno direto dos leitores.

Com ajuda de adultos, crianças podem fazer um blog ou escrever em redes sociais. O livro não é mais a única forma de apresentar o texto“, diz.

Pedro, 13, publicou seu livro no Facebook no ano passado

Pedro, 13, publicou seu livro no Facebook no ano passado

POR ANDRÉA LEMOS | Publicado originalmente e clipado a partir de Folha de S.Paulo | Folhinha | 13/04/2013, às 00h01

O livro além do livro


Depois que a Internet, a mídia das mídias, transformou drasticamente as indústrias de telecomunicaçoes, entretenimento, música, jogos, cinema, e o modo como assistimos tevê, ouvimos rádio e lemos jornais e revistas, o artefato livro é a última fronteira na digitalizaçao dos meios de comunicação.

As oportunidades que podem ser exploradas ao redor de um novo universo que surge com a digitalização dos livros são inúmeras. Mas qual seria o segredo no entanto por trás do sucesso de alguns empreendimentos voltado aos eBooks? E a resposta é, antes de tudo, ter a compreensäo exata das ferramentas de distribuição digital dos novos tempos.

E como compreender, e romper, as barreiras e a urgência impostas pelos novos modelos de negócios da Era Digital? Atualizando-se em espaços criativos como os oferecidos pelo Congresso Internacional do Livro Digital [congressodolivrodigital.com.br], evento seminal promovido pela Câmara Brasileira do Livro [CBL].

Johannes Gutenberg [1398 - 1468], que aprimorou para o Ocidente a prensa de tipos móveis, e possibilitou com a sua invenção que a manufatura de um novo produto cultural fosse rapidamente popularizada, criando mais tarde toda uma cadeia de valor, certamente poderia estar entre os convidados das mesas e debates. Mas, como um bom empreendedor, gráfico, editor e ao mesmo tempo livreiro, o gênio alemão ficaria entusiasmado tanto com as inúmeras possibilidades de circulação dos livros, quanto pelas perspectivas de conversas em torno do tema se simplesmente acompanhasse as atividades do evento.

Com uma boa dose de senso crítico, e com a ajuda de novos métodos de curadoria de conteúdo, é possível hoje por exemplo ter um livro publicado simultaneamente para diversos hardwares [desktops, ultrabooks, tablets, e-readers, smartphones], sistemas operacionais [Windows Phone, iOS, Android] e formatos [ePub, PDF, MOBI, HTML5]. As novas agências editoriais que estão nascendo com o eBook, estão permitindo a publicação de obras baseado em novos modelos também precupados com a qualidade, acabamento, design e divulgação para obter audiência, acesso e consumo das obras.

Com a democrarização das tecnologias é possível hoje manter uma pequena agência editorial, enxuta, com um fluxo de caixa mínimo na casa dos cinquenta mil reais, mas com uma rede interessante por volta dez colaboradores externos, todos recebendo no regime de free lancers, entre eles copidesques, revisores, diagramadores, capistas, programadores, designers, etc.

Com uma equipe multidisciplinar, um investimento na casa dos três zeros, uma boa ideia, é possível até criar aplicativos, mashups, sites baseados em redes sociais e uma infinidade de canais para a venda, troca, circulação, distribuição e publicação dos livros eletrônicos. Que podem passar por plataformas integradas às redes de metadados, cloud computing, social e mobile commerce, e nas API’s das soluções robustas de empresas como Amazon, Adobe, Google, disponíveis se o empreendedor souber o que está buscando, e se procurar as soluções no lugar certo.

Mas qual é o lugar certo e para que lado empreender, se os desafios postos são na verdade gigantescos e a própria democratização das tecnologias criou paradoxalmente uma fila de startups concorrentes? A resposta está nas entrelinhas das conversas que podemos trocar e ouvir com pessoas interessadas no mesmo tema.

A Câmara Brasileira do Livro, uma das mais importantes e influentes entidades do livro na América do Sul, vem liderando e propiciando debates e conversas à respeito dos eBooks quando se propõe juntar, em dois dias do próximo inverno de São Paulo, a cidade da garoa, as cabeças pensantes de um novo mundo conectado. Os desenvolvedores que põem a mão na massa dentro dos mais adiantados players mundiais estarão presentes demonstrando seus cases para uma plateia de verdadeiros antenados, uma vez que o evento terá transmissão via streaming e através das mídias digitais.

