Archive for julho \31\UTC 2011

Programa Mod MTV Livros


Primeira parte do programa MOD MTV exibido em Julho/2011 onde o autor Nicholas Carr aborda as diferenças da leitura no papel pela leitura na tela. Ann Thornton, da Biblioteca Pública de Nova York, mostra os benefícios do acervo virtual.

“Desvendando a adoção do Livro Digital”


Desvendando a adoção do Livro Digital – Uma Experiência Empírica utilizando um modelo em equações estruturais” foi o vencedor do trabalho científico no 2º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, a apresentação aconteceu em uma sessão especial, e teve como objetivo estimular a divulgação de pesquisas e trabalhos inéditos empíricos ou conceituais.

Os seis melhores trabalhos foram apresentados durante o Congresso. Autora do trabalho classificado em segundo lugar, denominado “Desafios do Digital na democratização da divulgação científica no Brasil”, Nathalie Reis fala de sua satisfação: ”fiquei muito feliz e um pouco surpresa, pois a qualidade dos demais trabalhos também era muito boa. Podemos contribuir, inclusive através de parcerias, na ampliação da leitura no Brasil. Foi uma iniciativa muito interessante essa aproximação da indústria editorial brasileira, através da CBL, com a universidade. Há muito o que pesquisar sobre o livro digital no Brasil”. Primeiro e segundo lugares serão publicados pela Revista Rege da USP.

CBL | 30/07/2011

Entrada da Amazon na Itália estimula queda de preços


Itália: Horas antes de Ricardo Cavallero, gerente geral da Mondadori, embarcar para São Paulo – onde participou na quarta do Congresso Internacional do Livro Digital -, a gigante italiana assinou com a Amazon contrato para venda de 2.000 títulos para Kindle.

Há nove meses vendendo eBooks, a maior editora da Itália pretende lançar no formato outros 1.000 dos 10 mil títulos de seu catálogo até o fim do ano – quando a Amazon, no país desde novembro, deve iniciar a venda do Kindle. “Não houve razão para assinarmos o acordo antes de termos certeza de que eles entrariam no mercado italiano“, disse Cavallero à coluna.

Ciente das dificuldades da varejista de fechar contratos no Brasil, o gerente compara a situação aqui com a dos EUA em 2009. “A tendência é que as editoras batalhem pelo direito de definir os preços sem que ninguém possa mudá-los. O problema dessa típica reação de defesa da indústria é que, para que esse mercado dê certo, os preços precisam cair. Está provado que as pessoas gastam no máximo 10 dólares ou euros em compras pelo celular.

Hoje, a Mondadori dá descontos de 50% em todos os seus e-books. Quer reduzir ainda mais os preços até o fim do ano.

Por Raquel Cozer | O Estado de S.Paulo | 30/07/2011

O passado e o futuro


Sai Roger Chartier, entra Bob Stein. Com a mudança de agosto para outubro, a 1.ª Festa Literária Internacional de Cachoeira [Flica]perdeu o francês historiador do livro, mas garantiu o americano pioneiro em estudos sobre e-books. Em comum, os dois creem que o digital vai gerar um novo tipo de obra literária, mas Stein é mais radical. No Congresso do Livro Digital, ele mostrou não ver lugar para o impresso no futuro.

Por Raquel Cozer | O Estado de S.Paulo | 30/07/2011

As vendas por aqui


Na Cultura, 15 mil e-books foram vendidos este ano. Mauro Widman, coordenador da área na livraria, diz que as vendas dobram a cada dois ou três meses. A previsão é que, até dezembro, a comercialização de digitais chegue a 1% do faturamento da loja. Parece otimismo: ficaria em torno de R$ 3 milhões, se levado em conta o faturamento de 2010.

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As editoras que mais vendem livros digitais na Cultura são a KBR, cujos títulos não passam de R$ 12, e a Zahar, devido aos preços e ao alto número de títulos no formato: 300.

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Os e-books “made in Brazil” não chegam a 2% do total de títulos digitais oferecidos pela Cultura e pela Saraiva. Embora os importados dominem, suas vendas são menos expressivas. Cerca de 70% dos títulos no formato vendidos nas duas lojas são nacionais.

