Os audiolivros, como também são chamadas as versões sonoras de textos publicados em papel, chegaram à Feira do Livro de Porto Alegre ocupando lugar de pouco destaque nas barracas, com escassas opções de títulos e ostentando vendas tímidas. Na maior parte das barracas, o leitor nem encontrará uma obra para ser ouvida – vendida geralmente em formato de CD e com a mesma capa do original. Mesmo onde o produto está disponível, o comprador precisa contar com uma visão aguçada ou pedir auxílio a um vendedor. Um dos esconderijos dos audiolivros se localiza na banca da distribuidora Santucci. Ali, há principalmente títulos de administração, auto-ajuda e espiritismo. Fora disso, os principais destaques são 1808, de Laurentino Gomes, e A Mulher que escreveu a bíblia, de Moacyr Scliar. O livreiro Fábio Santucci diz que a distribuidora está oferecendo os audiolivros pela primeira vez e, até o momento, o desempenho é bastante acanhado. Santucci diz que em São Paulo o produto é mais difundido porque costuma ser usado no aparelho de som do carro por motoristas em vagaroso deslocamento. FONTE: Zero Hora – 06/11/2008 – por Marcelo Gonzatto