O Congresso Internacional do Livro Digital em sua quarta edição, com o tema ‘O Livro Além do Livro’, se torna um espaço compartilhado de ideias e conversas que podem nos ajudar a pensar melhor nossas carreiras como escritores, como editoras, agregadores de conteúdo, sistemas middleware, livrarias online, estantes digitais, distribuidoras, etc. É uma opção bastante oportuna não só para os jovens e estudantes que buscam conhecimento de como turbinar e gerar novos networks, mas também para aqueles que pretendem empreender negócios com os eBooks e, claro, produzir bom conteúdo em forma de livros.

Nos vemos lá!

Por Ednei Procópio | Publicado originalmente em TI INSIDE | 29/03/2013, às 18:50

Amazon anuncia compra do Goodreads, rede social de recomendação de livros


A Amazon anunciou a compra do Goodreads, rede social de recomendação de livros com cerca de 16 milhões de usuários. Baseada em São Francisco, California, o Goodreads gerou mais de 23 milhões de visualizações.

A Amazon é conhecida pela venda de vários tipos de produtos e serviços, incluindo serviços de armazenamento e de transmissão de filmes e séries, mas os livros ainda são a marca da empresa.

No Goodreads os utilizadores podem atribuir uma classificação aos livros, escrever uma crítica, criar “estantes virtuais” com os livros que já leram, os que estão lendo e os que querem ler, bem como seguir a atividade de outros usuários do site.

Os detalhes do negócio não foram revelados mas, em comunicado, o vice-presidente da Amazon, Russ Grandinetti, lembrou que o Goodreads tinha “ajudado a mudar a maneira como nós descobrimos e discutimos os livros e agora temos a intenção de conceber novas maneiras de surpreender leitores e autores”.

De acordo com a agência de notícias Reuters, os termos do negócio, que deverá estar concluído no segundo trimestre deste ano, ainda não estão fechados.

Página da rede social Goodreads, em que usuários se reúnem para classificar livros, escrever críticas e criar estantes virtuais

Página da rede social Goodreads, em que usuários se reúnem para classificar livros, escrever críticas e criar estantes virtuais

Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S.Paulo | Caderno Ilustrada | 02/04/2013, às 11h32

Uma solução para livros didáticos eletrônicos baseada em Mozilla OS


O LIVRO ALÉM DA MíDIA # 09 | POR EDNEI PROCÓPIO

Mozilla Firefox OS

Se faz mais que necessária a criação de alternativas para o emergente mercado de livros eletrônicos. Embora tenhamos hoje uma boa gama de reading devices disponíveis aqui no Brasil, e no mundo [incluindo ótimos aplicativos], ainda assim a oferta de plataformas baseadas em softwares open source para serem trabalhadas por iniciativas independentes são praticamente nulas.

Para as pequenas e médias editoras que pretendem publicar e comercializar eBooks didáticos, o que temos hoje no mercado são tecnologias praticamente excludentes, caras, sem falar na limitação técnica e financeira da maioria dos projetos existentes, baseados quase sempre em caminhos sem volta das big players [Amazon, Apple, Google, etc].

Embora pareça haver alternativas sem fim, há interesses em jogo que mais atrapalham o crescimento do mercado, não somente no que diz respeito a expansão dos limites de leitores, mas também no que tange a própria tecnologia que fora criada exatamente para romper barreiras [mas que hoje, pelo contrário, cria novas barreiras, as digitais, contraditórias, concorrentes, caras e que não são confiáveis pois podem sair do ar se as "bigs" assim decidirem].

Nem todo projeto de código aberto é realmente um projeto de código aberto, como diz o pessoal da própria Mozilla. Um exemplo é o inicial projeto Android que acabou recebendo um grande aporte importante da Google e acabou por transformar-se em um dos principais imãs de negócios daquela corporação. A Google, cujo poder de inovação ultrapassaria os limites da aceitação, hoje vê-se se intrometendo em negócios voltados para conteúdo onde, na verdade, nunca deveria estar pois concorre diretamente com o próprio mundo que a mantém viva. Vamos ver quanto tempo isto vai durar, Google!