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Segundo a Saraiva, há dez títulos nacionais cujas vendas em e-book já equivalem a mais de 5% das de papel no mesmo período.

Por Raquel Cozer | O Estado de S.Paulo | 30/07/2011

Enquanto isso, no Brasil…


Apesar de a Amazon ainda não ter chegado de fato ao Brasil, sua presença no País é significativa entre livrarias virtuais. Segundo o Google AdPlanner, que estima audiência de sites, a loja americana tem aqui mais visitantes únicos por mês [1,9 milhão] que a Cultura e a Fnac [com 1,2 milhão cada uma]. A Saraiva fica na frente das três, com 4,6 milhões.

Hoje, a Mondadori dá descontos de 50% em todos os seus e-books. Quer reduzir ainda mais os preços até o fim do ano.

Por Raquel Cozer | O Estado de S.Paulo | 30/07/2011

Prêmio dará R$ 30 mil para projetos de incentivo à leitura


Estão abertas até 10 de agosto as inscrições para o Prêmio Vivaleitura, que tem como objetivo incentivar a leitura no País. Essa é a sexta edição da premiação, que neste ano vai reconhecer pela primeira vez trabalhos desenvolvidos em ambientes virtuais como blogs ou redes sociais.

Podem se inscrever pessoas físicas, empresas, instituições e órgãos públicos em três diferentes categorias: bibliotecas, escolas e sociedade. Esta última inclui empresas, organizações não-governamentais [ONGs], pessoas físicas, universidades e instituições sociais. A lista dos 15 finalistas será divulgada em outubro e o resultado final, com o vencedor de cada categoria, em novembro. Cada um receberá um prêmio no valor de R$ 30 mil.

As inscrições podem ser feitas no site http://www.premiovivaleitura.org.br ou por carta registrada para o seguinte endereço: Caixa-Postal 71037-7 – CEP 03410-970 – São Paulo – SP. Mais informações na página do prêmio ou pelo telefone 0800 7700987.

O Vivaleitura é promovido pela Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura [OEI] e os ministérios da Cultura e da Educação, com patrocínio da Fundação Santillana e apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação [Consed] e da União dos Dirigentes Municipais de Educação [Undime].

Por Amanda Cieglinski | Agência Brasil | 30/07/2011 | Edição: João Carlos Rodrigues

200 mil downloads gratuitos, 2.500 livros vendidos


Formada por três profissionais de menos de 30 anos, equipe do Grupo A brinca com diferentes tecnologias para livro digital e comemora acertos

Bruno Weiblen tem 27 anos e é gerente de Novos Negócios do Grupo A, que congrega as editoras Artmed, Bookman, Artes Médicas, McGrawHill, Penso e Tekne. Em sua equipe estão dois Felipes – o Couto, de 28 anos [e há 13 na empresa!], e o Flesch, de 22 [que trocou a área de vendas da Colgate pelos e-books]. Juntos, os três são responsáveis pelos projetos digitais do grupo gaúcho.

Já experimentaram PDF, ePub e aplicativo para os diferentes sistemas operacionais. Vendem na AppStore, na Saraiva e no site da própria editora. Fazem parte do projeto Minha Biblioteca, de fornecimento de acervo digital para bibliotecas universitárias. Devem lançar em agosto o primeiro aplicativo para Android e em breve outro para o Windows Phone 7. E ainda querem fazer livros para serem lidos em desktop, em Mac e onde mais o leitor pedir.

A primeira brincadeira da equipe com aplicativos, apresentada em agosto de 2010, quando a empresa também anunciou o investimento de R$ 100 mil na digitalização de seu catálogo, custou caro [criar um aplicativo é quase como criar um software], mas deixou todos felizes. De cara, fizeram dois para um mesmo livro: um gratuito e outro pago. “A AppStore tem um volume alto de acessos, e para conteúdo gratuito esse número é ainda muito maior. Criamos o aplicativo grátis para fortalecer a marca e para levar as pessoas para a loja dos aplicativos pagos”, contou Felipe Flesch.

