Páginas virtuais

Imagine uma Feira do Livro sem livros. Pelo menos como você os conhece. No lugar deles, as bancas teriam um computador. O comprador não chegaria de mãos abanando: levaria no bolso um aparelho, seu leitor digital, para ser abastecido com material comprado e baixado da internet. Assim, após uma tarde entre novidades e saldos, seguiria para casa. Sem sacolas, mas com várias obras novas na forma de e-books, os livros eletrônicos. Na Feira do Livro de Porto Alegre, que segue até o dia 15, o novo conceito já dá o ar da graça. A Edipucrs está lançando paralelamente ao evento cinco títulos digitais. Em 2008, foram apenas duas obras. A opção pelo novo formato ganha força porque há pouco menos de um mês os brasileiros podem adquirir oficialmente o Kindle, o mais conhecido modelo de leitor digital, produzido pela Amazon. O preço ainda é salgado – cada aparelho, também chamado de e-reader, custa cerca de R$ 1 mil –, mas a tendência é de que seu uso se popularize. “Em vários países, as pessoas já usam esses leitores no ônibus, no trem, nas praças. Em pouco tempo, devemos adquiri-los a um valor razoável no Brasil também”, afirma o professor e pesquisador da Faculdade de Comunicação da PUCRS, Eduardo Pellanda.

Zero Hora – 04/11/2009 – Por Redação