Felizmente agora temos mais uma alternativa interessante aos sistemas proprietários da Google, Microsoft, Apple e BlackBerry, etc. Trata-se do Firefox OS que mantém licenças de código aberto e tecnicamente obedece a uma estrutura profissional de dar inveja às citadas bigs. A ideia do Mozilla é criar uma alternativa aos sistemas operacionais para smartphones. Assim como aconteceu com o Android, e com o famigerado iOS, será rápida também a utilização dos sistemas em outros dispositivos tecnológicos como e-readers e tablets. Estou certo disto, confio no radar dos chineses.

Enquanto isso, por aqui, o Governo brasileiro, através do FNDE [Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação], por exemplo, ao invés de dar ouvidos às grandes corporações estrangeiras, cujos sistemas são fechados, proprietários, excludentes e com interesses bastante comerciais, para não dizer, exploratórios, poderia dar mais ouvido às iniciativas de soluções baseadas em códigos abertos [como o HTML5 e Mozilla Firefox OS, por exemplo]. O Governo, claro, não sabe, pois perde mais o seu tempo recebendo oportunistas em sua sede; mas a dobradinha HTML5/Firefox vai certamente enriquecer ainda mais as possibilidades de criação de livros didáticos e educacionais com recursos hipermídias.

De qualquer modo aqui vai mais uma previsão nossa. Em breve, será lançado uma solução de leitura de livros eletrônicos baseado em sistema Mozilla Firefox OS, usando o código padrão HTML5 para criar livros arrasadores. Quando isso ocorrer, iremos relembrar por aqui.

Só lamento não estar no Porto Digital ou no Vale do Silício; seria um prazer encabeçar um projeto de livros didáticos eletrônicos baseada nesta nova iniciativa da Mozilla. Criar uma plataforma baseada em código aberto é a solução para um Governo que se deixa infiltrar-se por empresas estrangeiras; que não estão interessadas no conteúdo educacional mas sim em concentrar ainda mais o seu  império de magnatas da infiltração.

O LIVRO ALÉM DA MíDIA # 09 | POR EDNEI PROCÓPIO

Colégio em SP estimula alunos a editar e melhorar a Wikipédia


Alunos do 9º ano do ensino fundamental do colégio I.L. Peretz, na zona sul de São Paulo, têm trabalhado para melhorar a qualidade e criar verbetes relacionados a obras literárias na Wikipédia, enciclopédia digital que tem 25 milhões de artigos publicados em 285 idiomas, sendo 772 mil deles em português.

A iniciativa partiu do professor Jorge Makssoudian, que procurou no Brasil os representantes da Wikimedia Foundation, responsável pelo site colaborativo, para oferecer a parceria.

O projeto é semelhante ao Wikipédia na Universidade, lançado pela fundação em 2011 e que tem a participação de instituições como USP, UFRJ e FGV, entre outras.

Eu pensei em um projeto que unisse tecnologia com algo que os alunos costumam usar no dia a dia, mas que também servisse como ferramenta para trabalharmos questões gramaticais“, explica.

Alunos do colégio Perets com o professor Jorge Makssoudian, que idealizou o projeto. Crédito da foto: Fabio Braga | Folhapress

Alunos do colégio Perets com o professor Jorge Makssoudian, que idealizou o projeto. Crédito da foto: Fabio Braga | Folhapress

De acordo com o professor, inicialmente são trabalhados apenas os verbetes sobre os livros que os alunos já leram.

O primeiro é sobre “A Volta ao Mundo em 80 dias”, do escritor francês Júlio Verne.

A ideia, segundo Makssoudian, é tornar a enciclopédia digital um ambiente mais confiável e com textos mais bem escritos. A filosofia é: em vez de reclamar, faça algo para melhorar o que lê.