O resultado: 200 mil downloads gratuitos e 2.500 vendidos [a US$ 24,99] do Medicamentos de A a Z, e não só para o Brasil, mas também para os Estados Unidos, Argentina, China e Índia, entre outros. Lembrando que 2.500 é a tiragem média de um livro impresso, e ela nem sempre se esgota. A divulgação por aqui foi quase zero – mandaram apenas para o mailing. Foi a movimentação na própria AppStore que cuidou de manter o produto em destaque.

Mas este não é o único aplicativo do Grupo A. Há também o A psicanálise na terra do nunca, lançado em dezembro de 2010, e o Psicofármacos – Consulta rápida, de março deste ano. Outros devem ser criados sempre que um livro “pedir”, já que alguns funcionam melhor em PDF, outros em ePub. Na livraria digital de seu site, já são quase 250 títulos que custam 20% menos do que as versões impressas.

É uma iniciativa empreendedora do Grupo A e estamos dando a cara para bater”, comentou Felipe, que participou do 2º Congresso Internacional do Livro Digital nesta semana ao lado do colega Felipe Couto, convidado a integrar a equipe porque com sua experiência de 13 anos na empresa – começou como estagiário e passou por diversas áreas, inclusive a de diagramação, conhece de trás para a frente o catálogo das editoras do grupo e ajuda a pensar em quais formatos eles podem ser relançados.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 29/07/2011

Site de J.K.Rowling com “experiência” Harry Potter é lançado no domingo


J.K.Rowling, autora dos livros Harry Potter, comemora aniversário com lançamento de site

O próximo domingo [31] será uma data bem importante para os fãs de Harry Potter. Neste dia, a autora J.K. Rowling faz aniversário e dá início à experiência do site Pottermore, que deve trazer mais histórias do bruxinho e sua turma.

Rowling já anunciou que, a partir de outubro, o site estará aberto a todos, e será uma oportunidade para conhecer histórias de Harry Potter que não estão nos livros e até de escrever e dividir outras narrativas. No entanto, a partir deste domingo, o site deve informar como o leitor pode acessar o site antes de outubro.

Ficou curioso? Cadastre-se em www.pottermore.com e não deixe de dar um pulinho por ali no domingo.

ENCONTRO

Para comemorar, fãs da saga vão se reunir no cinema Cinesystem do Galleria Shopping, em Campinas [SP], a partir das 12h30. Membros do fã-clube P3V e do site Potterish vão estar lá.

Às 14h, haverá uma sessão de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2″.

PARA CONFERIR
Encontro de fãs de Harry Potter
Onde: Cinesystem do Galleria Shopping [rod. D. Pedro 1, km 131,5, Jd. Nilópolis, Campinas - SP; tel.: 0/xx/19/4003-7053]
Quando: domingo, às 12h30
Quanto: grátis [encontro]

Folha.com | 29/07/2011 – 15h51

Vendendo para seres “ciber-híbridos”


Para Martha Gabriel, estamos entrando na era do “qualquer lugar, qualquer hora e por qualquer pessoa”

Martha Gabriel | Foto: PublishNews

Revoluções são irreversíveis e com a era digital é a mesma coisa. Não tem volta. Ou a gente vira letrado digital, ou fica tão analfabeto quanto eram as pessoas que não sabia ler na era do livro. A gente precisa aprender a andar de bicicleta, e com ela em movimento”, afirmou Martha Gabriel, diretora de Tecnologia da New Media Developers, em sua palestra “Marketing para o Livro Digital”, ontem, durante o 2º Congresso Internacional do Livro Digital.

Segundo ela, estamos entrando na web 3.0, cuja característica é “qualquer lugar, qualquer hora, por qualquer pessoa e qualquer coisa”. Ainda que não tenha foco exclusivamente em estratégia para editoras e e-books, a palestrante comentou sobre como o mundo digital mudou o marketing e de que forma todas as empresas, sejam elas editoras ou não, podem aproveitar essas mudanças. Para ela, não existe mais mídia de massa – onde a marca procura as pessoas -, mas sim a “My Mídia” ou “Era da Participação”, onde são as pessoas que procuram as marcas.

