Se a língua é dinâmica, o mercado de dicionários precisa ser versátil e buscar alternativas de negócios para a sobrevivência num ambiente competitivo e em permanente transformação. Entre as novidades na área estão a adoção de modelo inspirado na Wikipédia, a biblioteca virtual abastecida pelos usuários da rede. No caso dos dicionários, isso significa que os leitores virtuais podem enviar sugestões de verbetes. Outra estratégia é obter receita por meio de patrocínios e venda de publicidade nas versões digitais. O Caldas Aulete é um bom exemplo. Um dos mais antigos e tradicionais dicionários do Brasil, hoje atua na internet e conta com a colaboração de usuários, que enviam cerca de 100 sugestões de verbetes por mês pela web – 10 são aproveitadas. Para gerar receita, o caminho são os patrocínios e venda de publicidade. Na Melhoramentos, o dicionário eletrônico e as licenças para a internet representam cerca de 12 dos negócios. “A parte eletrônica não chega nem perto da impressa”, afirma Lerner. Os negócios sob a marca Michaelis movimentam R$ 20 milhões por ano para a editora. FONTE: Gazeta Mercantil – 16/09/2008 – por C.Melo, N.Baldi