Após criar os verbetes, alunos vão colocar nos livros com verbetes os selos com tecnologia QR Code. Crédito da foto: Fabio Braga | Folhapress

Após criar os verbetes, alunos vão colocar nos livros com verbetes os selos com tecnologia QR Code. Crédito da foto: Fabio Braga | Folhapress

É legal poder participar, entender como ela é formada [a Wikipédia], como as pessoas produzem [o conteúdo] e como ele é publicado. Isso estimula a gente a fazer também“, diz Grabiela Ejchel, 13.

O projeto também prevê levar tecnologia à biblioteca. Cada livro que tiver seu verbete editado na Wikipédia vai ganhar um QR Code, espécie de código de barras que pode ser lido por tablets e celulares e leva o leitor direto para uma página na internet.

Apesar de o programa não ser projeto oficial da Wikimedia Foundation, Oona Castro, responsável no Brasil pelas parcerias da fundação, diz que a iniciativa é bem-vinda. “Queremos muito aprender com essa experiência, nova para nós, já que até hoje estivemos focados em atividades com universidades.

Nosso papel é basicamente o de fomentar processos junto com a comunidade. Neste sentido, fizemos apenas a ponte entre o professor e voluntários da comunidade que já vinham planejando atividades em escolas de ensino médio em São Paulo“, diz.

POR MÁRCIO DINIZ | Publicado e clipado originalmente à partir de Folha de S.Paulo | 25/03/2013, às 03h30

Amazon lança leitor ‘top’ e cresce com promoções no Brasil


A Amazon começa a vender hoje no Brasil seu modelo mais avançado de leitor eletrônico, o Kindle Paperwhite, com tela iluminada e sensível ao toque.

Passa a oferecer também a opção com 3G gratuito, sem mensalidade, que permite baixar livros a qualquer momento, de qualquer lugar.

O aparelho sai por R$ 479 [com wi-fi] ou R$ 699 [com wi-fi e 3G] no pontofrio.com.br, na Livraria da Vila e em quiosques em shoppings no Rio e em São Paulo. Na importação pelo site americano, com taxas, sairia por R$ 620 ou R$ 851.

“Deixamos de ganhar no aparelho para ganhar na venda de e-books”, diz Alex Szapiro, vice-presidente da Amazon Kindle. Os aparelhos da concorrente canadense Kobo custam de R$ 289 a R$ 449.

Até hoje, a Amazon só vendia por aqui, a R$ 299, seu modelo mais simples, sem tela sensível ao toque nem iluminação interna. Com o Paperwhite, espera melhorar seu desempenho no país.

O lançamento ocorre após o início de uma série promoções semanais, de até 70% -definidas caso a caso com as editoras, segundo Szapiro-, com as quais a Amazon vem crescendo no mercado.

“Crash” [LeYa, 2011], de Alexandre Versignassi, por exemplo, passou de R$ 27,99 para R$ 9,90 na sexta-feira, pulando da 800ª posição para a 11ª na lista da Amazon em menos de 24 horas. Com isso, tornou-se o segundo e-book mais vendido da LeYa nos últimos sete dias, consideradas as vendas em todas as lojas.

RANKING

Os primeiros meses de operação no Brasil foram difíceis para a varejista. Ela estreou em dezembro, junto com a Kobo [parceira da Livraria Cultura] e a venda de e-books nacionais pelo Google Play.

Por semanas, penou o penúltimo lugar entre as grandes do gênero no Brasil, à frente só da Kobo/Cultura. A Apple, que entrou nesse mercado em outubro, sempre manteve a liderança com folga.

Recentemente, a Amazon deixou para trás o Google e a Saraiva. No geral, é a segunda loja que mais vende no país.

Sua estratégia, avaliam editores, é ganhar mercado no chamado fundo de catálogo, com livros mais antigos. É mais fácil negociar descontos neles sem incomodar concorrentes.

O desafio é crescer nos lançamentos. Um problema é a proporção de aparelhos: enquanto há estimados 3 milhões de iPads e iPhones no país, o Kindle alcança só dezenas de milhares de leitores.

POR RAQUEL COZER | Publicado e clipado à partir de Folha de S.Paulo | 19/03/2013, às 03h20