Para se dar bem neste cenário, é preciso adquirir capital social capaz de fazer as pessoas irem, por vontade própria, atrás da sua marca. “O consumidor está no comando. O consumidor escolhe onde ele vai estar, mas no momento em que ele resolveu falar com você, você pode dar para ele uma experiência receptiva bacana”, explicou a palestrante. Para isso, é necessário conhecer o seu cliente e, mais, entender o que é relevante para ele naquele instante. Não basta segmentar, segundo Martha Gabriel, porque as pessoas não “são”, as pessoas “estão” e mudam de ideia e interesses rapidamente.

As editoras precisam estar em sincronia com seus consumidores e o mundo digital, por conta das novas tecnologias, permite isso. Sabendo onde as pessoas estão é mais fácil vender para elas. “Mercado era como filho pequeno, a gente colocava a roupa, dizia o que ele tinha que fazer e acabou. Agora o mercado é como filho adolescente, ele retruca e você precisa argumentar e conquistar aos poucos. Dá mais trabalho”, comparou. “A metodologia no marketing continua igual, o que mudou é que o público-alvo não é mais só alvo, mas passou a ser mídia e gerador de conteúdo”.

Mas mesmo com um público ativo, ela afirma que o mundo digital é uma vantagem para qualquer marca, pois estas ganharam mais pontos de contatos e a oportunidade de estar com seu consumidor 24h por dia. Para entender as necessidades e os desejos do cliente e saber o que dar para ele em todos os momentos, é necessário entender que a internet e as novas tecnologias tornaram as pessoas seres “ciber-híbridos”, usuários não mais de uma, mas de várias plataformas digitais. E essa conectividade pode ser uma oportunidade para quem tiver interesse em atingir e vender para o público. Basta saber aproveitar.

Por Gabriela Nascimento | PublishNews | 28/07/2011

“Demita quem não usa Facebook”


Riccardo Cavallero, da Mondadori, falou sobre o novo perfil do editor

Riccardo Cavallero, da Mondadori | Foto: PublishNews

Nós não conhecemos o livreiro e o distribuidor e agora temos que conhecer o consumidor”, brincou o diretor da italiana Mondadori [cuja sede fica em um prédio projetado por Niemeyer], Riccardo Cavallero, no encerramento do 2º Congresso Internacional do Livro Digital. Ele foi convidado a falar sobre o papel do editor neste novo momento da indústria do livro e disse que o primeiro passo é entender que mudanças estão acontecendo e que não é mais possível manter distância dos consumidores. “Demita quem não usa Facebook”, disse. “Pensamos: Não está acontecendo comigo. Acontece nos Estados Unidos, mas não no meu país. Acontece com a indústria da música, mas não com a do livro”, completou.

Mas está acontecendo e quem não entrar na dança tem muito a perder. Ele comentou que novos players sem tradição vão chacoalhar as editoras, mas pode ser que eles não estejam vivos quando o mercado encontrar novamente a estabilidade. E que o jeito mais eficaz de morrer antes da hora é investir em um diretor digital. “O melhor é saber que seu editor tem mente digital, e não ter um diretor digital”.

Para Cavallero, os editores devem estar preparados para trabalhar em uma empresa orientada para dados, para perder o controle do território e para entrar em novos territórios. “Temos um longo caminho a seguir. Sei que haverá um editor no futuro, só não sei se eu serei o editor”.

Ele comentou que o Brasil e a Itália, e outros países, estão vivendo mais ou menos no mesmo período da era digital e que por causa de suas línguas menores não sofrem a pressão sentida pelos Estados Unidos e Inglaterra. Disse ainda que é preciso ter em mente que o aumento do consumo não significa exatamente aumento do faturamento, que enquanto se investe em canais digitais é preciso manter o modelo tradicional de distribuição e que vem do impresso o dinheiro que será investido no e-book. “Mas publique tudo, publique simultaneamente e publique barato”, completou.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 28/07/2011

Construindo uma comunidade de leitores


Joseph Craven dá dicas de como editoras podem montar comunidades verticais e lucrar com isso

Joseph Craven | Foto: PublishNews

Uma grande oportunidade para as editoras no mundo digital é a possibilidade de criar websites voltados para pessoas que procuram informações detalhadas sobre assuntos que lhe interessam. Foi isso que disse Joseph Craven, vice-presidente da Sterling Publishing, editora da Barnes & Noble, em sua palestra “Comunidades verticais desenvolvidas por editores: Um mundo e novas oportunidades”, durante o 2º Congresso Internacional do Livro Digital. “Como editoras, nós não somos impressoras de livros, mas criadoras de conteúdo e nosso trabalho, agora, é entregar esses conteúdos em diversos formatos e plataformas”, explicou.

Para ele, deve existir um casamento entre novas ideias e conteúdo de qualidade, pois formas inovadoras não valem nada se não existir o conteúdo. Mas este também não tem valor se não for distribuído. Num mundo digital, é preciso aproveitar as oportunidades de distribuir esses conteúdos para as pessoas e entre as opções disponíveis no mercado atual para realizar essa ação estão os e-books, aplicativos e as comunidades verticais, assunto sobre o qual veio falar no Brasil.

As comunidades são websites criados pelas editoras com o objetivo de atrair pessoas com interesses específicos sobre o qual querem saber mais. Esses sites podem ser focados em um determinado gênero de literatura, em um único autor, ou mesmo em dicas e serviços relacionados a hobbies e profissões. Craven, que traz no currículo a experiência de criação de uma comunidade de amantes da fotografia no Pixiq, explicou que para que esse tipo de investimento dê certo, é preciso conhecer o seu público e entender seus interesses e gostos. Uma editora especializada em livros de viagens pode, por exemplo, criar uma comunidade para que pessoas que gostam de viajar troquem informações sobre destinos e passeios. Independente do assunto, é importante que o site proporcione para as pessoas a sensação de que fazem parte de uma comunidade e que esta comunidade é única e tem atrativos que não podem ser encontrados em outro lugar.

Por si só, a criação dessas comunidades pode parecer um investimento que não trará retorno financeiro, mas, segundo Craven, a editora pode usar essas comunidades para divulgar sua marca e vender, indiretamente, seus livros. Uma editora com um forte acervo de livros de ficção científica pode criar uma comunidade para fãs do gênero e, lá mesmo, divulgar e vender seus lançamentos. Porém, ele afirma que é necessário tomar cuidado ao oferecer suas publicações, pois o site deve ser uma comunidade e não uma livraria, e uma estratégia de venda direta e agressiva pode espantar as pessoas.

Além da venda de livros e publicidades, ele sugeriu que as editoras interessadas nesse tipo de negócio pensem em estratégias diferentes, como oferecer conteúdo especial para quem quiser ser assinante, vender produtos de terceiros que tenham relação com o conteúdo do site, licenciar o que é produzido para outros sites e promover eventos e festivais não virtuais para os integrantes das comunidades.

Para os interessados em montar seus sites, Craven contou que a primeira coisa que deve fazer é encontrar uma lacuna no mercado, focar em um assunto cuja demanda exista, mas que ainda não seja suprida por ninguém. Depois, é necessário fazer um plano de negócios adaptável, com o objetivo de dar uma ideia do que será feito, mas aberto para mudanças ao longo do caminho. É essencial que a editora tenha objetivos claros com esse projeto, que escolha bem a equipe que irá produzir e administrar o site, e que também tenha certeza de que ele é funcional e que o conteúdo pode ser facilmente identificado e encontrado. Para as editoras brasileiras, ele sugeriu também a possibilidade de fazer acordos com empresas estrangeiras que já tenham uma comunidade parecida com o que desejam fazer e investir na tradução desse conteúdo.

Na hora de lançar o site, Craven diz que é imprescindível ouvir a comunidade e ser capaz de se adaptar perante as críticas, além de saber que, num site, o trabalho nunca acaba: “Não é um livro, é um organismo vivo e as pessoas querem que aquilo seja renovado”.

Por Gabriela Nascimento | PublishNews | 28/07/2011